sexta-feira, julho 22, 2011

Câmeras e Cidadania!!






Câmeras e Cidadania


JAIME SAUTCHUK (*)

A paranoia da insegurança pública é a justificativa para uma avassaladora invasão da privacidade das pessoas no mundo inteiro, inclusive no Brasil. As câmeras espalhadas em lugares públicos vão muito além da finalidade alegada e servem para muitos outros usos, o que fere os direitos dos cidadãos.

Começa pelo começo. O regime sócio-econômico hoje predominante no mundo não convive com o pleno emprego e mantém o exército de reserva de que falava Karl Marx. Ou seja, é a massa de desempregados, que serve para regular os salários, para baixo. É a lógica capitalista.

Além disso, dentro do próprio sistema há enorme defasagem entre o avanço tecnológico, que promove a automação da produção em todos os setores, e a carga horária dos trabalhadores. Basta ver quantas pessoas são necessárias, hoje, para produzir mil automóveis. Ou para plantar, colher e carregar mil hectares de soja.

Isto, somado ao crescimento da população na maioria dos países, gera um contingente enorme de supostos desocupados, que, em boa parte, se ocupam do crime. As organizações do crime são gigantescas e contam com a proteção de polícias e do judiciário, ou seja, advogados e juízes. Mas os avulsos seguem o mesmo rumo.

O magnata vive em castelos e anda de helicóptero, meio de transporte em que São Paulo é a cidade campeã mundial. E é largamente usado no Brasil inteiro. Já o cidadão comum é forçado a amurar as casas, trancar portas e janelas, fazer mini-fortalezas para se proteger em verdadeiros presídios familiares.

A violência está sempre por perto, mesmo em cidades menores, tidas até poucos anos atrás como tranquilas. É comum vermos na mídia que a polícia pegou tal e qual com a ajuda de imagens registradas em algum lugar, mas no dia seguinte o cara está nas ruas de novo. E as câmeras continuam lá.

É certo que essas câmaras são instrumentos úteis em muitos casos, mas os limites dessa vigilância é que não são claros. A transmissão direta de sessões do legislativo e do judiciário, inclusive do Supremo Tribunal Federal, por exemplo, são de grande serventia pública, com caráter até educativo.

Mas, de todo modo, essas emissoras só transmitem as sessões públicas dessas instituições. E a gente sabe que as negociatas não ocorrem nessas ocasiões. Ocorrem no gabinete ou na fazenda do prefeito, em hotéis de luxo e outros recintos onde não há olhos eletrônicos.

Se a investigação da polícia, dos tribunais (em especial os de contas), das corregedorias de órgãos de governo, do ministério público, de qualquer fiscalizador, enfim, depender dessas imagens, pobres de nós.

A proliferação de câmeras por todo lado, portanto, não está fiscalizando o crime organizado, nem os grandes contraventores. Bisbilhotam a vida do cidadão comum, em verdade. É salvaguarda de patrimônio, não da cidadania.

Em muitos lugares, até o interior de residências é filmado, sem quem os moradores saibam. A máxima “quem não deve, não teme” não vem ao caso. Pela lei, nem a polícia pode entrar numa habitação sem autorização judicial.

Este é um aspecto da questão. Mas há muitas outras variantes. Vejamos situações corriqueiras. Numa greve de trabalhadores de algum setor, por exemplo, seus líderes são identificados no ato. E punidos por isso.

Ou, então, a pessoa que não quer mostrar suas preferências religiosas, sexuais ou políticas. Ela teria direito ao sigilo, mas não tem.

Mais grave ainda é o fato de que não há controle nenhum sobre esses bancos de dados formados aleatoriamente. Nem regras para seu armazenamento. Quem fará uso dessas imagens? Por quanto tempo podem ficar nos arquivos?

Afinal, são peças que podem ser usadas para muitas finalidades, inclusive chantagens pessoais ou mesmo políticas. Ou seja, são potenciais armas de crimes.

O Ministério da Justiça está estudando o assunto. E, no Congresso, há propostas tramitando. O certo é que o governo tem instrumentos para controlar o setor. E pode partir do que é consenso em órgãos do próprio governo e de entidades de universidades e de defesa da cidadania.

A proposta é: quem quiser gravar imagens terá que ter autorização do governo, e este deve determinar as regras e fiscalizar o uso. E, é claro, o cidadão precisa ter instrumentos para reparar eventuais danos.

Ou, então, vamos colocar câmeras em todos os lugares.

*Jornalista,escritor e colunista do Portal Vermelho

segunda-feira, julho 18, 2011

O Brasil deve avançar contra as trevas!!!


Luiz Carlos Antero


Um fato saudável. Na linhagem da mais generosa tradição do
pensamento marxista criador, Renato Rabelo (1) levantou questões
fundamentais acerca do futuro do movimento revolucionário, essencial
a um futuro exitoso para a humanidade e o Brasil. Sua pedagógica
intervenção coincide com um momento nacional que requer das
forças avançadas uma inteligente postura diante das tentativas de
glorificação de um nebuloso passado derrotado no plano eleitoral com
a contribuição do PCdoB.

Por Luiz Carlos Antero*

Ao considerar “indispensável manter a identidade comunista e ao mesmo
tempo atuar no curso real da luta política” numa “realidade de defensiva
estratégica e numa fase de acumulação de forças num sentido
revolucionário”, Rabelo examinou os desafios da atualização do
pensamento marxista e as alterações na correlação de forças no mundo.

Quando é avaliado o papel da China e dos países emergentes nas
circunstâncias da profunda crise dos EUA, Europa e Japão, aflorou-me à
memória uma entrevista realizada (ao lado de José Carlos Ruy) com um
dirigente do PC da China em dezembro de 2001 — durante o 10º
Congresso do PCdoB, realizado no Rio de Janeiro.

O comunista chinês ali tangenciou a possibilidade de restauração da
bipolaridade e exaltou as excelências de um mundo multipolar. Foi
também no Rio, quase dez anos depois, no recente Encontro
Internacionalista realizado na UFRJ, que Renato pronunciou sua
esclarecedora conferência que confirma tais rumos.

Novo ciclo, nova influência

É nas circunstâncias dessa “nova realidade internacional e de mudança do
cenário nacional, levando-se em conta o ciclo político aberto por Lula e
continuado por Dilma Rousseff”, que o Brasil é promovido a “uma nova
dimensão” também no quadro mundial, realçando-se, no pensamento de
Renato Rabelo, “a importância de atualizar a teoria revolucionária”. É
quando o movimento comunista “começa a recuperar sua influência no

processo de acumulação de forças (no sentido ideológico, político e prático
da influência concreta na sociedade)”.

Uma reflexão assim posta é um vigoroso sopro renovador num País que
vive hoje um ambiente auspicioso, mas ameaçado, aqui ou acolá, pelo
velho pensamento neoliberal que busca a estagnação e a imbecilização da
política. Por vezes, tacitamente assimilado pela fase inercial que sucedeu
ao desaparecimento de circunstâncias e lideranças que marcaram o curso
histórico significativo da trajetória republicana — a exemplo de João
Amazonas de Sousa Pedroso, Mauricio Grabois, Leonel de Moura Brizola,
Miguel Arraes e outros tantos exemplares do pensamento nacional e de
extração patriótica e popular. Boa parte deles eliminada com a ferocidade
planejada para que nada restasse desse pensamento.

FHC: o ocasional paladino

Neste elo, entre as tarefas mais atuais coloca-se uma, muito especial, que
trata de resgatar o gigantesco atraso proporcionado pelas quatro décadas
perdidas que se remontam aos períodos do regime militar (1964-1985) e
neoliberal que acometeu o País (ao longo dos anos 1990 até 2002).

São períodos na essência complementares, articulados e siameses, e raros
intervalos nos quais trataram de consagrar a transição negociada — que, da
Nova República a Fernando Henrique Cardoso, transitando pela vitória de
Fernando Collor, já em 1989, lograram barrar a efetivação de avanços a
uma transição de ruptura. Um desdobramento cirúrgico à destruição do
pensamento nacional alcançado na ditadura.

Emblemática da atual presença deste velho pensamento derrotado em 2002,
2006 e 2010, foi a recente (e bizarra) glorificação do mesmo FHC, que
reaparece “forçando a barra” como ocasional paladino da (possível)
descriminalização da maconha. Mas o que se torna impossível à nação é
tragar seu conservador perfil fisiológico de entreguista e embusteiro da
chantagem inflacionária.

Em seu conjunto, destacaram-se, neste cenário, sinais dessa pasmaceira
plasmada de ternura cínica e que, na plácida “maresia”, ainda subsiste às

transformações requeridas e aos avanços acenados nas três recentes
eleições presidenciais.

Tudo em nome de uma “estabilidade” que custa ao país uma maquiada
instabilidade e sua ruptura com o prodigioso passivo construído pela
mesma elite de estelionatários que “pensou” o Plano Real e, na tradição,
aqueles 502 anos de solidão, concentração fundiária, cidades infladas e
apartadas, perversa e secular espoliação do trabalho, vandalismo,
truculência, miséria e agudas contradições.

Genuflexa “renovação”

Carece de sinergia a desconstrução da herança nascida do casamento entre
a era neoliberal e o regime militar: a concentração da renda e a blindagem
dos espiões e torturadores fascistas, os sagrados frutos das privatizações, a
política macroeconômica e suas elevadas taxas de juros, ciladas cambiais,
restrições estruturais à elevação da massa salarial dos trabalhadores,
sangria da poupança nacional rumo ao centro hegemônico financeiro
mundial, discutíveis investimentos do FAT (BNDES) aos muito ricos,
manutenção dos gargalos ao pleno desenvolvimento — no contexto da
afirmação e prosperidade da tendência multipolar.

É como se tudo isso fosse um intocável pacote cenográfico da TV Globo
financiado pelo governo, sem contestação, na vigência do perfil
subordinado — e instituído no coração do movimento progressista. Esse
pacote de maldades, derrotado pelo povo brasileiro em três eleições
consecutivas, prorroga assim seu espaço no vácuo das alterações na
correlação de força e preservação dos fundamentos da estagnação
conservadora com a religiosa manutenção dos “contratos” — postulados
caninos de uma genuflexa “renovação” política do Brasil.

