segunda-feira, janeiro 24, 2011

Para a presidente Dilma e o povo brasileiro refletir!!! Deu no Vermelho!



Geração que pegou em armas contra ditadura sobe a rampa com Dilma

“Ousar lutar, ousar vencer.” O lema da Vanguarda Armada Revolucionária (VAR-Palmares) era discretamente mencionado por alguns convidados na posse da presidente Dilma Rousseff. A citação vinha de 14 ex-integrantes da organização de esquerda que aderiu à luta armada na ditadura e que teve Dilma como uma de suas lideranças.

Por Ana Paula Grabois, no Valor Econômico

Os 14, a maioria de Minas Gerais, foram convidados especialmente pela presidente para a cerimônia de posse no Palácio do Planalto e para o coquetel no Itamaraty, junto com as colegas de cela do presídio Tiradentes — onde Dilma ficou presa por quase três anos, em São Paulo, no início dos anos 70, depois de ser torturada.

“Quando nos encontramos, choramos. Uma emoção foi ver a Dilma, nossa companheira, tomando posse. Outra foi o nosso encontro, a nossa história estava muito misturada naquela posse. Fui reconhecendo os antigos companheiros. Nós tínhamos chegado lá. A Dilma não existiria como presidente sem o [ex-presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva] e o Lula não seria presidente sem essa luta que também foi parte da história da Dilma”, diz a colega de VAR-Palmares Linda Goulart, assessora desde 2004 do ministro da Educação, Fernando Haddad.

“Dilma reafirma seu compromisso com a sua história, isso eu achei muito forte no discurso do dia 1º. Ela não nega, pelo contrário. Está em outra etapa da vida — e nós todos estamos”, avalia Linda, uma das poucas militantes da VAR-Palmares que não foram presas, nem torturadas. A organização, entre outras ações, executou o famoso roubo ao cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, em uma mansão no bairro de Santa Teresa, no Rio, em 1969.

Linda conheceu a presidente em 1965 em Belo Horizonte. Dilma já ingressava na Política Operária (Polop), onde era obrigatório passar pelo curso de marxismo. Da época, lembra da presidente como uma pessoa “brilhante”, que ganhava uma discussão pela argumentação, como no congresso do Comando de Libertação Nacional (Colina), em 1968, quando Dilma tinha 20 anos e já tinha o respeito de lideranças mais experientes.

Vitória não só do grupo

O cineasta mineiro Helvécio Ratton militou na luta armada com a presidente. Do encontro na posse, diz que foi tudo muito rápido, em uma sala reservada para a família de Dilma no prédio do Itamaraty. Lá, encontraram a mãe da presidente, Dilma Jane, e a tia, Arilda.

Dias antes, Ratton ouviu do ex-presidente Lula que a vitória de Dilma era a chegada ao poder de uma pessoa de esquerda daquela geração. “Quando ele falou isso, pensei que a Dilma encarna não só esse grupo — mas toda uma geração que teve essa ousadia de lutar naquele momento”, diz. Ratton conheceu Dilma na Faculdade de Economia da UFMG, em Belo Horizonte. Logo depois, estavam juntos da militância política.

Preso no movimento estudantil, foi condenado no mesmo processo que condenou praticamente toda a organização. Clandestino, exilou-se no Chile, onde passou a trabalhar profissionalmente com cinema. Voltou ao Brasil antes da anistia e foi preso. Depois, retomou a vida.

No dia da vitória de Dilma, mandou um e-mail à amiga com o título “Ousar vencer”. “Ela estava vencendo a Presidência, não tomando o poder daquela forma que a esquerda armada pensava, mas chegava como um representante daquela geração”, avalia Ratton, para quem Lula não tinha “visão de esquerda”.

“O Lula é um sindicalista que lutava por melhoria de salário”. Conta que Lula brincava muito com Dilma e com o atual ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, dizendo não ter vivido “essas coisas aí”. “Vocês é que são doidos, eu não”, dizia Lula, segundo o relato de Ratton.

Continuidade

O grupo que estava na posse era formado por pessoas com trajetória semelhante à de Dilma na militância. Começaram na Polop, seguiram para o Colina e, depois, para a VAR-Palmares, uma fusão do Colina com a VPR, a organização armada mais militarizada na época, integrada por militares que se opunham à a ditadura, como Carlos Lamarca.

Alguns integrantes da VAR se veem esporadicamente. Há casos, poucos, de gente que não se via há 40 anos e se reencontrou na posse. “Parece que você retoma o papo de antes, não sei se é pelo mesmo clima de identificação, talvez por termos vivido coisas muito fortes, que marcaram. Um preso, outro torturado, outro exilado, mas todo mundo sabia um do outro”, diz Ratton.

Ao cumprimentar a presidente no Itamaraty, Jorge Durão, o carioca no grupo dos mineiros, falou baixinho no ouvido de Dilma “ousar lutar, ousar vencer”. “Ela repetiu o lema, meu nome completo e falou assim: o que você tem que não tinha da última vez que eu vi? Respondi: cabelos brancos. E foi só isso”, conta.

Durão, hoje diretor da ONG Fase, no Rio, vê o convite de Dilma aos antigos companheiros como a maneira de afirmar uma continuidade de sua trajetória política. “Ela quis mostrar que lutando contra a ditadura numa organização que aderiu à luta armada, ou fazendo parte de um governo democrático, de composição, alguns valores e objetivos são os mesmos, como a luta contra a desigualdade”, diz Durão.

Um dos momentos mais emocionantes para os ex-guerrilheiros foi quando os militares bateram continência para a presidente. “Sou contido, mas tinha momentos na posse em que era impossível não se emocionar. Fiquei muito emocionado quando a Dilma chegou ao Planalto e tinha duas fileiras de soldados ou oficiais da Aeronáutica prestando continência”, relata Durão, preso e torturado na ditadura.

