Juca Kfouri: "Se não houver respostas, manifestações serão maiores em 2014" - por Ciro Barros, Bruno Fonseca, Renato Leite Ribeiro,
Em entrevista, o jornalista Juca Kfouri faz um balanço dos protestos ocorridos na Copa das Confederações e diz que “suntuosidade” de estádios “agrediu as pessoas”
Na chegada, Juca Kfouri já foi tranquilizando a equipe da Pública, dizendo que estava bem, e que o problema de saúde que sofreu no dia da semifinal entre Brasil e Uruguai, em Belo Horizonte, não era nada do que saiu na imprensa. “Fui vítima do sensacionalismo de alguns coleguinhas”, comentou, explicando que ficou pouquíssimo tempo sem trabalhar e que teve o apoio de ninguém menos que Tostão, tricampeão do mundo em 1970, que também é médico.
Workaholic assumido – ele é colunista da Folha de São Paulo, da rádio CBN e do UOL e apresentador e comentarista na ESPN -, Juca nos recebeu numa sexta-feira ensolarada em seu escritório, em Higienópolis, depois de gravar uma entrevista com o filósofo Vladimir Safatle justamente sobre a “Copa das Manifestações”, diz, em referência aos protestos que ocorreram durante a Copa das Confederações.
O papo também foi além do futebol: em mais de uma hora de conversa ele falou sobre manifestações – incluindo a cobertura da imprensa – e sobre a reação dos poderosos do futebol ao que aconteceu nas ruas. E fez sua previsão para a Copa 2014: “Se não houver respostas, [a reação popular] vai ser maior do que foi”.
Como você avalia as manifestações pautadas na Copa do Mundo? Por que no Brasil elas tomaram esta proporção?
Acho que as manifestações vão continuar porque infelizmente estão fechando as primeiras portas mais óbvias para as saídas que deem solução. A mini-constituinte, que era uma ótima ideia, estranhamente a própria presidenta recuou dela. A ideia foi mal recebida pela mídia, mas isso não deve ser motivo para se desistir, ao contrário. Se a mídia está olhando de cara feia é bom insistir nisso. Tem uma solução criativa ali e acho que, na verdade, se mostra um medo brutal das soluções criativas que o povo eventualmente seja capaz de dar. Uma coisa que me chamou muita atenção: conversando com jornalistas estrangeiros, vi que todos eles estavam surpresos, não faziam ideia de que o Brasil fosse capaz disso. Há uma imagem distorcida do que seja o povo brasileiro. A começar pela má compreensão da ideia do homem cordial, que não é o homem cordato que baixa a cabeça para tudo. Não se está levando em conta as manifestações mais recentes da história do Brasil. Em que outro país mais de um milhão de pessoas foram às ruas pedir Diretas Já? Ou fizeram um processo de impeachment de um presidente recém-eleito, como o Collor? Além de todas as nossas revoltas regionais, que caracterizam a história do Brasil. Então acho que nesse sentido a Copa das Confederações, em alguns lugares, foi a gota d’água. A suntuosidade faraônica dos estádios padrão FIFA agrediu as pessoas. Nós não estamos conseguindo dar respostas para transporte coletivo e estamos fazendo um estádio como esse em Brasília? Ou somos capazes de fazer um estádio como o Maracanã, que custa R$ 1,2 bi, e por R$ 480 milhões damos para uma empreiteira e para um mega-empresário pagarem em 30 anos, em módicas prestações, aquilo que foi feito com dinheiro público? Então acho que isso teve um caráter de despertar a indignação. Daí termos como “escola padrão FIFA”, “saúde pública padrão FIFA”, que ainda haverá quem critique dizendo: “pera aí, padrão FIFA não porque ele exclui os pobres”. Mas as reivindicações são de escolas padrão FIFA e acessíveis a todo mundo. Então acho que não há uma razão só [para os protestos], acho que são diversas. Havia um copo cheio de reivindicações “quero que fique melhor, experimentei, sei que é possível”. Foi surpreendente? Foi. Aliás, eu acho gozado que se critique o governo que foi pego de surpresa, mas nenhum analista se autocritica dizendo que ele também não percebeu nada. E havia sinais. Greves que acontecem há anos em tudo quanto é setor nesse país, manifestações desde os evangélicos até aos que defendem o casamento igualitário, todas essas coisas estão nas ruas. Basicamente essas manifestações demonstram que as pessoas querem tudo de bom e do melhor e elas têm o direito de querer tudo do bom e do melhor. Houve uma repressão estúpida aqui em São Paulo naquele dia na avenida Paulista e aí então, aquilo que já estava efervescente, explodiu de vez.
Mas o fato é que no megaevento Copa do Mundo isso nunca tinha acontecido nessa proporção…
Já cobri uns doze megaeventos nessa vida, entre Olimpíadas e Copa do Mundo, e nunca vi nada parecido. A coisa mais chocante que eu já tinha visto foi na Copa de 1982, na Espanha, quando jogaram Polônia e União Soviética e o pessoal do Solidariedade fez uma manifestação nas arquibancadas e a polícia, ainda resquício do franquismo, cobriu os caras de porrada. Jogou bomba e tudo mais. Era um grupo de ativistas poloneses, com faixas e tal, o que a FIFA sempre proibiu. Mas não era o povo espanhol na rua, nada disso. Eu nunca tinha visto nada parecido.
Você tem trânsito nas altas cúpulas do futebol. Como esse pessoal recebeu?
Felizmente não tenho esse trânsito, mas fico sabendo das coisas. Mas escuta, meu, é a primeira vez que uma decisão de uma Copa dessa importância não teve cartola no telão do Maracanã. Porque já na triscada que deu do Blatter com o Marin mandando a camisa para o Mandela, o estádio começou a vaiar. Aí eles não foram nem entregar medalha, nem troféu. Foi lá o ministro do Esporte [Aldo Rebelo], que é uma figura que as pessoas mais ou menos desconhecem. Então isso dá a medida. É claro que [a vaia] é para eles. O que mais me angustia é que você tem claramente uma crise de representação no Brasil. Eu me dei conta disso no aeroporto de Fortaleza indo para Salvador, vendo nos telões o Itamaraty sendo invadido. Pensei duas coisas: primeiro, eu não vou tomar esse avião, não posso ficar duas horas sem notícia; segundo, quem é que pode no Brasil entrar no ar e dizer: “Calma aí gente, nós vamos fazer as coisas, vamos devagar, não precisa quebrar tudo”? Quem? Não tem um político. O Chico Buarque? Caetano Veloso? Dom Paulo Evaristo Arns? O Lula? Fernando Henrique? Quem? Não tinha um cara. E veja que coisa curiosa, de certa maneira com o sinal invertido. Se em 1970 se dizia que a gente não deveria torcer pela seleção brasileira porque isso era reforçar a ditadura, agora, com o povo brasileiro na rua, a seleção foi muito mais bem tratada. No que a seleção começou a jogar bem e a ganhar, isso aconteceu. E não é verdade que as pessoas que estavam no estádio eram alienadas enquanto que só eram conscientes as que estavam na rua. Porque inclusive aquela maneira de cantar o hino era um recado de amor ao Brasil. Aquilo mostrou uma sabedoria que, por incrível que pareça, a nossa intelectualidade e a nossa mídia tem medo.
E por que, se a FIFA saiu com a imagem arranhada da Copa das Confederações, isso não colou na seleção?
Eu vou dizer uma coisa e espero ser bem entendido. A FIFA é o que ela é: uma grande multinacional, que ganha aos tubos, pouco transparente, em processo de tentativa de transformação e de limpeza tal a sujeira que emergiu dali nos últimos anos. No entanto, aquilo que o [Joseph] Blatter [presidente da FIFA] repete quase como um mantra é a pura verdade: a FIFA não pediu para ninguém se candidatar a receber a Copa do Mundo. E aí o que a FIFA exige? É óbvio que a FIFA não exige que a avenida esteja como a gente gostaria, ou que o metrô esteja funcionando plenamente. Ela quer um estádio do cacete, e o governo brasileiro topou isso. Eu cheguei a escrever isso e não tenho nenhum orgulho em poder dizer isso. O Lula teve duas vitórias extraordinárias ao trazer a Copa do Mundo e as Olimpíadas para o Brasil. Eu digo o Lula porque foi o Lula, a cartolagem do futebol ou do Comitê Olímpico Brasileiro sempre foi a mesma, os presidentes é que variaram. O Lula era o único monoglota na reunião do Comitê Olímpico Internacional. Ele falou depois do Obama, em português, e ganhou todo mundo. Então eu escrevi o seguinte: ele trouxe não somente os dois maiores eventos esportivos do mundo para o Brasil, mas os dois maiores eventos do mundo para o Brasil. Mas corre o risco desse tiro sair pela culatra, de serem dois fracassos megalomaníacos como esses eventos. E está acontecendo isso.
Fazendo um paralelo com as Copas de 50 e de 70 que tiveram motivações políticas claras. Na Copa atual também há a motivação política de se vender um novo Brasil?
