Quinta-feira, Março 01, 2012

Severo de Lucca Crudo! Um JORNALISTA e combatente da liberdade e da Justiça!!




Há algum tempo vinha procurando noticias de meu amigo e camarada Severo Crudo. Com ele convivi e trabalhei durante anos em São Paulo e nutria por ele e Matilde, sua esposa, um carinho e um respeito impar! Ultima noticia que tive é que ele era da Comissão de Ètica do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso.
Fiquei feliz, mas continuei tentando um contato pessoal e apelei ao Sindicato e amigos comuns. Nenhuma nova noticia, até que hoje inesperado e-mail da Matilde, que publico abaixo. A noticia me abalou e me emocionou. Eu, o José Eduardo Faro Freire e outros companheiros que com ele convivemos estamos tristes e eu, nesta postagem de meu blog publico como homenagem ao homem e guerreiro que tombou lutando contra o câncer, a noticia e a troca de correspondência com a viúva e artigo do jornalista João Negrão publicado na imprensa mato-grossense!

Prezado Luiz Aparecido


A noticia é triste: Severo faleceu no dia 14 de fevereiro, vitima de câncer contra o qual lutava ha cinco anos.
Recebeu seu e mail, com muita alegria, e ensaiou responder varias vezes, mas acho que não quis compartilhar noticias sobre seu estado de saúde já fragilizado.
A noticia do falecimento repercutiu na imprensa mato-grossense e atraiu dezenas e dezenas de amigos ao velório.
Mande noticias suas. 
Abraços

Minha resposta a Matilde!

Minha querida!

Voce não sabe como sinto a morte de meu camarada e amigo Severo Crudo!! Com ele convivi por anos em São Paulo, onde trabalhamos juntos em algumas redações e militamos juntos no Sindicato dos Jornalistas e nosso querido PCdoB. Conheci ele ainda casado com a tambem companheira Lais e depois com Matilde, esta grande guerreira, companheira e amiga.
Depois que ele foi para Mato Grosso, perdi o contato pessoal, mas sempre tinha noticias dele. Trabalhando na imprensa local com sua excepcional  capacidade e competencia e militando no Sindicato dai. Sempre foi um lutador das boas e justas causas e pela valorização dos jornalistas. 
Nós perdemos o amigo e a humanidade uma grande alma !
Meus sinceros sentimentos a Matilde. Aqui em Brasilia, se ela precisar de mim é só entrar em contato. Sei que ela esta abalada com a perda de seu companheiro, mas com força de seguir em frente e continuar a luta e os projetos de vida que certamente Severo Tinha.
Baita Abraço
Luiz Aparecido 


*   

Um jornalista chamado Severo
Quando o jornalista Severo Crudo era sepultado no final da tarde do dia 14, eu dava mais um novo passo na minha vida profissional. Às vésperas de completar 28 anos de carreira e próximo dos meus 52 anos. Uma coincidência paradoxalmente triste para mim