A cena foi marcante para todos os ex-gerrilheiros presentes, muitos deles torturados e que tiveram amigos mortos no regime militar. “Quando a gente viu a Dilma passando em revista da tropa, eles todos batendo continência para ela, alguém comentou: e pensar que ela já passou pelo corredor polonês”, conta Linda Goulart.

“Imaginei o significado daquilo para ela e também para os militares, porque um mês antes a turma que se formou na Agulhas Negras [academia de formação do Exército] escolheu Garrastazu Médici como patrono. De repente, uma de nós está lá e eles têm que fazer continência e ver a carruagem da história passar com a Dilma”, afirma Lenira Machado, companheira de cela de Dilma, convidada com outras 16 ex-presas do Tiradentes.

Socióloga aposentada, Lenira vive hoje em São Paulo. Para a posse, ela e mais um grupo de seis ex-presas que passaram pela mesma cela do Tiradentes se hospedaram na casa de uma amiga, em Brasília. “Era o nosso aparelho”, brinca.

Ética

Lenira conviveu com Dilma durante quase dois anos na “Torre das Donzelas”, como era chamado o presídio feminino que misturava presas políticas e presas comuns. Da época, lembra que fazia companhia à dupla formada por Dilma e pela colega Cida Costa na cozinha da prisão. “Eu não trabalhava na cozinha porque estava muito mal fisicamente depois das torturas. Ficava com elas implicando porque as duas cozinhavam muito mal.”

A rotina na prisão incluía trabalhos manuais, leitura, música e TV. Dilma ficou presa por quase três anos, entre 1970 e 1972. “Chegar no Tiradentes era se livrar do cheiro da dor da tortura”, diz Lenira. Todas as companheiras da cela, no térreo da torre do presídio, eram de organizações políticas e já haviam passado por torturas. Algumas delas, como Dilma, iam e voltavam ao presídio por diversas vezes. “Tinha a grande vantagem de saber que você não ia ser torturada, era um alívio. E tinha as companheiras nos recebendo”, lembra.

Dos amigos de militância política da presidente ouvidos pelo Valor, incluindo dois que pediram para não ser identificados, todos a veem como alguém racional, que planeja e é rígida com seus princípios. Nas relações pessoais, é dona de um bom humor que pouco aparece em sua vida pública e gosta de dar apelidos às pessoas mais próximas.

A maioria aposta que a ex-colega de luta armada pode fazer um governo melhor que o de Lula, diante de sua inflexibilidade em relação a princípios éticos. “A Dilma é uma pessoa extremamente ética — quem sabe pode melhorar a política brasileira”, diz Ratton. “No geral, as pessoas dessa geração com essa trajetória não estão envolvidas em escândalos. É outro estofo — e a Dilma é desse estofo. Tenho a maior admiração pelo Lula, mas tem chance de ser um governo melhor do ponto de vista do que ela pode fazer”, afirma Linda.

Jorge Durão é otimista com o compromisso de erradicar a pobreza, tratado como prioridade pela nova presidente. Vê, no entanto, problemas na economia, seja pelo câmbio valorizado ou pelo risco de desindustrialização de alguns setores. “A Dilma não herdou a mesma conjuntura internacional do Lula”, diz.

Da Redação, com informações do Valor Econômico

domingo, janeiro 23, 2011

Cuidado com o Google e como usa a Internet: somos todos vigiados!!


Este é o "prigoso" hacker Jacob!!

Jacob Appelbaum, o hacker norte-americano por trás do WikiLeaks, luta contra regimes opressores no mundo inteiro. Agora, está fugindo do governo de seu próprio país . ...

"É inacreditável quanto poder uma pessoa tem se recebe acesso irrestrito aos bancos de dados do Google", afirma Applebaum. Como rapidamente observa, os regimes opressores estrangeiros são apenas parte do problema. Nos últimos anos, o governo dos EUA está silenciosamente acumulando bibliotecas de dados sobre os próprios cidadãos.

A polícia pode intimar seu provedor de internet a dar seu nome, endereço e registros telefônicos. Com um mandado de Justiça, pode solicitar o endereço de e-mail de qualquer pessoa com quem você se comunique e os websites que visita. Seu provedor de telefonia móvel pode rastrear sua localização o tempo todo.

"Não é só o Estado", diz Appelbaum. "Se quisesse, o Google poderia acabar com qualquer país. O Google tem sujeira suficiente para destruir qualquer casamento nos Estados Unidos."

A PARTIR DE AMANHÃ COMEÇO A CONTAR VIAGEM A PENÁPOLIS. MAS VOU ADIANTAR UMA NOVIDADE.O CINEMA DE LÁ VOLTOU A FUNCIONAR. SÓ PENAPOLIS MESMO!!!!!

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Dynéas, nosso querido camarada esta melhorando!!!! E vai ficar bom logo!!



O nosso querido camarada, que em breve completa 60 anos de militância ininterrupta no Partido Comunista do Brasil - PCdoB, Dynéas Aguiar ,(foto acima) foi acometido de grave doença e esta internado no Hospital Galileo, em Valinhos/SP.

Passou por graves momentos, perdeu a vóz e foi para a UTI. Mas finalmente hoje, dia 22 de janeiro, temos boas notícias, que nos foi transmitida pelo seu filho Dilair: “depois de uma nova bateria de testes realizada ontem, dia 21, os médicos concluiram que meu pai sofre de miastenia gravis, que pode ser curada através do uso de medicamentos. Estivemos com meu pai na UTI e a aparência dele mudou: está conseguindo falar direito, respirar e, principalmente, está animado com o prognóstico feito pelo dr. Marcondes, da Unicamp”.

