sábado, julho 28, 2012

Livro relata guerrilha do Molipo e a tragica trajetória de Maria Augusta Thomas!



Com prefácio de José Dirceu, obra será lançada, neste sábado, no Memorial da Resistência, São Paulo

O jornalista e sociólogo Renato Dias, de Goiânia(GO), lança, neste sábado (28), às 10h, no Memorial da Resistência, em São Paulo (SP), o livro Luta Armada/ALN-Molipo- As Quatro Mortes de Maria Augusta Thomaz(2012), Editora RD/Movimento, 240 páginas, R$ 50,00. No ato, também está programado para ocorrer um debate sobre Molipo & ditadura civil e militar(1964-1985) com o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu e o economista Pedro Rocha Filho.

Com apresentação do historiador Daniel Aarão Reis Filho, da Universidade Federal Fluminense, e do último comandante militar da ALN Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, a obra possui prefácio de José Dirceu. O posfácio é assinado pelo advogado, ex-deputado federal e ex-vice-prefeito de São Paulo  Luiz Eduardo Greenhalg.  A orelha do livro é do jornalista, ex-preso política e membro do Núcleo de Preservação da Memória Política Ivan Seixas.

1968 & luta armada

O livro Luta Armada/ALN-Molipo-AsQuatro Mortes de Maria Augusta Thomaz (2012) conta a história da bela estudante de Filosofia da PUC (SP) Maria Augusta Thomaz, uma morena de olhos verdes, cabelos longos, magra, que participou das revoltas de 1968, adotou a estratégia de luta armada contra a ditadura civil e militar e ingressou na ALN, organização de Carlos Marighella, para defender a democracia e o socialismo.

Com uma bomba no colo, Maria Augusta Thomaz seqüestrou, em 4 de novembro de 1969,  um avião, no Aeroporto de Ezeiza, Buenos Aires, desviou-o para Cuba, onde fez treinamento de guerrilha com José Dirceu e Franklin Martins. Mais: abriu uma dissidência na ALN, ajudou a fundar o Molipo(Movimento de Libertação Popular), retornou clandestinamente para o Brasil, soltou bomba na Esso, atacou o Consulado da Bolívia e foi baleada, em 1971.

Após recuperar-se, retomou o projeto original da ALN e do Molipo de tentar deflagrar a guerrilha rural. Com Márcio Beck Machado e a ajuda de Iris Luiz de Moraes, muda-se para o Estado de Goiás, considerada uma área estratégica para as organizações de esquerda. Em 17de maio de 1973, uma madrugada fria, é assassinada. Policiais civis, militares e federais de Goiás, Brasília e de São Paulo participaram da operação, apurou o jornalista.

Sete anos depois, o premiado jornalista Antônio Carlos Fon descobriu o crime. Antes de publicar a reportagem-bomba, as ossadas de Maria Augusta Thomaz são seqüestradas. Mesmo assim, Fon consegue chegar a um dos suspeitos da morte do casal, na Fazenda Rio Doce, localizada entre os municípios de Rio Verde e Jataí, sudoeste de Goiás: Marcus Antônio de Brito Fleury, então diretor Regional da Polícia Federal, no Estado.

Meses antes (1980), ele (Marcus Antônio de Brito Fleury) havia sido apontado pela assistente social Maria de Campos Baptista como responsável pela prisão ilegal, tortura, morte e desaparecimento do corpo do estudante secundarista Marcos Antônio Dias Batista, membro da Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares (Var—Palmares), mesma organização política e militar da atual presidente da República, Dilma Rousseff. Ele “sumiu” em maio de 1970.

Mãe do autor, Maria de Campos Baptista morreu em 15 de fevereiro de 2006, após sair de uma audiência com o então ministro da Defesa e vice-presidente da República, José Alencar, e com o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vanucchi, para cobrar, após sentença da Justiça Federal, informações sobre as circunstâncias da morte e desaparecimento de seu filho, o desaparecido político mais jovem do Brasil.

Perfil
Jornalista formado pela Alfa, sociólogo graduado na Universidade Federal de Goiás, com pós-graduação em Políticas Públicas (UFG) e mestrando em Direito, Relações Internacionais e Desenvolvimento na Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Renato Dias diz que a história de Maria Augusta Thomaz é tão espetacular quanto a de Olga Benario. “Thriller político que começa após o golpe de 1964, se desenvolve soba guerra fria e acaba com assassinato e corpo desaparecido. Um crime ainda sem castigo”.
Serviço
Livro: Luta Armada/ALN –Molipo  As Quatro Mortes de Maria Augusta Thomaz
Autor: Renato Dias
Design: Carlos Sena
Número de páginas: 240
Preço: R$ 50,00
Contatos com o autor: (62) 8125-6779;renatodias67@gmail.com
Descrição: https://mail.google.com/mail/u/0/images/cleardot.gif

Outros livros que recomendo: “As meninas de Minas’, de Luiz Manfredini; “Marcio-O Guerrilheiro” de Antonio Pedroso Junior!

terça-feira, julho 24, 2012

O PERIGO É REAL!!! DIREITA TERRORISTA SE REARTICULA NO BRASIL E AMÉRICA LATINA!!!


Neusah denuncia atentados


Atentado na sede do Grupo Tortura Nunca Mais, contra Neusah Cerveira e outros acontecimentos nada casuais, apontam para uma rearticulação de grupos terroristas de Direita no País. Depois que foi instalada a "Comissão da Verdade", eles começaram a botar suas manguinhas de fora. O Perigo é real e já há quem veja, mobilização de militares de pijama e alguns na Caserna em afrontar a Presidente Dilma e outas autoridades, um"ovo da serpente", que o governo tem que esmagar logo. CIA,MOSSAD,MI5 e outros serviços de inteligencia a mando dos Imperialistas estão o tempo todo articulando golpes e ações terroristas na America Latina e no Mundo. ATENÇÂO!!!!










Nova denúncia da companheira Neusah Cerveira.