Quando o jornalista Severo Crudo estava sendo sepultado no final da tarde do último dia 14, eu dava mais um novo passo na minha vida profissional. Às vésperas de completar 28 anos de carreira e próximo dos meus 52 anos. Uma coincidência paradoxalmente triste e alegre para mim. Porque não dá para dissociar o início do meu trilhar como jornalista de minha convivência com o amigo Severo.
Algumas histórias que compartilhei com ele dão ilustram bem quem era Severo Crudo, descendente de italianos, mas com sua paciência oriental. Talvez pela convivência com sua esposa, Matilde, também jornalista, de ascendência japonesa. Quem conviveu com ele na redação de A Gazeta nos idos dos anos 1991 e 92, se recorda bem do seu jeito calmo e sereno e da forma peculiar de se sentar à frente do computador, com as pernas cruzadas, como se fosse um psicanalista investigando a alma de cada texto. Não me recordo exatamente quando conheci Severo Crudo. Lembro que foi ainda no início da década de 80, em meio à efervescência da luta contra a ditadura militar e depois na batalha pelas Diretas, que colocaria fim ao regime militar em 1985.
Até então o meu partido, o PC do B, ainda estava na clandestinidade e eu sobrevivia ali em Rondonópolis na corda bamba, sofrendo ameaças de todos os lados no meu trabalho de organização partidária.
Foi quando conheci Severo e Matilde. Em meio a uma imprensa totalmente aliada aos poderosos das oligarquias econômicas e políticas que dominavam a cidade, foi um alento encontrar dois jornalistas com idéias e ideais libertários. Foram meus exemplos profissionais.
Em 1983 Rondonópolis passou a ter uma administração de marca popular, a do então prefeito Carlos Bezerra (PMDB), e eu, junto com o trabalho clandestino do PC do B, atuava na organização de associações de moradores, sindicatos e núcleos rurais. O movimento social era apoiado pela prefeitura e encontrava todo tipo de resistência da direita local. Só para ilustrar, Rondonópolis foi uma das principais cidades onde estava organizada no país a ultra-direitista União Democrática Ruralista (UDR), que combateu a reforma agrária e ajudou a sabotar o governo Sarney. Ali também existia (e ainda existe) a anticomunista TFP (Tradição Família, Propriedade), entidade ligada à ala ultra-direita da Igreja Católica.
Era neste contexto que atuávamos e nosso trabalho só não encontrou mais dificuldade porque tínhamos o apoio de pessoas como Severo e Matilde. Não foram poucas as vezes, por exemplo, que eles nos emprestavam um dos carros da família para desenvolvermos nosso trabalho político. Lembro até hoje: era um velho Corcel II e uma velha Variant, que eram usados por ele e pela Matilde. Quando um dos carros ficava a nossa disposição, a família tinha que se reorganizar. Severo também quis nos emprestar uma casa que a família possuía num conjunto habitacional da cidade, mas a reforma do espaço inviabilizou.
Anos mais tarde, já ambos morando em Cuiabá, além de trabalhar com ele na redação de A Gazeta, dividimos também espaços no movimento sindical. Naquela época, início dos anos 90, eu era secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas, presidido por Regina Deliberai, e ajudei a liderar o primeiro movimento grevista da história do jornalismo mato-grossense. E lá estava o Severo participando conosco, com sua cabeleira branca destoando daquele bando de jovens.
Em outras ocasiões – pelo menos em duas que presenciei: na eleição das gestões presididas por Antonio Peres e Fábio Carvalho – Severo e outros profissionais da então chamada velha-guarda do jornalismo mato-grossense, como Ailton Segura, ajudou a garantir a vitória, numa mobilização extremamente difícil. Foram tempos em que o sindicalismo em geral sofria um grande refluxo, e os jornalistas, em particular, estavam muito apáticos e desmobilizados.
Naquele final de tarde do dia 14 de fevereiro, conversei com a Matilde. Foi uma conversa rápida ao telefone. Ela já estava partindo com o corpo do Severo para o sepultamento. Mas foi suficiente para a Matilde me relatar a forma com ele se foi: serena e tranqüila.
(*) JOÃO NEGRÃO é jornalista e editor executivo da revista BSB Brasil Agenda, em Brasília.


Rio comemora seus 477 anos de fundação.


Rio de Janeiro, a "Cidade Maravilhosa", segunda capital do Brasil(a primeira foi Salvador) comemora hoje 447 anos. Uma cidade em plena pujança e beleza, repleta de contrastes e problemas de todas nossas grandes cidades, mas habitada por um povo lutador, solidario, bonito e criativo. Nosso segundo berço do Samba e capital dos Carnavais. Parabens ao Rio e seu maravilhoso povo!

Terça-feira, Fevereiro 28, 2012

Partido e amigos comemoram os 70 anos de Renato Rabelo!!

70 anos: Renato Rabelo é homenageado por camaradas e amigos



A celebração dos 70 anos do aniversário do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, na noite desta segunda-feira (27), em São Paulo, foi marcada pela demonstração de admiração e respeito de lideranças políticas, dirigentes de diversas frentes do movimento social brasileiro, amigos, familiares e militantes do PCdoB. Os 70 anos de vida de Renato refletem também os 50 anos de luta e dedicação pela construção de uma sociedade mais igualitária e humana.



Gisella Gutarra Sedano
aniversário Renato
Ao lado da esposa Conceião Rabelo (Conchita) e dos netos, Renato Rabelo agradece as saudações e as homenagens
A festividade, organizada pela direção nacional do Partido, foi uma homenagem à trajetória política e pessoal de Renato que se une na luta pelo socialismo, pela democracia e na construção de um novo projeto político para o povo brasileiro. “O Renato é uma pessoa que se destaca e vem de uma geração que lutou pela democracia e legou ao país esses momentos importantes que estamos vivendo. Ele engrandece o nosso Partido e nos orgulhamos de tê-lo como líder da nossa corrente de pensamento à qual ele vem dando contribuições importantíssimas”, afirmou o secretário nacional de Organização do PCdoB, Walter Sorrentino. 