Alterando o rumo da prosa

Neste ambiente, a deposição de Antonio Palocci — pela qual se pediu
desculpas ao mercado e se teceu elogios a sua perniciosa “contribuição” —
não tem significado além do tilintar dos brindes no reduto do “fogo
amigo”. E os propósitos comemorados na vitória eleitoral de 2010

permanecem num proverbial e envergonhado lugar.

Salvo a atuação (tacitamente silenciada pela mídia imperial) dos
movimentos sociais e a atividade irrequieta das mídias alternativas, a
população, de quem depende o rumo da prosa, assiste àquele pronunciado
pregão do fim da história. Mesmo porque — não obstante altos índices de
aprovação — o que cresce, no espaço contraditório de governo, é a
simpatia no campo dominante pelas ações de retrocesso democrático
quanto, por exemplo, ao fim das coligações proporcionais ou à capitulação
aos interesses “florestais” do imperialismo.

Em busca da luz

Nessa estragada viagem de FHC, o Brasil persiste como o confortável salão
que dá lugar à festa do capital especulativo, da pax dos banqueiros onde
gingam os agiotas, brincam os doleiros e lucram os lobistas e aventureiros
em geral; o país da blindagem a Daniel Dantas et caterva, aos torturadores
do regime militar, aos faceiros (e facínoras) proprietários do império da
mídia.

É ainda o país onde corre solta a folia das multinacionais concessionárias
da (criativamente nossa) energia, da (lucrativa) telefonia; onde dominam as
agências reguladoras, a exemplo da ANEEL e demais proteções de Estado
aos interesses privados, abarcando uma infinidade de emergências sociais
— dos convênios de saúde, que prosperam à sombra da renovada sangria
do SUS, à superexploração tarifária que transfere lucro às potências
imperiais.

Certamente não foi para isso que, ao longo de décadas, lutou-se e enlutou-
se tanto a nossa terra, que se plantou e cultivou-se a plataforma de um
próspero projeto nacional e social de desenvolvimento. Urge a
inauguração, de preferência com Dilma, de um amplo e atento movimento
de atualização dos avanços no Brasil. De uma enérgica, criativa, habilidosa
e renovada Frente Brasil Popular.

(1) Renato Rabelo, presidente do PCdoB (Partido Comunista do Brasil)
palestrou sobre “Os desafios dos Partidos Comunistas no século 21”:

http://www.pcdob.org.br/noticia.php?id_noticia=157648&id_secao=1 ; e,
no seminário "Governos de esquerda e progressistas na América Latina e
no Caribe - Balanço e perspectivas", aprofundou sua análise acerca da
natureza, do atual estágio e das agudas repercussões da crise do
capitalismo: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?
id_noticia=157830&id_secao=7 .

* Luiz Carlos Antero é sociólogo, jornalista, escritor e membro da Equipe
de Pautas Especiais do Vermelho

domingo, julho 17, 2011

Alma danada/Coração partido


Acostumado as lutas e pelejas coletivas
Meu coração sangra quando travo querelas miúdas ou grandes
a nível pessoal.
Tratar os sentimentos com frieza e descompaixão como exigem estas guerras
Me diminuem mesmo quando ganho as batalhas.
Por isto choro silencioso e contido no fundo da alma.
O amor e a amizade não se apagam com atos de rompantes
Quanto mais se mexem nestas feridas, mais entristece minha alma
Se é que nestes momentos a tenho!
Amo de paixão quem participou da minha vida
Tanto em momentos curtos ou longos períodos de entrega absoluta.
Sofro também porque quem comigo convive sofre junto.
Ainda não consegui, sequer creio que deseje conseguir, ser frio e isento.
Luto com paixão em defesa de minhas crias, filhos,netos, mulheres, amigos, camaradas e causas justas.
Mas sou pequeno ao travar estas batalhas pessoais
Mais sangrentas que as batalhas medievais, do tempo das laminas cortantes
No embate homem a homem, olho no olho.
Mas o destino e a maldade de algumas “pessoas” as vezes nos obrigam a travar estas lutas.
E ai tenho que ser cruento e desalmado e isto, sinto que mata parte de minha alma!!!
Mas tenho que me recriar e sair inteiro destas desalmadas lutas!! E vou conseguir!!
Como Corisco, tenho que brilhar na escuridão para iluminar o caminho daqueles que me seguem!!!

quarta-feira, julho 13, 2011

NOVAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS NO BRASIL PÓS LULA!!!


Cientista politico José Alvaro Moisés



Esta me foi enviada pelo honoravel amigo e defensor do bem estar da humanidade, professor Fernando Herkenhof, diretamente de Virória/ES.

Entrevista do Prof. José álvaro Moisés que obteve grande repercussão na mídia, sobre o presidencialismo de coalização que se estabeleceu no Brasil. Para quem se interessar, segue em anexo o estudo acadêmico com características jornalísticas coordenado pelo professor com a participação de diversos colegas e estudiosos da Universidade de São Paulo. Um documento cuidadoso e relevante.
Parlamento no fosso: Entrevista Prof. José Álvaro Moisés






Estudo inédito mostra que o "presidencialismo de coalizão" no Brasil acaba por esvaziar a atuação do Congresso

Ivan Marsiglia

Lançado sexta-feira de modo inusual na tradição acadêmica - via internet, em formato e-book - O Papel do Congresso Nacional no Presidencialismo de Coalizão traz uma nova e preocupante visão das instituições democráticas no País. A tese central do cientista político José Álvaro Moisés, coordenador do estudo, é que "a democracia incorporou a hipertrofia do Poder Executivo herdada do período militar".

A pesquisa, realizada pelo Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo, baseia-se em dados empíricos sobre o desempenho do Parlamento brasileiro entre 1995 e 2006, abrangendo os dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso e o primeiro de Luiz Inácio Lula da Silva. Mostra que, se por um lado o chamado "presidencialismo de coalizão" resolveu o problema da governabilidade - apontado no estudo pioneiro do cientista político Sérgio Abranches em 1988 -, por outro esvaziou de protagonismo o Congresso Nacional. E prejudicou seu papel de fiscalização do Poder Executivo.

Na entrevista a seguir, o professor José Álvaro Moisés expõe os riscos embutidos nesse padrão de funcionamento das instituições, fala da consequente deterioração da vida política no País e discute os percalços vividos pela presidente Dilma Rousseff com sua base de apoio no Congresso.

Que novidades a pesquisa traz?

Nosso estudo está situado em uma agenda de pesquisas sobre a democracia apoiadas em dados empíricos. Ele se insere numa tradição de trabalhos realizados desde os anos 90 sobre Legislativo e Executivo. A contribuição nova, creio, é um olhar que não se restringe ao ângulo da governabilidade - segundo o qual o Congresso tem respondido de maneira positiva ao Executivo e mostrado um padrão de funcionamento em que parlamentares são disciplinados em relação aos partidos e suas lideranças. Isso é importante, e diversos colegas da área de ciência política, como Fernando Limongi, Angelina Figueiredo, Fabiano Santos e Amorim Neto já o afirmaram. Já não existe o risco, sintetizado na formulação clássica do Sérgio Abranches sobre o "presidencialismo de coalizão": a ideia de que temos um pluripartidarismo fragmentado, governadores fortes demais e um federalismo problemático que impediriam o Executivo de agir. Mas os estudos de meus colegas não tratam das consequências desse padrão de funcionamento. A pergunta que fica é: se o Congresso tem sua agenda fundamentalmente definida pelo Executivo, atendendo à governabilidade, como ficam a representação da diversidade da sociedade e suas funções de fiscalização?

Qual é a resposta?

Que todos os incentivos institucionais existentes desde a Constituição de 1988 quase que forçam os parlamentares a se comportarem de maneira reativa e positiva em relação ao Executivo. E perde-se a dimensão de accountability, ou seja, de autonomia do Congresso para, nos casos necessários, corrigir a ação do Executivo. Isso não quer dizer que, na doutrina de divisão de poderes, Executivo e Legislativo tenham que entrar em conflito, mas não se pode perder essa ação permanente de fiscalização.

Como se explica que em um quarto de século o Congresso tenha passado de uma situação de protagonismo, com a Constituinte e o debate sobre parlamentarismo, para o padrão atual, "mais reativo que proativo"?

Tem a ver com decisões tomadas no contexto da formação do "centrão", durante a Constituinte. Não podemos esquecer que ela se realizou sob a égide do governo Sarney. E que as escolhas institucionais feitas estavam muito focadas no que houve no período 1946-1964 - quando tivemos momentos de paralisia decisória por conta da queda de braço entre o Executivo e o Legislativo. O regime militar introduziu uma mudança em relação a esse aspecto com os decretos-lei. Hoje, a continuação dos decretos-lei são as medidas provisórias. Manteve-se a hipertrofia do Executivo que caracterizava o regime militar após a redemocratização. Isso prejudica a qualidade de nossa democracia. Um sistema democrático não pode representar a ditadura da maioria sobre a minoria. Já no século 19 John Stuart Mill chamava a atenção para isso.

Apesar da maioria folgada que possui nas duas casas, a presidente Dilma Rousseff tem tido grande dificuldade nas votações no Congresso. Isso não contradiz sua hipótese?

Isso é ocasional, parte do jogo através do qual se arma o funcionamento do presidencialismo de coalizão. Temos uma situação em que a presidente eleita não foi a figura que liderou a formação da coalizão. Então, está tendo que enfrentá-la agora, ex post facto, depois que o governo começou. O que os parlamentares da base aliada estão dizendo? "Nós formaremos a coalizão majoritária se forem respondidas as nossas demandas de distribuição de cargos e de recursos das emendas." Veja bem, não estou dizendo que isso é ilegítimo. Partidos existem para disputar o poder. O problema é em que condições. No caso brasileiro, em vez das condições de estabelecimento da coalizão estarem subordinadas à negociação pública de um programa, isso não ocorre. Por isso, Dilma está numa saia justa, obrigada a fazer uma série de concessões que havia dito que não faria.

Esse tipo de negociação explica por que o Congresso é tão impopular? O estudo registra que 80% dos brasileiros desconfiam da instituição e menos de 16% a aprovam.