Companheiros, esclarecendo minha ausência e denunciando: fiquei impedida de acesso a qualquer site de internet ontem, a internet como um todo!. Pensei que era um problema técnico nas comunicações. Não pude me comunicar desde ontem! Meu celular também ficou inacessível. Ademais, quando eu e minha filha chegamos hj de meu trabalho, percebemos que entraram em nossa casa...saindo inclusive as pressas (chegamos antes do horário norma, pois não me senti bem hoje e tive de sair mais cedo, coisa RARA, na minha vida profissional) não olhamos ainda se algo foi roubado.


 Percebemos apenas que a correspondência TODA da caixa de correio foi levada e que entraram na casa, acessaram o computador, deixando inclusive alguns documentos abertos(referentes as minhas idas a Brasília, sobre a Comissão da verdade, quando me chamaram) Notei também outros documentos abertos...e deixados abertos...o pc ligado indicando que saíram as pressas! Jogamos a água mineral fora, e também a comida que estava aberta na geladeira! Não entendo a razão desse invasão. Vou fazer um BO, porém, não houve arrombamento...os cadeados estavam abertos e a cerca elétrica tinha sido desligada na central (no meu escritório) vamos agora verificar o que mais foi levado.


 Parece que o interesse eram só documentos e acesso ao PC. Quebraram a senha do PC que era bem difícil. Estamos verificando os documentos que foram levados, quanto a bens, como microondas e etc, nada foi levado!Fiquei muito preocupada! não sei a intenção e o pq disso tudo...tá ficando cada dia mais estranho! Alguém mais de vcs está com esse problema? quem fez isso conhecia meus horários, hábitos e etc. E não entendo como não houve arrombamento! Ninguém mais tem minhas chaves (são muitos cadeados e a casa é gradeada!


 Isso já está me prejudicando MUITO no trabalho, estamos em época de provas e fechamento do bimestre nas escolas! Vou ter de dormir com a menina numa pousada. Gastar dinheiro! isso é revoltante.


 Abçs Neusah Cerveira.

Vejam a denuncia de Neusha!!

AMIGOS, INFORMO NESSA OCASIÃO, E DENUNCIO QUE SOFRI UM ATENTADO NO DIA 18 DE JULHO AS 19 HS, NA BR101, PRÓXIMO AO AEROPORTO DO RN. FUI PERSEGUIDA, POR UM CARRO, COM OS VIDROS TODOS ESCUROS, NÃO SEI QUANTAS PESSOAS TINHA DENTRO. A PERSEGUIÇÃO DUROU UNS 15 MINUTOS QUANDO ENTÃO ATIRARAM CONTRA O VEÍCULO...SAÍ DA ESTRADA QUASE ME ACIDENTEI, E RUMEI PARA O AEROPORTO ONDE PROCUREI A POLÍCIA FEDERAL, QUE DISSE QUE EU DEVIA PROCURAR A POLÍCIA CIVIL E FAZER UM BO, POIS DEVIA SER TENTATIVA DE "ASSALTO" PEDI A UMA AMIGA ADVOGADA QUE FOSSE COM O MARIDO ME BUSCAR. 

NÃO ESTOU MAIS ANDANDO SÓZINHA. O MAIS ESTRANHO É QUE PARECIA QUE ELES SABIAM EXATAMENTE ONDE EU ÍA. TINHA FALADO COM A MINHA MÃE NO TELEFONE, DIZENDO PARA ONDE ESTAVA INDO E FOI LÁ QUE COMEÇOU A PERSEGUIÇÃO! VENHO RECEBENDO TAMBÉM, TELEFONEMAS AMEAÇADORES. UM DELES NAQUELE DIA MESMO, ANUNCIAVA QUE ME PEGARIAM E O QUE FARIAM COMIGO.MINHA CASA FOI APEDREJADA, E INVADIDA ENQUANTO EU ESTAVA NO TRABALHO. 

DECIDI ME AFASTAR UM POUCO DA INTERNET ATÉ SABER O QUE ESTAVA ACONTECENDO. NÃO DESCOBRI NADA, NEM A POLÍCIA. AS AMEAÇAS CONTINUAM, ENTÃO DESLIGUEI O TELEFONE. TENHO PISTAS, A PARTIR DE UM BOLETIM QUE LI DA TFP, PUBLICADO NOS JORNAIS DO PARAGUAY E NO BRASIL, ACHO QUE NA FOLHA DE SP, ENVIADO A MIM POR MAIL. TODOS DEVEM LEVAR AS AMEAÇAS A SÉRIO. EU RECEBI AMEAÇAS PARECIDAS EM 2008, NÃO ACREDITEI E ACABARAM SE CONCRETIZANDO. 

A FILHA DO PAULO WRIGHT EM CURITIBA EM 1986, TAMBÉM RECEBEU AMEAÇAS, ATÉ ME CONTOU POR TELEFONE. ACABOU ASSASSINADA EXATAMENTE CONFORME ANUNCIAVAM AS AMEAÇAS! A POLÍCIA DO PARANÁ ATÉ HOJE NÃO TEM PISTAS. FAZ POUCOS MESES COMECEI A INVESTIGAR O ASSASSINATO DELA. ACREDITO QUE NO MEU CASO AS AMEAÇAS SE DEVAM A ISSO. 

TAMBÉM AO FATO DE FINALMENTE TER DECIDIDO PUBLICAR MEU LIVRO NO EXTERIOR. FICO PREOCUPADA DE DENUNCIAR ESSAS COISAS, PQ FICAM TODOS APAVORADOS E PODEM DESISTIR DA LUTA. MAS, PENSEI MELHOR E ACHEI QUE É JUSTO QUE AS PESSOAS TOMEM SUAS DECISÕES SÓZINHAS. ESTOU PREOCUPADA COM A ESCALADA DA OPERAÇÃO CONDOR NO BRASIL. SE FOSSEM APENAS CASOS ISOLADOS TUDO BEM. MAS, ESTOU RECEBENDO MUITOS RELATOS PARECIDOS! VAMOS FICAR ATENTOS A ESSAS PROVOCAÇÕES!