Se há um discurso que eu repilo veementemente, porque é o discurso do João Havelange, é que futebol e política não se misturam. Todo evento desse porte tem a ver com política. A Espanha pós-Franco se vendeu grandemente na Copa de 82 e mais ainda nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992. Foi ali que a Espanha moderna apareceu para o mundo. A Alemanha unificada fez a festa que fez em 2006 para mostrar para o mundo que a Alemanha não era aquela imagem soturna do cinema americano, em preto e branco, em que alemão não sorria. Então no Brasil não teria porque ser diferente. A tentativa de se vender a ideia de que futebol e política não se misturam é a maneira mais política de você transar o futebol. Por que sir Havelange, com esse discurso, convivia com os Videla, com os Médici, com os tiranetes da África, com o que há de pior. Então o cara era um facínora, mas ele dizia que não tinha nada a ver com isso porque ele estava tratando de futebol. Não existe essa dissociação: as conquistas esportivas são apropriadas por qualquer governo em qualquer lugar do mundo. O time americano ganha medalha de ouro nas Olimpíadas e é recebido na Casa Branca. O time de baseball de Cuba volta campeão mundial, é recebido em praça pública pelo Fidel Castro. Mas tem outro bom exemplo. É claro que a ditadura tentou se apropriar da vitória em 1970; não obstante, o Médici não entrou para a história como o presidente que foi tricampeão do mundo. Entrou para a história como o presidente do período de mais tortura no Brasil. Quem entrou para a história como tricampeão do mundo foi o Tostão, o Pelé, o Rivelino, o Gerson. Não subestime a capacidade de compreensão do povo. Não houve desumanidade autoritária maior na recepção de uma Seleção Brasileira campeã mundial como no governo Fernando Henrique. O time vinha da Ásia, depois de 24 horas dentro de um avião, e em vez de o presidente cumprimentar um por um, dar uma medalha e mandar o time para casa descansar, puseram os caras num carro de bombeiros para desfilar sete horas antes de chegar ao Palácio do Planalto. Daí o Vampeta dar cambalhota. É claro, a única coisa que ele poderia fazer era encher a cara no trajeto. Se é um general que faz aquilo, a gente estaria reclamando até hoje. Mas não, foi um governo democrático, de um professor de Ciências Sociais, que teve a insensibilidade de submeter os caras a isso. E passou em brancas nuvens, ninguém achou nada de mais. É absolutamente inevitável que um governo, seja ele de que cor for, se aproprie das vitórias esportivas que estimulem o espírito nacional.
"Acho que as manifestações vão continuar porque infelizmente estão fechando as primeiras portas mais óbvias para as saídas que deem solução"
Mas as manifestações subverteram essa propaganda?
Por um lado podem ter subvertido, diante de uma visão conservadora. Diante de uma concepção mais de vanguarda, não. Elas mostraram a pujança do Brasil. Que país vivo é esse? Ou você não acha que o Brasil vai ser um país melhor depois disso tudo? Junho de 2013 marca um momento na história do Brasil, daqui a 50 anos vai se falar disso. A minha preocupação nesse momento é apenas de ver a nossa elite fechando portas para soluções de baixo, as soluções que vem da rua. Se fizer isso, vai pegar fogo. Porque primeiro: eu adoro aquele cartaz que diz “cidade muda não muda”. Segundo: você não conhece na história da humanidade nenhuma transformação que não tenha sido feita com alguma violência. Há evidentemente uma polarização. Estão aí os evangélicos na rua, dando demonstrações. É natural que haja uma resposta a isso. Nego parece que não se dá conta da gravidade. Porque em pleno fogareiro o presidente da Câmara [Henrique Eduardo Alves, do PMDB-RN] pega um avião da FAB e vai ver a final na Maracanã, não é possível. Não é possível que ele não tenha cuidado com o próprio pescoço.
E as manifestações já tomam, em alguns casos, um viés de personalizar as críticas. Como os acampados na frente da casa do governador do Rio…
É isso. Por que na casa do Sérgio Cabral e não na do Alckmin, ou do Aécio, ou do Anastasia? Porque o caso da privatização do Maracanã foi mais gritante do que os outros. Porque quiseram demolir o estádio de atletismo Célio de Barros, a escola Friedenreich, o Museu do Índio, e a Copa das Confederações mostrou que não precisa. Eu fui de metrô para o jogo, numa boa. Saí de Copacabana às 5 horas, e em 20 minutos estava dentro do Maracanã. Então ficou muito gritante. Nego está dizendo para ele: “Você não me engana mais e eu vou ficar aqui na frente da sua casa te incomodando”. Agora, você vê como são as coisas engraçadas. Todos nós somos a favor do direito de ir e vir, inquestionável. Todos nós preferimos que não haja excessos, nem quebra-quebra. Mas uma semana antes de começarem as manifestações de rua, os produtores rurais fecharam estradas no interior do Brasil e não aconteceu nada. Ninguém falou do direito de ir e vir. Não mandaram a PM. Aliás é outra questão que está posta em cheque, enfim: precisa acabar essa merda. Isto aí é fruto da ditadura. Polícia militar é para policiar região fronteiriça, região em que haja conflagração, é uma polícia que trata oponente como inimigo para aniquilá-lo. Não é para por em meio à segurança pública. É sabido isso. Não são poucos os pedidos da ONU para acabar com a PM no Brasil.
E depois do que aconteceu na Maré, no Rio de Janeiro, essa questão está ainda mais colocada…
Sim. Porque é isso: eles vão para a guerra. A postura deles não é outra, a postura é de guerra. Você é inimigo para eles. Quem vai a campo de futebol sabe disso. Quer dizer, para organizar uma fila para compra de ingresso eles jogam o cavalo em cima da torcida. Aí você fala: “Ah, mas o torcedor é violento”. Mas como é que você acha que o cara vai entrar em campo? Uma faísca já vai pegar fogo. Eu sempre digo isso: trate o torcedor feito gado e ele vai se comportar feito um animal.
O David Luiz, o Hulk e o Fred se posicionaram claramente a favor das manifestações de rua. Você acha que há realmente uma empatia da seleção com isso ou foi mais um jogo de cena?
Qual é a origem desses caras? Todos têm origem popular, convivem ou conviveram com essas dificuldades. Todos eles se ressentem das dificuldades que passaram na profissão pelas dificuldades educacionais a que foram submetidos. Não era para esses caras terem chegado nos lugares onde chegaram pelo menos sabendo falar inglês? Como um menino japonês, francês ou americano? Eles suam para aprender outra língua porque têm esses problemas de formação. E eu acho que a resposta deles não é a toa. Quantos jogos o Brasil fez gol em menos de cinco minutos de jogo? Aquela maneira de cantar o hino era a melhor resposta às ruas que eles poderiam dar.
Na coletiva de balanço da Copa das Confederações, o Ronaldo declarou apoio às manifestações como se ele e as pessoas que estavam ao lado dele não fossem alvos nas manifestações contra a Copa. O que você achou?
Ronaldo é um desastre. De duas uma: ou ele se faz de bobo, ou ele é realmente uma pessoa muito limitada. E eu acho que limitado ele não é; e não entender todos os conflitos de interesse que hoje ele representa ao comentar futebol na TV Globo, é absolutamente incompreensível. Ele me ligou um dia, dizendo que eu estava enganado ao dizer isso. E eu respondi: “Mas Ronaldo, você vai criticar o Neymar [agenciado pela Nine, empresa de Ronaldo] que você representa? Você vai falar que o estádio está uma porcaria quando você é membro do COL?”. E ele: “Ah, eu vou, porque na minha vida eu sempre falei as coisas…” E eu: “Você não vai.” E de fato ele não está falando. Ele é capaz de cometer infelicidades como a frase de que Copa do Mundo se faz com estádios e não com hospitais. Bom, muito bem. Agora arque com isso. Ele disse uma coisa que eu concordo: que se não se tivesse colocado essa dinheirama toda nos estádios, não está dito que esse dinheiro seria melhor empregado em outras áreas. É verdade. Mas há certas coisas que um homem público guarda para si, principalmente num contexto como esse. Ele não pode dizer isso que porque está dizendo que não está preocupado com os hospitais. E aí não tem nuance. É preto e branco. Ele é de uma infelicidade a toda prova. A exemplo do Pelé, ele é mais um que, como se diz, calado é um poeta.. Veja que coisa maluca: esse cara que nada parecia pegar nele, que conseguiu sobreviver num país conservador e preconceituoso como o Brasil ao episódio dos travestis, se ferrou no discurso social. Tá ferrado. Não pode aparecer, ficou recluso no hotel em Salvador. Não é que ele não poderia sair porque iam pedir autógrafo para ele, ele corria o risco de apanhar.
E você acha que a experiência brasileira pode criar uma cultura de resistência à FIFA em eventos futuros fora do Brasil?
Eu acho que sim. Acho que a FIFA não vai conseguir desfazer essa imagem por injusta que ela possa ser. Pegou na FIFA porque é fácil. E ela vai padecer com isso. Eu vi tirarem a bandeira da FIFA da frente do hotel Copacabana Palace, tal o medo que eles estavam. As viaturas FIFA desapareceram porque eram apedrejadas. Agora: não foi à toa que a última Copa do Mundo foi na África do Sul, em seguida no Brasil, a próxima vai ser na Rússia e em seguida no Catar. Esses países foram escolhidos a dedo. O que tinha de comum nesses países todos? Pouco controle social. O Brasil surpreendeu, mas é improvável que aconteça na Rússia. Improvável, mas pode acontecer. Também ninguém diria a um tempo atrás que aconteceria no Egito o que está acontecendo. Mas esta má imagem não vai se limitar ao Brasil.
E como você avalia a cobertura da imprensa da Copa das Confederações e das Manifestações?