São dados que trouxe de minha pesquisa anterior, sobre a desconfiança dos cidadãos nas instituições. Creio que há uma percepção dos eleitores de que as instituições não estão funcionando para aquilo que foram criadas. E aí temos duas leituras: uma diz que na democracia o que importa é que as instituições produzam decisões. Outra que, além de decisões, as instituições têm uma dimensão valorativa, que diz respeito a sua missão. Qual é a do Congresso? Incorporar a diversidade de posições da sociedade. Entretanto, como afirma meu colega professor Edson Nunes, da PUC-SP, no Brasil todo mundo está representado dentro do Congresso - mas este não age de forma a responder a essa representação. Sentimentos e aspirações da sociedade que colidam com a maioria jamais se realizam. Claro que nem sempre a opinião pública é justa com o Congresso. Por exemplo, verificamos na pesquisa que as CPIs produzem resultados de fato, encaminham relatórios ao Ministério Público e fazem proposições em lei para corrigir os problemas detectados. Mas isso não aparece de maneira clara para o eleitor. Se você pensar em todo o período democrático, dos anões do orçamento ao mensalão, passando pelos desmandos na compra de ambulâncias, há uma dimensão positiva que pouco aparece nas pesquisas de opinião. Não por acaso, 1/3 dos eleitores brasileiros acredita que a democracia poderia funcionar sem o Congresso ou partidos políticos. É perigoso ter por muito tempo uma percepção pública que deslegitime as instituições.

O sr. citou o "mensalão". Um trecho da pesquisa afirma que ele teria sido consequência da dificuldade de compreensão por Lula do presidencialismo vigente. Pode explicar?

Fernando Henrique sempre soube que o presidente sozinho não governa. No seu primeiro mandato, Lula não levou isso em consideração. No segundo, ele corrigiu. A experiência do "mensalão", desse ponto de vista, foi educativa. Lembre-se que antes de Lula assumir houve uma tentativa liderada pelo futuro ministro José Dirceu de fazer aliança com o PMDB, que Lula vetou. Seu governo ficou apoiado numa coalizão incompleta, com um ministério formado em grande parte pelo PT, e se desestabilizou. Autores como o professor Lúcio Rennó, da UnB, dizem que o presidencialismo de coalizão depende da virtude do presidente. Se o mandatário tiver habilidade e capacidade de negociar, cria uma base homogênea para acompanhá-lo.

Como se faz isso?

Com base em um programa de governo, claramente anunciado. Dizer para a sociedade: "Vai haver coabitação de partidos no governo, mas o programa que eles têm a realizar é este aqui". Como fiz parte do governo Fernando Henrique, o que vou dizer agora pode soar como observação parcial. Mas quero fazê-lo, tomando um passo de distância. Desde antes do início do governo, o presidente admitiu que o PFL faria parte da coligação. Chamou o PFL para governar e compartilhar responsabilidades. Por exemplo, foi feita uma correção na estrutura financeira, pelo Proer, apesar de uma série de bancos serem administrados por lideranças do PFL. O Econômico, na Bahia, foi fechado, o que deixou Antônio Carlos Magalhães muito bravo. O mesmo ocorreu no Paraná, com o Bamerindus. Em Minas Gerais, foi o banco da família Magalhães Pinto. Todos segmentos conservadores que faziam parte do bloco do governo. Mas o programa foi cumprido. É possível fazer uma composição com forças que não sejam homogêneas e, ao mesmo tempo, manter uma linha programática durante todo o mandato. Quando isso não ocorre o governo pode ficar sujeito a chantagens de sua base, como tem acontecido com a presidente Dilma.

Nota-se nos últimos anos um certo esvaziamento no perfil dos parlamentares. Quase não se veem mais os grandes tribunos. É um sintoma do problema que o sr. aponta?

É o resultado dessa deterioração na vida política, no padrão de comportamento e de decisões do Parlamento. Nós citamos na pesquisa o depoimento de parlamentares que em 2010 decidiram não disputar as eleições. Jefferson Péres foi um deles. Pedro Simon disse que não iria, acabou disputando, mas também se diz desiludido. Figuras de qualidade acabaram se afastando da vida parlamentar - porque esta perdeu importância. A hipertrofia do Executivo sobre o Legislativo é tal no Brasil hoje que o presidente praticamente define a agenda das casas, a partir dos líderes e da composição das mesas. E, além das medidas provisórias, tem a prerrogativa exclusiva de definir o orçamento e a famosa possibilidade de pedir "urgência" ou até "urgência urgentíssima" (risos). É o recurso do recurso.

Isso não ocorre em outras democracias?

Muitos cientistas políticos consideram haver no mundo uma tendência de fusão dos Poderes Executivo e Legislativo. Aparentemente, isso seria mais visível no parlamentarismo, onde o líder do Parlamento se transforma em chefe de governo. Ainda assim, o presidente brasileiro é provavelmente um dos mais poderosos do mundo. Nos EUA, onde as instituições foram formadas sob forte influência de Montesquieu, os federalistas estavam preocupados em criar pesos e contrapesos para as instituições. Há alguns meses, congressistas americanos ameaçaram votar um orçamento que não correspondia ao desejo do governo Obama. O impasse só se resolveu mediante uma negociação de natureza institucional, entre os dois poderes.

Fala-se em "hiperativismo do Judiciário". O presidente do STF, Cezar Peluso, argumentou que "o Legislativo tem que legislar". É uma resposta ao vazio deixado pelo Legislativo?

Sim. Eu não concordei com a decisão do STF a respeito da cláusula de barreira, por exemplo. Mas a lei, que foi produzida no Congresso, tinha problemas de tecnicalidade jurídica. O Congresso, às vezes, mesmo quando toma decisões importantes não leva em conta os cuidados necessários para que a lei não seja barrada no Supremo. Será que não foi o que aconteceu com a Lei da Ficha Limpa, que veio como uma legítima aspiração da sociedade? É mais um problema de eficácia do Legislativo. Outro exemplo é a união civil de homossexuais, definida pelo STF. Ela não poderia ter sido objeto de lei no Congresso? Tenho certeza de que há projetos nesse sentido lá. O problema é que eles nunca tramitaram. Descobrimos que há 26 mil projetos parados na Câmara e 8 mil no Senado. Mas incluir ou não um projeto para votação nas casas depende da vontade da coalizão majoritária.

O desempenho deficitário do Parlamento brasileiro dificulta o trabalho da oposição?

Como toda a lógica do sistema vai na direção de estimular os parlamentares a aprovarem proposições feitas pelo Executivo, isso induz a uma diluição do papel da oposição. Parlamentares que queiram ter suas emendas contempladas são obrigados a incluí-las nos programas do governo. E acabam empurrados a votar com a coalizão majoritária. Claro que há questões de interesse nacional, as quais a oposição pode e deve apoiar. Mas quando se verifica que em 45% das votações a oposição segue a orientação do governo, algo está errado.

O filósofo espanhol Daniel Innerarity disse sobre a ""primavera árabe"" e os movimentos na Grécia e Espanha que ""há um assalto generalizado contra a ideia da intermediação, uma visão segundo a qual a vontade geral é algo que se pode construir sem instituições"". A democracia representativa está em crise?

Vi essa afirmação e estive dialogando com o professor Renato Janine Ribeiro sobre isso. Acho que, primeiro, é preciso separar os casos. O anseio por democracia no mundo árabe não se confunde com a situação na Grécia e Espanha, que têm instituições, estruturas partidárias, direitos garantidos. Ainda que existam déficits de representação, democracias como a Itália e França introduziram mecanismos de consulta direta à população, como plebiscitos e referendos. A revolta popular no mundo árabe é uma força revolucionária que está gestando perspectivas novas. Mas veja que, no caso do Egito, a desmobilização ocorreu quando a junta militar que assumiu o poder prometeu uma nova Constituição. Ou seja, a ideia de que se ia institucionalizar foi uma resposta, boa ou má, aceita pelos manifestantes. Outra coisa é quando se defende a destruição das instituições. Aí, o risco que se corre é o da violência, da submissão dos mais fracos pelo poder dos mais fortes. No Brasil, ou no mundo, a democracia representativa precisa de reformas. Mas ela não está em questão. Precisamos valorizá-la e melhorar sua qualidade.

FONTE: ALIÁS/O ESTADO DE S. PAULO

quinta-feira, julho 07, 2011

BRASIL PRECISA CONTROLAR A PRODUÇÃO DE NIÓBIO-Questão se segurança nacional!!!!


Maior ina de Nióbio do Mundo em Araxá!!


NIÓBIO : Voce sabia disso ???

O Brasil há décadas não tem nenhum controle sobre um metal estratégico e caríssimo, usado para alta tecnologia militar e maquinaria pesada e de alto valor agregado e que praticamente só ele produz. Mais de 14 bilhões de dólares do metal NIÓBIO, estimado por baixo por especialistas, são verdadeiramente roubados e contrabandeados do Brasil para países do primeiro Mundo. A presidente Dilma, que foi ministra das Minas e Energia, deveria ter conhecimento desta questão gravíssima e tomar providencias para que o DNPM-Departamento Nacional de Produção Mineral ou até a Secretaria da Presidencia da República para assuntos Estratégicos, assumisse o controle da exploração e venda deste mineral.

È uma questão se soberania e segurança nacional que não pode mais ser ignorado pelo governo e pelos cidadãos brasileiros.

Nióbio, o metal que só o Brasil fornece ao mundo. Uma riqueza que o povo brasileiro desconhece, e tudo fazem para que isso continue assim.A cada vez mais, no dia-a-dia, o tema é abordado em reportagens nas mídias escrita e televisiva, chegando a já ser alarmante.

Como é possível que metade da produção brasileira de nióbio seja subfaturada “oficialmente” e enviada ao exterior, configurando assim o crime de descaminho, com todas as investigações apontando de longa data, para o gabinete presidencial?

Preço aviltado

Como é possível o fato do Brasil ser o único fornecedor mundial de nióbio (98% das jazidas desse metal estão aqui), sem o qual não se fabricam turbinas, naves espaciais, aviões, mísseis, centrais elétricas e super-aços; e seu preço para a venda, além de muito baixo, seja fixado pela Inglaterra, que não tem nióbio algum?

Fontes dignas de atenção indicam que o minério de nióbio bruto era comprado no garimpo a 400 reais/quilo, cerca de U$ 255,00/quilo (à taxa de câmbio atual e atualizada a inflação do dólar).