Segundo Dylair, “os dois médicos que o tratam (um é o Marcondes, o outro o dr. Enrico), já haviam saído quando chegamos, mas o intensivista nos explicou que meu pai estava reagindo bem (o que, aliás, era visível), e indicou que é remota a possibilidade de que se trate de outra doença. O tratamento será feito com dois medicamentos, Mestinon e predinizona. Por enquanto, as perspectivas são muito boas”.

Comunistas, revolucionários, democratas e pessoas de Bem de todo o Brasil e até de vários Países, por onde Dynéas andou refugiado e fazendo politica nos tempos da Ditadura, formam uma corrente de pensamento positivo-me torcem para sua rápida recuperação e sua volta à trincheira de lutas onde batalha atualmente, no Instituuto Mauricio Grabóis.

domingo, janeiro 16, 2011

Penápolis. aqui vamos nós!!!!!



Amanhã, ou hoje, dia 17 de janeiro, será uma data história para Penápolis. Eu, Luiz Aparecido e o Alemão(Eduardo Mandel), sua companheira Mara, seu filho Tonico e sua irmã, Vera Molina estaremos aportando na cidade. Eu há 20 anos não piso naquele solo sagrado banhado pelo córrego da Maria Chica. O Alemão e a Mara e Vera há muitos anos também.

Minha querida amiga Dina será nossa cicerone. Tentara achar o Joel Pereira Gomes, o professor Fulanette, a Ana Maria e quantos amigos de infância e juventude que ainda estiverem por lá para o encontro saudoso. Vamos falar muito de nossa juventude e dos velhos tempos alegres e tristes.

Na volta postarei aqui fotos e texto com as reminiscencias da viagem. Não será um diário de bordo, mas quase.
Penápolis, lá vamos nós!!

Aurélio Perez é quem diz:"o partido tem que estar no movimento de massas"


Aurélio entre Vanessa Grazziotin, Renato Rabelo e Daniel Almeida, quando foi homenageado pela bancada do PCdoB no Congresso.

Aurélio Peres: "Quantas pancadarias nós evitamos com o meu simples mandato?!"

Por Mariana Viel

A cidade de Ibiúna, no interior de São Paulo, conhecida pela prisão de cerca de 900 estudantes durante o Congresso da UNE de 1968, foi escolhida pelo líder comunista Aurélio Peres para voltar às suas origens camponesas. Destacada liderança, Aurélio se tornou, em 1978, o primeiro deputado federal eleito pelo PCdoB durante o regime militar (1964-1985). Na época, o partido ainda atuava na clandestinidade e lançava seus candidatos pela legenda do MDB.


Aurélio Peres no ato pela legalidade do PCdoB no Pacaembu em 1985
Em entrevista ao Vermelho, esse militante histórico do PCdoB fala sobre sua luta social e as dificuldades de exercer um mandato em meio à repressão da ditadura. Aurélio Peres enfatizou o protagonismo dos movimentos sociais e a necessidade de os partidos revolucionários defenderem bandeiras sociais amplas.

Vermelho: Como foi o início de sua militância comunista?
Aurélio Peres: Eu era camponês e comecei na luta social em Santa Fé, interior de São Paulo. Foi uma experiência inédita porque, após o Julião [Francisco Julião, fundador das Ligas Camponesas], não havia nenhuma outra experiência ligada ao campo. Santa Fé foi uma retomada do movimento.
Nós éramos arrendatários de fazendeiros e tínhamos um contrato de dois anos para derrubar a mata, plantar e depois devolver a terra plantada de capim. Digo “nós”, mas na verdade eu não era arrendatário apenas me integrei à luta. O pessoal perdeu duas safras por problemas climáticos e eles iam ter que entregar a fazenda sem ter recebido nada pelo trabalho de desmatamento.
Eles tentaram negociar com o fazendeiro, mas este disse que não tinha acordo. Então, os camponeses se reuniram e tomaram a decisão de arrancar o capim. Foi a operação “Arranca Capim”. Começamos às 2 horas da madrugada de uma noite enluarada e quando foi às 6 horas da manhã já não tinha mais nenhum capim plantado.

Vermelho: Como você se integrou ao movimento?
AP: A cidade era pequena e eu era ligado à Igreja. Tínhamos um pároco aberto aos problemas sociais e que estimulava a participação. Depois, com o aparecimento do pessoal da AP (Ação Popular), a coisa facilitou porque eles já tinham conhecimento político e estratégico. Ficamos nessa luta por cerca de cinco anos e quase saímos vitoriosos. Costumo dizer que fomos derrotados na verdade pela Cesp (Companhia Energética de São Paulo).
A fazenda era na beira do Rio Paraná, e a Cesp estava planejando a barragem de Ilha Solteira. Pedimos um financiamento público para comprar as terras. O empréstimo seria cedido para uma cooperativa – que nós fundamos e registramos. Para fazer o empréstimo tinha que ter uma avaliação da Cesp, porque a área ia sofrer inundação. Ela deu o parecer contrário e foi o suficiente para as forças reacionárias dizerem “então não”. Fomos despejados e veio uma proposta do governo para levar o pessoal para um assentamento no Mato Grosso, divisa com o Paraguai.

Vermelho: Você foi o primeiro deputado federal do PCdoB durante o regime militar. Como foi o processo de candidatura?
AP: Às vezes até arrepio quando falo dessas coisas. Nunca imaginei ser deputado. Eu coordenava o Movimento do Custo de Vida em São Paulo, e foi ele que nos impulsionou a participar das eleições. O Movimento do Custo de Vida decidiu que iria lançar um candidato a deputado estadual e um ao cargo de deputado federal. Para estadual foi escolhida a Irma Passoni e para federal a escolha recaiu sobre Aurélio Peres.
Só que Aurélio Peres não era registrado em partido legal e não era elegível. Eu respondia processo porque havia sido preso em 1974. Tinha sido absolvido em primeira instância, mas havia recurso na segunda instância. Como o movimento não estava pensando em eleger, e sim participar e fazer um protesto, nós lançamos a candidatura assim mesmo. Se não fosse aprovada, a candidatura por si só já seria um protesto.
Como não tínhamos legenda, o (Orestes) Quércia — que era presidente do MDB em SP — veio em nosso socorro. O prazo para filiação já havia acabado, mas ele disse que não tinha problema. Preenchi uma ficha sem data e ele falou que ia dar um jeito. Fui inscrito no MDB com data retroativa e a candidatura saiu. Esse foi o primeiro passo.
Mas, quando chegou no registro da candidatura, ela foi rejeitada. Continuamos a campanha porque o objetivo era o mesmo protesto. Decidimos lutar até o fim. Faltando três dias para expirar o prazo de registro, fui absolvido e minha candidatura vingou. Continuamos a campanha e a eleição confirmou minha vitória.