A TV aberta é um horror. É a coisa mais acrítica possível. E está pagando o preço por isso. Não sei até quando. Por exemplo, eu acho que a cobertura exagerada dos vândalos vai ter um preço porque não é possível que isso prevaleça. Porque o comportamento pacífico de milhões de pessoas é muito mais chamativo do que os eventuais quebras-quebras feitos pela minoria. Não adianta tentar se apropriar da vitória esportiva como sendo da televisão, porque não é. É do Neymar, do Fred… E a Globo tenta se apropriar, sem dúvida. Mas você vê. O pobre do Galvão Bueno não pode aparecer porque é vaiado, xingado. Porque é o estereótipo. Quando você compra um evento esportivo, você não se torna sócio do cara que te vendeu o evento esportivo e o comportamento da TV Globo é de sócio. As grandes redes americanas de TV resolveram isso há anos: elas têm um departamento de eventos e um departamento de jornalismo. É claro que o departamento de evento doura a pílula do seu evento. Outra coisa é o Jornal Nacional de cada uma dessas redes dizer que o hambúrguer estava frio, que a cerveja estava quente, que faltou ingresso, que o trânsito não fluiu bem, que o jogo foi ruim. Ou não. Que foi tudo bom, que tudo funcionou. A Globo não tem esse balanço. Eu criei até um jargão para isso. A confusão entre jornalismo e entretenimento na TV Globo chegou a tal ponto que a Globo “leifertizou” [referência ao apresentador e editor do programa Globoesporte de São Paulo, Tiago Leifert] a sua cobertura esportiva. E eu não tenho nada contra o menino, é um excelente comunicador. Mas eles apalhaçaram a cobertura. E para quê? Para não mostrar aquilo que está por baixo dessa bandidagem. Não me venha dizer que se surpreenderam com o Ricardo Teixeira fugindo do Brasil. Não me venha dizer amanhã que se surpreenderam com o José Maria Marin. Está dito inclusive na rádio CBN, onde eu trabalho: a apropriação de um terreno público, a questão da ditadura, do Vladimir Herzog, do elogio ao Fleury, da medalha que ele roubou e a própria TV Globo mostrou. Como é que a Globo pode tratar esse cara como se fosse uma pessoa séria?
Em abril do ano que vem tem eleições para a presidência da CBF e tudo indica que o novo presidente será Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol e muito ligado ao Marin. Você acha que as manifestações podem injetar um pouco mais de turbulência nesse processo eleitoral?
Tomara que sim. É um desejo mais do que qualquer coisa. Mas acho que a última coisa que vai mudar no Brasil é a superestrutura do futebol. Porque ela é extremamente corruptora, corrompida, e mais do que conservadora, ela é reacionária. Ela é contra qualquer tipo de mudança. Eu acho que o negócio futebol é bom demais para continuar na mão dessa gente, uma hora começa a mudar. E eles estão assustados. Lembre-se da primeira reação do Marco Polo Del Nero que disse que milhões estavam trabalhando enquanto outros poucos estavam nas ruas. No dia seguinte ele já estava que nem avestruz colocando a cabeça embaixo da terra porque não podia aparecer.
E as eleições da FIFA, qual é o cenário?
O Blatter vai ser candidatíssimo de novo e vai se reeleger. Você verá.
E as manifestações bateram de que maneira na alta cúpula da FIFA?
Eles ficaram muito assustados, tiveram medo de gente deles morrer, pensaram em suspender a Copa das Confederações. Em Salvador, eles tiveram funcionários agredidos, carros depredados. O Blatter foi embora. Ele tinha um almoço marcado aquele dia com o Eduardo Campos [governador de Pernambuco] e com o prefeito do Recife e se mandou para a Turquia, pô, que estava pegando fogo, mas ele preferiu a Turquia do que ficar aqui. Aí quando o governo deu a resposta que eles esperavam, com Força Nacional nas ruas e tudo mais, ele veio. Veio e não foi anunciado nem no Mineirão e nem no Maracanã. Passou quase incógnito.
E como você avaliou a cobertura das redes sociais e dos veículos não tradicionais das mesmas manifestações?
Eu gosto muito do cartaz que diz “Saímos do Facebook”. Porque fazer manifestação em rede social é fácil, queria ver na rua, to vendo, ótimo. Essa molecada na rua está fazendo coisas que a minha geração não conseguiu fazer. Nós fizemos passeata, fizemos o diabo a quatro para derrubar a ditadura e não foi por aí que a ditadura caiu. Mas essa manifestação e a desregulamentada que se deu no Brasil esses dias é um negócio seríssimo. E aí eu pergunto: é essa a tal geração que só é voltada para o próprio umbigo, que todo mundo me dizia que só pensava na própria carreira, que era despolitizada? Eu fui dando toda a agenda de todas as manifestações e vou até te contar um episódio divertido. O Brasil estreava num sábado, contra o Japão, em Brasília. Eu precisava pegar o meu ingresso um dia antes, no centro de imprensa, na frente do estádio. O meu hotel estava a uns 40 minutos dali e resolvi ir a pé. Aí eu começo a minha caminhada naquelas avenidas de Brasília e de repente começo a ver aquela fumaça preta. Aí eu pergunto para alguém na rua o que estava acontecendo e me dizem que o pessoal estava queimando uns pneus, que estava tendo uma manifestação aí. Aí eu digo: “É claro, estava prevista para sexta, dez horas da manhã, na frente do Mané Garrincha uma manifestação”. E eu tinha até posto no blog. Quando cheguei lá, os manifestantes me reconheceram e disseram: “Que legal, você veio aqui e tal…” E eu: “É, é, vim”. Vim o cacete, tava de calção e o escambau, nem tinha me lembrado. Aí de tarde eu vejo o secretário de segurança do DF dizendo que foi pego de surpresa e um cara da ABIN dizendo que o secretário de segurança estava mentindo porque a ABIN tinha alertado que havia uma possibilidade de manifestação naquela manhã. Aí eu dei uma nota dizendo que estavam mentindo ambos, ou despreparados ambos, porque bastava olhar a agenda que está até publicada no meu blog que havia um ato marcado, não era possibilidade. Era inadmissível que o secretário de segurança não soubesse e que a ABIN tratasse como possibilidade. Essas coisas que eu digo que eram óbvias que iriam acontecer. Ainda mais num governo dito popular, com a violência das remoções se dando como se deu, você achar que não ia ter nego queimando pneu, puto. Eu tive uma discussão com o Aldo, ele ficou puto porque eu disse que isso era coisa do nazi-fascismo, mas eu falei: “Aldo é o seguinte: marcar uma casa e passar no dia seguinte com uma máquina em cima da casa, tá bom, não é o gueto de Varsóvia porque não está se pegando ninguém e colocando na câmara de gás, mas, porra, você quer que eu chame isso do quê?”
Fonte: Brasil de Fato, 11/07/2013
Página de comentários e registros do cotidiano de Luiz Aparecido, sua familia e amigos. Opiniões sobre o que ocorre no Brasil e no Mundo e claro, com as pessoas!
sexta-feira, julho 12, 2013
terça-feira, julho 09, 2013
DESOBEDIÊNCIA CIVIL NÃO PAGANDO PEDÁGIO!!
SOBRE O PAGAMENTO DE PEDÁGIOS!
Pegando carona no post de meu amigo José Caldas, digo que sempre defendi a "desobediencia civil" para o caso do pedagio da Terceira Ponte em Vitória e de outros pedágios por este País afora, notadamente em São Paulo, onde há um verdadeiro assalto aos motoristas a cada 50 KM mais ou menos. Um real tá mais que bem pago. Afinal as "concessionarias" já receberam tudo que investiram há tempos. Usam o dinheiro arrecadado agora, para fazer fortuna e comprar politicos e autoridades corruptas! Isto sem falar nas falcatruas que engendraram estas concessões e que as rodovias já estavam lá, construidas com dinheiro publico.
Elizabeth Lorenzotti disse: tem uma estudante de Direito que passa direto nos pedagios, já li sobre isso, maior inveja!
Luiz Aparecido da Silva: Beth é isto que chamo de "desobediencia civil", uma forma revolucionaria que afrontar os desmandos do poder constituido. Passar direto pelo pedágio ou deixar no máximo um real pelo pagamento. Se milhares começarem a fazer isto, a coisa muda.
Elizabeth Lorenzotti: isso!
CHAME O DOUTOR!!!!
JAIME SAUTCHUK*
As medidas agora adotadas pelo Governo Federal no campo da Medicina vêm em um momento em que o País já não suporta mais a precariedade do atendimento de saúde. São ações mais do que bem-vindas pela maior parte da população brasileira, mesmo a parcela que mora nos grandes centros urbanos.
Atrair médicos para áreas desprovidas desse serviço, formar mais profissionais, incluir a prática nos currículos universitários, além de construir e equipar mais hospitais e postos de saúde são os objetivos centrais do conjunto de decisões tomadas. E com a abertura de vagas para profissionais estrangeiros, de países que não tenham carência deles, o que é medido pela densidade de médico por habitantes.
A ausência de médicos não é apenas no Nordeste e Norte do País, apesar de a situação ser ainda mais grave naquelas regiões. Mas, em verdade, o problema está bem mais próximo do que se imagina. Dos 252 municípios de Goiás, por exemplo, 68 não têm médico permanente. Sem falar nos distritos de cidades maiores.
Houve gritaria e protestos de entidades que falam em nome da categoria, quando deveriam ser elas as primeiras a atentar para um drama que é evidente. Deveriam, no mínimo, sentar com o governo para ajudar na tarefa de fazer o atendimento chegar mais próximo de quem precisa dele, esteja onde estiver.
O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) chegou a pagar horas extras e bônus de taxi para seus funcionários vestirem branco e irem a uma manifestação que seria de médicos, na Avenida Paulista. A convocatória vazou na Internet, Brasil afora, desgastando o movimento. Uma vergonha.
Vale lembrar que a maior parte dos médicos brasileiros é formada em universidades públicas ou se utilizam de auxílios oficiais. Ou seja, estuda com dinheiro do povo. Mas, ao se formar, vai logo trabalhar em hospitais privados, até porque a demanda por profissionais dessa área cresce acima da atual capacidade de formação.
Daí vem a decisão de aumentar o número de escolas de Medicina, e de chamar médicos, inclusive estrangeiros, para atuarem no Sistema Único de Saúde (SUS). Até 2015, serão contratados 35 mil médicos e vai duplicar o número de faculdades de Medicina. Na construção de hospitais e centros serão gastos R$ 5,5 bilhões além do já previsto para o ano que vem.
