sábado, setembro 15, 2012

REVISTA "VEJA" DA A SENHA!! TEMOS QUE ESTAR ATENTOS E FORTES. SEM MEDO DE TEMER A MORTE!!"


Poistado em “Guerrilheiros do Entardecer”
Um Golpe de Estado em andamento! - por Marcos Doniseti!

Capa de 'Veja' demonstra que Direitas neofascistas tupiniquins querem destruir com Lula e o PT e, depois, enquadrar ou derrubar Dilma, tal como fizeram com Jango, em 1964!
 
A ridícula matéria de capa de 'Veja' desta semana mostra que está em andamento uma nova tentativa golpista no país.

Não se pode esquecer, antes de mais nada, que a 'Veja' é uma publicação sem nenhuma credibilidade e que possui fortíssimas conexões com Carlinhos Cachoeira, que é algo que já foi comprovado, inclusive, por investigações feitas pela Polícia Federal. A matéria de capa desta semana, inclusive, cita fontes 'em off' e as supostas declarações de Marcos Valério não foram gravadas. 

Aliás, 'Veja' adora fazer reportagens sem que nada tenha sido gravado, né? Patético! E ainda existem pessoas que levam essa publicação à sério. Bem, idiotas é o que não faltam nesse mundo. 

Aliás, essa é a mesma ladainha de sempre, que já vimos, por exemplo, na famigerada história do 'grampo sem áudio' envolvendo o - assim chamado pela 'Veja' - 'Mosqueteiro da Ética', o ex-senador cassado DEMóstenes Torres, e o ministro do STF, Gilmar Mendes.

Então, qual seria a trama para levar adiante esse Golpe? 

Resumidamente, seria a seguinte:

1) Condenar todos os membros do PT que estão sendo julgados pelo STF atualmente, com o objetivo de destruir com a imagem do partido perante o eleitorado, enfraquecendo-o fortemente.

2) Fazer uma brutal pressão sobre Marcos Valério para que o mesmo use da 'delação premiada' a fim de envolver o ex-presidente Lula no escândalo, dizendo que o mesmo era o 'chefe' e o responsável por tudo o que está relacionado ao caso da AP 470.

3)  Submeter o ex-presidente Lula a um futuro julgamento no mesmo STF, condenando-o sumariamente, tal como está sendo feito atualmente, onde 'provas tênues' estão sendo consideradas mais do que suficientes para se condenar os acusados e no qual um ministro do STF, Luis Fux, disse que o ônus da prova cabe ao acusado e não ao acusador, jogando as leis brasileiras na lata de lixo. 

O objetivo disso seria destruir com a imensa popularidade de Lula e, assim, inviabilizar qualquer possibilidade dele se candidatar novamente à Presidência da República ou de influenciar decisivamente na sucessão presidencial de 2014, na qual irá apoiar a presidenta Dilma, é claro.

4) Com o PT destruído, com os movimentos sociais acuados e com a imagem e a popularidade de Lula no chão, a Grande Mídia e a oposição demotucana neofascista, reacionária e golpista promoveriam uma brutal campanha contra Dilma, para forçá-la a se afastar de todos eles, tal como já tentaram fazer no início do mandato dela, inclusive. 

Com o fracassso da campanha naquele momento, a Grande Mídia iniciou um processo, organizado e articulado, para derrubar os ministros que haviam sido indicados pelo ex-presidente Lula ou que haviam participado do seu governo e que continuaram em seus cargos no governo Dilma, mesmo que não houvesse prova alguma contra os mesmos, tal como aconteceu com o então ministro do Esporte, Orlando Silva, contra o qual não se provou coisa alguma. 

Porém, tal plano fracassou, pois Dilma e Lula continuaram sendo aliados e a popularidade da presidenta não parou de subir desde então, já tendo atingido os 75,7% de aprovação pessoal, segundo a mais recente pesquisa.


5) Sem o apoio e a sustentação de Lula, dos movimentos sociais e do PT, a presidenta Dilma passaria a depender apenas de partidos conservadores e da Grande Mídia para governar, tornando-se politicamente refém dos mesmos.

6) Neste contexto, estaria aberto o caminho para que se levasse adiante um Golpe de Estado Judiciário e Midiático contra a presidenta Dilma, com características muito semelhantes ao que ocorreu recentemente no Paraguai, contra o presidente, democraticamente eleito, Fernando Lugo. 


O ex-presidente Lugo não tinha um partido político progressista forte e organizado e tampouco movimentos sociais enraizados na sociedade para lhe dar sustentação política-institucional e, assim, poder governar com uma certa margem de manobra em relação às forças conservadoras, direitistas e reacionárias do país.

Sem tais forças de sustentação política de características mais progressistas (que Lula teve e Dilma também possui), Fernando Lugo tornou-se dependente do apoio de segmentos das forças conservadoras para governar o Paraguai, principalmente do PLRA, do qual o seu então Vice-Presidente, Federico Franco, é integrante. 

Tudo isso acabou resultando num Golpe de Estado organizado e promovido por estas mesmas forças, que usaram de um falso pretexto para derrubá-lo. 

Contra a presidenta Dilma, seria levado adiante o mesmo plano golpista.


Para que isso seja viabilizado, no entanto, é preciso destruir com o PT, reprimir e acuar os movimentos sociais e, mais ainda, acabar com a imagem e com a popularidade do ex-presidente Lula. 


As forças direitistas, reacionárias e golpistas do país já perceberam que enquanto o PT, os movimentos sociais e o presidente Lula continuarem desempenhando um papel importante no país, nenhuma plano golpista para tomar o controle do governo federal será bem sucedido.


Tais forças golpistas e reacionárias desejam fazer com que a presidenta Dilma fique na mesma situação em que se encontrava o então presidente João Goulart durante o Golpe de Abril de 1964. 
Descrição: http://wm.imguol.com/v1/blank.gif

Durante o movimento golpista, Jango teve uma conversa com o então comandante do Segundo Exército (sediado em São Paulo), Amaury Kruel, que lhe disse (por telefone) que se ele se afastasse dos movimentos sociais (CGT, UNE, sindicatos, PTB, PCB, Brizola, Arraes, etc) ele poderia concluir o seu mandato.

Jango, é claro, se recusou a aceitar tamanha humilhação e a se afastar de seus aliados políticos, preferindo ser derrubado do que traí-los. 


A jogada de 'Veja', que é uma típica representante do que existe de mais retrógrado e pré-histórico na sociedade brasileira, é essa. 


Porém, eles não conseguirão atingir os seus objetivos.  

O povo brasileiro sabe o que conquistou durante o governo Lula e, agora, no governo Dilma, e não está disposto a abrir mão disso em função de um discurso e de uma postura pseudo-moralista, tipicamente udenista e golpista de uma Grande Mídia totalmente desprovida de credibilidade, que se envolve com organizações criminosas com alto poder corruptor (como é o caso daquela comandada por Carlinhos Cachoeira) e que representa os interesses de meia-dúzia de gatos pingados, de uma minoria da sociedade e da população, embora os mesmos possuam um grande poder midiático e financeiro em suas mãos. 