(DETALHE: QUANDO FUGI EM ALTA VELOCIDADE PARA O AEROPORTO, ELES ENTRARAM POR UM ATALHO SÓ PERMITIDO A AERONÁUTICA E CHEGARAM ANTES DE MIM.) QUE JÁ ESTAVA COM O O CELULAR NO VIVA VOZ E LOCALIZADA POR GPS DE AMIGOS. LARGUEI O CARRO E DESCI CORRENDO...

QUERO QUE EU E MINHA FAMÍLIA TENHAMOS O DIREITO DE IR E VIR SEM PERSEGUIÇÃO! SENÃO PEÇO ASILO POLÍTICO!

CANSEI DE TELEFONES GRAMPEADOS...AMEAÇAS? PQ ? E, ATÉ QUANDO? EU TENTO CALAR A BOCA? MAS, NÃO DÁ! FOI TERRFÍVEL O QUE FIZERAM E CONTINUAM FAZENDO COM MINHA FAMÍLIA!

QUANDO VAMOS SER LIVRES? QUANDO VOU PARAR DE SER TRATADA COMO CRIMINOSA? DESDE QUE ME CONHEÇO POR GENTE A SITUAÇÃO NÃO SE ALTERA!
ABRAÇOS.

Neusah “NINA CERVEIRA

domingo, julho 22, 2012

Povo de Aracaju decide seu destino nestas eleições!!


Amor e ódio: que destino queremos dar a Aracaju?

Christian Lindberg Lopes do Nascimento[1]


            Desde o nascedouro da cultura ocidental, vivemos um conflito interno envolvendo dois polos: de um lado as paixões, os sentimentos e do outro a razão. O filósofo grego Sócrates incumbiu a primazia do segundo sobre o primeiro. Na modernidade, os filósofos iluministas reforçaram esta tendência, porém, em meados do século XIX, o pêndulo iniciou um movimento de reversão. Com os avanços dos estudos no campo da psicologia e a radicalização do individualismo, as paixões foram alçadas a um novo patamar, com repercussões coletivas e, principalmente, particulares. Porém, filósofos agrupados na denominada Escola de Frankfurt, alertaram aqueles que subjugam as paixões no sentido de não asfixiá-la por completo, apontando para a necessidade de a razão esclarecedora abrir espaço, de forma racional, para os sentimentos.
            Digo isto porque a eleições de 2012, na cidade de Aracaju, está polarizada por dois projetos antagônicos, não só na forma de gerir o Estado, mas, principalmente, na perspectiva de humanizar a nossa cidade. O eleitor aracajuano, geralmente bem informado e crítico, sabe e conhece o que representa cada um dos postulantes ao cargo de prefeito e vice-prefeito da capital sergipana.
            De um lado temos um candidato que já foi tudo na vida política: prefeito biônico durante a ditadura militar, governador e que está presente na vida pública há aproximadamente 30 anos. Com tanto folego, é um postulante que tem base de apoio real, embora seu agrupamento político tenha perdido as últimas eleições no Estado e nunca tenha governado Aracaju, desde a redemocratização do país na década de 80.
            Do outo lado, o jovem candidato que entrou na vida pública há pouco tempo, fruto da renovação política que o país tem vivido, desde a metade da década passada. Porém, ele representa um projeto que governa Aracaju desde o ano de 2000 e o Estado de Sergipe, a partir de 2006, além de ser filho de um dos políticos mais tradicionais e ativo do cenário sergipano.
            Considerando o perfil de cada candidato, nesse momento, o que vale mais é o projeto que cada um representa. Aristóteles, na sua Ética a Nicomaco, já nos alertava para que dirigissemos nossa vida em busca da felicidade, compreendendo este termo como aquilo que está relacionado à totalidade dos cidadãos que habitam uma cidade. Se é ingênuo ou não esta afirmação aristotélica, o que nos interessa é o fato de que a busca da felicidade é um ato racional e que visa o bem comum.
            Este raciocínio é válido à medida que o aracajuano é, culturalmente falando, um indivíduo pacato, solidário e fraterno, e que, somado aos traços já mencionados, o torna um eleitor criterioso, que age guiado pela vontade soberana e pensando no bem comum. A vingança, o ódio, a birra, o rancor, nunca foram as marcas dos residentes em Aracaju, muito menos a ação irracional.
Ao mesmo tempo, é muito nítido a diferença dos projetos que estão em jogo. Talvez os mais antigos, como eu, tenham recordações de como Sergipe foi governada nos anos 90, já os mais novos também sabem como o Estado era gerido no início da década passada. Aracaju é orgulho de todos porque seus moradores souberam escolher, racionalmente, o melhor caminho a ser trilhado e os condutores mais hábeis e democráticos para administrar nossa cidade.
            Tenho ciência que não vivemos em uma redoma repleta de perfeição. Aracaju precisa progredir na democratização da gestão do aparato estatal, aperfeiçoar a administração da máquina pública, consolidar os serviços públicos e torná-los mais eficiente, finalizar o processo de inclusão daqueles que ainda estão excluídos da cidadania. Enfim, nossa cidade tem know-how, recursos humanos qualificados e criatividade suficiente para enfrentar os problemas do presente e prepará-la para os desafios do futuro. Está nas mãos de cada um o caminho a ser percorrido, mas lembre-se, o resultado final da sua escolha vai impactar no perfil da cidade que você almeja para o futuro próximo, o seu e o de todos que aqui residem.
1-Christian Lindberg Lopes do Nascimento
Graduado em Filosofia e mestre em Educação pela UFS. Atualmente é doutorando em Filosofia da Educação na UNICAMP. Email: christian.lindberg76@gmail.com 




sábado, julho 21, 2012

O Homem da "Civilização Brasileira" e seu legado!