Os currículos dos cursos também sofrerão mudanças, para reforçar a formação generalista dos futuros médicos. A ideia é quebrar a especialização prematura, que boa parte dos estudantes busca, escolhendo a área específica de acordo com o mercado. Ou seja, aquelas especialidades que a rede privada remunera melhor.
Uma justificativa usada pelas entidades que falam pelos médicos é de que as cidades do interior ou postos das periferias não têm estrutura. Em grande parte é verdade, mas eu conheço várias prefeituras que têm postos e até hospitais bem montados, e oferecem bons salários, mas não encontram médicos que queiram ir para aqueles rincões.
Não se espera dos novos profissionais aquela doação quase religiosa, franciscana, que se encontrava em muitos médicos do passado. Mas alguma sintonia com a realidade nacional e uma dose de humanismo são fatores indispensáveis. Por isso, o estágio ou residência de dois anos como parte do curso de Medicina é fundamental.
Não se espera tampouco que de uma hora pra outra a saúde pública brasileira se iguale à de Cuba. Até porque a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou há pouco novos dados sobre a situação global da saúde pública, país por país, e coloca Cuba no topo do mundo. E o Brasil está lá embaixo na lista.
O segredo cubano está no atendimento preventivo, feito nas casas das pessoas, o que implica ações nos campos da própria higiene e qualidade da água, envolvendo toda a família. Cada equipe, chefiada por um médico generalista tem mil pessoas sob o seus cuidados.
Todos esses pacientes são visitados em casa no mínimo uma vez por ano. O atendimento por especialistas e uma eventual internação entram sempre que necessário, mas nunca como primeiro recurso. Uma experiência bem sucedida com esse sistema de atendimento funcionou aqui no Brasil, no Distrito Federal, quando Cristóvam Buarque foi governador.
Mas, ali mesmo no DF, os principais hospitais estão abarrotados de pacientes procedentes de outras partes do país, de Goiás, Bahia, Tocantins e Piauí, principalmente. Essa migração ocorre em todas as capitais e boa parte dos atendimentos é de primeira mão, pois no mais das vezes o indivíduo malsão chega direto do interior, sem triagem alguma.
Para os médicos vindos de outros países serão feitas algumas exigências. Seus diplomas terão de ser reconhecidos lá, na sua origem. Ao chegar aqui, ele (ou ela) receberá uma autorização de trabalho por três anos. Não será feita a validação do diploma, pois isso daria a ele o direito de exercer a profissão em qualquer parte do país, não apenas no local para onde será contratado.
Terá, de igual modo, que falar português com fluência e se sujeitar à supervisão de alguma das instituições que serão incumbidas dessa tarefa. E, de todo jeito, eles terão de aguardar a chamada de médicos brasileiros pras milhares de localidades beneficiadas. Só depois, os estrangeiros poderão assumir as vagas que restarem.
O importante, como disse a presidente Dilma Rousseff, é que cada cidadão tenha acesso a um médico. Que possa um dia dizer “chame o doutor”, e ele aparecer.
*JAIME SAUTCHUK é jornalista, vice presidente do Cebrapaz do Distrito Federal, comunista, ambeientalista, humaista e curioso do Mundo e das coisas
sexta-feira, julho 05, 2013
O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO A REDE GLOBO!!
A mãe de todas as batalhas
Enviado por Miguel do Rosário on 04/07/2013
Foi uma manifestação pacífica, mas com muito sangue nas veias! Não quebramos nada, mas xingamos. Ah, como xingamos! Imagine mil pessoas na porta da Globo mandando o Merval e Jabor pra aquele lugar. Imagine mil pessoas ouvindo discursos sobre o mensalão que a Globo levou dos Estados Unidos para apoiar o golpe de 64. Imagina mil pessoas exigindo que o Ministério Público investigue a sonegação bilionária da Vênus Platinada.
O microfone era aberto. Qualquer um que se inscrevia, podia falar, caracterizando o caráter genuinamente democrático da manifestação. Diferente de algumas recentes onde só diretores de Ongs tem voz… As pessoas que trabalham, aqui no Rio, com o tema da democratização da mídia estavam em estado de êxtase, porque conseguimos juntar um público mais diversificado e mais jovem.
Importante: foi uma manifestação com foco. Uma coisa é reunir 20 mil pessoas numa manifestação esquizofrênica, com um grupo pedindo a volta da ditadura, outro pedindo o anarquismo, outro espancando militantes partidários, outro pedindo socialismo, outro pedindo “bolsa Louis Vitton”. Não. Éramos mil pessoas com um foco: protestar contra a Globo, contra o monopólio da mídia.
Um estudante de economia da UFRJ, muito jovem, disse uma coisa bonita: “não estamos aqui para protestar contra a política, mas contra o poderio econômico que sequestra a política. Não estamos aqui para protestar contra a corrupção, mas contra os corruptores”.
O refrão mais cantado foi o mesmo que esteve presente nas grandes manifestações, mas que a grande mídia, naturalmente, escondeu:
“A verdade é dura! A Globo apoiou a ditadura!”
Fizemos uma verdadeira assembléia popular. Claudia de Abreu, coordenadora da Frente Ampla pela Liberdade de Expressão (Fale-Rio), um dos movimentos sociais que lideram os debates sobre democratização da mídia no estado do Rio, fez belíssimos discursos, sempre pontuando que não estávamos ali para uma catarse emocional, mas preparando ações concretas para acabar com o monopólio da grande mídia.
Eu mesmo fiz alguns discursos, explicando a denúncia contra a Globo feita no Cafezinho, sempre enfatizando que a ficha criminal da Globo vai muito além dessas estrepulias em paraísos fiscais. A Globo cometeu crimes históricos contra o Brasil. Lutou contra a criação da Petrobrás. Fez parte do golpe que levou ao suicídio de Vargas. Consolidou-se financeiramente, com dinheiro estrangeiro de um lado, e de golpistas internos, de outro, sobre o cadáver da nossa democracia. Essas coisas tem de ser ensinadas no colégio, para que nossas crianças, adolescentes e jovens parem de sofrer lavagem cerebral dos platinados.
Quantos milhões de brasileiros não deixaram de se alimentar porque a Globo patrocinou e sustentou um golpe de Estado que interrompeu o processo de modernização democrática que apenas se iniciava com João Goulart?
Quantos milhões de brasileiros foram humilhados pela miséria, pela fome, pela falta de escolas, hospitais e emprego, para que a família Marinho se tornasse uma das mais ricas do mundo!
O ministro Paulo Bernando também foi alvo dos manifestantes. Todos muito indignados com a gestão reacionária, entreguista e covarde do Ministério das Comunicações. Sua recente entrevista à Veja, tentando dar uma facada nas costas dos movimentos que defendem a democratização da mídia, foi a gota d’água. A incompetência da ministra Helena Chagas que não propõe à presidenta a abertura de uma mísera conta de twitter, deixando a direita midiática pautar a agenda política nacional, também foi muito questionada pelos manifestantes.
Ficamos orgulhosos também com a participação dos jovens ativistas da mídia ninja, um dos movimentos mais atuantes nas grandes manifestações populares que tomaram conta do país nas últimas semanas. A manifestação foi toda exibida ao vivo. Tivemos mais de 10 mil pessoas assistindo via mídia ninja, mais uns dez mil pela Pos-TV. Ou seja, vinte mil pessoas acompanharam ao vivo a nossa manifestação!
O momento alto do evento foi quando centenas de pessoas levaram uma fita listrada e “lacraram” a Rede Globo, numa alusão ao que a Polícia Federal costuma fazer com as pequenas rádios comunitárias acusadas de alguma mísera irregularidade burocrática. A Globo pode dever bilhões, pode fraudar, e ninguém faz nada. A gente fez, simbolicamente. Lacramos a TV Globo.
A quantidade de policiais era impressionante. Havia mais PM na porta da Rede Globo do que protegendo a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro naquela manifestação que terminou em depredação da Alerj. Mais do que em frente à sede do governo. A gente conversou com o major, explicamos o programa da nossa manifestação e nos comprometemos a não deixar nenhum “infiltrado” cometer atos de violência. Mas fizemos questão de pontuar, ao microfone, que o pior vandalismo no Brasil vem das Organizações Globo. Um vandalismo informativo, moral e político. Alguns garotos irresponsáveis quebraram alguns vidros da Alerj. Depredaram uma ou duas cadeiras. A Globo, ao apoiar o golpe de 64, ajudou a destruir os alicerces de todas as assembléias legislativas do país, inclusive da principal, em Brasília.
Houve muitas cantorias. Uma das mais fortes, mais emocionantes, foi “Amanhã vem mais! Amanhã vem mais! Amanhã vem mais!”, que deve ter feito os platinados tremerem com a possibilidade de trazermos dezenas ou mesmo centenas de milhares de pessoas para protestar à sua porta, e à porta de todas as suas filiadas Brasil à fora.
Foram distribuídas quase quinhentos exemplares da revista Retrato do Brasil, do jornalista Raimundo Pereira, que denuncia, com fartura de documentos, a farsa do mensalão, outro golpe patrocinado pela Globo. Vale lembrar que a Globo, aliada a forças obscuras, tem procurado manipular o sentido dos protestos para pressionar o Supremo Tribunal Federal a agir ao arrepio da Constituição. A Globo, além de sonegadora, é adepta de linchamentos – de seus adversários, é claro.
Saímos todos extremamente satisfeitos com o resultado da manifestação. Encerramos a noite num bar das redondezas, falando de política e mídia. O deputado Protógenes Queiroz deu as caras e se dispôs a criar uma CPI da Globo, ao que respondemos que daríamos nosso apoio, mas que, dessa vez, tinha que ser pra valer. Não adianta só colher assinaturas. Tem de ser efetivamente criada e conduzida com coragem, não por nenhum “Odarelo”.