Vermelho: Como foi a experiência de defender as bandeiras progressistas do partido em meio à ditadura militar?
AP: Eu era um camponês-operário que nunca tinha ouvido falar em Câmara dos Deputados. Nunca pensei nisso. Eu pensava: “Vou fazer o quê?”. Eu sabia era fazer agitação, mas subir numa tribuna para defender uma causa parlamentar; jamais. Fui com a cara e a coragem para Brasília.
Meu primeiro mandato eu passei com muita dificuldade. Cheguei a redigir uma carta de próprio punho renunciando ao meu mandato. Só não entreguei a carta porque a Conceição (a esposa Maria da Conceição Peres) e o Antônio Carlos — jornalista do Movimento, que era quem me dava alguma assessoria — me ajudaram a refletir e me convenceram que eu não devia renunciar. Acabei usando o meu mandato para as lutas populares.
Minha estrutura em Brasília foi colocada, durante um certo tempo, a serviço da luta pela Anistia. Me tornei amigo inseparável de Teotônio Vilela e viajamos o Brasil todo visitando presídios e ouvindo a opinião dos presos políticos. Meu gabinete e meu apartamento também funcionaram como a sede da UNE . A UNE estava em processo de reestruturação. Num período de quatro anos, recebi duas advertências da Secretaria da Câmara por uso indevido do apartamento. Não importava. Eu sabia que era indevido, mas também era justo.

Vermelho: Como você mesmo vinha da classe operária, o seu mandato também contribuiu muito com a luta da classe trabalhadora da época. Como foi a atuação do operário deputado?
AP: O movimento operário também se apoiou muito na estrutura do meu mandato. Quantas pancadarias nós evitamos com o meu simples mandato?! Quantas vezes o Coronel Rigonato — que era o comandante da Tropa de Choque de São Paulo — teve de recuar porque tinha um deputado na frente da greve? Era um deputado qualquer, mas era um deputado.

Vermelho: Que lições extrair do método de atuação política do PCdoB naquela época? Quais ensinamentos podem ser utilizados nos dias de hoje?
AP: Uma lição que eu levantaria e que acredito que o PCdoB entendeu muito bem é que ele tem que mergulhar na luta de massas. O meu mandato, em função disso, rendeu muitos frutos: a luta pela Anistia, a estruturação da UNE, o apoio ao Movimento do Custo de Vida — que depois se tornou Movimento da Carestia —, o apoio aos aposentados, aos operários, às greves. O meu mandato ajudou muito.
O partido extraiu muitos ensinamentos daquela época, mas ainda deveria mergulhar mais fundo ainda na luta de massas. É da luta de massa que saem os grandes elementos que irão dirigir o partido depois. Isso é um viveiro de elementos novos e de valores. É preciso extraí-los da massa, burilá-los, lapidá-los e colocá-los à frente da luta.

Vermelho: A violência foi uma das marcas do período da ditadura. O que significou a morte de Santo Dias da Silva para você?
AP: O Santo Dias era mais do que um amigo — ele era da família, um companheiro muito interessante. Ele não era um homem arrojado, atuava mais na linha da conciliação, mas era um homem que não recuava. Quem se sentia apoiado por Santo Dias se sentia seguro. Isso era muito importante para nós na luta naquele período.
Perdemos o Santo Dias numa luta boba, que não era nossa. Foi numa greve decretada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, que era uma pelegada terrível — mas, como a greve era justa, apoiamos. Fomos fazer piquete na porta das fábricas.
Existem controversas hoje sobre se o Santo Dias foi escolhido ou foi acidental. Na minha opinião, foi acidental — mas o que importa é que ele foi atingido. Nós perdemos o Santo Dias numa greve que não era nossa, mas naquela época qualquer coisa que surgisse era importante e fomos de corpo aberto ao apoio.

Vermelho: Como vocês reagiram a essa perda?
AP: A morte de Santo Dias acabou resultando depois em um grande avanço. Ela estimulou a base a lutar mais. Tanto que o enterro de Santo Dias foi uma demonstração de que a ditadura estava temendo. Foi um negócio incrível. A ditadura recuou e recolheu as Forças Armadas para o quartel. O preço que nós pagamos foi alto, mas ele não foi em vão.

Vermelho: Nesse contexto, como você avalia a participação do PCdoB e das demais forças democráticas na luta contra a ditadura?
AP: Jogamos um papel importante. Éramos um grupo que enxergava bem à frente. O PCdoB jogou o papel de alguém que enxergava à frente — e me parece que é esse o verdadeiro papel de um partido revolucionário. Ele era uma força política que enxerga mais do que os outros e que, por isso, mostrava o caminho, mesmo na clandestinidade.
Muita gente que participou da organização, que esteve à frente – mostrando o caminho – nunca apareceu como sendo do PCdoB. Esse me parece o papel fundamental do PCdoB nessas lutas todas: uma espécie de desbravador de caminhos. Embora muitas vezes ninguém percebesse, o papel foi fundamental. Acho que a luta contra a ditadura se perdeu um pouco ao longo do caminho.
Estamos até hoje discutindo o problema da anistia, que é uma coisa tão simples. Como você vai anistiar os torturadores? Eles estão todos aí, foram todos anistiados. E foram inclusive muitas pessoas que lutaram contra a ditadura que votaram nessa lei que anistiou os torturadores. Isto porque era gente que enxergava curto. Poderíamos ter um país muito mais democrático e avançado se tivéssemos ido mais a fundo nessa questão. Temos democracia hoje, mas em minha opinião ela ainda é relativa.