O nióbio não é comercializado nem cotado através das bolsas de mercadorias, como a London Metal Exchange, mas, sim, por transações intra-companhias.
Estima-se que seu preço real seja negociado a $90 dólares/quilo. UM VERDADEIRO ROUBO AO BRASIL E SEU POVO.

Sabichões tentam tirar proveito

Em 1997, FHC, então presidente da república, tentou vender a jazida de nióbio de São Gabriel da Cachoeira – AM por $600 mil reais, sendo que a jazida (ela sozinha suficiente para abastecer todo o consumo mundial de nióbio por 1.400 anos) havia sido avaliada pela CPRM em $1 Trilhão de dólares!


Tal ação lesa-pátria foi impedida por um grupo de militares nacionalistas, especialmente o almirante Roberto Gama e Silva.

EUA, Europa e Japão são 100% dependentes do nióbio brasileiro. Como é possível, em não havendo outro fornecedor, que nos sejam atribuídos apenas 55% dessa produção, e os 45% restantes saíndo extra-oficialmente, não sendo assim computados.

Questão estratégica e de soberania nacional

O Brasil possui 98% das jazidas de nióbio disponível no mundo, sendo o único fornecedor de 45 países dos quais os maiores importadores de ferro-nióbio são os Estados Unidos, o Canadá, a Alemanha, a Rússia, os Países Baixos, o Japão, a França, Taiwan, Venezuela, Suécia, México, Colômbia, Coréia do Sul, Arábia Saudita, África do Sul e Luxemburgo. A indústria ótica japonesa compra muito óxido de nióbio como matéria-prima usada na confecção de óculos.

Estamos perdendo cerca de 14 bilhões de dólares anuais, e vendendo o nosso nióbio na mesma proporção como se a Opep vendesse a 1 dólar o barril de petróleo. Mas petróleo existe em outras fontes, e o nióbio só no Brasil; podendo lastrear nossa moeda (Real) em nióbio e não em dólar. Não é uma descalabro alarmante?

O niobio é tão indispensável quanto o petróleo para as economias avançadas e provavelmente ainda mais do que ele. Além disso, do lado da oferta, é como se o Brasil pesasse mais do que todos os países da OPEP juntos, pois alguns importantes produtores não fazem parte dela.

quinta-feira, junho 30, 2011

Curtimos este São João friorento na Pousada do Alemão, em Taperai. Eu e o Jesus ao vivo e em cores!!!






Eu e o eximio fotografo Jesus Carlos, fomos passar uns dias neste junho friorento, na Pousada do Alemão em Taperai, ali perto de Piedade, na boca da Mata Atlântica, no Vale do Ribeira, em São Paulo. Pegamos uma festa junina com o Alemão, dona Mara e o Tunico.

As fotos estão ai para provar a festança.

O calor humano nos aqueceu mais que as fogueiras de São João

terça-feira, junho 28, 2011

ALEIDA, A FILHA DE "CHE" GUEVARA FAZ PALESTRA NO RIO DE JANEIRO!!

Aleida é uma dos cinco filhos de "Che"

Filha de Che Guevara em palestra em teatro no Leblon: "Discuto com minha filha a cada 5 minutos"Aleida Guevara defende MST, reclama do preço dos carpinteiros em Cuba e fala sobre os conflitos com a nova geração da família de sobrenome histórico corrigir Filha de Che Guevara no Leblon: "Discuto com minha filha a cada 5 minutos"Aleida Guevara defende MST, reclama do preço dos carpinteiros em Cuba e fala sobre os conflitos com a nova geração da família de sobrenome histórico Seu nome*

Poucas pessoas no mundo carregam um fardo tão grande quanto Aleida Guevara. O sobrenome único substitui qualquer outra apresentação. Ela é filha de Che Guevara, o guerrilheiro, herói e líder da revolução cubana. Como herdeira desse ícone, Aleida precisa conviver com todas as questões que o sobrenome lhe traz. Ainda que isso não pareça um problema aparente em seu discurso. “Tenho um privilégio espetacular de ser filha de quem sou. A luta dele não foi para me dar um bom futuro, mas pelo futuro de todo o povo. Sou fruto do amor de um homem e uma mulher e, mais do que isso, do amor de um homem pelo seu povo”, afirma.

Falando sem parar!!!

Dos líderes socialistas Aleida herdou a disposição para falar por horas a fio, sem interrupção, em pé. E é para cerca de 150 pessoas que ela discursa por exatas 3 horas e 15 minutos, na noite fria de uma segunda-feira chuvosa, no Leblon, zona sul do Rio. Fãs de Che, militantes de esquerda e políticos, como o ex-senador Saturnino Braga, que ficou ao seu lado quase o tempo todo, lotaram até as escadas do atual teatro Oi Casa Grande, que comemora 45 anos com uma série de palestras.

Aleida chega pontualmente às 20h. Faz um discurso de mais de uma hora, sobre o atual momento político de Cuba. Temas previsíveis se sucedem. Arranca os primeiros aplausos ao proferir duras críticas ao embargo econômico dos Estados Unidos. Defende o MST como o “movimento social mais importante das Américas, por lutar pela reforma agrária”; critica a democracia como um “modelo criado pelo gregos que nem eles praticaram”; classifica a igreja católica como “ultrapassada por colocar a mulher em papel secundário desde o século 11”; e fala do projeto de “um satélite chino-venezuelano, que levará internet a todos em Cuba”.



A senhora de 50 anos é a segunda dos cinco filhos de Che. Não usa maquiagem. As bochechas são rosadas naturalmente. Não tem as unhas feitas nem é adornada por nenhum tipo de joia, a não ser por um relógio branco. Nada mais. Aleida tinha 7 anos quando o pai morreu. Mas o tal “fardo” pelo sobrenome que carrega parece possibilitar que ela fale muito no passado. “É a revolução em pleno curso”, diz o tempo todo. Cita que “Cuba está sendo alvo de ataques não apenas verbais, mas também bacteriológicos”. E dá como exemplo um surto de dengue hemorrágica na ilha em 1980, que teria matado 151 cubanos, 101 crianças dentre eles. A plateia ouve em silênc

Os desafios de Cuba

Entretanto, é quando se deixa mostrar mais na intimidade que Aleida conquista os presentes não tão alinhados com seu pensamento. Moradora de Havana, conta que tem duas filhas, uma de 22 e outra de 21 anos. “Discutimos em casa a cada cinco minutos”, afirma. “A mais velha está cursando Economia. Ela é jovem e quer ter roupa bonita, ter algum dinheiro para consumir uma bebida. Mas sabe que tem que se limitar”.

Aleida fala das diferenças de discurso que a nova geração da família Guevara profere nas ruas. Recentemente, ela ouviu a filha conversando com um amigo que quer sair do seu país. “Ela disse para ele ter consciência do que estava falando, para pensar com calma numa atitude que não teria volta. Se fosse comigo, teria dado um esporro nele, aos gritos”, avisa. O público reage com aplausos.

Assim como o pai, ela seguiu carreira médica. Nas horas seguintes, o teatro é envolvido por um clima romantizado em que o público a ouve contar, entre outras coisas, que ganha 35 CUCs por mês como pediatra (a moeda cubana para turistas, quantia equivalente a 35 dólares).



Sorrisos raros

Aleida também sabe ser divertida. Conta que, há algumas semanas, precisou de um carpinteiro para consertar uma gaveta de sua cozinha. Profissão cuja mão de obra é escassa na ilha. O homem tirou as medidas e fez um orçamento estrondoso. “Me cobrou 575 pesos cubanos! De onde eu ia tirar isso tudo? Pela mãe que o pariu! Não tem como. Agradeci e o mandei ir embora”, conta ela, aos risos.

E como faz com a gaveta? “Tem que se buscar alternativas. Apesar de sermos uma sociedade socialista, vivemos neste planeta”. É com metáforas que Aleida se municia para explicar como se vive em Cuba desde o desmantelamento da União Soviética, então maior patrocinadora do regime. “Imagina uma pessoa pintando o teto de casa, vem alguém e lhe tira a escada. Não podemos deixar as conquistas da revolução desaparecerem. Mas agora temos que construir uma escada própria para continuarmos pintando o teto”, diz.

A herdeira de Che tem também humor para rir de suas próprias convicções. Conta que um fictício jornalista chega em Havana e vai a uma casa para entrevistar uma dona de casa. A senhora, fraca de fome, aceita o papo. “Ah, sim....”. Ele quer saber com quem ela vive. “Ah... com... meu pai”. Daí aparece um senhor nu, bem magro e igualmente fraco. A mulher o intercede. “Papai, tape seus testículos. Temos visita”. O jornalista completa: “Isso, mande-o tapar seus ovos”. A mulher então se assusta. “Não diga esta palavra, que ele pode pensar que é de comer”. A plateia aplaude efusivamente. Fidel não faria melhor.

"Che" no cinema

O líder da revolução cubana, símbolo maior da utopia socialista, figura da pop-art cult das décadas seguintes, mascote da torcida do Flamengo, o jovem pueril de “Diários de Motocicleta” ou ainda, para ficar com outro exemplo mais recente do cinema, o “Che” que Benicio del Toro interpretou em dois longas de Steve Soderbergh. Todos estes podem ser chamados de pais de Aleida, visto que a história se serviu de diferentes visões do controverso personagem argentino.

Mas a filha de Che prefere a visão de Walter Salles à de Soderbergh, o Che vivido por Gael Garcia Bernal do que por Del Toro. “É que o ‘Diários’ é um filme todo latino, feito em parceria com vários países latinos. O outro é de Hollywood, não tem a ternura que o Walter soube dar à história. Gael é mais Che do que Benício”, analisa.

A única vez que Aleida cita o pai é para explicar o que considera o maior desafio da revolução na atualidade. “Che falava em trabalho voluntário. Quando você trabalha, tem ganância. Mas quando se trabalha pelo outro, você tem a noção do que é ser útil. Perder esta consciência social é um risco imenso para o que ganhamos até aqui”.


“Yankees não”

Após a palestra Aleida respondeu perguntas do público durante mais de uma hora. Alguém quer saber o que ela aconselha para o Brasil. Um senhor chuta a resposta, baixinho: “Educação para os niños”. Errado. “Reforma agrária”, ela diz, para delírio dos presentes.