Haroldo Lima, membro do Comitê Central e da Comissão Política do PCdoB, falou em nome dos companheiros de Partido, amigos e familiares de Renato. Ele relatou um pouco da história política do dirigente comunista e lembrou a eleição de Renato à presidência da União dos Estudantes da Bahia, o período em que esteve na clandestinidade, o trabalho ao lado de João Amazonas e o papel de articulação que Renato protagonizou na Frente Brasil Popular — que levou Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.

“No curso desse processo o Renato tem se revelado uma pessoa com muita combatividade, firmeza de princípios e muita flexibilidade tática. É uma pessoa muito hábil — do ponto de vista político — e muito fiel. O Renato é muito fraternal com todas as pessoas que convivem com ele, dentro e fora do Partido e em sua própria família”, afirmou. 

Para o senador cearense Inácio Arruda, as comemorações pelos 70 anos recebem tom político em função da liderança nacional de Renato. “Ele é uma figura respeitadíssima em função do grau de amplitude com que ele faz política até hoje, conduzindo o nosso Partido e fazendo política sem distinção. Temos um grande grau de elevação do que é fazer política. Renato é reconhecido pela firmeza nas opiniões que defende e na flexibilidade para ouvir aliados, amigos e até os adversários. É assim que ele também nos ajuda a construir o Brasil”.

O ministro do Esporte Aldo Rebelo ressaltou que a trajetória de Renato é um exemplo para todos os comunistas do Brasil. “O Renato é para o PCdoB a expressão mais elevada do compromisso com os interesses dos trabalhadores e do povo e de abnegação e defesa do Partido e dos interesses partidários”. Em nome da bancada comunista, a líder do PCdoB na Câmara, Luciana Santos falou do carinho e da admiração dos parlamentares do Partido. A vice-presidente do Partido ressaltou que Renato é o “timoneiro das causas dos comunistas, do dia a dia e dos desafios do país”. 

Em seu discurso, Renato Rabelo agradeceu a homenagem e falou do simbolismo e da grande emoção de dividir aquele momento com seus familiares e companheiros. Ele ressaltou que o Partido representou em sua vida a maior universidade, que lhe ensinou a compreensão da ética, do que é tratar o povo e o ser humano. O dirigente nacional falou da importância dos 90 anos do Partido e de seu esforço para honrar os grandes líderes e mártires do PCdoB que deram suas vidas pela causa comunista. 

Lideranças nacionais

Lideranças de diversos partidos ressaltaram o grande poder articulador, a firmeza na defesa dos ideais comunistas e o papel histórico que o dirigente do PCdoB protagonizou na construção da Frente Brasil Popular — que representa, a partir da eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ascensão das forças populares no Brasil. Politicamente, o dirigente nacional dos comunistas brasileiros é reconhecido por sua habilidade de formulação estratégica e tática. 

A presidente Dilma Rousseff enviou uma mensagem reforçando os laços e o compromisso do dirigente comunista na construção do atual projeto político do país e desejando votos de longa vida a Renato. Em entrevista ao Vermelho, o vice-presidente da República, Michel Temer, destacou a capacidade de agregação. “Tenho mantido vários encontros com ele e vejo, em primeiro lugar, a sua capacidade intelectual de formular políticas para o Brasil. Por isso é muito agradável, cívica e politicamente, encontrar com o Renato”. O líder do PT na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza, falou do papel que o dirigente comunista representa na política brasileira. “O Rabelo é um grande companheiro, uma pessoa que contribui para o pensamento político, ideológico, social e econômico do movimento de esquerda do Brasil e tenho aprendido muito com ele. Renato é uma figura importante pra todos nós da esquerda no Brasil”. 

José Dirceu falou da importância das relações entre o PT e o PCdoB. “Temos uma caminhada comum que já vem de décadas — desde o João Amazonas. Sempre trabalhei muito pela amizade entre o PT e o PCdoB e se o Lula foi presidente, se hoje temos a Dilma presidente e se o Brasil mudou é porque o PCdoB esteve conosco. Esta é uma noite de alegria e reconhecimento pela liderança e pelo papel do nosso amigo Renato Rabelo na presidência do PCdoB e na luta comum”. 

O vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, lembrou que apesar de visões diferentes, ambos os partidos mantêm relações duradouras da época da luta contra a ditadura militar e a redemocratização do país. “Nossas relações com o PCdoB são de longa data. Ele é um dos grandes quadros do comunismo brasileiro e trabalhamos com muito empenho na construção da Frente Brasil Popular. Nós, os comunistas e socialistas, somos antes de mais nada humanistas e defendemos a liberdade”. 

O vereador e pré-candidato do PCdoB à Prefeitura de São Paulo, Netinho de Paula também prestou votos de felicidades a Renato. Também marcaram presença o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, o pré-candidato do PT à Prefeitura paulistana, o ex-ministro Fernando Haddad e o ex-governador José Serra.

Kassab ressaltou a “carreira e o espírito público” de Renato. Já José Serra disse que mantém uma relação indireta com dirigente comunista desde os anos de 1960 — durante a fundação da Ação Popular — e que “independentemente de diferenças políticas”, mantém um grande respeito por Renato. 


Por Mariana Viel

Exames no SARAH foram animadores!!!

“Nota oficial alvissareira”
Após 4 horas de exames e consulta ontem, segunda-feira no Hospital SARAH, de Brasilia, os médicos chegaram a um diagnóstico positivo sobre meu estado de doença. Examinaram minha “ressonância magnética” e meu exame no “laboratório de movimentos” e concluíram que minha coluna esta normal e não precisarei de outra intervenção cirúrgica. A “ressonância” na cabeça apontou alguns vasos sanguíneos com problemas e terei agora que me cuidar mais para não ter um “AVC”. A queda de força na mão e braço esquerdo que senti a partir do dia primeiro de janeiro foi fruto destes problemas, que ocasionaram o que eles chamaram de “Ocorrencia Vascular sistêmica temporal”. Receitaram  “AS” para prevenir tais ocorrências e mais fisioterapia.
As sequelas da “meliopatia cervical compressiva” que lesou minha medula e ocasionou a paralisia quase total e motivou a intervenção cirúrgica, devem continuar por mais um tempo e só os medicamentos e a fisioterapia poderão melhora-las. Mas alguma sequela permanecera! È aprender a conviver com elas. Enfim, sai do SARAH mais animado e pronto para continuar  tocando a vida. Outra consulta ao SARAH esta marcada para daqui a 6 meses. Enquanto isto, vou tomando meus medicamentos e acelerando minha fisioterapia. È isto, as noticias são boas, apesar de tudo. Os movimentos da mão e braço direito estão lentamente voltando ao que era antes, mas há perspectiva de melhorar. È isto! Vamos em frente!!! Obrigado a todos os amigos e camaradas pelo apoio e atenção nestas semanas de apreensão!!!

Domingo, Fevereiro 26, 2012

Elias Jabbour decifrando o "enigma" chines!!


Amigos, escrevi este artigo ao Monitor Mercantil, um jornal de economia de boa circulação no Rio. Deve sair esta semana e a pauta que pediram foi a sucessão presidencial na China e a "abertura da conta de capitais". Tudo em 800 palavras. Acho que cumpri a missão. Vê o que acham. Abraço!!!
Elias Kalil Jabbour

De Cromwell, Gorbachev e abertura da conta de capitais...

“Mentiras convencionais” travestidas de “bom senso econômico” é mais comum do que imaginamos. Vira e mexe aparece um “especialista” para vaticinar as ditas (não) verdades convencionais sobre a China: “cresce porque acumulou poupança interna” (sic), “a inflação é uma ameaça” (sic), “sobreinvestimento na indústria pesada” (sic), “o sistema financeiro está por um fio” (sic), “trabalho escravo, cuidado” (sic). Existem verdades a serem lamentadas: “os oligopólios são estatais”, “O Estado é pesado”, “o câmbio é manipulado”, “o crédito é estatizado e politizado”, “o mercado é um passarinho na gaiola”.

A China não cresce porque poupou antes de investir. Na China o que meus amigos keynesianos chamam de “princípio da demanda efetiva” não é observada de forma “estática” e sim “dinâmica”. Ou seja, o “princípio da demanda efetiva” foi alçado à política oficial de Estado, logo instrumento de planejamento, assim como o próprio comércio exterior. Para isso existe o sistema financeiro e o crédito. “Poupança financeira” é com Wall Street e não com Wanfuging Street. 