Vermelho: Como foi a atuação do Movimento Contra a Carestia, do qual o você e a sua mulher, Maria da Conceição Peres, foram fundadores?
AP: Em São Paulo, existia um movimento de Clubes de Mães cujo objetivo inicial era ensinar as mulheres a bordar, costurar e orientar sobre os cuidados com os filhos. Esse movimento se espalhou pela periferia. Chegamos a ter 200 Clubes de Mães, com uma média de 10 a 15 mães, que se reuniam uma vez por mês — isso apenas na região de Santo Amaro (zona sul de São Paulo). Mas também tínhamos Clubes de Mães na região leste, norte, no ABC, em Guarulhos. A ditadura não havia percebido esse movimento.
Só que chegou um momento em que veio a pergunta: o que fazer agora? Nós vamos continuar ensinando a costurar, tricotar e mexer com criança? Assim não vamos a lugar nenhum. Então, a resposta foi a necessidade de politizar o movimento. Fizemos uma pesquisa e o que as mães mais sentiam era a carestia. Chegamos à conclusão — a Conceição, a Irma Passoni e eu — de que devíamos fazer uma carta e enviar ao Congresso e à Assembleia Legislativa pedindo o congelamento dos preços.
Esta carta deu muito o que falar. Saiu a ideia então de fazer o abaixo-assinado. Fui designado para lê-la no Sindicato dos Metalúrgicos, o que causou também minha prisão. Aquilo que era apenas um Clube de Mães começou a ter uma atenção maior, e eu fui preso pelo regime. Reunimos 1,3 milhão de assinaturas, colhidas principalmente pelas mães, em plena ditadura. Esse movimento da coleta de assinaturas foi muito importante porque abriu o leque.
Havia também estudantes da USP, da PUC, do Mackenzie, trabalhando em cima dessas assinaturas. Foi muito interessante. O material depois foi entregue em Brasília, já no meu mandato. O movimento mostra o quanto é importante trabalhar em cima de bandeiras amplas. O trabalho de massa, se não for feito com bandeiras amplas, tem vida curta.

Vermelho: Essa experiência mostra a importância da participação da sociedade civil organizada no exercício da democracia e na luta por seus direitos?
AP: O Movimento da Carestia unificou todos os setores — porque todos sentiam o problema da carestia com os salários arrochados. Todos cabiam nessa mesma bandeira. A Igreja jogou um papel importantíssimo porque ela tinha a estrutura disponível. Nós tínhamos o carro da Igreja para nos deslocar, tínhamos um local para fazer as reuniões e a autoridade religiosa nos apoiando. Quantas pancadas nós evitamos com o apoio de bispos e do cardeal. Inclusive a minha vida eu devo a um cardeal.

Vermelho: Como foi o episódio da sua prisão?
AP: Devo a minha vida a Dom Paulo Evaristo Arns. Se a denúncia da minha prisão não tivesse chegado rapidamente até a Cúria Metropolitana — e a Cúria não tivesse acionado o comando do Segundo Exército —, eu teria sido liquidado. Ele ligou para o comandante e disse: “Eu tenho um militante preso com vocês”. Eles disseram que não, mas ele deu meu nome e identidade completa, e não houve como negar.
Entrei na sala de tortura sem capuz. Se eu vir os meus torturadores hoje, eu os reconheço. Fui torturado por 27 horas ininterruptas. Foi só depois da intervenção da Igreja que eles me colocaram o capuz. A tortura não parou, mas seguiu de uma maneira diferente. Não era mais para matar. Eu fazia parte da lista em que estavam incluídos Manoel Fiel Filho e Herzog. Eles dois foram assassinados.

Vermelho: Você é reconhecido como um dos grandes líderes do sindicalismo classista. Como foi participar da luta operária?
AP: A Conceição e eu sempre falamos sobre isso. Se por um lado o mandato parlamentar ajudou — e não há dúvidas de que ajudou —, nós acreditamos que ele poderia ter sido exercido por um outro elemento. Tive que sair para exercer essa tarefa e deixei um vácuo no movimento operário. Nós lamentamos muito essa lacuna deixada.
Naquele momento não existia um elemento à altura para assumir a vaga deixada por mim no movimento, e isso causou um prejuízo enorme. O sindicato mais importante naquele período era o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Nós poderíamos ter aquele sindicato nas mãos, se tivéssemos continuado o trabalho. Cometemos alguns erros, mas não tenho dúvidas de que, mesmo com os erros, se eu não tivesse me afastado, nós teríamos aquele sindicato nas mãos.

Vermelho: Mas qual era a importância do movimento operário naquela época?
AP: O movimento sindical estava nas mãos de pelegos e não saía daquilo. Os pelegos jogavam um papel de apoio à ditadura — vocês não são capazes de imaginar o que isso significa. Tanto que um operário mais consciente não conseguia arrumar emprego em uma indústria grande. Se você tentasse entrar em uma empresa grande, logo perdia o emprego e corria o risco de ser preso.
Eu entrei na Metal Leve — que era uma indústria grande na época — e fui mandado embora depois de 60 dias, sem motivo nenhum. Logo depois fui descobrir que o secretário-geral dos Sindicatos dos Metalúrgicos de São Paulo era da Metal Leve. A luta sindical era importantíssima!