Às 23h15, ela encerra a rodada de perguntas. Aleida é então cercada por gente munida de máquinas fotográficas, camisetas e fotos de seu pai. Todos querem um autógrafo, um pedaço de história. Com braços levantados, os mais exaltados gritam: “Cuba sim/ yankees não/ viva Fidel / e a revolução”. Aleida posa para algumas fotos.

Já não é a defensora política de Cuba em cena. Mas a guardiã da posição de popstar que seu pai se tornou. Logo ela se desvencilha da multidão que a cerca, direto para um táxi que a espera na calçada. Não é fácil ser filha de quem é.

segunda-feira, junho 27, 2011

NÃO DA PARA ESCONDER MAIS ! O BRASIL DOS RICOS DIMINUIU E O DOS POBRES TAMBEM!!!


Com informações da “Falha de São Paulo”, que apesar de tudo não consegue esconder a verdade!

Entre 2010 e maio de 2011, a classe média é a única do estrato social brasileiro que continuou em expansão, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). No período, 3,6 milhões de pessoas migraram para a chamada classe C, apontou a entidade, que usou como base os dados da PNAD (Pesquisa Nacional de Amostras a Domicílio), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A classe C recebeu a maior parte de sua população de classes mais pobres --1,4 milhão saíram da classe E e 356 mil saíram da classe D.

No entanto, as classes A e B apontaram um pequeno recuo no período, o primeiro desde 2003. Segundo a FGV, 237 mil pessoas deixaram as camadas mais abastadas rumo à classe média. As classes A e B representam atualmente 11,76% da população brasileira, ou 22,5 milhões de pessoas.

CRESCIMENTO

O inchaço da classe C é um fenômeno crescente desde 1992, mas sua expansão acontece de maneira mais acentuada desde 2003. A partir do governo do presidente Lula.Hoje são 105,4 milhões de pessoas, ou 55,05% da população nesta faixa.

O encolhimento das classes D e E, que em 1992 representavam juntas 62,13% da população, também seguiu a mesma velocidade. Em 2003, 54,85% dos brasileiros eram pobres. Hoje, somadas, as classes D e E representam 33,19% dos 191,4 milhões de habitantes do país.

Desigualdades continuam

Mesmo assim, a desigualdade do país ainda é expressiva: enquanto 22,5 milhões de pessoas estão no topo da pirâmide social, 24,6 milhões de brasileiros ainda ocupam a classe E, ou seja, vivem com renda familiar mensal de até R$ 751. Por isto a presidente Dilma não pode vacilar e ficar ouvindo o canto das sereias que desejam manter os juros altos e o domínio da “banca ganaciosa”.

A maioria dos integrantes da classe E também estão abaixo da linha da pobreza extrema definida pelo governo federal. São 16,2 milhões de pessoas vivendo com até R$ 70 mensais.

CRITÉRIO

O IBGE divide as categorias das classes sociais de acordo com a renda familiar mensal. Estão na classe E as pessoas com renda de até R$ 751. Na classe D figuram as famílias que recebem entre R$ 751 e R$ 1.200 por mês.

A classe C é composta de famílias com renda entre R$ 1.200 e R$ 5.174. Já a classe B inclui pessoas com renda familiar entre R$ 5.174 e R$ 6.745. Qualquer família que ganhe mais do que isso por mês é considerada classe A pelo IBGE.

Brasil segue na frente dos países emergentes!!!

Na elite dos emergentes, apenas o Brasil registra crescimento econômico acompanhado de redução das desigualdades sociais. A constatação faz parte de um estudo elaborado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e apresentado nesta segunda-feira durante o 1º Fórum BID para o Desenvolvimento da Base da Pirâmide na América Latina e Caribe, em São Paulo.

"Em uma década, a renda real per capita dos mais ricos no Brasil cresceu 10%, enquanto a dos mais pobres aumentou 68%", destacou o economista Marcelo Neri, responsável pelo levantamento.

O estudo mostra que a taxa de crescimento da renda dos 20% mais ricos no Brasil é inferior à registrada nos demais países dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), ao mesmo tempo em a taxa de crescimento da renda dos 20% mais pobres só é menor que a contabilizada pela China.

Mais consumidores, maior crescimento econômico!

Desde 2003, o país ganhou quase 50 milhões de consumidores, o equivalente a uma Espanha. Somente de 2009 até maio deste ano, 13,1 milhões de brasileiros foram incorporados às classes A, B e C.

"Isso é reflexo do crescimento econômico com a redução da desigualdade social durante muitos anos. O que está por trás disso é o aumento da educação e do trabalho formal, a redução da natalidade e o ciclo eleitoral", explicou Neri. "Todo ano de eleição a renda média do brasileiro sobe muito", complementou.

Simultaneamente, a base da pirâmide social vem diminuindo. Apenas no último ano, a redução foi de quase 12%. "O grande passaporte para a saída da pobreza é a educação", frisou o economista da FGV, lembrando que programas como Bolsa Família também contribuem neste sentido.

O levantamento mostra que a probabilidade de se migrar da classe E para níveis mais altos da pirâmide social é de 27% para quem tem até um ano de estudo, enquanto que para aqueles que permanecem na escola por 12 anos ou mais, esse percentual chega a 53%.

Onde estão as ELITES

O estudo da FGV ainda destaca que a cidade mais rica do Brasil é Niterói, no Rio de Janeiro, onde 30,7% da população faz parte da classe A. Na sequência, vêm Florianópolis (27,7%), Vitória (26,9%), São Caetano (26,5%), Porto Alegre (25,3%), Brasília (24,3%) e Santos (24,1%).

"A região Sul é a que apresenta a menor desigualdade social no Brasil", afirmou Neri. E é onde a direita, os tucanos e o DEM ainda preservam certa força política.

quinta-feira, junho 23, 2011

ATENÇÃO GOVERNOS E CORPORAÇÕES CORRUPTAS!!! OS HACKERS VÃO ATACAR!!!



INFORMAÇÕES DO PORTAL IG

Grupo hacker assumiu a autoria dos ataques em seu perfil no Twitter

Um grupo de hackers autodenominado LulzSecBrazil atacou nesta madrugada de quarta-feira os sites da Presidência da República (www.presidencia.gov.br) e do governo brasileiro (www.brasil.gov.br), deixando ambos fora do ar. Às 3h, os dois endereços já se encontravam disponíveis.

Por volta da 1h da manhã, o grupo publicou em seu perfil do Twitter a seguinte mensagem: "TANGO DOWN brasil.gov.br & presidencia.gov.br LulzSecBrazil". O termo "tango down" costuma ser utilizado por militares quando um determinado alvo é eliminado.

Uma hora depois da mensagem, o grupo LulzSec deu os parabéns à sua "unidade brasileira", também pelas redes sociais: "Our Brazilian unit is making progress. Well done @LulzSecBrazil, brothers!" (Nossa unidade brasileira está progredindo. Bom trabalho, irmãos do LulzSecBrazil).

GUERRA À CORRUPÇÃO

Em sua página na internet, o grupo hacker LulzSec, ao lado de outra organização chamada Anonymous, afirmam que declararam "guerra aberta contra todos os governos, bancos e grandes corporações do mundo".

O grupo Annonymous também publicou na madrugada um vídeo no YouTube em que anunciam, junto com os hackers do LulzSec, que fariam uma invasão aos sites governamentais. Na divulgação, eles convidam a todos a participarem da defesa da internet livre e da promoção de ataques virtuais contra o que consideram governos corruptos.

"É hora de mostrar a governos corruptos do mundo que eles não têm direito de censurar o que não possuem. Não importa a cor da sua pele, origem ou crenças, nós convidamos você a se juntar a nós em nossa luta contra a censura e os governos corruptos", afirmam.

AQUI A MOLECADA DIZ QUEM SÃO E O QUE FAZEM NA VIDA!


Pegamos baladas, bebemos, somos comuns', dizem hackers ao iG

Grupo que roubou dados do Exército diz que vida de hacker está longe da ficção dos filmes

“Somos pessoas comuns. Estudamos ,bebemos, pegamos baladas, praticamos esportes, temos uma vida social normal e poucas pessoas sabem ao respeito de nossos feitos”. A declaração é de um dos membros do grupo cracker autodenominado Fatal Error Crew, que no último dia 18 roubou dados de um site do Exército e desde o começo do ano é procurado pela Polícia Federal pela invasão ao site da presidência da República, realizada um dia após a posse de Dilma Rousseff.

Atualmente com dois membros, ‘Elemento_pcx’ e ‘s4r4d0’ (Sarado), o Fatal Error concedeu entrevista ao iG. Para conseguir contato, a reportagem enviou uma mensagem para o twitter (@fatalerrorcrew) da dupla. Cerca de quatro horas depois recebeu um mail pedindo que as perguntas fossem enviadas.
Para comprovar a identidade dos crackers, a reportagem pediu que uma mensagem cifrada fosse publicada no twitter. Ao invés de proceder conforme o pedido, no perfil do Fatal Error foi postada uma mensagem citando este jornalista: “@severinomotta já vamos responder suas perguntas ;-) rsrsrsrs”.

Dizendo levar uma vida normal, os crackers comentaram que não há relação entre o que se vê no cinema e a realidade do grupo. “Nos filmes há muita ficção”. Respondendo de forma sintética a todas as perguntas, a dupla alegou que trabalha e estuda, e que, após anos à frente dos computadores, não têm mais tantas horas para se dedicar à informática e usam “o tempo que resta” para promover seus ataques a sites.

Sem mostrar tendências ideológicas, o Fatal Error diz que invade sites, rouba dados e promove defacements (alteração da página inicial de um site, normalmente publicando informações sobre a invasão e seus autores) por “diversão e conhecimento (...) curiosidade e (para) mostrar que esses órgãos possuem falhas”.

Sobre a possibilidade de serem pegos e se têm medo, respondem com um simples “não”. Para operar seus ataques, a dupla admite usar as chamadas BotNets, que são formadas por computadores zumbis infectados por vírus, permitindo o controle remoto das máquinas ligadas à internet.

No espirito de “diversão e conhecimento”, o grupo diz que já foi procurado “muitas vezes” por bandidos pedindo que eles escrevessem vírus para fisgar senhas ou clonar cartões. “Não achamos correto este tipo de ação”, dizem. Também alegam que invadir bancos está longe de seus planos. “Não mexemos com internet Banking”.