E é justamente por que ainda possuem muito poder é que tais movimentações golpistas não devem ser desprezadas. Jamais se deve desprezar a força do inimigo e o combate ao mesmo tem que ser permanente, sem trégua de qualquer espécie. 


Afinal, porque a América Latina passou a ser palco de tantos Golpe de Estado nos últimos anos e em inúmeros países (Venezuela, Bolívia, Equador, Honduras, Paraguai)?

Simples: As Direitas da região já perceberam que elas não conseguem mais chegar ao poder através de eleições. As únicas maneiras que sobraram para se conseguir isso foram os Golpes de Estado (vitoriosos em Honduras, em 2009, e no Paraguai, em 2012) e as fraudes eleitorais (como as que sempre ocorrem no México, em todas as eleições presidenciais). 

Na América do Sul, por exemplo, líderes e partidos progressistas foram vitoriosos nas mais recentes eleições presidenciais realizadas no Brasil, Argentina, Venezuela, Bolívia, Peru, Equador, Uruguai e Paraguai. 

A única derrota das forças progressistas, em eleições, na região, ocorreu no Chile, mas o atual presidente direitista do país, Sebastián Piñera, tornou-se extremamente impopular e todas as pesquisas mostram um favoritismo total da ex-presidenta Michele Bachelet (que saiu do governo com cerca de 80% de aprovação) para as próximas eleições presidenciais.  

Apenas na Colômbia é que as esquerdas não são uma alternativa real de poder porque sempre que elas se organizam em movimentos políticos legais e pacíficos, os seus líderes e militantes são mortos feitos moscas, aos milhares, tal como aconteceu com a Unión Patriótica na década de 1980. 


Até mesmo na América Central, que desde as últimas décadas do século XIX é um tradicional e infeliz 'quintal' dos EUA, tivemos a vitória de Daniel Ortega, da FSLN, na Nicarágua, e de Mauricio Funes, da FMLN, em El Salvador, nas mais recentes eleições realizadas nestes países. 

Enquanto Daniel Ortega é um forte e leal aliado de Hugo Chávez, o presidente salvadorenho Mauricio Funes é um aliado muito próximo de Lula e do governo brasileiro. 
Descrição: http://wm.imguol.com/v1/blank.gif

Assim, se não apelar para golpes ou fraudes, as forças direitistas, reacionárias e golpistas da América Latina terão reduzidas chances de se chegar ao poder novamente nos países da região. 


E é justamente isso que explica todas essas tentativas golpistas das forças reacionárias da América Latina nos últimos anos e que não deverão cessar num futuro tão próximo (muito provavelmente, jamais cessarão). 


Portanto, nos próximos anos, todo cuidado é pouco com as tentativas golpistas das direitas reacionárias e neofascistas latino-americanas, pois elas não irão, sob hipótese alguma, abandonar os seus planos.  

No Pasarán!


Links:


A traição de Amauri Kruel - por Flávio Tavares:


http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2008/04/08/1964-a-saida-de-jango-da-presidencia/


Golpe de Estado contra Fernando Lugo no Paraguai:

 http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20452

A 'Veja' e os planos golpistas da Direita troglodita tupiniquim:

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/09/veja-desenha-seu-plano-de-golpe.html#.UFRric9Fc3s.twitter

Os Golpes de Estado contra Zelaya e Lugo:
 
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20449

O massacre e o extermínio da União Patriótica na Colômbia:

http://www.tempopresente.org/index.php?option=com_content&view=article&id=3542:a-historia-de-um-massacre&catid=60&Itemid=130

Dilma é aprovada por 75,7% da população:

http://www.cartacapital.com.br/politica/dilma-e-aprovada-por-757-da-populacao/

PHA: Peluso é o Kruel?
 http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/08/19/estamos-em-marco-de-1964-peluso-e-o-kruel/

Luta pelo bem estar da humanidade!! PCdoB!!!





De Carlos Maia

Uma vez me perguntaram o que era ser comunista..e o que era o PCdoB..Ser PCdoB é Ser Comunista. Ser Comunista, camarada, é a melhor maneira de expressar seu amor ao próximo, é dedicar seus melhores sonhos a humanidade, é prestar solidariedade aos que necessitam de esperança, de sonhos, é prestar serviços a toda uma nação de desamparados e oprimidos, é ser vanguarda nessa luta e liderar o homem nesse novo caminho de quebra duma consciência retrógrada, alienada e individualista. Esse papel é para poucos e são nobres os que o fazem. O comunismo é a salvação desse mundo que se perde em seu egoísmo, em sua exploração e atrocidades provocadas por um sistema que condena uma grande maioria a miséria. Salve a Bandeira escarlate. Viva o Partido Comunista do Brasi

quarta-feira, setembro 12, 2012

IRINY PREFEITA DE VITÓRIA PARA BARRAR OS NEOLIBERAIS E DIREITISTAS!



Os demo/tucanos, as forças conservadoras, reacionárias, antidemocráticas e antipopulares, estão jogando todas as suas fichas nas eleições municipais de Vitória, no Espirito Santo, onde há anos, conforme São Paulo, veem mantendo certa hegemonia politica. Com a praticamente certa derrota de José Serra na capital paulista e destas forças retrógradas relegadas ao fracasso em outras capitais e grandes cidades,Vitória onde concorrem com dois candidatos fortes, Luiz Paulo Velloso Lucas pelo PSDB e Luciano Rezende pelo PPS, pode se tornar a “capital” e centro geopolítico dos demo/tucanos para o talvez ultimo salto que pretendem dar nas eleições gerais de 2014.
A deputada e ex-ministra da presidente Dilma, Iriny Lopes do PT esta enfrentando junto com o PCdoB e outras forças progressistas uma feroz batalha pela eleição na capital capixaba. Lá se juntaram os demo/tucanos com outras forças da direita neoliberal para tentar se manter à tona após as eleições municipais. São Paulo, onde José  Serra já esta praticamente fora do páreo do segundo turno, vai se tornando o tumulo destas forças no País. Por isto investem tanto em derrotar Iriny em Vitória e ter uma cabeça de ponte para as eleições de 2014 e tentar aglutinar o que lhes resta de forças, para enfrentar a presidente Dilma e as forças progressistas, democráticas e populares nas próximas eleições gerais do País.
Ovo da serpente
O Espirito Santo vem há anos sendo governado por forças de direita e retrogradas da pior espécie, do crime organizado, aos neoliberais e gangsters de colarinho branco travestidos de democratas e progressistas. Os dois governos de Paulo Hartung, hoje no PMDB, mas oriundo do PSDB e PPS onde mantem seu coração, substituiu um governo que destroçou o Estado e tinha na sua cabeça o próprio crime organizado. Nas ultimas eleições, conseguiu cooptar setores do PSB e do PT e até hoje lidera estas forças neoliberais e de direita.
Não saiu candidato, mas tem dois ex-companheiros do PSDB e PPS disputando a eleição em Vitória. Se for vitorioso alí, refaz seu caminho para a volta ao Palacio Anchieta em 2014 e se destaca como força emergente nacionalmente dentro do covil demo/tucano, dos neoliberais e da direita. Por isto é tão importante para o projeto do Brasil avançado, democrático e popular, a eleição da deputada Iriny prefeita de Vitória.
Derrotar a direita e suas vertentes enganadoras, as forças do atraso e da dependência e  submissão ao Imperialismo belicoso, é muito importante na atual etapa de acumulação de forças dos setores populares e democráticos. O Brasil atingiu um determinado patamar de evolução politica e social, que não pode voltar atrás e sim dar um salto de qualidade,   até mesmo para fortalecer a presidente Dilma e seus aliados mais a esquerda e dai quem  sabe, seguir o caminho do socialismo que tanto defendemos e vemos como o futuro de nosso País e de nosso povo.
Toda força a campanha da deputada Iriny Lopes a prefeita de Vitória. Convocar o ex-presidente Lula, hoje liderança inconteste das forças progressistas para cai de cabeça na campanha de Iriny e destacar lideranças nacionais da esquerda, democratas e progressistas para se deslocarem nas próximas e decisivas semanas de campanha a Vitória, para ajudar a derrotar um dos últimos “bastiões”da direita neoliberal entreguista ainda existente no Brasil.
De Brasilia-Luiz Aparecido