Mais importante que tudo, porém, é que produzimos um ato político que por si só pode ajudar a conscientizar as pessoas de que a concentração da mídia, do jeito que existe no Brasil, representa um perigo à nossa estabilidade democrática. Porque a nossa mídia é golpista, reacionária e anti-trabalhista, de um lado; e detêm um poder financeiro monstruoso, de outro. A concentração apavorante da mídia brasileira em mãos de meia dúzia de herdeiros da ditadura é uma anomalia que os amantes da democracia devem combater com todas as suas forças.
A presidenta Dilma tem de entender que, se não combater a mídia golpista, não vai conseguir fazer o Brasil avançar. A mídia já está patrocinando greves patronais de caminhoneiros, possivelmente está em conluio com alguns industriais para sabotar a economia, tenta manipular o sentido das manifestações, tudo para trazer a direita de volta ao poder em 2014. O plebiscito proposto pela presidenta, por exemplo, pode vir a se tornar um tiro no pé sem uma nova e mais ousada estratégia de comunicação, e sem um contraponto decente à Globo. A Vênus Platinada, que é a líder do principal partido conservador, quer enterrar o plebiscito, para desmoralizar o governo. Ou então levá-lo adiante, mas dominar o debate, fazendo aprovar seus itens mais nocivos ao povo, como o voto distrital.
Como uma amiga, presente à manifestação, me disse, enquanto observava orgulhosamente as pessoas protestando na porta da Globo: essa é mãe de todas as batalhas!
PS: Peço aos movimentos sociais que filmaram e tiraram fotos dos discursos, das cantorias, do lacre simbólico, da esquete teatral, que publiquem no Youtube e enviem links dos vídeos para o Cafezinho, para divulgarmos: info@ocafezinho.com.
O microfone era aberto. Qualquer um que se inscrevia, podia falar, caracterizando o caráter genuinamente democrático da manifestação. Diferente de algumas recentes onde só diretores de Ongs tem voz… As pessoas que trabalham, aqui no Rio, com o tema da democratização da mídia estavam em estado de êxtase, porque conseguimos juntar um público mais diversificado e mais jovem.
Importante: foi uma manifestação com foco. Uma coisa é reunir 20 mil pessoas numa manifestação esquizofrênica, com um grupo pedindo a volta da ditadura, outro pedindo o anarquismo, outro espancando militantes partidários, outro pedindo socialismo, outro pedindo “bolsa Louis Vitton”. Não. Éramos mil pessoas com um foco: protestar contra a Globo, contra o monopólio da mídia.
Um estudante de economia da UFRJ, muito jovem, disse uma coisa bonita: “não estamos aqui para protestar contra a política, mas contra o poderio econômico que sequestra a política. Não estamos aqui para protestar contra a corrupção, mas contra os corruptores”.
O refrão mais cantado foi o mesmo que esteve presente nas grandes manifestações, mas que a grande mídia, naturalmente, escondeu:
“A verdade é dura! A Globo apoiou a ditadura!”
Fizemos uma verdadeira assembléia popular. Claudia de Abreu, coordenadora da Frente Ampla pela Liberdade de Expressão (Fale-Rio), um dos movimentos sociais que lideram os debates sobre democratização da mídia no estado do Rio, fez belíssimos discursos, sempre pontuando que não estávamos ali para uma catarse emocional, mas preparando ações concretas para acabar com o monopólio da grande mídia.
Eu mesmo fiz alguns discursos, explicando a denúncia contra a Globo feita no Cafezinho, sempre enfatizando que a ficha criminal da Globo vai muito além dessas estrepulias em paraísos fiscais. A Globo cometeu crimes históricos contra o Brasil. Lutou contra a criação da Petrobrás. Fez parte do golpe que levou ao suicídio de Vargas. Consolidou-se financeiramente, com dinheiro estrangeiro de um lado, e de golpistas internos, de outro, sobre o cadáver da nossa democracia. Essas coisas tem de ser ensinadas no colégio, para que nossas crianças, adolescentes e jovens parem de sofrer lavagem cerebral dos platinados.
Quantos milhões de brasileiros não deixaram de se alimentar porque a Globo patrocinou e sustentou um golpe de Estado que interrompeu o processo de modernização democrática que apenas se iniciava com João Goulart?
Quantos milhões de brasileiros foram humilhados pela miséria, pela fome, pela falta de escolas, hospitais e emprego, para que a família Marinho se tornasse uma das mais ricas do mundo!
O ministro Paulo Bernando também foi alvo dos manifestantes. Todos muito indignados com a gestão reacionária, entreguista e covarde do Ministério das Comunicações. Sua recente entrevista à Veja, tentando dar uma facada nas costas dos movimentos que defendem a democratização da mídia, foi a gota d’água. A incompetência da ministra Helena Chagas que não propõe à presidenta a abertura de uma mísera conta de twitter, deixando a direita midiática pautar a agenda política nacional, também foi muito questionada pelos manifestantes.
Ficamos orgulhosos também com a participação dos jovens ativistas da mídia ninja, um dos movimentos mais atuantes nas grandes manifestações populares que tomaram conta do país nas últimas semanas. A manifestação foi toda exibida ao vivo. Tivemos mais de 10 mil pessoas assistindo via mídia ninja, mais uns dez mil pela Pos-TV. Ou seja, vinte mil pessoas acompanharam ao vivo a nossa manifestação!
O momento alto do evento foi quando centenas de pessoas levaram uma fita listrada e “lacraram” a Rede Globo, numa alusão ao que a Polícia Federal costuma fazer com as pequenas rádios comunitárias acusadas de alguma mísera irregularidade burocrática. A Globo pode dever bilhões, pode fraudar, e ninguém faz nada. A gente fez, simbolicamente. Lacramos a TV Globo.
A quantidade de policiais era impressionante. Havia mais PM na porta da Rede Globo do que protegendo a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro naquela manifestação que terminou em depredação da Alerj. Mais do que em frente à sede do governo. A gente conversou com o major, explicamos o programa da nossa manifestação e nos comprometemos a não deixar nenhum “infiltrado” cometer atos de violência. Mas fizemos questão de pontuar, ao microfone, que o pior vandalismo no Brasil vem das Organizações Globo. Um vandalismo informativo, moral e político. Alguns garotos irresponsáveis quebraram alguns vidros da Alerj. Depredaram uma ou duas cadeiras. A Globo, ao apoiar o golpe de 64, ajudou a destruir os alicerces de todas as assembléias legislativas do país, inclusive da principal, em Brasília.
Houve muitas cantorias. Uma das mais fortes, mais emocionantes, foi “Amanhã vem mais! Amanhã vem mais! Amanhã vem mais!”, que deve ter feito os platinados tremerem com a possibilidade de trazermos dezenas ou mesmo centenas de milhares de pessoas para protestar à sua porta, e à porta de todas as suas filiadas Brasil à fora.
Foram distribuídas quase quinhentos exemplares da revista Retrato do Brasil, do jornalista Raimundo Pereira, que denuncia, com fartura de documentos, a farsa do mensalão, outro golpe patrocinado pela Globo. Vale lembrar que a Globo, aliada a forças obscuras, tem procurado manipular o sentido dos protestos para pressionar o Supremo Tribunal Federal a agir ao arrepio da Constituição. A Globo, além de sonegadora, é adepta de linchamentos – de seus adversários, é claro.
Saímos todos extremamente satisfeitos com o resultado da manifestação. Encerramos a noite num bar das redondezas, falando de política e mídia. O deputado Protógenes Queiroz deu as caras e se dispôs a criar uma CPI da Globo, ao que respondemos que daríamos nosso apoio, mas que, dessa vez, tinha que ser pra valer. Não adianta só colher assinaturas. Tem de ser efetivamente criada e conduzida com coragem, não por nenhum “Odarelo”.
Mais importante que tudo, porém, é que produzimos um ato político que por si só pode ajudar a conscientizar as pessoas de que a concentração da mídia, do jeito que existe no Brasil, representa um perigo à nossa estabilidade democrática. Porque a nossa mídia é golpista, reacionária e anti-trabalhista, de um lado; e detêm um poder financeiro monstruoso, de outro. A concentração apavorante da mídia brasileira em mãos de meia dúzia de herdeiros da ditadura é uma anomalia que os amantes da democracia devem combater com todas as suas forças.
A presidenta Dilma tem de entender que, se não combater a mídia golpista, não vai conseguir fazer o Brasil avançar. A mídia já está patrocinando greves patronais de caminhoneiros, possivelmente está em conluio com alguns industriais para sabotar a economia, tenta manipular o sentido das manifestações, tudo para trazer a direita de volta ao poder em 2014. O plebiscito proposto pela presidenta, por exemplo, pode vir a se tornar um tiro no pé sem uma nova e mais ousada estratégia de comunicação, e sem um contraponto decente à Globo. A Vênus Platinada, que é a líder do principal partido conservador, quer enterrar o plebiscito, para desmoralizar o governo. Ou então levá-lo adiante, mas dominar o debate, fazendo aprovar seus itens mais nocivos ao povo, como o voto distrital.
Como uma amiga, presente à manifestação, me disse, enquanto observava orgulhosamente as pessoas protestando na porta da Globo: essa é mãe de todas as batalhas!
PS: Peço aos movimentos sociais que filmaram e tiraram fotos dos discursos, das cantorias, do lacre simbólico, da esquete teatral, que publiquem no Youtube e enviem links dos vídeos para o Cafezinho, para divulgarmos: info@ocafezinho.com.
quinta-feira, julho 04, 2013
O ARTISTA DEVERIA ESTAR ONDE O POVO ESTA!!