Vermelho: Como você analisa o papel das seis sindicais (CUT, CTB, Força Sindical, UGT, CGTB, Nova Central) legalizadas pelo Ministério do Trabalho que atuam no país atualmente?
AP: Essas entidades todas estão engessadas. O movimento sindical como um todo está engessado. É preciso quebrar esse gesso.

Vermelho: Mas como quebrar esse gesso?
AP: Não sei se é batendo com marreta ou com ponteiro, mas é preciso quebrar.

Vermelho: Lênin dizia que era preciso um esforço para transformar cada fábrica em uma fortaleza do comunismo. Como você vê o empenho para a construção de um partido da classe operária?
AP: A realidade mudou. Se Lênin estivesse aqui hoje, talvez não dissesse isso. Hoje não existem mais aquelas fábricas de 24, 25 mil operários. Na época da ditadura, tínhamos uma compreensão de que cada fábrica deveria ter um comitê revolucionário. Só não conseguimos isso porque a repressão era forte demais.
Se você quer uma revolução mesmo, ela tem que ter estruturas nessas bases. Não estou dominando bem o quadro hoje, mas não vejo grandes aglomerações. Mesmo assim, continuo defendo que a organização partidária deveria ter em mente os locais de trabalho. É preciso olhar para o trabalhador em geral.

Vermelho: O que significou a eleição de Lula em 2002 — o primeiro operário presidente da República?
AP: Acho que um dos grandes avanços foi justamente um operário chegar ao poder. Isso mostrou que um operário tem cabeça — um operário não é só a unha cheia de graxa. Para governar um país, não é preciso ser um intelectual apenas. É necessário ter uma visão estratégica. Embora o Lula tenha suas deficiências ideológicas, ele sempre teve uma visão longa.
Acho que o país avançou. Embora não tenha conseguido barrar todas as mazelas dessa sociedade, ele foi um freio. Ele nunca apoiou a corrupção e a malandragem. Apenas o fato de termos um presidente que não apoiou a corrupção já é um grande avanço. Nossa sociedade é corrupta e os políticos são um espelho dela.
Lula defendeu a democracia. Isso me parece fundamental. Uma revolução precisa desses patamares para dar um salto maior. A revolução socialista nunca vai acontecer se não tiver essa base.

Vermelho: E com relação a Dilma Rousseff, o que esperar de uma presidente com um passado de luta revolucionária?
AP: Conheço pouco da Dilma, mas, se você pensar em simbologia, é muito importante. O fato de ela representar atualmente o movimento das mulheres é um negócio muito forte. Sua origem revolucionária , embora de visão curta, também é algo importante. Digo de visão curta porque em minha opinião todos aqueles que partiram para a guerrilha na época enxergaram curto.

Vermelho: Até mesmo o PCdoB, com a Guerrilha do Araguaia?
AP: Até nós. Um dos argumentos que eu uso hoje é que nós temos necessidade dos grandes quadros que perdemos lá. Não vou dizer que o movimento não foi importante, mas o prejuízo também foi grande.

Vermelho: Quais são suas expectativas de continuidade dos avanços conquistados por Lula, no governo Dilma?
AP: Acho que, se a Dilma não se embriagar pelo poder – porque ele embriaga –, ela tem condições de avançar. Na linha que o Lula vinha, acho que ela pode avançar mais. Ela tem estrutura e apoio para isso — é só não se fascinar.

Vermelho: Recentemente o PCdoB prestou uma homenagem a você em Brasília. Como foi retornar para a cidade e encontrar seus ex-camaradas de luta?
AP: Isso me deixa feliz. O partido se esqueceu de valorizar as suas lideranças, e acho que isso está sendo corrigido. Pouco tem sido feito para jogar essa imagem para o público, e a grande massa precisa saber disso. Acho importante — não pelo meu merecimento mas pelo próprio partido — que precisa de divulgar.
Me emocionou muita a posição da Nádia [Nádia Campeão, presidente do PCdoB-SP] quando disse, no Congresso do partido, se referindo a mim: “Esse foi um desbravador”. Nunca tinha imaginado que eu tivesse sido um desbravador, mas depois, pensando bem, percebi que desbravei mesmo. O povo tem que saber quem lutou, como lutou e o que fez. Não fui só eu. É preciso pegar outros nomes. O partido tem uma história e ela é importante.

Vermelho: Você é conhecido por manter uma vida modesta mesmo depois de ter exercido dois mandatos como deputado federal. Como você vê os políticos que usam seus cargos para o enriquecimento pessoal?
AP: Isso é uma deturpação da estrutura política do país, não é pessoal. O problema da avareza, do dinheiro, da riqueza, do nome, nunca deixou de existir na massa. Esse pessoal poderia ter sido impedido de ter acesso ao poder se tivéssemos outra estrutura política. Ou você tem uma estrutura corrupta na mão ou tem o bolso cheio.
Veja se sobra uma legenda para os operários — e, se sobra, veja se ele consegue se eleger... O problema dos homens que estão lá em cima, avarentos por dinheiro e cargos, é fruto da estrutura político-partidária. As campanhas políticas hoje precisam ser financiadas pelo Estado, é preciso democratizar isso.
Quando assumi em 1978 eu tinha uma casinha para morar — num bairro periférico, que não tinha nem esgoto nem água tratada — e um fusquinha. Quando entreguei o mandato em 1987, eu tinha dois fusquetas e uma casinha um pouco maior no mesmo bairro. Melhorei a casa em função do trabalho, porque não tínhamos um salão para fazer nossas reuniões, e os encontros aconteciam na minha própria casa. Isso foi reconhecido pelo próprio Renato [Renato Rabelo, presidente do PCdoB] no dia da homenagem. Ele disse que “a casa do Aurélio era a casa da mãe Joana”.

Vermelho: Você tem alguma saudade do tempo como parlamentar?
AP: Não. Não me arrependo de nada, mas foram tempos muitos difíceis e não sinto saudades. Se eu pudesse, voltaria à luta sindical. Se eu pudesse, voltaria.