segunda-feira, setembro 10, 2012

Eleger Chaves e fazer a América Latina avançar!!


A principal tarefa das esquerdas latino-americanas


Com um comício massivo, que reuniu uma multidão de dezenas de milhares de pessoas na cidade de Charavelle, no estado de Miranda, a campanha eleitoral venezuelana entrou neste domingo (9) na reta final.

Por José Reinaldo Carvalho
Em menos de um mês, precisamente no dia 7 de outubro, o povo venezuelano elegerá o presidente da República. Com cerca de 70 por cento de aprovação ao seu governo e 18 pontos de vantagem sobre seu principal opositor, Henrique Capriles Radonski, o líder bolivariano é o grande favorito para vencer mais um embate eleitoral e seguir à frente da revolução democrática, popular e anti-imperialista que comanda há mais de 13 anos.

No comício de Charavelle, o presidente Chávez mais uma vez pôs o dedo na ferida e desvelou o verdadeiro sentido do embate político em curso no país vizinho. Ele chegou mesmo a fazer um apelo aos líderes da direita para que reflitam sobre o que está acontecendo e disse que a Venezuela precisa de uma direita política que atue com seriedade, respeite as leis, a Constituição e a democracia, para contrastar com o comportamento tortuoso do principal candidato direitista, Henrique Capriles Radonski, que difunde mentiras e esconde o verdadeiro caráter dos seus planos.

Por trás da máscara democrática da oposição estão a tirania e o mais selvagem pacote neoliberal como jamais se conheceu na história da Venezuela, acentuou o presidente

Chávez conclamou o eleitorado a demolir a extrema direita burguesa venezuelana, representada pela candidatura de Capriles.

O comício de Charavelle, primeiro da reta final da campanha presidencial, serviu também para o líder bolivariano fazer um chamamento à luta, à unidade, ao fortalecimento da organização, à mobilização total para conquistar 10 milhões de votos a favor de sua reeleição.

Temos defendido neste espaço que a luta pela reeleição do presidente Hugo Chávez é a principal batalha política das esquerdas e forças progressistas e revolucionárias latino-americanas neste momento.
Chávez redimiu o povo venezuelano, antes dominado e oprimido por oligarquias vendidas ao imperialismo. Desde 1999, quando assumiu pela primeira vez o governo nacional, o país conseguiu diminuir a pobreza, a diferença entre ricos e pobres e o desemprego, aumentou a renda familiar, o acesso à habitação, a qualidade da educação, a saúde e a alimentação e elevou seu índice de desenvolvimento humano.
Externamente, a era Chávez contribuiu para alterar significativamente a correlação de forças na América Latina e fez com que a região, que os próceres libertadores chamaram um dia de Nossa América, passasse a desempenhar um papel preponderante na geopolítica mundial. Foram gigantescos os passos que a região deu no sentido da sua integração independente e soberana, na oposição ao hegemonismo do imperialismo estadunidense, na afirmação de valores democráticos e progressistas, no avanço das esquerdas e forças revolucionárias e anti-imperialistas.
No plano mundial, a América Latina, tem-se afirmado como uma região de paz e força de oposição às políticas de guerra das potências imperialistas, em solidariedade aos povos agredidos e ameaçados por essas potências. Tudo isso está diretamente relacionado com o protagonismo da revolução bolivariana na Venezuela e o papel do seu líder, o presidente Hugo Chávez.
A reeleição do presidente Hugo Chávez será a garantia de que esta luta se desenvolverá ainda mais e essas conquistas se consolidarão. É por isso que os imperialistas estadunidenses têm posto em prática, inclusive durante esta campanha eleitoral, as mais diversas formas de ingerência, de maneira aberta ou valendo-se de entidades supostamente autônomas, inclusive a mídia monopolista privada.

O apoio à campanha pela reeleição do presidente Hugo Chávez é uma manifestação de solidariedade com a revolução bolivariana e seu líder e uma reafirmação da demanda de que a soberania e os direitos do povo venezuelano sejam respeitados e prevaleçam.

quinta-feira, setembro 06, 2012

Aproveitem a "Semana da Pátria" para repensar o Brasil de forma soberana, revolucionaria e socialista!!


Elias Jabbour: O Brasil e o medo de nós mesmos

Os números da economia estão aí para serem analisados, degustados e na melhor das hipóteses, debatidos. Há um ano que a indústria despenca numa proporção mais rápida que a taxa de juros. Os juros continuam caindo e a produção industrial segue seu curso negativo. O problema é de outra natureza e deve ser enfrentado de mente aberta.

Por Elias Jabbour*



O que explica uma crise que entra em seu quarto ano e um país com os recursos naturais, territoriais, humanos e de capacidade produtiva instalada não apelar para sua própria história e aproveitar a oportunidade dada pelo mundo? A questão é política? Evidente que sim. Mas somente a política é capaz de explicar fenômenos complexos e de natureza histórica recente? Ou a política (a pequena política) somente expressa a essência de processos, a chamada ponta do iceberg? Fico com a segunda assertiva.

O “novo modelo de desenvolvimento”: palavras ou uma concepção?