Ênio Silveira, o editor de O Capital no Brasil


Carlos Pompe*


Há 145 anos, no dia 17 de julho de 1867, Karl Marx publicou sua principal
obra, O Capital, cujo objetivo era “descobrir a lei econômica do movimento da
sociedade moderna”, conforme ele escreve no Prefácio. Mas, no Brasil, a obra
só chegou no século passado. Trechos do livro fizeram parte de seleções de
textos de Marx até que, nos anos 1960, Ênio Silveira publicou não apenas o
livro I, mas também os volumes II e III, preparados por Friedrich Engels, e IV
(Teorias da Mais Valia), preparado por Karl Kautsky. Todos com tradução do
baiano Reginaldo Lemos de Sant'Anna.


A saga editorial dO Capital em terras brasileiras foi curiosa. Justamente sob
o regime mais obscurantista da república, a ditadura terrorista que sufocou
o país de 1964 a 1985, o livro magno de Marx foi publicado na íntegra pela
primeira vez. E sua segunda tradução, coordenada por Paul Singer, foi
distribuída às bancas de revista de todo do país, integrando a coleção Os
economistas, da Editora Abril, quando era lembrado o centenário de morte
do autor. Os rascunhos da obra, conhecidos como Grundisse, só ganharam
edição brasileira, vertidos ao português por Mario Duayer, em 2011 (Boitempo
Editorial).


A coragem editorial de Ênio Silveira, que era filiado ao Partido Comunista
(ficou com o PCB, de Prestes) merece ser lembrada, nestes períodos em que
o país tenta recuperar sua memória história. Ênio nasceu em 18 de novembro
de 1925. Assumiu a direção da Editora Civilização Brasileira em 1948. Entre
1964 e 1969, foi preso sete vezes. Os militares golpistas ainda bloquearam seu
acesso aos bancos. Mesmo assim, continuou publicando pensadores marxistas
e oposicionistas. Não se limitava à edição de obras políticas. Publicou artistas
como Dalton Trevisan e Domingos Pellegrini Jr; bancou a tradução de Ulisses,
de James Joyce, por Antonio Houaiss.


Várias de suas edições foram apreendidas pela ditadura, causando-lhe
prejuízos financeiros irreparáveis e prejudicando (na verdade, uma tentativa
de impedir) a inteligência nacional. Trouxe ao Brasil obras de Antonio Gramsci,
Bertolt Brecht, György Lukács, Júlio Cortazar, F. Scott Fitzgerald, Manuel
Scorza, Franz Kafka, William Faulkner. Publicou também Nelson Werneck
Sodré, Carlos Nelson Coutinho, Leandro Konder... Dentre as coleções que a
Civilização Brasileira lançou, marcaram época os Cadernos do Povo Brasileiro
e o Violão de Rua, onde saiu o poema de Vinícius de Morais, o Operário em
construção.


Para ter uma gama tão grande de títulos, fazia também seus truques. Artur
José Poerner conta, sobre a publicação de seu O poder jovem, história da
participação política dos estudantes brasileiros, em 1968: “Em 28 de março,
o assassinato do estudante paraense Edson Luís de Lima Souto, numa
invasão policial do restaurante do Calabouço, me obrigou a escrever uma
Nota Complementar ao livro. E o Ênio, sem qualquer ressalva aos originais,
me comunicou que, com o agravamento da situação, o livro, já com o prefácio
escrito por outro querido amigo, o dicionarista Antonio Houaiss, precisaria de
mais um texto, uma espécie de salvo-conduto que garantisse a sua circulação.


Rejeitei os nomes inicialmente aventados para um segundo prefácio, dos
governadores de Minas Gerais, Magalhães Pinto, e de São Paulo, Abreu
Sodré. Acuado, acabei solicitando o texto ao general nacionalista Pery
Constant Bevilaqua, que, pelos seus votos liberais, acabaria punido pelo Ato
Institucional nº 5. O prefácio de Houaiss virou apresentação”.


Ao longo de sua vida, encerrada em 11 de janeiro de 1996, editou cerca de 6
mil livros. A Editora Civilização Brasileira, em dificuldades econômicas, acabou
sendo comprada por Alfredo Machado, da Editora Record, que continua
lançando novas edições de O Capital.


*Carlos Pompe é jornalista, revolucionario, editor do Vemelho/DF e curioso do Mundo e das gentes! 

quinta-feira, julho 19, 2012

Elza Maria faz seis anos de vida! Minha alegria de v ida!!




Hoje, dia 19 de julho, há seis anos atrás,nascia no Hospital das Forças Armadas( que ironia do destino)em Brasilia, minha querida e dileta filha Elza Maria Demoner da Silva. Elza em homenagem  a revolucionaria Elza Monerat e a lutadora Elza Soares e outras Elzas amigas e revolucionarias amigas minhas e Maria, em homenagem a todas as mulheres do Mundo, a quem sempre amei e me dediquei. Que ela seja feliz e herde de nós, seus pais, um Mundo melhor, mais justo e solidário. Toda a felicidade do universo. Amo ela de montão. È minha eterna “Bebe”. São seis anios de vida, que se multiplicarão em centenas para alegria minha e da humanidade!! Salve Elza Maria. Tudo de bom para você e conte sempre com seu pai dedicado e solidário!!

Frei Beto expõe os dois lados da Igreja Católica durante a Ditadura Militar!!


Frei Beto mostra a foto de Frei Tito, torturado a tal ponto que se matou!

‘A partir de d. Paulo mudou tudo’, diz Frei Betto sobre apoio da Igreja ao golpe!
O religioso, um dos principais nomes na luta contra a ditadura, conta que foi o arcebispo quem levantou a bandeira em defesa dos direitos humanos após as denúncias de torturas
Ricardo Galhardo - iG São Paulo | 19/07/2012 08:00:07
No primeiro momento, a Igreja Católica e outras organizações religiosas apoiaram o golpe militar de 1964. Alguns religiosos, como o então cardeal de São Paulo d. Agnelo Rossi, chegaram a encobrir torturas e outras atrocidades. Foi só com o passar do tempo, o surgimento de denúncias rotineiras sobre desrespeitos aos direitos humanos e a caracterização cada vez mais clara do regime como uma ditadura, que a Igreja mudou de lado e passou a ser um dos pilares na defesa da democracia. A opinião é do escritor Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, testemunha e personagem desta história.
Durante a conversa com o iG na sala de música do convento dos dominicanos, um oásis de árvores e passarinhos encravado no bairro do Sumaré, zona oeste de São Paulo, Frei Betto disse que a situação mudou a partir da intervenção direta do papa Paulo VI, que substituiu d. Rossi por d. Paulo Evaristo Arns. “A partir de d. Paulo mudou tudo”, afirmou

iG - Em vários momentos a Igreja Católica e outras organizações religiosas ajudaram no combate à ditadura militar. Havia uma articulação entre elas?