Fonte: Portal Vermelho

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Deu no Portal Vermelho de hoje!!

Para a esquerda brasileira e a presidente Dilma refletir!! Este é o caminho!!!

Chávez propõe um partido para as lutas do povo e o socialismo

Num pronunciamento em que criticou o burocratismo, a cultura política capitalista e a inércia da máquina eleitoral, o líder da Revolução Bolivariana, em encontro realizado na terça-feira (11) em Caracas com dirigentes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), fez um chamamento a que o partido seja efetivamente um líder das lutas do povo e um poderoso instrumento de propaganda, agitação e comunicação.
Após uma reunião com a direção do PSUV, do qual é o principal dirigente, Chávez deu a conhecer as cinco Linhas de Ação Estratégicas para um eficiente funcionamento dessa força com vistas às eleições de 2012.

A primeira, disse, é passar da cultura política capitalista à militância e cultura socialistas.

Acrescentou que é urgente, em segundo lugar, transformar a organização do PSUV num partido-movimento a serviço das lutas concretas do povo, o que alguns chamam de política prática.

"Não podemos ficar somente na teoria", disse Chávez, e fez um chamamento a fazer política em cada bairro, em cada comunidade com o objetivo de tonar a vida melhor para os venezuelanos.

Essa é uma das estratégias fundamentais do partido para deixar de ser uma máquina eleitoral, afirmou o líder da Revolução Bolivariana.

Chávez enumerou como terceira linha, a importância de transformar o PSUV em um poderoso instrumento de propaganda, agitação e comunicação.

Em quarto lugar, destacou a necessidade de passar da inércia da máquina partidária, para liderar a luta do povo e desenvolver o poder popular, a fim de que se converta em sujeito histórico.

Avançar para a construção de um grande Polo Patriótico em uma audaz política de repolarização, reunificação e repolitização, é a quinta linha, detalhou o presidente do PSUV e estadista.

Chávez ressaltou que no país há dois polos representados na Assembleia Nacional, que se transformou num importante espaço de debate político onde a oposição mostrará seus verdadeiros interesses.

O mandatário informou que a direção nacional do PSUV trabalhou na minuta do documento denominado Linhas Estratégicas de Ação Política do Partido, que será apresentado no dia 21 de janeiro em um encontro nacional com a presença de mais de 1.440 dirigentes revolucionários.

Na última terça-feira (11), a direção nacional do PSUV debateu estas linhas estratégicas com o objetivo de acertar os detalhes sobre as ações da organização no período de quase dois anos que antecede as eleições para presidente da República, governadores e prefeitos.

Ao apontar essas cinco linhas estratégicas, Chávez retoma o debate sobre a construção da vanguarda política da revolução democrática, popular e anti-imperialista que está em curso no país, num esforço voltado acima de tudo para a conscientização e mobilização do povo e a unidade das forças avançadas, demonstrando que a ação política de um partido revolucionário não se limita às eleições, à ocupação de cargos públicos e ao manejo de aparatos de governo.

Com informações da agência Prensa Latina

sábado, janeiro 08, 2011

Mesmo no novo governo da Dilma, a direita ainda vocifera!!

A PRESIDENTE DILMA E OS ESTRANHOS NO NINHO



Celso Lungaretti (*)




Demorou bem pouco para os estranhos que a presidente Dilma Rousseff admitiu no ninho revelarem ou confirmarem sua incompatibilidade com um governo democrático.




O general José Elito Siqueira, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, defendeu a estapafúrdia tese de que um país não deva envergonhar-se quando agentes do Estado sequestram, torturam e executam opositores políticos, dando depois sumiço nos restos mortais para ocultarem as provas de seus crimes.




Se é esta a visão que ele tem das instituições, está no posto errado. Que segurança haverá se quem zela por elas não considera vergonhosos os procedimentos ilegais, covardes e bestiais dos poderosos, mesmo quando se trata de golpistas que usurparam o poder e impuseram uma ditadura à Nação?




Se a incontinência verbal do tal Elito foi inesperada, já o ministro da Defesa Nelson Jobim era caçapa cantada de todos os analistas perspicazes.




Não decepcionou: mal começa o novo governo e ele vem trombetear que a Comissão da Verdade deveria investigar também a atuação dos que resistiram ao regime militar.




O Estado brasileiro tem a obrigação de esclarecer onde, quando e como os cidadãos que não se vergavam ao arbítrio foram vitimados por seus agentes e, se possível, dar às famílias algo para enterrarem, tanto tempo depois.




Quanto às baixas do outro lado, foram mais que investigadas na época, com a utilização de torturas de todo tipo; e os responsáveis, punidos não só de acordo com as leis de exceção então vigentes, como também ao arrepio delas.




No fundo, o que Jobim pretende é apenas equiparar, para efeitos propagandísticos, as novidades que venham a surgir com escassos e requentados casos de excessos cometidos pelos resistentes -- em toda luta desse tipo os há, mas a Resistência Francesa, p. ex., foi incomparavelmente mais violenta do que a brasileira, e isto Jobim esquece.




Ou seja, cada vez que a Comissão da Verdade esclarecesse mais uma atrocidade dos carrascos da ditadura, a rede de extrema-direita contra-atacaria com os poucos episódios de sempre, sobejamente esclarecidos e por ela já explorados ad nauseam, se estes estivessem também no pacote.




Omite, como de hábito, o fundamental: um abismo separa, em termos jurídicos e morais, o que agentes de um governo ilegítimo e despótico fizeram e o que foi feito por cidadãos que confrontavam sua tirania, em condições de enorme desigualdade de forças.




Tanto quanto a responsabilidade do Estado é incomensuravelmente maior no que tange às ações de quem agia, ainda que com investidura espúria, em nome dele.