Façamos um teste, coisa rápida. Perguntem a qualquer militante de esquerda menos avisado ou mesmo a um quadro do governo sobre as razões de a nossa economia patinar. Resposta 1: “ (...) o mundo está em crise e o Brasil não é uma ilha”. Resposta 2: “(...) diferentemente da China, e outros países que crescem, inauguramos um novo modelo de desenvolvimento no governo Lula baseado na distribuição de renda”. Ótimo.

A questão é a seguinte: o que existe de verdade, de propaganda e de concepção de mundo nestas respostas? De verdade, simplesmente nada. E não é difícil explicar as razões, pois países como a China, a Índia e a Coreia crescem e distribuem muita renda. Um dado para fazer pensar é refletido na chamada taxa de investimentos em relação ao PIB.

O Brasil há quase 30 anos não chega a um patamar de 20%, enquanto que a média de China, Índia e Coreia passa dos 30% nos últimos 10 anos. Distribuição de renda só é possível nos marcos de uma alta taxa de investimentos, pois o investimento nada mais é do que a transformação de uma grande renda em milhares de pequenas rendas. Fora disso, foi o que ocorreu com o Brasil nos últimos dez anos. Ou seja, uma distribuição de renda na base da pirâmide (conforme Marcio Pochmann) e sob condições de uma retração da atividade industrial, primarização da economia e expansão dos serviços de baixa remuneração.

O investimento é uma lei fundamental do processo de desenvolvimento. Variável independente por onde se rastreia, principalmente, a geração de renda. Partindo desta centenária contestação é que tento continuar a responder o que me propus. Existe sim muito de propaganda na afirmação sobre o “novo modelo de desenvolvimento”.

Afinal política é a arte da síntese, das poucas palavras e da eficácia destas palavras. Sobre isso não me atentarei neste momento. Porém, o importante é perceber que nesta palavra de ordem, existe muito de concepção de mundo e de Brasil. A concepção de mundo é claramente socialdemocrata, paulista e mesmo antidesenvolvimentista. O desenvolvimentismo é uma corrente de pensamento ainda desacreditada aos olhos de certa intelectualidade diante da historicidade em que esse processo ocorreu no Brasil: sob os auspícios de “regimes autoritários”, cujos interesses historicamente se chocaram contra os interesses da maioria da população. Não distribuiu renda, logo “o nosso papel é corrigir essa diatribe histórica e desenvolver renda”, nem que seja a renda da própria classe media.

A concepção é essa, somos especiais por não cometer os mesmos erros do passado e os mesmos erros cometidos por países que crescem “sem democracia” (China). Daí Guido Mantega em sua apresentação na última reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social tecer muitos comentários sobre o recente dinamismo da economia brasileira e quase nada sobre a forte retração industrial, tecer muitos comentários sobre o aumento da capacidade de consumo da população e simplesmente nenhuma palavra sobre de onde vêm os produtos consumidos por esta população em transe consumista. Está aí o limite, no essencial, de uma concepção de mundo e de país que vai demonstrando seus graves limites diante da crise financeira. Distribuamos renda e combatamos a inflação pela via do aumento do coeficiente de abertura de nossa economia.

O problema da “inteligência nacional” e as corporações sociais

A culpa não é de Guido Mantega ou mesmo de Dilma Roussef. Muito menos de Lula. Todos os três são dignos de muitas honras em comparação com a tragédia neoliberal que acometeu nosso país na década de 1990. O processo de transição do neoliberalismo a um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento é mais tortuoso e longo do que nossas mentes possam imaginar, afinal estamos tratando de abertura de condições à transição a um modelo superior de sociedade em nosso país. A ilusão não é parte do cálculo.

Mas temos de calcular as múltiplas determinações dos obstáculos à nossa frente e que são os mesmos obstáculos que estão aí a travar nosso país. Se propomos um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento é porque esse projeto não existe em nosso país ou, no máximo, alguns fulcros dele estão presentes numa guerra entre o velho e o novo que não tem data certa para acabar. E onde não existe projeto nacional sobra fragmentação de nossa sociedade em torno de corporações, numa radicalização de nossa herança portuguesa da “cartorialização”.

Tudo se transforma e se resolve com a formação de um cartório onde os interesses corporativos são o centro. A derrota da Revolução de 1930 com a eleição de Fernando Collor em 1989 e o fim da URSS em 1991 abriu as condições para a tomada de assalto de nosso Estado Nacional por liberais que foram apeados do poder em 1930. As esquerdas foram inundadas por um Consenso de Washington cultural. Projeto Nacional, políticas industriais, formação de uma subjetividade nacional e consciência nacional foram substituídos por corporações que tem em sua estratégia a “libertação” de minorias oprimidas, “Um Outro Mundo é Possível”, a preservação ambiental, a saúde, a educação, a juventude, os negros, os índios e por aí vai.

Cabe um ponto nesta necessária polêmica. Existe uma perceptível fronteira entre a verdade e a justiça a ser assinalada. Fico com a verdade e o “bom senso nacional”, pois sem desenvolvimento nenhuma pauta corporativa tem alguma consequência. Sem projeto nacional, não existe solução para as imensas desigualdades que atormentam nossa pátria. Colocar o dedo na ferida é necessário.

O que há de pior nesses momentos é o propalado espírito de autopreservação alimentado por uma covardia intelectual que pode construir carreiras políticas e acadêmicas de sucesso. Porém, capazes de destruir o futuro de um povo e de uma nação.

Retornando, a “inteligência nacional” foi causa e efeito da redução da grande estratégia nacional a um punhado de interesses corporativos, o cosmopolitanismo (Salvador = “Roma Negra”) pela estabilidade monetária e o combate à inflação. Um país com medo de si mesmo foi construído sob os contornos de uma “inteligência” cada vez mais mesquinha, autoritária e mais preocupada com seus “papers” publicados em língua estrangeira e mesmo com os “esquemas” que podem levar muitos a um razoável “pos-doc” fora do Brasil.

Muito ainda há de se escrever sobre os efeitos da devastação neoliberal sobre a capacidade de nossos “doutores” em pensar a estratégia nacional fora dos parâmetros determinados pelas bolsas de estudo fornecidos pela Capes e o CNPq. Expressão de uma vulnerabilidade ideológica clara.

Por onde andam (se é que andam) os Gilberto Freire, Ignacio Rangel, Sergio Buarque de Holanda, Celso Furtado, Caio Prado e outros símbolos de nosso tempo presente?

Retornando à economia e o medo de nós mesmos

Nessa altura deste texto o leitor deve estar perguntando sobre a relação de tudo que expus com a desaceleração industrial em marcha no Brasil. Bem, peço paciência, pois o processo não pode ser tomado pela parte e explicações simplistas não ajudam resolver nossos candentes problemas. Se a economia é uma forma de guerra – e de política – feita por meios especiais, é essencial que compreendamos as razões da guerra como forma de compreender a derrota em uma grande batalha.