Inflação em países com as características da China se soluciona com manejo de alguns mecanismos macroeconômicos e aumento da produção agrícola e industrial. A produção de cereais da China cresceu pelo oitavo ano consecutivo e bateu um novo recorde este ano, chegando a 571,21 milhões de toneladas, uma alta anual de 4,5%. A produção industrial cresceu 13,5%. Assim, o “problema da inflação” foi domado e decresceu no último semestre de 2011. O crescimento de 9,2% em 2011 pegou de surpresa a todos. Menos os chineses, evidentemente.

Mas este “problemático” país, na falta de viabilização de uma solução líbia, precisa gestar urgentemente um Cromwell, pronto para matar o rei (no caso, o Partido Comunista da China). Cromwell está muito longe. Pode ser um “Gorbachev chinês”. É assim que a cada dez anos que os “especialistas em China” estabelecem parâmetros para a análise da sucessão presidencial no país. Jiang Zemin foi o primeiro Gorbachev chinês. A China entrou na OMC e está subvertendo a ordem estabelecida em Bretton Woods. Hu Jintao foi alçado ao mesmo status do apóstata soviético. Outro problema, pois em sua gestão encerrou um amplo processo de fusões e aquisições culminando na formação de 149 conglomerados estatais, o país tornou-se a segunda economia do mundo, Karl Marx tornou-se o autor estrangeiro mais comentado nas universidades e as Obras Completas de Marx e Engels estão prontas a serem editadas – pela primeira vez na história – em inéditos 100 volumes.

Agora o candidato a Gorbachev, o atual vice-presidente Xi Jinpeng, é o “novo príncipe”, ou seja, um filho de burocratas que ascendeu ao poder por seu “guangxi” (contatos). A ignorância como argumento impede os “especialistas” perceberem que numa sociedade confuciana onde uma revolução nacional-popular (1949) mobilizou toda a sociedade, o que mais existe são “filhos de príncipe”. 

Sua visita recente aos Estados Unidos foi mais um “sinal”, segundo a imprensa norte-americana, de que agora vai. Gorbachev está vivo na China! Nada. Antes de desembarcar em Washington, Xi Jinpeng deu uma passada em Cuba onde assinou 36 contratos de investimentos e deixou por lá US$ 2 bilhões para os “irmãos socialistas cubanos” (nas palavras do próprio candidato à Gorbachev chinês) pagarem quando puder. “Fundo perdido” como tem sido nos últimos dez anos da relação entre os dois países. Nem Brejnev fez melhor.

Sinal de frenesi. A “revolução capitalista” está a ser completada na China. Abertura da conta de capitais no horizonte. É verdade, está bem no horizonte. No mínimo cinco anos. A doença da “análise estática” parece não ter cura. Se for pela “dinâmica” dará para se perceber que abertura da conta de capitais deve ser precedida pelo fortalecimento de empresas internamente. Firmas capazes de agüentar o tranco da concorrência externa. Os chineses tiveram 30 anos para construir as condições para uma abertura lenta, gradual e segura de suas contas de capitais. E com sistema financeiro agindo de acordo com os interesses nacionais e os instrumentos cruciais do processo de acumulação sob controle de mãos bem visíveis. 

A taxa de juros é baixa e o que mais se transaciona nos mercados de capitais chineses são ações de “empresas públicas concedidas para empresas públicas” voltadas a financiar imensas obras de infraestrutura. O dinheiro de fora deve servir, no limite, para financiar imensas empresas públicas. Operações de hedge fund serão bem improváveis.

Mas o “nó estratégico” é outro. O yuan deverá se tornar conversível, logo moeda de troca no comércio internacional. Petróleo e outras commodities em breve serão transacionados em yuan. Pela “dinâmica”, no fundo quem tinha razão era Keynes. Os chineses estão ressuscitando a agenda apresentada (e infelizmente derrotada) por John Maynard em Bretton Woods. Como bons comunistas, os chineses leram e levaram á sério o britânico genial. Será o início do fim da hegemonia do dólar? Essa é a questão a ser respondida.

Sábado, Fevereiro 25, 2012

Fazer o Brasil avançar!!!