Corria o ano de 1968, pleno apogeu da Ditadura Militar, tudo censurado e houve no Rio de Janeiro a "Marcha dos 100 mil". Quem estava na frente dos manifestantes, até para impedir que os militares atacassem, eram os artistas brasileiros mais populares da época. Pela foto ai, vemos Eva Vilma, Norma Benguell,Odete Lara,mas lá estavam tambem Vinicius de Moraes, Chico Buarque de Hollanda, Milton Nascimento e muitos outros.
E agora, nestas últimas manifestações, cadê nossos artistas, intelectuais, escritores, a rapaziada que faz sucesso!!!
terça-feira, julho 02, 2013
Guantánamo, vergonha internacional para os EUA
Prisioneiro é conduzido por soldados norte-americanos em Guantánamo
* Por Carlos Pompe
Há 110 anos, um convênio entre o governos dos Estados Unidos e de Cuba (presidida por Tomás Estrada Palma) concedeu a baía cubana de Guantánamo para a instalação de uma base naval norte-americana. Na época, a Ilha não possuía praticamente autonomía alguma e o acordo foi firmado sem ouvir a população. Hoje, mais de um século depois, continua sob dominio ianque, que a transformou num centro de torturas, ao arrepio de toda a legislação internacional e inclusive das leis estadunidenses.
A Base Naval de Guantánamo está em uma área de 117,6 km². Na Segunda Guerra Mundial, depois que o Japão atacou de surpresa a base militar dos Estados Unidos em Pear Harbor, matando milhares de soldados e destruindo considerável parcela dos equipamentos militares, a Casa Branca utilizou Guantánamo como cárcere para estadunidenses de origem japonesa. Começou aí a história da base como prisão militar.
Depois da vitória da revolução comandada por Fidel Castro, em 1º de janeiro de 1959, Cuba tentou em vão desfazer a concessão. Os Estados Unidos converteram o território usurpado em foco permanente de ameaça, provocação e violação da soberania de Cuba, para sabotar as conquistas populares.
O pagamento simbólico anual de 3.386,25 dólares pelo “aluguel” do território ocupado pelos imperialistas se manteve até 1972, quando o governo o reajustou, por conta própria, para 3. 676,00 dólares. Em 1973, fez-se novo reajuste do valor do antigo dólar de ouro dos EUA, e o cheque emitido pelo Departamento do Tesouro, em nome da Marinha ianque, passou a 4.085,00 dólares anuais. Os cheques são enviados por via diplomática para o “Tesouro Geral da República de Cuba”, instituição que há anos não faz parte do governo de Cuba. O correspondente a 1959, por engano, foi convertido em ingresso nacional. Desde 1960 até hoje, jamais foram descontados.
Durante a Guerra Fria, o conflito militar-ideológico entre os países alinhados com os EUA e o campo liderado pela União Soviética, os norte-americanos enviaram vários prisioneiros de diversos confrontos militares para a Prisão de Guantánamo, inclusive os capturados durante a Guerra do Vietnã.
Depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, o governo de George Walker Bush passou a encarcerar em Guantánamo prisioneiros (muitos sequestrandos no Afeganistão e Iraque) acusados de ligação aos grupos Taliban e Al-Qaeda. Bush também enviou para a base da Marinha imigrantes ilegais nos Estados Unidos que aguardavam a deportação. Segundo a Cruz Vermelha internacional, e a própria policia federal norte-americana (FBI), os detidos são vítimas de tortura, desrespeitando assim os direitos humanos e a convenção de Genebra.
Apesar da generalizada condenação internacional, centenas de prisioneiros políticos, de mais de 30 nacionalidades, lá permanecem sem nenhuma acusação forma. Para a Anistia Internacional, "Guantánamo é o símbolo da injustiça e do abuso, e deve ser fechada".
Durante sua primeira campanha eleitoral para a presidência dos EUA, Barack Obama anunciou o fechamento definitivo da Prisião de Guantánamo no seu primeiro ano de governo. Ao asumir o governo, suspendeu os julgamentos que se realizavam na base naval. No entanto, quatro meses depois, anunciou o restabelecimento da prisião. No final de 2010, a Casa Branca informou que a prisão não seria desativada em futuro próximo.
No ano seguinte, o ex-prisioneiro turco - alemão Murat Kurnats denunciou que na base estavam sendo realizados experimentos médicos ilegais contra os prisioneros. Em março de 2012 continuavam encarcerados em Guantánamo 170 pessoas. Os presos muitas vezes não possuem os direitos de consultar advogados, receber visitas ou até mesmo ser submetidos a julgamento. A ONU está impedida de visitar o local.
O revolucionário cubano José Martí (1853-1895) tornou Guantánamo mundialmente conhecida nos versos da canção Guantanamera (guantanameira significa mulher nativa da cidade), extraídos do seu poema Cultivo La Rosa Blanca. Em 1992, Rob Reiner dirigiu o filme Questão de Honra, com Tom Cruise , Jack Nicholson, Demi Moore, Kiefer Sutherland e Kevim Bacon, em que a história se passa na base naval. Caetano Veloso, em 2008, compôs a música Base de Guantánamo:
O fato dos americanos
Desrespeitarem
Os direitos humanos
Em solo cubano
É por demais forte
Simbolicamente
Para eu não me abalar
A base de Guantánamo
A base
Da baía de Guantánamo
A base de Guantánamo
Guantánamo
* Carlos Pompe é jornalista, comunista, editor do Vermelho-DF e da direção regional do PCdoB no Distrito Federal
* Por Carlos Pompe
Há 110 anos, um convênio entre o governos dos Estados Unidos e de Cuba (presidida por Tomás Estrada Palma) concedeu a baía cubana de Guantánamo para a instalação de uma base naval norte-americana. Na época, a Ilha não possuía praticamente autonomía alguma e o acordo foi firmado sem ouvir a população. Hoje, mais de um século depois, continua sob dominio ianque, que a transformou num centro de torturas, ao arrepio de toda a legislação internacional e inclusive das leis estadunidenses.
A Base Naval de Guantánamo está em uma área de 117,6 km². Na Segunda Guerra Mundial, depois que o Japão atacou de surpresa a base militar dos Estados Unidos em Pear Harbor, matando milhares de soldados e destruindo considerável parcela dos equipamentos militares, a Casa Branca utilizou Guantánamo como cárcere para estadunidenses de origem japonesa. Começou aí a história da base como prisão militar.
Depois da vitória da revolução comandada por Fidel Castro, em 1º de janeiro de 1959, Cuba tentou em vão desfazer a concessão. Os Estados Unidos converteram o território usurpado em foco permanente de ameaça, provocação e violação da soberania de Cuba, para sabotar as conquistas populares.
O pagamento simbólico anual de 3.386,25 dólares pelo “aluguel” do território ocupado pelos imperialistas se manteve até 1972, quando o governo o reajustou, por conta própria, para 3. 676,00 dólares. Em 1973, fez-se novo reajuste do valor do antigo dólar de ouro dos EUA, e o cheque emitido pelo Departamento do Tesouro, em nome da Marinha ianque, passou a 4.085,00 dólares anuais. Os cheques são enviados por via diplomática para o “Tesouro Geral da República de Cuba”, instituição que há anos não faz parte do governo de Cuba. O correspondente a 1959, por engano, foi convertido em ingresso nacional. Desde 1960 até hoje, jamais foram descontados.
Durante a Guerra Fria, o conflito militar-ideológico entre os países alinhados com os EUA e o campo liderado pela União Soviética, os norte-americanos enviaram vários prisioneiros de diversos confrontos militares para a Prisão de Guantánamo, inclusive os capturados durante a Guerra do Vietnã.
Depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, o governo de George Walker Bush passou a encarcerar em Guantánamo prisioneiros (muitos sequestrandos no Afeganistão e Iraque) acusados de ligação aos grupos Taliban e Al-Qaeda. Bush também enviou para a base da Marinha imigrantes ilegais nos Estados Unidos que aguardavam a deportação. Segundo a Cruz Vermelha internacional, e a própria policia federal norte-americana (FBI), os detidos são vítimas de tortura, desrespeitando assim os direitos humanos e a convenção de Genebra.
Apesar da generalizada condenação internacional, centenas de prisioneiros políticos, de mais de 30 nacionalidades, lá permanecem sem nenhuma acusação forma. Para a Anistia Internacional, "Guantánamo é o símbolo da injustiça e do abuso, e deve ser fechada".
Durante sua primeira campanha eleitoral para a presidência dos EUA, Barack Obama anunciou o fechamento definitivo da Prisião de Guantánamo no seu primeiro ano de governo. Ao asumir o governo, suspendeu os julgamentos que se realizavam na base naval. No entanto, quatro meses depois, anunciou o restabelecimento da prisião. No final de 2010, a Casa Branca informou que a prisão não seria desativada em futuro próximo.
No ano seguinte, o ex-prisioneiro turco - alemão Murat Kurnats denunciou que na base estavam sendo realizados experimentos médicos ilegais contra os prisioneros. Em março de 2012 continuavam encarcerados em Guantánamo 170 pessoas. Os presos muitas vezes não possuem os direitos de consultar advogados, receber visitas ou até mesmo ser submetidos a julgamento. A ONU está impedida de visitar o local.
O revolucionário cubano José Martí (1853-1895) tornou Guantánamo mundialmente conhecida nos versos da canção Guantanamera (guantanameira significa mulher nativa da cidade), extraídos do seu poema Cultivo La Rosa Blanca. Em 1992, Rob Reiner dirigiu o filme Questão de Honra, com Tom Cruise , Jack Nicholson, Demi Moore, Kiefer Sutherland e Kevim Bacon, em que a história se passa na base naval. Caetano Veloso, em 2008, compôs a música Base de Guantánamo:
O fato dos americanos
Desrespeitarem
Os direitos humanos
Em solo cubano
É por demais forte
Simbolicamente
Para eu não me abalar
A base de Guantánamo
A base
Da baía de Guantánamo
A base de Guantánamo
Guantánamo
* Carlos Pompe é jornalista, comunista, editor do Vermelho-DF e da direção regional do PCdoB no Distrito Federal
sábado, junho 29, 2013
PARA REFLEXÃO DOS PATRIOTAS E LUTADORES DO POVO!!
sexta-feira, junho 28, 2013
TomZé nas ruas e com o povo!!