O “medo de nós mesmos” na economia tem levado o país a ser derrotado na grande batalha aberta pela crise financeira internacional. Se após a crise de 1929 o Brasil – pelos 50 anos subsequentes – foi o país que mais cresceu no mundo capitalista, hoje somos o país que menos cresce entre os chamados “emergentes”. Até uma colônia como o México cresce mais do que o Brasil (cresceu oito vezes mais que nós no último trimestre).

É claro que a política se contaminou pela covardia impetrada em nossa subjetividade na década de 1990. O nível dos debates no Congresso Nacional e a farsa do “Mensalão” estão aí para comprovar isso. Está para comprovar esse estado de coisas, também, a forma como se dá a reação do governo desde o início da crise: de forma lenta, complicada, sem criatividade. Insiste-se em atacar a periferia do problema com quedas lentas da taxa Selic, com isenção de IPI, pacotes para alavancar o consumo e alguma ampliação dos programas sociais.

O desenvolvimento é um processo por leis por demais conhecidas pelos especialistas no assunto. Se a taxa de investimentos cai de forma mais rápida do que a taxa de juros, faz-se necessário acelerar a queda das taxas de juros e não indicar o início do fim do ciclo de quedas conforme exposto na ata da reunião do Copom. Mas reduzir a taxa de juros também não é suficiente.

Tem-se que enfrentar esse verdadeiro crime encetado com a exposição de nossa indústria à concorrência estrangeira. Vamos falar sério: sob fogo cerrado de gigantes asiáticos, empresário nenhum vai jogar suas fichas. Vem o problema do câmbio e do que Guido Mantega chama de “guerra cambial”. Nosso ministro da Fazenda fala de “guerra cambial” como se fosse uma novidade na história econômica. EUA, China e demais estão fazendo seus respectivos jogos e não cabe a uma potência como o Brasil o papel de denunciador de um estado de coisas determinados, de posar como paladino da livre concorrência internacional.

Temos de fazer nosso jogo. Colocar a taxa de câmbio em seu devido lugar e instituir o mínimo controle sobre os fluxos externos de capitais. Aprofundar o modelo de concessões de serviços públicos nas infraestruturas (já iniciado) e não nos perdermos em quimeras ideológicas que não nos levará a canto algum, afinal somos um país capitalista e é como país capitalista que devemos pensar – gostemos ou não. E não existe capitalismo, muito menos socialismo possível sem indústria. Onde não existe indústria, sobra a barbárie conforme atesta o fascismo dos programas policiais que infestam nossas tardes e finais de semana na TV.

Daí entra a política. A tática, a estratégia e adjacências. Tudo é política. Mas não existe revolução sem teoria revolucionária. Não existe política sem grandes ideias, sem germes de grande pensamento, sem germes de grande estratégia. Sem germes de grande pensamento e sem germes de grande estratégia nosso país continuará como um grande cego sendo guiado por outro cego no rumo do abismo. Poderemos, de vez em quando, acertar por equívoco. Viver é lutar, pensar, lutar. E principalmente, antes de lutar, pensar grande.

·       * Elias Kallil Jabbour. Historiador, geógrafo, comunista revolucionário e um dos homens que nos ajudam a pensar num Brasil soberano, socialista

terça-feira, setembro 04, 2012

Guerrilha e "governo" colombiano iniciam processo de negociação para a Paz!!!

Torcemos para que esta nova tentativa de diálogo entre a Guerrilha" e o poder despótico da Colombia não termine como os dois anteriores. No primeiro, no final da década de 70, a Guerrilha aceitou o cessar fogo, foi para legalidade politica, organizou a Frente Patriótica, participou das eleições e poucos meses depois jogaram a mais brutal repressão e cima deles. Mataram senadores e deputados eleitos, centenas de militantes e quadros na época atuando legalmente e tiveram, para sobreviver, voltar as selvas e as guerrilhas.

 Anos depois outra tentativa, com área desmilitarizada em San Vicente Del Caguan, abertura ao  diálogo e longas negociações. Só que escaldada da experiencia anterior, a Guerrilha não depôs as armas. Novamente o governo já títere  completo do Imperialismo americano, começou um cerco total ao perimetro da negociação e de caça aos guerrilheiros. Negociações foram suspensas e área desmilitarizada desmontada. Mais décadas de lutas onde tombaram em  armadilhas dos Militares, paramilitares e forças especiais norte americanas(que estão atuando abertamente lá) os principais dirigentes da Guerrilha como Manuel Marulanda( o Tiro Fijo), Mano Jojoi e outros mais.

Vamos torcer agora para que o governo cumpra as exigencias básicas da Guerrilha(abaixo) e negocie com seriedade e sem armadilhas. O Povo colombiano quer Paz, Justiça e uma sociedade mais igualitaria!!







Diálogo entre Santos e guerrilha marca guinada radical no conflito colombiano - do Opera Mundi
Mudanças expressivas dentro e fora do país podem culminar em uma verdadeira chance de paz

Efe

Dez anos depois da interrupção das negociações de paz entre as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o governo colombiano, o presidente Juan Manuel Santos, confirmando rumores sobre uma nova aproximação junto aos rebeldes, mudou a agenda política informativa do país.

Aos fracassados acordos de Caguán, seguiram-se oito anos da presidência de extrema direita de Álvaro Uribe, que mudaram o país, respondendo ao cansaço de todos os colombianos diante de um processo inconclusivo, que mais parecia um diálogo entre surdos.

O anúncio gerou todos os tipos de reações: desde os aplausos das organizações sociais e de vítimas, e de uma parte do espectro político, às vozes mais cautelosas e céticas, até o rechaço total da direita mais reacionária, representada justamente pelo círculo em torno de Uribe.

A história colombiana, durante esses 50 anos de conflito, está cheia de intenções de acordos de paz e quebras dos mesmos. Um partido político inteiro, a União Patriótica, para onde convergiram os guerrilheiros desmobilizados com o acordo de 1985 – sob a presidência de Belisario Betancur –, foi exterminado em um ritmo de um homicídio a cada 19 horas durante sete anos.

Pode-se dizer que, na Colômbia, os tratados de paz não foram mais do que a continuação da guerra por outros meios. Por isso, o presidente Santos disse claramente que “não repetiremos os erros do passado”.

Segundo rumores não confirmados oficialmente até o momento, a mesa de negociação se instalaria no começo de outubro, para então seguir em frente em Cuba. O governo confirmou que as negociações começaram aproximadamente há um ano e meio e foram aceleradas desde maio.

De fato, pode-se dizer que o processo de paz esteve na cabeça de Santos desde o dia da eleição. Analisando os primeiros dois anos de mandato, se distingue um caminho que passa pelas leis de vítimas e de terra, até chegar ao Marco Jurídico para a paz, uma lei constitucional em vias de ser aprovada que leva diretamente à negociação com a guerrilha.