Frei Betto – Na verdade, quando houve o golpe em 1964 a Igreja Católica, através da CNBB, apoiou agradecendo a Nossa Senhora Aparecida ter livrado o Brasil da ameaça comunista. Ocorre que setores da Igreja, em especial a JUC (Juventude Universitária Católica) da qual eu era dirigente e a JEC (Juventude Estudantil Católica), que faziam parte da Ação Católica, estavam muito identificados com a esquerda e contra a ditadura. Eles já haviam inclusive dado origem a um dos grupos de esquerda duramente reprimidos, a Ação Popular, da qual Betinho (o sociólogo Herbert Souza, morto em 1997) foi um dos fundadores. Então a repressão, que no início ficou muito confortável com o apoio da CNBB, passou a achar que a Igreja fazia jogo duplo. Porque ela fazia um discurso de apoio aos militares, mas na prática estava contra. Para vocês terem uma ideia, nós da JUC e JEC morávamos juntos no Rio de Janeiro e fomos presos no dia 6 de junho de 1964, isso tudo eu descrevo no livro “Batismo de Sangue”. E porque fomos presos? Havíamos feito algum movimento contra a ditadura? Não. Fomos presos na chamada noite do arrastão da Ação Popular. Para o Cenimar (órgão de inteligência da Marinha), Ação Católica e Ação Popular eram a mesma coisa. Ficamos 15 dias presos. Não houve processo nem nada.

iG – Como a Igreja reagiu a isso?


FB - Aí começou aquilo que aos olhos da ditadura era jogo duplo e com atitudes de bispos progressistas cada vez mais críticos à repressão na medida em que ela vai crescendo. A partir daí muitos bispos, com destaque para a atuação de d. Helder Câmara, começam a defender as vítimas e vai se alargando o fosso entre a Igreja Católica e a ditadura. Isso também acontecia em menor escala com outras Igrejas. E o caldo entornou com a prisão nossa, dos dominicanos, em 1969, e o assassinato do padre Henrique Pereira Neto, da pastoral da juventude do Recife. Ele foi torturado, assassinado e jogado no campus universitário. E nós torturados, Frei Tito massacrado, depois veio a morrer em consequência disso.

iG – O apoio continuou quando surgiram as denúncias de tortura?

FB - Tínhamos algumas figuras de proeminência na Igreja Católica como o cardeal Vicente Scherer no Rio Grande do Sul e o cardeal Agnelo Rossi aqui em São Paulo do lado da ditadura, dizendo que não havia tortura. Tanto que quando o Rossi foi nos visitar no Dops ele nos viu todos quebrados, nós dissemos que havíamos sido torturados, o delegado disse “não eminência, eles caíram da escada” e o Rossi saiu do Dops e disse à imprensa que não houve tortura.

iG – Houve participação do Vaticano na mudança de postura da Igreja brasileira?

FB - Roma nos apoiou na figura do o cardeal Agostinho Casarolli, segundo na hierarquia do Vaticano. Portanto, o papa Paulo VI nos apoiou. O governo geral dos dominicanos em Roma também nos apoiou e quando o papa ficou sabendo do episódio no Dops decidiu tirar o d. Rossi de São Paulo com aquele esquema que a Igreja usa de promover para remover. O papa pediu para o cardeal Rossi ir a Roma e então aconteceu um episódio folclórico. O Rossi ficou hospedado no mesmo lugar onde sempre ficam os brasileiros, chamado Pio Brasileiro, e celebrou uma missa dizendo no sermão que no Brasil não havia tortura, que tudo era uma campanha comunista. Em seguida, depois do sermão, na oração dos fiéis, os seminaristas brasileiros começaram a dizer “rezemos por fulano, assassinado pela polícia nas ruas de São Paulo segundo o ‘Observatório Romano’, rezemos pela sicrana que foi muito torturada segundo a ‘Rádio Vaticana’”, etc. Eles acabaram com o Rossi, pois as fontes eram os próprios veículos de imprensa do Vaticano. Quando Rossi voltou para São Paulo na chegada ao aeroporto foi comunicado por jornalistas sobre sua demissão e que d. Paulo Evaristo Arns, que era auxiliar dele, era o novo arcebispo. E a partir de d. Paulo mudou tudo.

iG - As tensões diminuíram?

FB - Não. Se agravaram porque d. Paulo bateu de frente com a ditadura todo o tempo. Foi ele quem fundou o grupo Clamor, a Comissão de Justiça e Paz, o Brasil Nunca Mais. Uma série de instrumentos que ele foi criando para defesa dos direitos humanos. E assim a Igreja foi se afastando até o ponto de emitir notas contra a ditadura.

iG – A preocupação com os direitos humanos ficou acima das ideologias políticas?

FB - Tinha um padre da TFP (Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade) que nos visitava e não acreditava na existência de tortura até o dia em que viu o Frei Tito chegar do DOI-Codi todo arrebentado. O padre entrou em parafuso porque era um homem honesto.

iG – A ditadura tentou impedir a ação da Igreja?