Bom dia e bom fim de semana a todos os amigos. Neste  sábado termina o horário de verão e o feriadão que vem desde as vésperas de Natal. Vamos ver se o Brasil caminha para o rumo certo. Da soberania, Justiça social, inclusão, fim da violencia e coragem do governo para encarar os que ainda se sentem donos do Brasil, como banqueiros, grandes empresarios, latifundiarios e multinacionais. Alem de encarar os “grupelhos” de extrema direita e entreguistas que se alojam em associações recreativa de militares saudosos da Ditadura e que fazem do PIG(Partido da Imprensa Golpista) seus porta-vózes. Coragem Presidente Dilma para tocar pra frente as transformações que o Brasil precisa.

Segunda-feira, Fevereiro 20, 2012

Carnaval na luta pela Liberdade!





Carlos Pompe*
O Carnaval é considerado uma das festas mais alegres do planeta. Descartando
festas anteriores do Antigo Egito e da civilização greco-romana, suas precursoras, as
referências ao Carnaval só aparecem a partir do século XI, quando a Igreja instituiu a
Quaresma. “Daí em diante, a festa vai tomar várias formas até que, no século XIX, a
burguesia parisiense ‘inventa’ o Carnaval tal como o concebemos atualmente”, conta
Felipe Ferreira nO Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro.


Segundo esse autor, o Entrudo, festa trazida pelos portugueses e denunciada pelo Santo
Ofício em Pernambuco em 1533, virou mania nacional brasileira no início do século
XIX, mas após a Independência se buscou vincular a festa à modernidade francesa.
Nos anos 1840 foram promovidos, em várias cidades brasileiras, bailes carnavalescos
à francesa. Dez anos depois, após idas e vindas de proibições policiais, “a presença de
pessoas fantasiadas pelas ruas das cidades brasileiras durante os dias de folia marcaria
um passo importante no surgimento daquilo que mais tarde ficaria conhecido como
Carnaval de Rua”, registra Felipe.


O livro informa que grupos semiorganizados passaram a ser incorporados à folia, o
que levou um dos jornais do Rio de Janeiro, em 1890, a lamentar a falta de animação
carnavalesca na rua do Ouvidor, onde “somente” conjuntos populares negros se
apresentaram. A partir do início do século passado, as ruas do centro do Rio de Janeiro
foram utilizadas pelas sociedades carnavalescas de elite e pelos grupos populares que,
entre disputas e diálogos, estruturaram “a festa que seria o modelo para todo o país” ao
longo do século.


Após a ditadura militar, imposta com o golpe de 1964, o Carnaval passou a representar,
na temática de vários artistas da música popular, a liberdade e o anseio pelo fim do
regime obscurantista. A Marcha da Quarta-Feira de Cinzas, de Vinícius de Moraes
e Carlos Lyra, composta em 1963, ganhou novo significado a partir de 1965, como
contou Lyra em uma de suas apresentações:


Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou


Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor


E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade...


Ouça a música aqui: http://www.youtube.com/watch?v=Y88EguvjlVM


Em 1965, Chico Buarque lançou o seu Sonho de um Carnaval, cantando:


No carnaval, esperança
Que gente longe viva na lembrança
Que gente triste possa entrar na dança
Que gente grande saiba ser criança.


Aqui, uma bela gravação: http://www.youtube.com/watch?v=Eb12Enr2BR0


Conforme os ditadores foram cometendo crimes contra os brasileiros progressistas e
democratas, mudou também a abordagem do Carnaval no cancioneiro. Pouco depois
do Ato Institucional n° 5, o Império Serrano politizou a avenida Presidente Vargas,
onde ocorriam os desfiles antes da existência do Sambódromo no Rio. Em 1969 levou
o samba Heróis da Liberdade, de Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Manuel
Ferreira, tratando da Inconfidência Mineira e abolição e fazendo referência ao Hino da
Independência, atribuído a Pedro I. Por pressão dos censores, Silas substituiu a palavra
revolução por “evolução” no trecho abaixo:


Ao longe soldados e tambores


Alunos e professores


Acompanhados de clarim


Cantavam assim


Já raiou a liberdade


A liberdade já raiou


Essa brisa que a juventude afaga


Essa chama


Que o ódio não apaga pelo universo


É a evolução em sua legítima razão.