Enquanto muitos esperavam que as negociações ficassem para o segundo mandato do atual presidente, a queda da popularidade nas pesquisas de opinião nos últimos meses provavelmente fez acelerar o processo. Antes com 48% das preferências, em junho, Santos já colheu popularidade com as negociações, atingindo 51% em agosto.

Mudanças no governo

Iván Cepeda, representante na Câmara do Pólo Democrático, partido de esquerda que faz oposição a Santos, é um dos analistas que veem positivamente o futuro das negociações: “Nem todo esse processo se explica pelo enfraquecimento das FARC. Claro que é inegável que as FARC receberam golpes muito fortes na estrutura e comando, mas também é certo que o conflito armado segue de forma muito severa”, explica.

De acordo com ele, citando dados do Ministério do Interior, cerca de mil integrantes das forças armadas foram afetados diretamente pelos combates. Além disso, segundo Cepeda, o contexto atual tem facetas importantes que foram pouco analisadas. “Ocorreram mudanças, de natureza econômica, muito importantes. Há TLCs (tratados de livre comércio) com vários países e diferentes cenários aos quais a Colômbia pode ter acesso, por isso é necessário, até sob uma ótica capitalista, buscar a solução a um conflito anacrônico e o mais antigo do hemisfério ocidental”, defende.
Efe

Comparando com 1998, ano em que começou a última negociação, há muitos pontos de diferença que Juan Gabriel Uribe, ex-negociador no último processo e diretor do Nuevo Siglo, e Simón Gaviria, presidente do Partido Liberal, filho do ex-presidente César Gaviria, nos ajudam a evidenciar.

Sob o ponto de vista militar, o conflito mudou. Em 1998, as FARC estavam às portas de Bogotá. Hoje, em contrapartida, podem gerar danos, mas não existe a possibilidade de tomarem o poder. Além disso, em geral, o exército está mais equipado e preparado com uma esmagadora superioridade aérea, que tem feito a diferença.

Mudanças nas guerrilhas

Do lado dos insurgentes, é a primeira vez em que o pedido de diálogo é feito pelas FARC e pelo ELN (Exército de Libertação Nacional) diretamente pelas vozes de Timoleón Jiménez, codinome "Timochenko" e Nicolás Rodríguez, apelidado de "Gabino", seus chefes máximos – isso demonstraria uma vontade real de dialogar. A tese é confirmada pelo fato de que as FARC enviaram quatro negociadores de alto nível, incluindo até “El Médico”, membro do secretariado.

Além disso, outra novidade está no fato de que o ELN e as FARC pedem uma mesa conjunta de negociação. Isso nunca havia acontecido. Na verdade, as negociações geravam certa disputa entre os atores armados. A isso se soma o fato de as FARC anunciarem o fim dos sequestros, que sempre foram um grande ponto de controvérsia nas negociações passadas. Pode-se compreender que o cenário está muito mais favorável do que no passado.

Paramilitares e comunidade internacional

Outro fator que marca uma profunda diferença é que o paramilitarismo se desarticulou em boa parte. De fato, ainda existem grupos neoparamilitares, mas com profundas diferenças frente às antigas AUC (Autodefesas Unidas da Colômbia). É preciso recordar que, entre 1998 e 2002, enquanto se negociava a paz com as FARC, grupos paramilitares protagonizavam os mais atrozes massacres de que se teve notícia na Colômbia.

No plano internacional, já não estamos em um cenário pós 11 de setembro, de guerra preventiva, que contribuiu para o fracasso do processo de Caguán, quando, segundo Camilo Gonzalez Posso, presidente do centro de estudos Indepaz, uma parte da sociedade colombiana pensou que fosse possível aniquilar militarmente as FARC contando com a ajuda norte-americana. Além disso, a pressão e a presença, em todo o território, da comunidade internacional é outro novo elemento chave de pressão e fiscalização.

A única pessoa que se opõe ferozmente à negociação é justamente o ex-presidente Uribe. "Como este governo vai explicar uma negociação com terroristas que assassinaram os colombianos, como vai negociar a paz com os maiores violadores dos direitos humanos, uns narcotraficantes?", questionou, se esquecendo de que ele mesmo fez um acordo de paz e impunidade com os piores grupos paramilitares do continente, autores de massacres nos quais morreram esquartejados dezenas de milhares de colombianos.

Link:

 
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/24050/dialogo+entre+santos+e+guerrilha+marca+guinada+radical+no+conflito+colombiano.shtml
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segunda-feira, setembro 03, 2012

Encontro de penapolenses!!!!



Poderia ser mais amplo( se tantos queridos amigos não  tivessem compromissos anteriores e até problemas de saude em familia), mas o “encontro futuro em campinas”, que reuniu nos dias 1 e 2 de setembro os penapolenses na diáspora, foi um sucesso!!! Fruto do esforço de muitos e principalmente de jose henrique que comandou com galhardia o evento, a Estancia Montanier ficou pequena para tanta gente. Revi antigos colegas de infancia e juventude, matamos saudades, proseamos a valer e ficou a dica; que tal realizarmos anualmente o encontro em cidades diferentes? A primmeira sugestão que ficou no ar, foi o ano que vem em ubatuba, onde mora João Miguel Ayres(que não pode ir). Parabens a todos que foram e aos que tentaram e não puderam por motivos variados . valeu gente!!!!

sexta-feira, agosto 31, 2012

Major Curió e Brilhantes Ustra vão as barras dos Tribunais. COMISSÃO DA VERDADE COMEÇA A AGIR!!


Mais cruel dos assassinos da Guerrilha do Araguaya

Coronel Brilhante, chefão dos Torturadores e asssassinos



Justiça determina abertura de ação penal contra militares por crimes na ditadura
AGUIRRE TALENTO
DE BELÉM

Militares que atuaram na repressão durante o regime militar (1964-85) responderão a ação penal por supostos crimes cometidos durante a ditadura.

A Justiça Federal em Marabá (685 km de Belém) aceitou denúncia do Ministério Público Federal e determinou a abertura de ação penal contra o coronel da reserva Sebastião Rodrigues Curió, 77, e contra o tenente-coronel da reserva Lício Maciel, 82.

Ambos combateram a guerrilha do Araguaia (1972-1975), na região sul do Pará, e são acusados do crime de sequestro qualificado.

A Procuradoria sustenta que corpos de militantes de esquerda supostamente mortos por eles até hoje não foram encontrados e, por isso, podem ser considerados como desaparecidos.
O crime de sequestro qualificado prevê pena de prisão de dois a oito anos.

A ação contra Curió havia sido rejeitada em março, mas o Ministério Público Federal recorreu e agora conseguiu mudar a decisão.

Antes, o juiz federal João César Otoni de Matos havia entendido que a Lei da Anistia, de 1979, perdoou crimes cometidos durante a ditadura militar e por isso rejeitou a abertura da ação.