FB - Proibiram que estrangeiros nos visitassem porque nós, os dominicanos, éramos a caixa de ressonância mais forte na Europa sobre os arbítrios da ditadura. Nós tínhamos a Igreja por trás. Ninguém na esquerda tinha algo parecido. Tanto que nos separaram. Ficamos dois anos como presos políticos e os dois últimos anos como presos comuns. Fomos parar no Carandiru e depois em Presidente Venceslau. Depois da proibição aos estrangeiros o bispo de Lins foi nos visitar no presídio Tiradentes com o cardeal holandês Bernardus Alfrink, um dos mais progressistas da Igreja. Sabendo da proibição aos estrangeiros o bispo falou que o cardeal era seu sacristão. O cardeal então nos entrevistou, anotou tudo, na mesma noite embarcou para a Holanda e ao chegar a Amsterdam toda a imprensa já estava convocada para uma coletiva na qual foi tudo denunciado. E assim a posição das igrejas foi mudando até chegar ao ápice com o livro Tortura Nunca Mais (com mais de mil relatos colhidos clandestinamente entre 1979 e 1985 com apoio de d. Paulo, o rabino judeu Henry Sobel e o pastor protestante Jamie Wright).

iG – O cerco maior foi em torno dos dominicanos?

FB – Não só. Temos o caso dos padres franceses, a tentativa de assassinar d. Pedro Casaldáliga e aí eles mataram um outro padre jesuíta lá em Rio Bonito. Havia uma festa, dom Pedro estava com roupas normais e o padre vestido de clérigo. Acharam que o padre era o bispo e o mataram. Teve muitos outros episódios que foram tão fortes quanto o nosso.

iG – Havia algum respeito dos militares pelo fato de vocês serem da Igreja?

FB – Não. De jeito nenhum. Ao contrário. Por que o Frei Tito morreu em função da tortura? Nossa prisão foi igual à dos demais. A repercussão foi muito grande. Saiu na imprensa do mundo todo. O que aconteceu foi que quando a ditadura se deu conta da repercussão ela percebeu que não tinha sustança para justificar a violência com que fomos presos e decidiu que nós tínhamos que assinar um documento assumindo que havíamos participado de operações armadas. O primeiro a ser retirado do presídio Tiradentes para assinar o documento foi o Frei Tito. Ele não assinou, foi três dias torturado dia e noite até o ponto em que ou ele cedia ou morria. Então ele cortou o pulso com uma lata e com isso impediu que os demais passassem pela mesma coisa. Mas a partir daí ele ficou todo quebrado psicologicamente. Isso teve uma repercussão imensa. A revista Look deu ao Frei Tito o prêmio de melhor matéria do ano de 1971.

iG – O papel da Igreja na luta contra a ditadura no Brasil estava dentro do contexto da América Latina?

FB – Sim. As histórias se repetem em alguns países. Mas na Argentina, por exemplo, foi o contrário. Lá a Igreja apoiou oficialmente a ditadura. Embora padres e bispos tenham ido contra, a conferência episcopal apoiou a ditadura até o fim ao ponto de nomear capelães que participaram de sessões de tortura e dos voos da morte. Mas em geral a Igreja da América Latina foi contra as ditaduras.

iG – A Igreja ajudava a conscientizar os fiéis sobre as arbitrariedades do regime?

FB – No primeiro momento, a Igreja foi totalmente a favor da ditadura. Chegaram a permitir a vinda do padre Patrick Peyton, americano, que era agente da CIA e promoveu aquelas marchas da família com Deus pela liberdade usando a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Depois a Igreja foi recuando e se tornando crítica. Aqui na nossa igreja, por exemplo, a missa aos domingos lotava porque o sermão feito pelo Frei Chico era sempre crítico à ditadura. Ele tinha o cuidado de mimeografar para distribuir na saída. Tinha gente até na calçada de uma igreja em que cabem 800 pessoas sentadas. Não era por fé. Ali era um espaço onde se respirava liberdade. Enquanto isso ocorria um outro fenômeno que eram as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) crescendo por baixo, sem chamar atenção da repressão. E elas são a sementeira de todo movimento social que veio depois. Hoje é difícil encontrar um político de extração popular que não tenha origem nas CEBs. O Lula é uma exceção.
Colaborou Gisele Silva, iG São Paulo

Luiz Manfredini, escritor e revolucionario em tempo integral!!



Publicado por waltersorrentino em 17/07/2012 no seu blog www.waltersorrentino.com.br
Luis Manfredini, escritor, com vocês no Conversa.com. Juntos, o Departamento Nacional de Quadros do PCdoB e a Fundação Maurício Grabois, tivemos gratificante trabalho de produzir uma obra da qual Manfredini foi o organizador. “Vidas, veredas: paixão – memórias da saga comunista” é como vai se chamar e já está no prelo. Pedi a Manfredini para compartilhar com vocês o caráter desse trabalho e aproveitar para dar a conhecer aos amigos do blog esse escritor que admiro, além de ser grato companheiro de partido.

Caro Manfredini, bem vindo ao Conversa.com do blog. Acabamos de terminar um trabalho conjunto escrito por você. Ele se liga diretamente ao conceito de atual geração dirigente da corrente comunista no país, todavia pouco conhecida na singularidade das histórias pessoais. Fale um pouco do livro para o leitor.
Sim, foi um trabalho de fôlego que envolveu quase 40 entrevistas presenciais e umas 50 outras realizadas a partir de roteiros por escrito, além de ampla pesquisa bibliográfica. O foco central foi levantar e expor a trajetória pessoal desse amplo conjunto de revolucionários em sua luta contra a ditadura e pelo socialismo no Brasil, em sua maioria sob as dramáticas condições da clandestinidade e da repressão policial. E o resultado, que logo será posto ao julgamento dos leitores, foi um largo painel de como a corrente comunista enfrentou as lutas a que se propôs. O que chama a atenção na obra é que ela inova ao romper com a tradição que mandava examinar os revolucionários quase só como militantes, a partir de suas idéias e condutas políticas, relegando a plano secundário as pessoas que continham tais idéias e produziam tais condutas, deixando de perceber o quanto a personalidade de cada uma dessas pessoas, suas origens, suas influências muitas vezes determinavam os rumos de suas idéias e condutas. Então, o que verte desses perfis é humanidade pura, com seus ingredientes de drama, tragédia, hilaridade, aventura. Quantos conhecem essa faceta? Raríssimos. Agora conhecerão a vida que pulsava por trás dessa trajetória de lucidez e valentia. E certamente aprenderão com elas.
Leia o restante desta postagem no Blog do Sorrentino em www.waltersorrentino.com.br Vale muito a pena!!!!

terça-feira, julho 17, 2012

Guerra na Siria visa outros objetivos!!!