A dupla ainda falou que a segurança virtual de importantes áreas de infraestrutura do país, como o setor energético, é falha. Consideraram baixo os investimentos na proteção dos sistemas de governo, mas elogiaram a segurança do Internet Banking.“Tem melhorado muito, dificultando o trabalho dos crackers. Bancos possuem falta de segurança ainda... porém, nos últimos anos, a segurança dos internet banking tem melhorado muito”.

Por fim, mostraram que as amizades e cooperações no mundo virtual resume-se a ele. Não há festas, bares, ou encontros de crackers, que se conhecem, ou melhor dizendo, se comunicam, somente através da internet.
“(Contato com outros crackers) Somente virtual, devido à distancia”, conclui a dupla.

Crime Cibernético

O advogado especialista em crimes cibernéticos, Alexandre Atheniense, disse ao iG que ainda não há legislação para punir quem ataca sites e rouba informações. “Não há tipificação penal no Brasil. Há um projeto no Congresso que pretende tornar crime os ataques, mas está lá há 14 anos sem ser aprovado”.

Ele explicou que, devido à falta de legislação, quem invade um site, o tira do ar, tem acesso a seu banco de dados e informações sigilosas, ou pratica o ‘defacement’ (que consiste em ‘pixar’ a página inicial), não pode ser punido.
“O que é possível punir no Brasil é o resultado do ato (de invasão). O pós-ataque. O ato em si não é punível”, disse.

Segundo ele, pela legislação brasileira, é crime quando dados considerados sigilosos são levados a público. Ele cita que o vazamento de dados do Exército, feito pelo Fatal Error Crew, pode, sim, sem punível. “Nesse caso, a pena seria pela divulgação da informação sigilosa, o que pode dar pena de um a quatro anos e multa”.

Outro crime virtual que também pode levar a consequências reais é a alteração de informações num servidor. “Se entrassem na página da previdência e alterassem dados, também poderiam ser punidos com prisão que vai de dois a seis anos”.

“Enquanto o Congresso não aprovar e a presidência sancionar o projeto de lei que tipifica os crimes cibernéticos, nada se pode fazer para punir quem invade páginas ou tira sites do ar. É preciso que isso seja resolvido logo, ou seguiremos nessa situação de insegurança”, pontuou.

ESQUERDA LATINO-AMERICANA SE REUNIRA NO RIO DE JANEIRO!!!


RENATO RABELO,presidente do PCdoB estara presente!!


Encontro no Rio reunirá principais governos de esquerda da América Latina
By Correio do Brasil,do Rio de Janeiro


O Rio de Janeiro sediará, na semana que vem, o maior seminário internacional já realizado no país, nas últimas décadas, sobre os rumos dos partidos e movimentos de esquerda no continente latino-americano e América Central.

O encontro, que contará com a presença de ministros dos principais governos socialistas da região, será realizado entre os dias 30 de junho e 2 de julho, na sede da Universidade Federal Fluminense, no Fundão, Zona Norte do Rio. Intitulado Governos de esquerda e progressistas na América Latina e no Caribe: balanço e perspectivas, o encontro é organizado pelas Fundações Perseu Abramo (PT) e Mauricio Grabois (PC do B), com apoio da Fundação Friedrich Ebert, da Alemanha.

Nos três dias de duração do seminário, serão realizados 11 debates com representantes dos governos progressistas, partidos de esquerda e acadêmicos da América Latina sobre as experiências socialistas nos respectivos governos, as mudanças geopolíticas e a crise do capitalismo no mundo, com a participação do público brasileiro.

terça-feira, junho 21, 2011

DESOBEDIENCIA CIVIL!!-DIGA NÃO AO AUMENTO DO PREÇO DOS PEDAGIOS, DOS JUROS ALTOS E DA VIOLENCIA!!!!


Esta aberração escorchante dos pedagios pelas estradas paulistas principalmente, mas que tambem esta presente em outras rodovias por este Brasil afora e nas pontes como Rio-Niteroi e Terceira Ponte entre Vitória e Vila Velha no Espirito Santo, precisa ser combatida. O governo que já nos cobra tributos para manter as rodovias desde o preço da gasolina até o IPVA, não cuidava das rodovias e decidiu fazer concessões a iniciativa privada para melhoria e conservação das rodovias e pontes, através da cobrança de pedagios.

Mas a coisa perdeu o controle e as empresas concessionarias decidiram extorquias os motoristas aumentando descabridamente os preços dos pedagios. Um exemplo: de Campinas até Penapolis, no interior de São Paulo, voce gasta mais pagando pedagios que com a gasolina.Então a solução é iniciar por São Paulo e Vitória, um movimento nacional de DESOBEDIENCIA CIVIL. Não pagar mais pedagios, passando direto pelas cancelas, ou deixando apenas um real em cada posto de cobrança.

Protesto vital!!

È um protesto e um pagamento justo pela utilização destas rodovias. Pagar mais é enriquecer as empresas concessionarias e alimentar o sistema de corrupção que rege estes contratos e concessões. Fica aqui uma plataforma politica para meu partido, o PCdoB e outros que combatem a exploração do povo. Nossos candidatos e os eleitos na Câmara dos deputados e no Senado, e agora nas próximas eleições municipais, os candidatos a prefeitos e vereadores devem pregar a DESOBEDIENCIA CIVIL!

Deveriamos tambem utilizar nossos meios de comunicação e até os horarios eleitorais gratuitos, para conscientizar e mobilizar o povo para esta justa ação. Abaixo a exploração, o aumento e os preços escorchantes dos pedagios! Vamos a luta!!!

Vejam abaixo o anuncio dos aumentos:

O feriado prolongado de Corpus Christi será o último em que os motoristas de São Paulo vão pagar o atual valor nas praças de pedágio do Estado de São Paulo. A tarifa sobe no dia 1.º de julho e o reajuste, em alguns casos, deve chegar a 9,77%, segundo cálculos feitos por empresários do setor. Diferentemente do ano passado, os valores serão arredondados de R$ 0,10 em R$ 0,10.

O aumento obedece aos índices dos contratos de concessão assinados com o governo do Estado. Os mais antigos, dos anos 1990, são corrigidos pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). É o caso da Castelo Branco e dos Sistemas Anchieta-Imigrantes e Anhanguera-Bandeirantes, que ligam a capital paulista ao interior do Estado e ao litoral.

Já para as rodovias que tiveram os contratos assinados tendo como fator de correção o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), um indicador mensal de preços do varejo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o reajuste chegará a 6,55%. Nesse caso estão incluídas rodovias importantes, como a Dom Pedro, a Carvalho Pinto, a Raposo e o Rodoanel.

O cálculo final do valor do pedágio de cada praça, no entanto, não é feito apenas aplicando o índice de reajuste ao valor vigente. A Agência Reguladora dos Serviços de Transportes de São Paulo (Artesp) ainda faz as contas levando em consideração também o tipo de pista (se é duplicada ou simples, por exemplo) e a extensão percorrida. O arredondamento é definido pelo governo do Estado - no ano passado, foi de R$ 0,05 em R$ 0,05. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, junho 19, 2011

Pausa para a ternura, a beleza e o amor: Viva Elza Maria!!!



Foto registrada nesta ultima sexta-feira,pela minha Polyana Demoner, de nossa mais nova e querida filha Elza Maria, que faz 5 anos no mes que vem,nome que lhe dei em homenagem a várias Elzas que admirei e amei pela vida afora: Elza Monerat, guerrilheira e militante comunista, Elza Soares, excepcional cantora com uma história de vida invejavel, Elza Ferreira Lima, minha amiga e militante, Elza minha distante e irmã querida.
Maria em homenagem a todas as mulheres.

Ah que saudades da Elzinha minha filhota!!!

Muitos me perguntam porque ainda insisto na luta por um mundo melhor, igualitario,justo e socialista!

Tai a resposta. Por Elza Maria, meus outros filhos Yuri, Paulo Roberto, Joyce e Andréia, a Jojo e meus netos!! Por todas as crianças e jovens do mundo!!!

Sera que há razão melhor!!!!

sexta-feira, junho 17, 2011

E agora, presidente Dilma?????



Há algo de errado no “reino da Dinamarca”

Esta matéria do “Correio Brasiliense” de hoje, sexta feira, 17de junho, fala por si mesma. FHC como sempre pomposo e arrogante elogiar a presidente Dilma, só confirma nossa preocupação com os rumos que o governo pode tomar, como na matéria abaixo deixo claro!!!


FHC elogia Dilma e critica Lula: "Ele deve ter algum problema psicológico"
Fábio Brandt
Do UOL Notícias
Em Brasília

Após receber cumprimentos da presidente Dilma Rousseff (PT) por seus 80 anos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse nunca ter recebido telefonema do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu aniversário. Ele negou estar magoado, mas criticou o adversário. “Ele deve ter algum problema psicológico, tem dificuldade em fazer gestos comigo”, afirmou FHC em entrevista publicada pelo jornal “Correio Braziliense” nesta sexta-feira (17).

Apesar da crítica a Lula, FHC elogiou Dilma, que, disse, o tem “surpreendido”. Citou as decisões da presidente de privatizar aeroportos e de
convidá-lo para almoço com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, como acertadas. “Todo mundo diz que a Dilma é uma pessoa agressiva. Comigo não foi de forma alguma”, disse o tucano ao jornal.

Para o ex-presidente, a beligerância entre seu partido, o PSDB, e os adversários do PT “cansou”. Segundo ele as siglas têm projetos “meio parecidos” e a separação entre elas “é essencialmente a disputa pelo poder”.

“Não quero com isso tirar o mérito do governo Lula, do que fez de expansão dos programas sociais”, afirmou FHC. “Agora, os programas sociais todos começaram no meu governo. Do Luz no Campo, distribuição de livros, as bolsas”, disse.

quinta-feira, junho 16, 2011

RECUOS DA PRESIDENTE DILMA PREOCUPAM!!!!!


Dilma desiste de revisão da Lei da Anistia para punir torturadores

O que todos brasileiros, especialmente os que foram vitimas das crueldades e horrores dos porões da Ditadura Militar brasileira,que durou 25 anos, e seus familiares esperavam da Presidente Dilma, se transformou em frustração com a noticia abaixo. Ficam prejudicadas ainda as ações que adviriam com a “Comissão da Verdade” em gestação no Congresso e que contava com o apoio da Ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosario.