ANISTIA

Em São Paulo, uma ação semelhante contra o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra foi rejeitada pela Justiça Federal, sob entendimento da Lei da Anistia.
É, portanto, segundo a Procuradoria, inédita a decisão da juíza federal Nair Cristina de Castro pela abertura dos processos. Ela já determinou que os acusados sejam ouvidos. As decisões são da última terça-feira (28) e foram divulgadas nesta quinta (30) pela Justiça Federal no Pará.

A juíza diz que, se o crime de sequestro continua até o presente momento, não se aplica a ele a Lei da Anistia, pois ultrapassou o período dos crimes anistiados.

O tenente-coronel Lício Maciel diz que o guerrilheiro Divino Ferreira de Souza foi baleado em combate. Maciel diz que não pode ser acusado de sequestro porque Divino foi levado a uma enfermaria e, posteriormente, militares o informaram que ele havia morrido.
Procurado pela reportagem, o coronel Sebastião Curió não quis comentar o caso.

Ulstra é convocado

A Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem a convocação do coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do Doi-Codi, principal órgão de repressão da ditadura militar (1964-85).

Ele é acusado de comandar práticas de tortura contra presos políticos na unidade, que foi criada sob o nome de Oban (Operação Bandeirante). O militar nega a participação direta em maus-tratos.

Como a comissão municipal não tem poderes para forçar a presença de testemunhas, a convocação será feita pela Comissão Nacional da Verdade, explicou o vereador Italo Cardoso (PT).

Os dois órgãos assinaram termo de cooperação para permitir a tomada de depoimentos em São Paulo.

O vereador Gilberto Natalini (PV), que é ex-preso político e integra a comissão, diz ter sido torturado por Ustra.

"Ele me bateu durante várias horas e me obrigou a declamar poesias nu e diante dos soldados para me humilhar", disse Natalini.

"Ele me batia com uma vara de cipó de um metro e meio de comprimento. Tive que ficar equilibrado com os pés em cima de latas de leite em pó. Também sofri choques elétricos. Tudo pelas mãos dele", afirmou.

No último dia 14, numa decisão inédita, o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou sentença de primeira instância que reconheceu Ustra como torturador. Ele ainda pode recorrer. O militar, que se recusa a dar entrevistas, não foi localizado ontem.

A comissão também aprovou um convite para o ouvir o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto. Ele foi um dos signatários do AI-5, o ato institucional nº 5, que endureceu o regime e instituiu a censura prévia a partir de 1969.

Os vereadores querem questioná-lo sobre sua suposta participação na arrecadação de recursos para a Oban, que foi criada com a ajuda de empresários paulistas.
Segundo um assessor, Delfim só deve se pronunciar depois de ser convidado formalmente. De acordo com Italo Cardoso, o convite por ser transformado em convocação caso ele não o aceite.

Torturas hoje

A Comissão Nacional da Verdade deverá incluir no relatório recomendações contra a tortura praticada hoje por corporações policiais. Ontem, no Pará, membros da comissão ouviram relatos sobre torturas em um presídio do Estado e na Aeronáutica.

Eles disseram que o relatório vai se restringir ao período de 1946 a 1988, mas as recomendações incluirão fatos atuais.

"É claro que [haverá] recomendações em relação à estrutura policial do Brasil, que não pode continuar como está. Nós ratificamos a convenção da tortura, e a tortura continua sendo aplicada em todos os Estados", disse o cientista político Paulo Sérgio Pinheiro. "A tortura ainda está institucionalizada", disse o ex-procurador-geral Cláudio Fonteles.

A comissão anunciou que encaminharia ao cartório que registrou a morte do jornalista Vladimir Herzog, morto em 1975, pedido de alteração em sua certidão de óbito. "Queremos que seja incluída a informação 'morto por tortura nos porões da ditadura'", disse Fonteles. A versão da ditadura é que Herzog se suicidou.

No Rio, outra integrante da comissão, Maria Rita Khel, disse que jamais poderia ter "saudade daquele tempo em que se praticou terrorismo de Estado". Khel disse ser difícil determinar, com apenas três meses de trabalho, que resultados a Comissão da Verdade conseguirá, mas se disse cética em relação às chances de localizar corpos de desaparecidos.

quinta-feira, agosto 30, 2012





Recentemente, inúmeros incêndios “nada suspeitos” vem atingindo  favelas no Município de São Paulo. Estranhamente sempre próximos a bairros de classe média abastada ou onde se prevê empreendimentos imobiliários  para atender a “classe média”. As autoridades municipais ligadas aos “Demo/tucanos nenhuma providencia tem tomado e a Policia e os “Bombeiros”, que deveriam investigar os sinistros não avançam nas apurações.
Já se comenta que haveria uma “tropa de choque” ligadas a poderosos interesses,  que estariam provocando estes sinistros. Centenas, talvez milhares de famílias vem perdendo tudo que construíram por toda uma vida. Já houve até vitimas fatais nestes “incidentes”. Mulheres, crianças, homens trabalhadores perdem tudo que tem e ainda não encontram nenhuma ajuda do “poder publico”.
Pode ser uma “limpeza étnica”, afastando os pobres de seus lugares de trabalho e convivência e abrindo caminho para a especulação imobiliária desregrada e com  apoio de “autoridades municipais. A Câmara Municipal ja esta investigando (com seus poucos recursos técnicos), mas esta na hora do Ministério Publico e até a Policia Federal entram firme nesta questão. E uma questão criminosa e de lesa humanidade.
Quem tem compromisso com o povo pobre e trabalhador e com os direitos humanos deve começara a agir e rápido. Desmascarar os criminosos e dar guarida e respaldo legal  aos pobres desamparados e perseguidos!!
Luiz  Aparecido
   

São Paulo sofre quarto incêndio em favela em duas semanas
Nova ocorrência destruiu em torno de 30 barracos em São Miguel Paulista, na zona leste da cidade 

Novo incêndio em favela paulistana atingiu comunidade da zona leste da cidade. Quarta ocorrência em duas semanas 

São Paulo – Mais uma favela em São Paulo pegou fogo na manhã de hoje (28). O incêndio, desta vez, ocorreu na favela da Paixão, no bairro de São Miguel Paulista, zona leste da cidade. Até as 12h30 o fogo ainda não havia sido controlado e já havia destruído pelo menos 30 barracos, de acordo com a Defesa Civil. As causas ainda não são conhecidas.

Este é o quarto incêndio em favela em duas semanas na capital paulista. Na última quinta-feira (23) ocorreu um incêndio em uma favela localizada na rua Capitão Pacheco Chaves, na Vila Prudente, entre as zonas sul e leste da capital paulista, que destruiu cerca de 100 barracos e deixou 600 pessoas desabrigadas.