POVO NOVO
POVO NOVO
(Tom Zé / Marcelo Segreto /... ...?
POVO NOVO de Tom Zé e Marcelo Segreto/... ...?
A interrogação está no nome de Marília Moscou, porque 75% da música foi praticamente orientação do site dela – as estrofes: “quero gritar na próxima esquina”
e “olha, menino, que a direita já se azeita”. De forma que se ela me cobrar direitos autorais na Justiça não terei muito como me defender. A canção teve também ótimas penadas de Marcus Preto e Paula Mirhan.
A MINHA DOR ESTÁ NA RUA
AINDA CRUA
EM ATO UM TANTO BEATO, MAS
CALAR A BOCA, NUNCA MAIS! (BIS)
O POVO NOVO QUER MUITO MAIS
DO QUE DESFILE PELA PAZ
MAS
QUER MUITO MAIS.
QUERO GRITAR NA
PRÓXIMA ESQUI NA
OLHA A MENI NA
O QUE GRITAR AH/OH
O QUE GRITAR AH/OH
OLHA, MENINO, QUE A DIREITA
JÁ SE AZEITA,
QUERENDO ENTRAR NA RECEITA, MAS
DE GOROROBA, NUNCA MAIS (BIS)
JÁ ME DEU AZIA, ME DEU GASTURA
ESSA POLÍTICARADURA
DURA,
QUE RAPA-DURA!
QUERO GRITAR NA... ...
(Tom Zé / Marcelo Segreto /... ...?
POVO NOVO de Tom Zé e Marcelo Segreto/... ...?
A interrogação está no nome de Marília Moscou, porque 75% da música foi praticamente orientação do site dela – as estrofes: “quero gritar na próxima esquina”
e “olha, menino, que a direita já se azeita”. De forma que se ela me cobrar direitos autorais na Justiça não terei muito como me defender. A canção teve também ótimas penadas de Marcus Preto e Paula Mirhan.
A MINHA DOR ESTÁ NA RUA
AINDA CRUA
EM ATO UM TANTO BEATO, MAS
CALAR A BOCA, NUNCA MAIS! (BIS)
O POVO NOVO QUER MUITO MAIS
DO QUE DESFILE PELA PAZ
MAS
QUER MUITO MAIS.
QUERO GRITAR NA
PRÓXIMA ESQUI NA
OLHA A MENI NA
O QUE GRITAR AH/OH
O QUE GRITAR AH/OH
OLHA, MENINO, QUE A DIREITA
JÁ SE AZEITA,
QUERENDO ENTRAR NA RECEITA, MAS
DE GOROROBA, NUNCA MAIS (BIS)
JÁ ME DEU AZIA, ME DEU GASTURA
ESSA POLÍTICARADURA
DURA,
QUE RAPA-DURA!
QUERO GRITAR NA... ...
Lula não foge a luta e se dispõe a ir para as ruas tambem!!
Lula convoca movimentos sociais para ir à ruas pelo Brasil
Ex-presidente e um dos principais atores políticos do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva assume o seu papel de liderança nos movimentos sociais que tomaram as ruas do país, em uma série de manifestações que chega à sua segunda semana. De sua base, na sede do Instituto Lula, o principal aliado da presidenta Dilma na elaboração de uma agenda política para a realização de um plebiscito, intensifica os encontros com os movimentos sociais.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta capital, os integrantes dos movimentos sociais.
No mais recente encontro, na véspera, com jovens de grupos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a União da Juventude Socialista (UJS), o Levante Popular da Juventude e o Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), Lula ofereceu o diapasão para afinar o discurso dos movimentos sociais.
Em lugar da esperada mensagem de conciliação e o pedido de calma aos manifestantes, o momento é de “ir para a rua”, afirmou o ex-presidente. A reunião, no bairro do Ipiranga, em São Paulo não contou com a presença do Movimento Passe Livre (MPL), nem do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).
"O (ex-)presidente queria entender essa onda de protestos e avaliou muito positivamente o que está acontecendo nas ruas", disse a jornalistas André Toranski, presidente da UJS, que conta majoritariamente com militantes do PCdoB.
Outro participante do encontro, que preferiu o anonimato, afirma que Lula “colocou que é hora de trabalhador e juventude irem para a rua para aprofundar as mudanças. Enfrentar a direita e empurrar o governo para a esquerda. Ele agiu muito mais como um líder de massa do que como governo. Não usou essas palavras, mas disse algo com ‘se a direita quer luta de massas, vamos fazer lutas de massas”.
Em nota publicada em seu perfil na rede social Facebook, na última quinta-feira, Lula já se mostrava favorável às manifestações ocorridas desde o último dia 13 em várias cidades do Brasil: “Ninguém em sã consciência pode ser contra manifestações da sociedade civil, porque a democracia não é um pacto de silêncio, mas sim a sociedade em movimentação em busca de novas conquistas”, declarou.
Em São Paulo, Lula apoiou a negociação entre o governo e os manifestantes, que reclamavam do aumento no preço da passagem de ônibus. Na ocasião, o ex-presidente demonstrou confiança no trabalho do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ministro da Educação durante seu governo.
"Estou seguro, se bem conheço o prefeito Fernando Haddad, que ele é um homem de negociação. Tenho certeza que dentre os manifestantes, a maioria tem disposição de ajudar a construir uma solução para o transporte urbano", afirmou. Apenas alguns dias depois, Haddad revogou o aumento de R$ 0,20 no preço da passagem.
Plebiscito
De sua parte, a presidenta Dilma também seguiu os conselhos do amigo e antecessor no cargo e vem promovendo, desde o início desta semana, uma série de encontros com os movimentos sociais. Na véspera, Dilma recebeu os representantes de oito centrais sindicais e dedicou 40 minutos da reunião para explicar aos dirigentes como serão norteadas as ações para os cinco pactos anunciados pelo governo – com vistas à melhoria dos serviços públicos – e destacou a importância de ser convocado um plebiscito no país para discussão da reforma política. Embora a presidenta não tenha sido explícita no apelo às centrais, a sua fala na abertura do encontro foi vista pela maior parte dos presentes como uma forma de pedir o apoio das entidades para as medidas divulgadas nos últimos dias.
A presidenta admitiu que é preciso aprimorar a interlocução com as centrais e disse concordar com as críticas das ruas sobre a qualidade dos serviços públicos. Afirmou, ainda, que a pressão das mobilizações está correta e ajuda na transformação do país. Participaram do encontro representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e Força Sindical, bem como Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), CSP-Conlutas e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), além de técnicos do Dieese.
Os sindicalistas apresentaram os principais itens definidos na pauta traçada nos últimos dias com solicitações ao governo, tais como melhorias na qualidade do transporte público e redução das tarifas, mais investimentos na educação e na saúde, retirada de tramitação, no Congresso, do Projeto de Lei 4.330 – referente à regulamentação das atividades de terceirização, fim do fator previdenciário e aumento dos valores das aposentadorias, reforma agrária e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Dilma deixou claro que essa pauta será negociada como um todo e que o governo apresentará uma resposta até agosto.
Das ruas às urnas
Para Luiz Carlos Antero, jornalista e escritor, colunista e membro da Equipe de Pautas Especiais do sítio Vermelho.org, o plebiscito pela reforma política é uma das propostas que “podem surtir um maior impacto”. Em um debate mais amplo, segundo o analista, “pode contribuir para uma maior participação popular e para aprofundar a democracia no Brasil, destacando-se em especial aspectos como o do financiamento público de campanhas”.
“Entretanto, ainda mais que compreender o que se passa no Brasil no atual momento, é indispensável e urgente o esforço da apresentação de um afirmativo e unitário programa popular e democrático enquanto fio condutor das lutas de rua — para as quais qualquer pauta institucional e toda pausa na movimentação terá um sentido provisório e cumulativo, distante do improvável êxito do pensamento ou desejo de uma nova acomodação”, afirma.
Fonte: Correio do Brasil
quinta-feira, junho 27, 2013
Porque nossos artistas não estão nas ruas com o povo!!
Vem pra rua, Caetano! -
O Blog do Luiz Aparecido de hoje, em www.luizap.blogspot.com traz interessante e instigante carta aberta de Marilia Moschkovich a Caetano Veloso, o falastrão artista, que apesar de sua genialidade musical, anda meio sem rumo, se nega a usar GPS e gosta de dar paplpites que considera infaliveis, a tudo. Até agora, só o tambem baiano TomZé, dos aristas conhecidos, mostrou sua cara e lança uma musica "Povo Novo" falando dos ultimos acontecimentos brasileiros, ainda no calor das batalhas de rua. Lembro-me de 1968, quando na famosa "Passeata dos 100 mil", no Rio de Janeiro, Odete Lara, Chico Buarque, Milton Nascimento e outros grandes artistas da época, encabeçavam a manifestação. Cadê os nossos artisas de agora. E uma boa pergunta!!!
Esse silêncio todo me atordoa - por Marília Moschkovich, do seu blog
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| Lembra desses tempos, Caetano? |
UMA CARTA A INTELECTUAIS, ARTISTAS E POLÍTICOS, QUE PERMANECERAM EM SILÊNCIO ATÉ QUE TUDO ESTIVESSE RAZOAVELMENTE ENCAMINHADO.