O que será que esta ocorrendo com a presidente Dilma? Sera que ela esta entrando na “onda” conciliatória e direitista de seu ministro da Defesa, Nelson Jobim, que acabou se transformando de um democrata em porta-vóz da direita militar, que é minoria inclusive nos quartéis? Esqueceu-se ela dos seus próprios três anos de prisão política e das torturas e humilhações e injustiças que passou no período negro da Ditadura?

Mudar o rumo urgente!!!

Com esta atitude e mais outras que anda tomando no governo, fortalecendo a hegemonia petista, inclusive de suas facções mais à direita no Ministério e sua timidez ao enfrentar os bolsões neo-liberais que resistem no comando da política econômica, começam a se esvair as esperanças que seu governo seria um passo a frente da administração democrático e popular do governo Lula.

Lutamos para que ela fosse eleita na esperança de mais avanços no governo na questão social e política, indo de encontro as forças de esquerda e preparando a Nação para seu inevitável salto rumo a ruptura com o capitalismo selvagem, a ganancia da banca internacional e nacional e os oligopólios que dominam o sistema financeiro e industrial no Brasil.

Com preocupação, vemos a presidente Dilma se afastando dos rumos de uma política democrática, popular e soberana para um caminho desconhecido. Mas que por esta atitude de não punir torturadores, não enfrentar o sistema financeiro nacional e internacional e pela timidez de avançar no atendimento dos anseios das massas trabalhadoras brasileiras, fica a pergunta:” a presidente Dilma vai trair ou vacilar nas suas promessas de campanha e atendimento ao anseio nacional de Justiça social, democracia ampla e soberania nacional?”

O tempo dara a resposta, mas temos que agir e pressionar seu governo para marchar para a frente. Não recuar jamais!!!


Com NÁDIA GUERLENDA CABRAL

DE BRASÍLIA ,Agencia Folha!

A presidente Dilma Rousseff desistiu oficialmente da revisão da Lei da Anistia, que possibilitaria a punição de crimes cometidos por agentes da repressão durante o regime militar.

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, afirmou em parecer que a questão foi encerrada em abril do ano passado, quando o STF decidiu pela não revisão da lei.

Em nome da presidente, Adams recomendou ao tribunal que rejeite um recurso do Conselho Federal da OAB. A entidade cobra novo posicionamento do STF quanto à submissão ou não do Brasil à Corte Interamericana de Direitos Humanos.

A corte considera que crimes cometidos por autoridades estatais são crimes contra a humanidade e, portanto, não poderiam ser anistiados por leis nacionais.

Quando era ministra da Casa Civil, Dilma defendeu a revisão da Lei da Anistia ao dizer que os crimes cometidos por agentes de repressão durante a ditadura eram "imprescritíveis" e, portanto, poderiam ser julgados a qualquer tempo.

Juntamente com os então ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Vanucchi (Direitos Humanos), Dilma representou uma dissidência dentro do governo e criticou duramente o parecer contrário à revisão feito pelo Advogado Geral da União à época, o hoje ministro do STF José Antônio Dias Toffoli.

Durante a campanha eleitoral, a presidente evitou polêmicas e passou a se dizer contra a revisão porque não queria "revanchismos". Esperava-se, porém, que ao assumir a presidência Dilma desse atenção especial ao assunto.

É a segunda vez nesta semana que Dilma recua em um tema que lhe era caro: a primeira foi a decisão da presidente de não mais se empenhar para acabar com o sigilo eterno de papéis considerados ultrassecretos.

terça-feira, junho 14, 2011

Não há frio que resista a tanto calor humano!





style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 221px; height: 166px;" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjob0i3vVIMgfI-Nqc-k4CuXe5P67QfsMBSRunPCTPWLLQzW6G67EzQB0OqyCAYebNSWUeY1x2eCCb4Ql6L-3iOrkHYH-AQQpzLnVTmuGsK5tCvUZmNLjXCY_gCf-LDyd2rftAy/s400/Eu%252C+Jo%25C3%25A3o%252C+Gabriel+e+Melissa..jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618212539448940178" />
Eu, Lais e Melissa. A Lais tá no centro da foto e será o centro das atenções musicais dentro em breve!

Eu e o Agney

Eu e minha filha Andréia, a popular "Jojo"!!

Só falta a Lais!!

Com a netaiada!!!!!

Passei o último fim de semana, apesar do imenso frio paulistano, cercado do calor humano e do amor e carinho de minha filha Andréia Paz, do seu maridão “bicho grilo comunista” Agney e dos meus quatro netos, João, Melissa,Gabriel e Lais. Eles estão morando em Poá, na Grande São Paulo.

Lais já se comprometeu comigo inclusive, de começar a estudar um pouco de canto, para dar maior técnica a sua encantadora vóz. O Objetivo é que ela passe a ser minha cantora oficial. A partir de agora vai cantar as musicas que eu compuser e algumas já compostas e cantadas por outros jovens.

Quando estivermos prontos, vou leva-la para conhecer e se apadrinhar com meu amigo e cumpadre, o inefável TomZé. Esta menina vai longe, pode crer.Aos meus amigos compositores, vou pedir que dêem a ela suas canções para ela cantar e interpretar.

Agora que o destino me reaproximou de minha filha e dos meus netos,nada nos separara.O mais interessante, é que eles todos teem como tia, a minha querida Elza Maria, com apenas quatro anos e meio. È a tia mais nova que qualquer sobrinho gostaria e ter.

quinta-feira, junho 09, 2011

Brasil mostra sua soberania libertando Cesare Batistti!!


Cesare Batistti pode agora viver livremente no Brasil!!!Bem vindo ao Brasil e a Liberdade!!!

Este artigo do companheiro Celso Lungaretti reflete os sentimentos de todos nós brasileiros, pela libertação do escritor e ativista politico italiano Cesare Batistti. Preso há mais de 4 anos no Brasil a pedido do governo neofascita da Italia e nos últimos 6 meses, praticamente mantido sequestrado e preso por decisão de dois juizes direitistas do Supremo Tribunal Federal brasileiro, STF cumpre aquilo que como seu último ato governamental, o presidente Lula concedeu asilo a Cesare.

LIVRE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Por Celso Lungaretti



Depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu, por 6x3, não levar em conta a reclamação da Itália contra a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se negou a extraditar o escritor Cesare Battisti, o relator Gilmar Mendes impôs a todos o penoso dever de ouvirem seu longo e tedioso parecer, colcha de retalhos de tecnicalices e falácias, recolocando em questão exatamente aquilo que já havia sido votado.

As figurinhas carimbadas Cezar Peluso e Gilmar Mendes só conseguiram atrair Ellen Gracie para sua posição inquisitorial.

A postura legalista foi assumida por Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski.

Finda a interminável arenga do relator Gilmar Mendes, a mesma maioria de 6x3 decidiu pela imediata expedição do alvará de soltura do escritor Cesare Battisti.

A derrota foi muito mal digerida por Mendes, que dirigiu apartes azedos contra a decisão dos colegas; e pelo presidente Peluso, que lançou uma furibunda catalinária contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes de proclamar, muito a contragosto, o resultado: no que depender do STF, Battisti está liberado.

Ressalvou que existe uma condenação de Battisti na Justiça do Rio de Janeiro, por estar portando documentação falsa quando de sua prisão, em 2007.

Mas, tal sentença estipula apenas a prestação de serviços comunitários. Portanto, nenhum obstáculo real existe agora entre Battisti e a liberdade.

DEVER CUMPRIDO

Adiante redigirei um artigo mais completo sobre esta extraordinária vitória contra os reacionários de dois continentes e a formidável máquina de propaganda acionada para o sacrifício ritual de um símbolo vivo dos ideais de 1968.

No momento, quero apenas desfrutar a sensação de dever cumprido.

Durante todos estes anos, sempre soube que era a vida de Battisti que estava em jogo. Não duvidei por um momento sequer de que ele cumprisse o que me segredou: se ordenada a extradição, preferiria suicidar-se a servir de troféu para os fascistas italianos.


Percebíamos que isto jamais deveria ser tornado público antes do desfecho do caso, para que os inimigos não nos acusassem de chantagem emocional.

Mas, é um fardo terrível para se carregar: a consciência de que dos nossos erros e acertos depende a vida de um companheiro.

Então, o que mais sinto neste instante é alívio.

E uma imensa euforia por saber que Battisti está livre do pesadelo dessa vendetta tardia, muito mais difícil de suportar para quem deixou a dura militância para trás e construiu uma nova identidade.

Comecei a formar uma consciência política com a leitura de A tragédia de Sacco e Vanzetti, de Howard Fast, retirado meio por acaso da biblioteca circulante da Mooca, quando eu tinha 13 ou 14 anos.

Parece incrível que, na outra ponta da vida, tenha surgido uma oportunidade de eu contribuir para que um também injustiçado, também italiano, não sofresse martírio semelhante.

E que nós tenhamos obtido êxito onde tantos e tão valorosos, alhures, não conseguiram. Tirem o chapéu: o Brasil se negou a entregar o bode expiatório que o 1º mundo exigia!

Hoje eu sinto orgulho de ser brasileiro.

sábado, junho 04, 2011

Ines Etiene Romeu, guerrilheira sobrevivente, vive outro drama pessoal!!!



Ines Etiene Romeu, a sobrevivente!!