Vale a pena assistir, aqui: http://www.youtube.com/watch?v=6m_-
i0LzjQg&feature=related


Em 1972, Chico Buarque fez a trilha sonora de um filme de Caca Diegues, sobre um
grupo de artistas sem sucesso que consegue um contrato para uma apresentação em


homenagem a um rei que assistirá ao Carnaval no Rio. A música anuncia:


Quem me vê sempre parado, distante
Garante que eu não sei sambar
Tô me guardando pra quando o Carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando
E não posso falar
Tô me guardando pra quando o Carnaval chegar


Veja o gingado e a espontaneidade do Chico aqui: http://www.youtube.com/watch?
v=zu2B2z9XRxQ


Dez anos após o golpe, Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro anunciaram, no seu
Agora é Portela 74:


Conte comigo no seu Carnaval
Tô me guardando contra o mesmo mal
A decisão eu acho que é geral
É cada vez maior o pessoal.


A canção, na interpretação do MPB4, aqui: http://www.youtube.com/watch?
v=bHliJFHO_q8


Finda a ditadura e a censura, a repressão e condenação à festa popular continuou
e continua por parte de religiosos, em especial a alta hierarquia católica, sempre
pressionando governantes e autoridades a proibirem qualquer abordagem que
considerem em contradição com seus dogmas. Foi assim que o alto comando católico,
no Rio de Janeiro, proibiu que uma réplica do Cristo Redentor, vestido de mendigo,
fosse colocada num carro alegórico, por Joãosinho Trinta, em 1989. Sempre criativo,
o carnavalesco cobriu a imagem com plástico preto e afixou-lhe um cartaz: “Mesmo
proibido, olhai por nós”.


Cenas do desfile aqui: http://www.youtube.com/watch?v=ykt0KMvgbDU


Hoje, como em meados do século XIX e, provavelmente, como em meados do século
XXI, há os que reclamam que já não se faz mais Carnaval como os de antigamente. Mas
a festa está aí, para quem gosta, e o feriado também, para quem prefere o repouso.


Bom Carnaval para todos!


Carlos Pompe é comunista, revolucinario, cronista e curioso  do Mundo e colunita do VERMELHO!
@Carlopo

Sexta-feira, Fevereiro 17, 2012

PCdoB: história de lutas pelo socialismo e Revolução!





PCdoB: 18 de fevereiro e 25 de março, uma só festa Neste sábado,18 de fevereiro, transcorre o 50º aniversário da reorganização revolucionária do PCdoB, quando, sob a liderança de João Amazonas, Maurício Grabois, Carlos Danielli e Pedro Pomar, os comunistas brasileiros se insurgiram contra a onda liquidacionista e oportunista de direita que assolou as fileiras do partido na segunda metade dos anos1950. Dentro de um mês, em 25 de março – comemoram-se os 90 anos da fundação do partido. Não há como celebrar as duas datas separadamente. Em 1922, surgia o partido, em 1962, começava a consolidar-se um núcleo marxista-leninista, em meio a autocríticas sobre o passado.
Em diferentes momentos de sua história, o partido comunista tinha sido acometido por surtos de oportunismo, ora de “esquerda”, ora de direita e por divisões internas. Isto não deixou de afetar negativamente a sua afirmação como corrente política de peso no País, pois as divisões são sempre danosas. No caso de 1962, a ruptura correspondeu à salvação de um projeto comunista e socialista revolucionário no País. A degradação do PCB, até sua liquidação e transformação em PPS, é disto uma cabal demonstração.

 A existência do Partido Comunista do Brasil corresponde a uma necessidade objetiva do desenvolvimento das lutas sociais. No longínquo março de 1922, sua fundação fez parte do ambiente de mobilizações democráticas e renovação cultural que contagiaram a incipiente classe operária da época, a intelectualidade, os setores médios e os militares patrióticos. É um acontecimento que está inscrito na mesma cadeia de eventos do qual fizeram parte a greve geral de 1917, a Semana de Arte Moderna de 1922 e as revoltas tenentistas democráticas, entre elas a Coluna Prestes. 

Obviamente, a fundação do partido comunista no Brasil guardou também relação direta com os acontecimentos mundiais do início do século 20, sendo o mais importante de todos a Grande Revolução Socialista de Outubro na Rússia, em 1917, que deu origem ao primeiro Estado dirigido pelos trabalhadores sob a liderança do partido comunista.