Mercenários armados pelo imperialismo tentam tomar cidade no interior da Siria!



Análise suscinta, direta e objetiva dos objetivos imperialistas na sua "guerra suja", com mercenarios pagos a preço de ouro pelos Estados Unidos, OTAN e seus aliados feudais árabes, para derrubar o presidente sirio Bashir Assad e seu regime!

Por Elias Kalil Jabbour


Caindo a Síria, o imperialismo caminha para uma vitória no Oriente Médio. A subjetividade das pessoas já está sendo preparada para uma carnificina no Irã em nome da "democracia", da "liberdade" e dos "direitos humanos".


 A China socialista é o alvo estratégico. O passo seguinte é o acerto de contas com a América Latina. Só certos "movimentos sociais" (da Bolívia, por exemplo) não entenderam como a coisa funciona. Ladeiam com o imperialismo em nome da "mãe terra". A Bolívia é o lugar da América Latina onde mais dinheiro de fundações como a Ford e Rockefeller é investido em mestrados e doutorados sobre a "mãe terra".


 É como no Brasil se faz com deificação do "modo de vida camponês" por gente que se diz de "esquerda". Aparência não é essência.

segunda-feira, julho 16, 2012

Memórias da Ditadura: Pai do Ministro Padilha, da Saude, conta sua história!!!


Seu Anivaldo conta como a Ditadura, além de tentar liquida-lo, o impediu de vivenciar a infancia do Filho Alexandre Padilha(abaixo),hoje Ministro da Saude!!




Vale a pena ler esta entrevista. Mostra como a Ditadura triturou família,  rompeu laços, fez-se perder infâncias e vivencias entre famílias.Emocionante a entrevista com o pai de Alexandre Padilha, ministro da Saúde, obrigado a fugir do país depois de torturado e abandonar a mulher grávida. Seu Anivaldo só conheceu Padilha aos 8 anos, perdeu toda a primeira infância de seu primeiro filho devido à ditadura militar.
Ao iG, pai de ministro narra a dor de viver longe do filho durante a ditadura
Anivaldo Padilha, pai do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, teve de fugir do País quando a mulher estava grávida e só conheceu o filho oito anos depois. Ele diz que a distância foi a pior das torturas: ‘É uma dívida que a ditadura tem comigo’, e cobra punição dos torturadores
Por:Nara Alves, iG São Paulo

Com voz suave e afável, Anivaldo Padilha narra com precisão como foi amarrado nu a uma cadeira elétrica durante dias consecutivos no presídio Tiradentes – o mesmo onde a presidenta Dilma Rousseff esteve detida – no centro de São Paulo em fevereiro de 1970. Em entrevista ao iG, ele conta como fugiu do Brasil quando sua companheira estava grávida do filho mais velho, o agora ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “As dores da tortura não foram tão fortes nem tão severas quanto as dores de sair nessas circunstâncias”, lembra.
No último dia 22 de maio, mais de 40 anos depois, a União reconheceu oficialmente que errou ao torturar aquele jovem militante da causa cristã e democrática. Por unanimidade, a Comissão de Anistia pediu perdão, declarou a condição de anistiado político a Padilha e o indenizou em R$ 230 mil. Agora, seu processo foi encaminhado à Comissão da Verdade e ao Ministério Público, para que os responsáveis pelas torturas e pelo seu exílio possam ser julgados.
“É uma dívida que a ditadura tem comigo e com meu filho que jamais vai ser paga porque eu fui privado de ter contato com ele na primeira infância. Só pude conhecê-lo pessoalmente quando ele já estava com oito anos de idade”, afirma emocionado. No exílio, Padilha se casou com uma americana e teve dois filhos, que se correspondiam com o meio-irmão brasileiro por meio de gravações em fitas k7 e desenhos.
Com a Lei da Anistia, em 1979, Padilha voltou ao Brasil e trouxe a nova família, mas sua mulher não se adaptou e retornou aos EUA, abrindo mão da guarda dos dois filhos. Há 15 anos, ele se casou novamente e hoje, aos 72 anos, é pai de uma pré-adolescente. A militância continua a fazer parte da vida de Padilha. Em junho, participou da conferência Rio+20 com um grupo da Igreja Metodista – denominação protestante da qual é membro desde a infância –, Anivaldo Padilha pede mudanças no desenvolvimento econômico. “O atual modelo de desenvolvimento é predador, sem quase nenhuma preocupação sócio-ambiental”, diz.
A noção de que sua vida pertence a Deus e às causas populares o salvou de cometer suicídio em 1970 e o mantém na ativa até hoje. Sempre vinculado às ações da igreja, mas com posições nada conservadoras, Padilha segue defendendo os mesmos princípios de liberdade de expressão. Na Parada Gay, ajudou a criar um bloco de religiosos contra a homofobia e de incentivo à distribuição de preservativos. São passos importantes em direção à consolidação da democracia, segundo ele.
Padilha considera que ainda há no País uma herança da ditadura militar que permeia o cotidiano de todo cidadão, impedindo que a sociedade dê um ponto final nesse passado precariamente esclarecido. “Precisamos acelerar o processo de redemocratização”, diz. Para isso, defende, são necessárias a revisão da Anistia, a divulgação de documentos, a abertura de arquivos, a Comissão da Verdade e, como espera há décadas, a condenação dos culpados.


terça-feira, julho 10, 2012

Penapolenses veem a Brasilia articular pleitos para a cidade!!!


Vereador do PV, Ricardinho Castilho, o radialista Célio Oliveira e eu!!