Material postado inicialmente por Caio Virtus no FACEBOOK


Luta particular

Vítima de misterioso acidente, a ex-guerrilheira Inês Etienne Romeu tenta recuperar a fala e o pensamento


RIO - Única sobrevivente da Casa da Morte, centro de tortura do regime militar em Petrópolis. Responsável depois pela localização da casa e do médico-torturador Amílcar Lobo. Autora do único registro sobre o paradeiro de Carlos Alberto Soares de Freitas, o Beto, que comandou Dilma Rousseff nos tempos da VAR-Palmares. Última presa política a ser libertada no Brasil. Aos 69 anos, Inês Etienne Romeu tem muita história para contar. Mas ainda não pode. Vítima há oito anos de um misterioso acidente doméstico, que a deixou com graves limitações neurológicas, ela luta para recuperar a fala. Cinco meses depois de uma cirurgia com Paulo Niemeyer, a voz saiu firme:

DIREITOS HUMANOS: Ministra acredita na aprovação da Comissão da Verdade no primeiro semestre deste ano

VÍDEO: A recuperação de uma vida

- Vou tomar banho e esperar a doutora Virgínia.
Era a primeira frase completa depois de tanto tempo. Foi dita na manhã de quarta-feira, em Niterói, no apartamento onde Inês trava a mais recente batalha de sua vida. Doutora Virgínia é a fisioterapeuta, mas a recuperação também mobiliza médicos, psicólogos e fonoaudiólogos. Desde que abandonou a carreira de bancária em Belo Horizonte, nos anos 1960, para mergulhar na luta armada, a vida da ex-guerrilheira tem sido uma sucessão de acontecimentos agudos, muitos deles dramáticos e outros esplêndidos.

Pelas mãos de Inês, até pé-sujo entrou para a História. Com Beto e outros cotistas, ela abriu no fundo de uma galeria o Botcheco, barzinho que rapidamente se transformaria no centro da ebulição política e artística da capital mineira. Ao som de Dizzie Gillespie e Miles Davis, extraído de uma vitrolinha, por lá passaram os integrantes do Clube da Esquina e os futuros militantes dos grupos que logo desafiariam o regime, como a Polop, os Colina e a VAR-Palmares.

Daqueles tempos à anistia, em 1979, Inês contabilizaria um sequestro (do embaixador da Suíça, Giovanni Bucher), quase cem dias de suplícios nas masmorras do delegado Sérgio Fleury, em São Paulo, e na Casa da Morte, mantida secretamente pelo Centro de Informações do Exército (CIE), e três tentativas de suicídio.

É preciso ter estômago para ler sobre o martírio de Inês. De 8 de maio a 11 de agosto, ela foi torturada, seviciada, estuprada e obrigada a denunciar a irmã como subversiva: "Eu estava arrasada, doente, reduzida a um verme e obedecia como um autômato", contaria em depoimento à OAB.

Como os demais presos da casa, Inês não deveria sair viva de Petrópolis. Porém, depois de um campanha internacional de denúncia de sua prisão clandestina, ela acabou solta. Foi jogada na casa de uma irmã, em Belo Horizonte, pesando apenas 32 quilos. Mas o terror não desistira dela. Condição imposta pelo algozes para poupar a família Romeu, ela teria de aparecer em local público, dois dias depois, para ser morta como se tivesse reagido à prisão.

A vida de Inês foi salva graças à ousadia da família e dos advogados, que conseguiram oficializar sua prisão. Transferida para o Rio, ela cumpriria mais de oito anos de cadeia, saindo com a anistia. Para azar dos torturadores, ela gravara na memória, durante o cativeiro em Petrópolis, os codinomes de seus torturadores e do médico que a atendera, além dos nomes dos presos políticos que por lá passaram e foram executados friamente, entre os quais Beto.

A denúncia foi feita somente depois que Inês deixou a prisão, pois os parentes temiam que ela sofresse uma vingança. Com o apoio de entidades como a OAB e a ABI e das famílias de desaparecidos, Inês não apenas denunciou a existência da Casa da Morte como foi ao consultório do médico e ex-militar Amílcar Lobo, para apontar o dedo na sua cara. O gesto levaria Amilcar, o "doutor Carneiro" dos porões da repressão, a ter o registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio.

Mistério marca o acidente em casa

Esta memória apurada, capaz de recuperar detalhes da arquitetura da casa de Petrópolis sem a ajuda de uma anotação, sofreria um baque no dia 10 de setembro de 2003. Na ocasião, Inês morava na Rua Maria Antônia, em São Paulo. Mais cedo, avisara ao porteiro que receberia um marceneiro. Esse profissional, autorizado a subir, foi descrito mais tarde como um homem de 45 anos, magro e portando uma valise. Ele ficaria no apartamento apenas 45 minutos.

No dia seguinte, a faxineira Zilda Pereira dos Santos chegou cedo, para o serviço de rotina na casa de Inês. Tocou insistentemente a campainha e, como tinha uma cópia da chave, resolveu abrir a porta. Ao entrar, encontrou Inês caída e agonizante, entre a sala e o corredor manchados de sangue. A patroa tinha um grande ferimento na cabeça.
Com traumatismo crânio-encefálico, com afundamento de crânio, Inês passaria a ser uma pessoa com limitações, entre as quais dificuldade de "se expressar e se situar no ambiente, além de caminhar com dificuldade", como avaliaram os médicos.

Passados quase oito anos, ninguém sabe o que aconteceu com Inês. O boletim policial da época, produzido pelo 77º Distrito Policial, registrou que a ex-guerrilheira teria sofrido um acidente doméstico. Mas o relatório dos médicos que a atenderam na Santa Casa de Misericórdia informa que a paciente apresentava "sinais de traumatismo craniano por golpes múltiplos diversos".

- A família e os amigos exigem saber o que aconteceu. Está claro que invadiram o apartamento e massacraram a minha cliente - cobra o advogado de Inês, Vargas Villa.
O marceneiro nunca foi identificado. A polícia, por sua vez, reclamou que a irmã que passou a tutelar Inês (Elizabeth, já falecida) não quis colaborar com as investigações.
Outra luta da família é a transferência para o Rio do processo de interdição de Inês, que corre pela Justiça de Minas Gerais. A Justiça mineira tem negado o pedido sistematicamente. Esta semana, a ex-militante da VAR-Palmares foi submetida a uma perícia psicológica.

- Como o processo está em Minas, tudo fica mais difícil - lamenta outra irmã de Inês, Anitta, tutora provisória.
Anitta conta que só agora, meses depois da cirurgia de reconstituição da caixa craniana de Inês, a Justiça liberou o uso da pensão da ex-guerrilheira para o pagamento dos custos médicos. O aluguel e o mobiliário do apartamento ocupado por Inês em Niterói foram garantidos com a ajuda de parentes e amigos.

Porém, mesmo as limitações neurológicas não tiraram o brilho da trajetória de Inês. Em 2009, ela fez Dilma Rousseff chorar ao ser homenageada em Brasília, quando recebeu o prêmio de direitos humanos na categoria "Direito à Memória e à Verdade". O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na época:
- Minha querida Inês, só queria lhe dizer uma coisa: valeu a pena cada gesto que vocês fizeram, cada choque que vocês tomaram, cada apertão que vocês tiveram.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/05/06/vitima-de-misterioso-acidente-ex-guerrilheira-ines-etienne-romeu-tenta-recuperar-fala-o-pensamento-924403179.asp#ixzz1Lz10CrmT
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terça-feira, maio 31, 2011

Novela "Amor e Revolução", do SBT esta censurando depoimentos!!!



Joelzon MDZ me mandou este libelo que publico na integra!!!!

PROTESTO NO GRUPO "DOCUMENTO DITADURA"

PESSOAL,

EU ESTOU REVOLTADÍSSIMO: O SBT NÃO POSTOU O VÍDEO DA NOSSA COMPANHEIRA Neusah Cerveira QUE FOI SEXTA-FEIRA E POSTARAM NA PÁGINA DA NOVELA "AMOR E REVOLUÇÃO" O DEPOIMENTO DO ILDEU MANSO QUE ELES MOSTRARAM O NOME DESTE COMO "LIDEU MANSO".
ISSO É CENSURA!
SEGUNDO PALAVRAS DE Neusah Cerveira:

>"-A produção da novela disse que a ordem veio de cima.";

>"-Assinei um contrato onde dizia que meu depoimento iria para o site".

E SOBRE A NOVELA ELA DISSE MAIS:

> "-Vc sabia que os torduradores darão seus depoimentos também, e vai ser no encerramento da novela?"

SOBRE ELA E SUA FAMÍLIA AINDA DISSE:
>"-Olhe na Internet, não param de perseguir nossa família:
em 2009 o salário da viúva cerveira foi suspenso por tres meses"

>"-Eu fui torturada depois da minha defesa de tese onde apontei nomes de torturadoes."

>"-Minha mãe vai começar a denunciar agora mesmo, e exigir minhas fotos e depoimento na integra
Fui enganada, para dar um depoimento que provavelmente já está nas mãos dos torturadores junto com minhas fotos"

PESSOAL, NÃO PODEMOS DEIXAR QUE A CENSURA SE VOLTE COM FORÇA COM ESSA NOVELA, ALIÁS, ELA NUNCA ACABOU, MAS VAMOS PROTESTAR PARA QUE MAIS ESSA CENSURA NÃO ACONTEÇA, MESMO QUE ESCONDIDO, ÀS ESCURAS SABEMOS QUE ISSO ACONTECE TODOS OS DIAS!!!!
VAMOS PESSOAL, PROTESTAR JÁ!
Lema: "QUEREMOS O DEPOIMENTO DE NEUSAH CERVEIRA JÁ!"

ABAIXO O NÚMERO DA PRODUTORA DA NOVELA:

BRUNA, PRODUTORA DE DEPOIMENTOS QUE ME CONVIDOU E DIRIGIU O DEPOIMENTO DE NEUSAH
TELEFONE (11) 77376526

domingo, maio 29, 2011

Vamos discutir a DITADURA, para que ela não volte mais!!!


Quem tem interesse em discutir a questão da DITADURA no Brasil e pretende comparecer ao encontro em Brasilia, por favor, mandem confirmação para cá ou para o Joelson MDZ, no Facebook, que é o criador e organizador mór do encontro. Assim podemos ir tomando as providencias. E sugiram a data tambem OK?

O encontro dos blogueiros que discutem a DITADURA no Brasil, pode ser realizado mesmo em Brasilia, pois a proposta de fazer o encontro aqui aumentou a aderência ao encontro. A proposta inicial do companheiro Joelson MDZ era de fazer em Natal, no Rio Grande do Norte, onde ele mora, mas o local é muito distante para o pessoal do Sul, Sudeste, Centro Oeste e até do Norte.

Então Brasilia como fica na região central facilitaria a locomoção de todos.
Além disso aqui tem vários locais que a gente pode conseguir para a reunião. Tanto em auditórios de Sindicatos e Associações, até hotéis. A proposta acho que vai vingar. Agora é marcar a data e irmos atrás do local e infraestrutura.