Para a militância comunista jovem, assim como para os quadros maduros e os dirigentes, os amigos, aliados, simpatizantes e eleitores, celebrar o aniversário do PCdoB e de sua reorganização deve corresponder a um investimento de energias intelectuais e materiais para que este partido se desenvolva e consolide como uma força de combate pelo socialismo no Brasil. Isto significa renovar esforços para que o partido desempenhe papel de destaque na luta política e social como uma força irreconciliável com as classes dominantes retrógradas, opressoras e entreguistas; uma força antagônica ao imperialismo, um partido de classe, portador das aspirações históricas dos trabalhadores e de todo o povo brasileiro; capaz de sintetizar em plataformas políticas amplas e unitárias, as questões emergentes, como a nacional, a democrática e a popular, sempre em ligação com a perspectiva socialista; um partido de todas as lutas do povo brasileiro e nítida identidade comunista.

 A ruptura com o revisionismo e o oportunismo de direita em 1962, fortemente marcada por acontecimentos externos, no âmbito do movimento comunista internacional, foi provocada também por razões internas, relacionadas com a tática e a estratégia da revolução brasileira e a construção do partido. Um grupo reformista e oportunista rasgou o programa do 4º Congresso, de 1954, que embora com limitações políticas e ideológicas, era, em essência, revolucionário. Substituiu-o pela Declaração de Março de 1958, que entrou para a história do movimento comunista do Brasil como o documento fundador do revisionismo contemporâneo e do oportunismo de direita. Foi a partir da reorganização revolucionária em 1962 e da experiência acumulada na luta contra a ditadura militar iniciada em 1964, que o partido comunista alcançou o seu amadurecimento tático e estratégico.

O PCdoB aprendeu que era indispensável enraizar-se entre as massas, inserir-se no curso político, enfrentar os grandes e pequenos embates políticos do cotidiano, concertar alianças amplas e acumular forças revolucionariamente. Desde então, caracteriza-se por ser o partido das lutas do povo brasileiro. As atuais conquistas democráticas e patrióticas do povo brasileiro têm muito a ver com a contribuição do Partido Comunista do Brasil. O ciclo político que o país atravessa a partir da vitória de Lula, faz parte da história de 90 anos do PCdoB. Ao tempo em que é uma realidade nova e de desenrolar dinâmico, propicia o desenvolvimento e enriquecimento do pensamento estratégico e tático dos comunistas.

 No transcurso dos 50 anos da reorganização do PCdoB e 90 da sua fundação, renova-se também o esforço para construir um partido comunista organicamente forte, ideológica e politicamente capaz, à altura da sua missão histórica, ligado às massas, em especial aos trabalhadores, um partido com força militante, influência política ampla, presente nos acontecimentos candentes, dotado de amplo horizonte histórico, cultural e teórico, enraizado no solo nacional, patriótico e internacionalista. Nos idos de 1945 a 1948 o partido foi edificado com algumas dessas características e tinha, ademais, força eleitoral. Hoje está em curso uma complexa construção, que necessita de persistência no rumo e constante avaliação, verificação e aperfeiçoamento.

O empenho atual se volta para construir um partido de massas e de quadros, renovado nas formas de atuação e de organização, na atualização de conceitos e métodos, mantendo sempre os princípios de um partido com identidade comunista, perspectiva estratégica socialista e marcado caráter de classe como partido dos trabalhadores. No plano político, agigantam-se os desafios de aglutinar ampla frente partidária, social e de personalidades para lutar por um novo Projeto Nacional de Desenvolvimento e reformas estruturais de conteúdo democrático, popular e patriótico que abram caminho à construção de uma nação soberana, democrática e socialmente progressista.

Quinta-feira, Fevereiro 16, 2012

Caia na Folia!!!

Pra quem gosta de Samba e Carnaval tai a dica:
Em Brasilia pode-se desfilar e brincar em duas escolas de Samba que abriu alas para os comunistas e amigos. A ARUC do nosso querido MOA e a Academicos da Asa Norte.
Em São Paulo e Rio de Janeiro pode-se desfilar nas escolas de sua preferencia ou  no bloco ”Tô no Vermelho”, que esta nas ruas desde ontem. Nos demais Estados em sua maioria tem também o “Tô no Vermelho”! È isto ai gente. È só sair e brincar nesta festa momesca  que vai de hoje até quarta feira de cinzas.  JÁ DA BAHIA NÃO DÁ NEM PRA FALAR. É SÓ SAIR DE CASA E CAIR NA FOLIA!!!!