E eu ganhei um exemplar da nova camisa com que o CAP vai disputar o Paulistão!


Tive a honra e o prazer de receber hoje, terça-feira,dia 10 de julho, aqui em casa, no Hotel San Marco, a visita de dois grandes penapolenses, o vereador Ricardinho Castilho(á esquerda)do PV penapolóide e do radialista da Rádio Difusora de Penápolis e politico local, Célio Oliveira(no centro da foto), do PSD, acompanhados por Rogério Siqueira, chefe de gabinete do deputado federal do PV paulista, Roberto Santiago, que tem ajudado muito o município aqui em Brasilia.

Discutimos as demandas que a cidade está precisando e o que nós aqui em Brasilia, junto a Ministérios, deputados e senadores e outros órgãos públicos, podemos fazer. Vamos articular junto aos Ministérios da Cultura e da Educação as carências de Penápolis e como ajudar a reerguer a Funepe e tratamos, claro, de mais ajuda ao Clube Atlético Penapolense, o CAP, que agora vai disputar a primeira divisão do Paulistão e até a Copa Brasil.

Tomei a liberdade de convidar os três a participarem do FUTURO ENCONTRO EM CAMPINAS, que reunirá penapolenses espalhados por este Brasil e Mundão afora, nos dias 1 e 2 de setembro. Me comprometi a levar alguns pleitos da Cidade na área de Esporte(não só o CAP)ao ministro do Esporte e meu camarada de Partido, Aldo Rebelo e convidá-lo também para o encontro em Campinas dos penapolóides.

Combinamos de manter contato permanente e articular outros encontros aqui em Brasilia com a presença do Prefeito e outras autoridades e acionarmos a solução de demandas que a cidade pleiteia. Frutifera e prazeirosa reunião!  

sexta-feira, julho 06, 2012

Sacanagem no Twitter. Mudei de conta!

Desativei minha conta antiga do Twitter porque pessoas inescrupulosas estavam postando twites em meu nome. Meu novo Twitter para quem deseja me seguir ou ser seguido è: @LuizAparecidoSi - Obrigado a todos e desculpem o incomodo!!

Sábado é dia da Feijoada no San Marco!!!


Amanhã  é sábado e como não poderia deixar de ser, “Dia de Feijoada com música ao vivo” no Hotel San Marco, aqui em Brasilia, no setor Hoteleiro Sul. A feijoada de excelente qualidade já é uma tradição na cidade, com sua “baiana” do acarajé e das batidas saborosas e a musica do “Duo Pai e Filha”(na foto). Walter no violão e na guitarra e Mariane no vocal, interpretam sucessos da MPB, Bossa Nova e algumas musicas internacionais de alto nível. Um programa imperdível  para quem esta em Brasilia e Arredores. O San Marco é um hotel que tem o “charme” do Chelsea de Nova Yorque e outros famosos pelo mundo afora!!!

quinta-feira, julho 05, 2012

Unidade da esquerda no aniversario da deputada Arlete Sampaio!




Há dias fui ao aniversário da deputada Distrital do PT e ex-vice governadora do Distrito Federal, Arlete Sampaio. Zilhões de pessoas compareceram ao “Feitiço Mineiro” para cumprimentar esta batalhadora do povo brasiliense, mulher de fibra e do Bem. Na foto, eu e a deputada e o camarada Cícero, da base do PCdoB da Vila Planalto. Quem me levou a pedido da deputada, foi outro revolucionário equivocadamente no PT, Everaldo Cavazzo.

Conviver com lutadores do povo, seja de que origem partidária for, é sempre bom. Temos que praticar cada vez mais a pratica de buscar a UNIDADE NA DIVERSIDADE. Afinal, ninguém é dono da verdade e a Revolução que queremos é obra para milhões, dai a necessidade de convergirmos na pratica diária e na luta cotidiana. Salve Arlete!!! 

terça-feira, julho 03, 2012

Para os penapolenses que se aventurarem!







Para quem não se lembra ou por ser de outra geração não me conheceu, me apresento: Luiz Aparecido da Silva, conhecido na infância e juventude em Penapolis como “Bola” ou “Bolinha”. 

Sou da turma que andava sempre junto- Celso e Zuzu Lacava, Eninho e Zé Mauricio Soliani, Walter e Denise Pini, Jackson Leal, Joel Pereira Gomes, Floriano Pastore, o “Ninho” e Everaldo e Nancy, seus irmãos, Sonia Picccinin, Eduardo Mandel, o “Alemão”, Jaquito e Belinha Prevost, Cristina Aguiar, Dina Waldman, Tantos outros, como os Valente, os que fundaram o Teatro e o Cine-Clube da cidade.


Sobre o Encontro Futuro em Campinas,um adendo importante!Joana Maria Calvo, minha querida desculpe. E aos outros olvidados também!!Faltou tanta gente nesta lista. Até oTato Fischer que é meu irmão e curandeiro mór e seu irmão Iso escapuliram da lista. Me perdoe. E aos outros que não citei porque estão escondidinhos na memória ou por falta dela pequei!!!

Era muita gente daquela geração que fez furor e causou fúria e paixões nos idos de antes de 66 a 69 até o inicio dos anos 70, quando a vida nos levou pra longe, mas deixou nosso coração ali, regado pelas águas do “Maria Chica”. 

Hoje e desde há muito sou jornalista, militante politico do PCdoB e cidadão do Mundo. Depois de Penapolis e São Paulo, morei uns tempos no Espirito Santo, Salvador, e Brasilia onde estou atualmente. Fora outras plagas por onde andei profissionalmente ou na militancia por este mundão afora! Tenho dito!! 
Tenho ainda um Blog do Luiz Aparecido, onde posto o que considero importante para mim, para as pessoas, para o Brasil e a humanidade. Tá lá em www.luizap.blogspot.com

O resto de minha biografia só os amigos e inimigos podem acrescentar. Estou doido para estar neste encontro em Campinas, onde creio piamente, muitas e belas recordações ressurgirão e as antigas amizades se solidificarão e as novas florescerão!!