CARO CAETANO VELOSO,
hoje recebi de um amigo o seu texto chamado “Bonito”. Tá bonito, teu texto, é fato. Não sei se era isso que você queria. Confesso que já faz algum tempo que não entendo muito bem onde você se posiciona (em cima do muro? ou não?) e depois de certas declarações desisti de entender. Começo a achar que você, como tantas pessoas que foram às ruas nos últimos dias, não defende nenhum tipo de projeto para a sociedade brasileira.
A diferença é que essa multidão bonita apenas deu o “start” em sua formação política. Você não, Caetano. Você deveria saber. A experiência de estar nas ruas (você sabe, e eu sei), ver a política com os próprios olhos, é transformadora.
Por isso eu esperava mais de você. De vocês - intelectuais, artistas, políticos que sempre defenderam um projeto mais justo e igualitário para a sociedade brasileira. Que me ensinaram em versos de canções, discos incríveis, comícios e passeatas, o poder que tem a defesa pública e clara de um posicionamento político. Você devia saber, Caetano.
Não gostaria que me poupasse de suas críticas, veja bem. Não é isso. Gostaria, a bem da verdade, que suas críticas não viessem de textos lidos, imagens na internet, notícias de jornais que sempre reforçaram projetos nos quais você (pelo menos quando jovem) não parecia acreditar. Gostaria, Caetano, que você fosse às ruas. Não mais como um igual, um na multidão, porém, que você já não é.
Você, Caetano, e tantos de vocês que nos inspiram, sabem o poder de uma figura pública no contexto de violência policial. Ora, Caetano, se você, a Sra Luiza Erundina, o Sr Eduardo Suplicy, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre tantas outras pessoas, estivessem na linha de frente das manifestações, se estivessem nas ruas, eu duvido que a violência policial tivesse sido tanta. Sem falar nos protestos da periferia, que estão sendo reprimidos com munição real.
Ir às ruas apoiar essa coisa que você diz achar tão bonita, seria sua maior contribuição com esse momento político. Vocês tiveram o poder de garantir maior segurança a manifestantes e não usaram. Por quê? Enquanto eu, fora da cidade, recebia os relatos de amigos encurralados na Augusta pelo choque, só conseguia pensar: onde estavam vocês?
O que eu quero dizer, Caetano, é que é muito fácil, do conforto da distância, e após duas semanas inteiras de protesto se omitindo, chamar uma intuição, uma experiência, de paranoia. A história, você deve saber, ganha sentido conforme acontece. Reinterpretamos. Em tempos como esses, tudo tão incerto, todos tão confusos e tantos interesses em jogo, é preciso estar atento e forte. Não foi você quem disse isso?
Eu só espero, Caetano, que em vez de falar de longe, você perceba que é melhor ficar por perto. Se informe nas ruas. Construa sua própria experiência desse momento político que, embora tenha pontos em comum com o passado, é outro. Nem você, nem eu, jamais vivemos o que está por vir.
Vem pra rua, Caetano.
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sexta-feira, junho 21, 2013
DEMOCRATAS E PROGRESSISTAS DEVEM IR ÁS RUAS!!!!
Entender e atender às cartolinas e derrotar a direita
Por Adalberto Monteiro
Com caneta, lápis, pincel, batom, carvão, as pessoas grafam em cartolinas um conjunto de direitos que lhe são negados: saúde, transporte, educação, segurança, fim da corrupção... Tudo legítimo. Todavia, a grande mídia e a direita tentam manipular as justas manifestações do povo para desestabilizar o governo da presidenta Dilma Rousseff.
Ao contrário de 1984 e de 1992, quando eclodiram insurgências do povo que guardam semelhança em dimensão com as que agora ocorrem no país, a torrente de gente que corre no leito das avenidas expressa em cartolinas escritas à mão dezenas e dezenas de exigências para melhorar a vida do povo e tirá-lo do sufoco. Em 1984, uma única exigência continha todo o resto: Diretas-Já, contra a ditadura pela democracia. Em 1992, contra a corrupção e o neoliberalismo que se desencadeavam no país, uma cartolina unitária: Fora Collor! O que distingue também 1984 e 1992 de 2013 é que os dois primeiros tiveram à frente das mobilizações forças políticas e sociais organizadas. Agora, em 2013, na ausência desta coordenação democrática, a grande mídia, a serviço do campo político reacionário, procura assumir o comando.
No dia de ontem, 19, mais de um milhão de pessoas foram às avenidas e praças de dezenas de cidades, de vários estados, com espírito cívico e brio, tão característicos dos brasileiros. O povo gritou alto aos governos que merece e exige uma vida melhor. Isto dito nas cartolinas com mil e um dizeres, com criatividade e rebeldia. Na cidade do Rio de Janeiro, os manifestantes fixaram suas mensagens grafadas nas cartolinas numa grade de uma das avenidas. Com este gesto, o povo mandava um recado: leiam, nos entendam e nos atendam! (Posteriormente gangues de vândalos botaram fogo em tais mensagens.) Gangues que do mesmo naipe criminosamente tentaram atear fogo no Ministério das Relações Exteriores.
A grande mídia, a serviço da oligarquia financeira que está furiosa com a redução dos juros, tenta a todo custo tutelar e manipular as manifestações legítimas do povo. De modo golpista, busca induzir os manifestantes a escreverem nas cartolinas “Fora Dilma”. Mas o povo, até aqui, tem rejeitado essa ordem que vem dos “sargentões” que dos estúdios de TV tentam se colocar na condição de “comando geral” das manifestações. Com caneta, com pincel, com lápis, com batom, com carvão, as pessoas grafam um conjunto de direitos que lhe são negados: saúde, transporte, educação, segurança, fim da corrupção...
A grande mídia também dá cobertura – e quase aplaude – à ação de grupelhos inimigos da democracia, fascistóides mesmo, que no dia de ontem, nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, agrediram manifestantes tão somente porque portavam bandeiras de seus partidos ou entidades de trabalhadores. E esta violência foi dirigida contra a esquerda. Para estas truculentas hordas que nada têm a ver com o espírito democrático do povo brasileiro, bastava alguém trajar a cor vermelha para ser alvo de hostilidade. A quem interessa essa caçada aos partidos de esquerda, senão aos reacionários golpistas que ao longo da história sempre tentaram botar abaixo ciclos políticos progressistas?
A própria coordenação do Movimento Passe Livre (MPL) que inicialmente coordenava as manifestações pela redução da passagem, se pronunciou no dia de hoje, que no momento não irá fazer novas mobilizações, em razão destes atos violentos contra militantes de partidos que apoiam essa luta e também pela pauta conservadora quem vem ganhando destaque nas ruas.
A esquerda nasceu nas ruas, nas barricadas das lutas operárias, juvenis e democráticas. Ela se irmana com o povo, e repudia os vândalos e as gangues que tentam se infiltrar nas suas passeatas. E mais cabe a esquerda e ao conjunto das forças democráticas atuarem para derrotar esta tentativa da direita de manipular as manifestações com intuito de desestabilizar um governo que já demonstrou compromisso com a democracia, a soberania nacional e o progresso social.
A presidenta Dilma Rousseff, em alto e bom som, se pronunciou considerando as manifestações como resultantes da democracia que o povo reconquistou em 1985 e que se ampliam – embora sem a velocidade necessária – desde 2003, com o início do governo Lula. Trata-se agora de seu governo: ler, entender e atender aos dizeres, às exigências das cartolinas! Nelas se destacam os graves problemas das cidades cujas soluções demandam uma reforma urbana que o conservadorismo sempre obstruiu. A melhoria do Sistema Único de Saúde que hoje não consegue garantir atendimento de qualidade a quem mais precisa dele, justamente os trabalhadores e os mais pobres. Uma educação pública de qualidade que requer 10% do PIB.
Enfim, o governo da presidenta Dilma Rousseff que, assim como governo Lula , nasceu das lutas do povo tem legitimidade e deve ter sensibilidade para responder os justos anseios do povo brasileiro, melhor caminho para derrotar as forças conservadoras que sempre exploram o povo e,agora, tentar pescar em águas turvas.
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terça-feira, junho 18, 2013
Beth Lorenzotti equaciona uma das questões candentes hoje!!
Vejo aqui muitos "enquanto isso"... falando sobre a vergonhosa aprovação da 'cura gay por' aquela comissão de direitos humanos da Câmara. Eu acho que de qualquer forma, com centenas de manifestantes na Câmara ou nao, essa ignominia seria aprovada. Até agora, cm todo o nosso repúdio, ninguem conseguiu mudar essa comissão. Isso se dá em função do esquema todo do parlamento e da politica em geral, com suas alianças espúrias que todo o mundo conhece. Votar bem nas eleições é bom, mas as bancadas religiosas nos parlamentos crescerão enquanto eles abduzirem corações e mentes, e continuarão a ser eleitos. E se continuarem a se fortalecer ganhando concessões de emissoras de rádio e TV, pagando horarios nobres em grandes emissoras- que são concessões e não teriam o direito de vender nada -- cada vez serão mais poderosos e exigirão barganhas, como as que têm exigido, e mais. Regulação da mídia, que não é censura nem palavrão, mas controle social da comunicação, algo que existe em vários países é mais do que urgente. Isso é só um item. Mas a partir daí, teríamos alguma defesa legal contra o atraso. O restante caberia às consciências dos que exercem o poder.
segunda-feira, junho 17, 2013
JUVENTUDE VAMOS A LUTA!!
Meus queridos
camaradas jovens revolucionários, não se preocupem com as ações tresloucadas
dos “trotskistas”. Logo logo eles se
transformarão em guapos representantes
da burguesia de onde originam, banqueiros, donos de famosas e caras bancas de
advocacia, industriais, representantes do capital monopolista, industriais. Se
tiverem sorte, em Palloccis e Dilmas da vida!! È assim a vida e o desenrolar
dos acontecimentos. Vamos pras ruas tomar nosso lugar de lutadores pelo povo, o
socialismo e a revolução!!!
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