Antes disso, em 17 de agosto, a favela do Areão pegou fogo e deixou cerca de 280 pessoas desabrigadas. Um dia depois ocorreu um incêndio na Favela Alba, na zona sul, que deixou pelo menos 120 desalojados. A prefeitura não ofereceu abrigo para as vítimas, que tiveram que se hospedar na casa de amigos e parentes.

Em abril, a Câmara Municipal abriu uma CPI para investigar as suspeitas de que os incêndios sejam provocados por pessoas ou grupos interessados em eliminar as casas de madeira para abrir espaço à especulação imobiliária. Passados quase cinco meses, ela realizou apenas duas das seis audiências marcadas, apenas para formalizar a abertura da CPI. A comissão deve encerrar os trabalhos no próximo dia 9, sem sequer ter nomeado relator.

terça-feira, agosto 28, 2012

"COMISSÃO DA VERDADE" AVANÇA COM ESFORÇO DE ADVOGADOS E ATIVISTAS DE DIREITOS HUMANOS! ROSA É UMA DELAS!!!



Comissão da Verdade listará mortos e desaparecidos caso a caso

A comissão tem dois anos para entregar um relatório sobre as violações aos direitos humanos cometidos pelos agentes do estado, e um dos objetivos é relatar caso a caso os cidadãos mortos e desaparecidos pela ditadura civil militar de 1964 até 1985. “Pelo menos com relação à questão das mortes, dos desaparecimentos e das ocultações de cadáveres nós temos que fazer um dossiê caso a caso, diz a advogada Rosa Cardoso.

Rodrigo Otávio
São Paulo - A Comissão Nacional da Verdade entra em seu quarto mês de funcionamento com seus sete membros divididos em três frentes para acelerar os trabalhos. A comissão tem, em princípio, o prazo de dois anos para entregar um relatório sobre as violações aos direitos humanos cometidos pelos agentes do estado, e um dos objetivos é relatar caso a caso os cidadãos mortos e desaparecidos pela ditadura civil militar de 1964 até 1985.

“Pelo menos com relação à questão das mortes, dos desaparecimentos e das ocultações de cadáveres nós temos que fazer um dossiê caso a caso, de modo que depois do trabalho da Comissão da Verdade se possa, dependendo do momento em que a luta política estiver, ser utilizado também com a finalidade de justiça”, disse a advogada Rosa Cardoso, membro da comissão, durante a palestra “Comissão da Verdade: possibilidades e limites”, sexta-feira (24), no Rio de Janeiro. Segundo levantamento da comissão, o país teve cerca de 500 pessoas mortas e desaparecidas pelo regime militar.

“Não existe ainda a justiça no Brasil, se bem que a gente pode relativizar essa questão porque existe uma justiça civil que pode funcionar em favor das vítimas, como é o caso recente que nós tivemos uma ação que declarou o coronel Ustra como torturador, e outras ações desse tipo na esfera civil podem ser propostas”, afirmou Cardoso, diferenciando as esferas.

“Então o que não existe no Brasil, e é muito, é demais, e já caracteriza uma situação de impunidade, é a justiça criminal, é a justiça onde se ajuizariam processos para investigar, esclarecer e punir os crimes praticados por aqueles que perpetraram graves violações durante os governos militares”, completou.

Perseguições
Outro relatório que a comissão deve produzir é sobre demissões injustificadas e perseguições sofridas por trabalhadores durante os anos de chumbo. O trabalho será feito por uma das subcomissões a partir dos quase 70 mil depoimentos apresentados à Comissão de Anistia de 2001. Segundo Rosa Cardoso, “vamos ter ali um padrão de violação de direitos humanos, teremos um banco de estatísticas para criar padrões de que tipos de violações aconteceram durante a ditadura”.

A advogada vê a produção desse relatório como mais um exemplo da necessidade de permanente diálogo entre a comissão e a sociedade civil. “A comissão vai incorporar muitas das questões que forem trazidas. Por exemplo, o que for levantado do que aconteceu na USP (Universidade de São Paulo), mandando para a gente, vai fazer parte também desse acervo”, disse ela em relação ao levantamento que a universidade está fazendo sobre as perseguições internas ocorridas no período. Rosa adiantou que a comissão firmará um termo de cooperação com a Universidade de Brasília (UnB) e está aberta para uma parceria também com a USP.

Se com a sociedade civil Rosa prega a troca de informações, para órgãos menos solícitos a advogada lembra que a comissão “pode requisitar os documentos que entender necessários, sejam eles os mais sigilosos”. Ela afirmou que para a comissão “não tem grau de sigilo. O grau de sigilo que tem para a Lei de Acesso à Informação (LAI) não existe para a comissão nos termos em que a lei da Comissão da Verdade autoriza os comissários ou comissionados a pedir essa informação”.

Operação Condor
Entre os documentos “não conhecidos, nãos desvendados, que podem apresentar informações novas”, ela citou os arquivos do Itamaraty. “Os arquivos de um órgão que se chamou Ciecs (Centro Internacional de Estudos do Cone Sul), do Itamaraty, foram agora para o Arquivo Nacional. Isso vai nos dar uma visão muito importante sobre o que aconteceu no exílio com pessoas que saíram do país, eram perseguidas políticas e foram acompanhadas. Sobre mortes ocorridas no exílio também”.

A advogada é a responsável pelo subgrupo de trabalho sobre a Operação Condor. Segundo ela, uma das tarefas é, ao cruzar informações encontradas com outros arquivos, “caracterizar que tipo de participação o Brasil teve na operação”. O cruzamento deve ser feito sobretudo para se entender as raízes e os responsáveis pela cooperação entre civis e militares na região.

“Estudaremos os antecedentes, porque o país já tinha muitos acordos bilaterais antes desse ‘acordão’ com mais cinco países; Chile, Argentina, Uruguai, Bolívia e Paraguai. Foi inclusive um acordo que o Brasil participou sem querer muita visibilidade, nem assinou a formalização, mas participou intensamente. E essa operação Condor mostra de uma forma muito descarnada, muito clara, a questão do terrorismo de estado praticado pelo Brasil”, disse Rosa Cardoso.

Casa da morte
Em Petrópolis (RJ), a prefeitura declarou como imóvel de utilidade pública a Casa da Morte, residência nas imediações do Centro Histórico da cidade usada por agentes do Centro de Informações do Exército (CIE) como cativeiro, centro de torturas e local de assassinato de opositores do regime militar nos anos 70. Em seu livro Memórias de Uma Guerra Suja, o ex-agente do DOPS Claudio Guerra relata ter frequentado a casa e dali ter levado alguns cadáveres para serem incinerados nos fornos da usina Cambahyba, localizada em Campos dos Goytacazes, no Norte do estado do Rio de Janeiro.

A declaração como imóvel de utilidade pública atende a reivindicações feitas pelo Conselho de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis (CDDH) e é o primeiro passo para a desapropriação e transformação da Casa da Morte em um centro de memória.