A conclusão salta aos olhos: se a presidente Dilma contemporizar, os desafios à sua autoridade serão cada vez mais frequentes e insolentes.




Urge afastar os corvos do seu ninho.




* Jornalista, escritor e ex-preso político. http://naufrago-da-utopia.blogspot.com

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Eu estou quase bem!!!!!


Ahn que saudades do SARAH. Unico hospital do mundo, do qual se sente saudades!!

Aos amigos preocupados com minha saude!!

Encerrei ontem, dia 28, meus exames e consultas no SARAH. Os medicos viram progresso na minha recuperação, mas insistem em dizer desde o inicio, que alguma sequela ficaria, como atrofia nas mãos e pernas bambas. Sugeriram um psiquiatra para acompanhar meus quadros de depressão e angustia e detectaram que a Tia Beth(diabetes) tá me rondando feio. Terei que fazer regime para perder uns 15 quilos, no minmo 10, principalmente na região abdominal. Terei que frequentar agora uma academia com acompanhamento de um professor (espero achar uma bela e formosa professora)de educação fisica e fazer hidromasagem, tambem acompanhado.

Resumidamente é isto. Volto ao Sarah agora só em maio. Este tratamento fisico e nutricional terei que fazer fora de lá e gastar meu rico dinheirinho.

Estou otimista. Em fevereiro começo fazer academia e nutrição. Dia 12 de janeiro vou pra Sampa e interior em busca de paz e me testar uma viagem sózinho por este Brasil afora e depois para exterior(Irlanda,primeiro, depois, sei lá).

.

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Salve o NOVO, salve a vida!!!



Aos amigos e leitores deste blog, meus sinceros desejos de Bom Natal, Boas Festas e um Ano Novo que supere as expectativas de todos, com muita saude,felicidade, prosperidadee sucesso. Que o Brasil comece uma nova jornada com a presidente Dilma abrindo os caminhos e garantindo o nosso percurso com mais democaracia, justiça social, erradicaçãoda miséria, mais educação e saude para o povo. Rumo ao socialismo libertador e solidario e humano.

Voltamosa qualquer momento com noticia,informação e opinião!

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Dynéas Aguiar , o "Careca, Décio", muitos nomes para 60 anos de militancia comunista!!!



Camaradas

Este ano Dynéas Aguiar completou 60 anos de militância comunista ininterrupta. Uma coisa que não acontece todos os dias em nossa organização.
Ele ingressou no PC do Brasil em 1950. Foi presidente da UPES e UBES, participou ativamente das campanhas contra o envio de tropas brasileiras para Coréia e "O Petróleo é Nosso!".

Esteve entre aqueles que reorganizaram o PCdoB em 1962, quando ingressou no Comitê Central. Participou do levante dos sargentos em 1963. No ano seguinte, chefiou a primeira turma de comunistas que esteve na China para um curso teórico e militar. Foi membro da Comissão de Organização, ao lado de Danielli, no período da VI Conferência. Entre 1968 e 1972, na clandestinidade, dirigiu o PCdoB em São Paulo.

Após a eclosão da Guerrilha do Araguaia foi enviado para o exterior. Sua missão era divulgar o movimento guerrilheiro e ajudar a construir um amplo movimento de solidariedade à luta do povo brasileiro contra a ditadura militar. Viveu no Chile e na Argentina - onde presenciou dois golpes militares.

Em 1979, às véspera da anistia, voltou ao Brasil para ajudar a reorganizar o partido atingido por uma dura repressão. Indicado para secretaria nacional de organização, esteve à frente do grande esforço pela legalização do PCdoB, conquistada em 1985.

Para comemorar esta data, o Centro de Documentação e Memória da Fundação Maurício Grabois (CDM) produziu um especial sobre a vida deste importante militante e dirigente comunista. Cliquem no link abaixo para acessar ao especial:

http://grabois.org.br/portal/cdm/revista.int.php?id_sessao=33&id_publicacao=417&id_indice=2314

"Há aqueles que lutam um dia e por isso são bons.
Há aqueles que lutam por muitos dias
e por isso são muito bons.
Há aqueles que lutam anos e são melhores ainda.
Porém, há aqueles que lutam toda vida
esses são imprescindíveis". Brecht

Um grande abraço

Augusto Buonicore
do CDM-Mauricio Grabois

quinta-feira, dezembro 16, 2010

34 anos da Chacina da Lapa. Ditadura tenta aniquilar o PCdoB!!!


Chacina da Lapa: Que as novas gerações saibam a dimensão da luta pela liberdade*

Por Renato Rabelo

Dentre tantas reflexões a se suscitar sobre a Chacina da Lapa – agora completando seus trinta anos de história –, é preciso mostrar às novas gerações a dimensão e o papel que teve a resistência ao regime militar. Tal resistência consegue mobilizar forças significativas, sobretudo da juventude, num momento de grandes dificuldades para o povo e para a pátria. Além dessa dimensão histórica, há um segundo aspecto a ressaltar: nesse período a direção teve de conduzir o Partido de fora do país, devido às condições adversas criadas após a Chacina. A terceira questão envolve um aspecto notável sobre os três companheiros assassinados (Pomar, Arroyo e Drummond), que formam três gerações de lutadores. Esse aspecto é emblemático porque mostra como o Partido conseguiu juntar gerações diferentes na luta contra o regime militar.

O episódio da Lapa mostra ainda o custo pago para a redemocratização do país. O Partido Comunista do Brasil atuou em todos os níveis nesse período, tanto no plano político geral, no movimento popular (em que teve uma influência muito grande no movimento da juventude e no movimento estudantil), quanto na resistência armada. Ou seja, o Partido esteve em todas as frentes de luta e dessa maneira deu sua contribuição para o enfrentamento à ditadura.

A resistência: a juventude se destaca

Lembro-me muito bem de João Amazonas falando: “Para eles o perigo hoje é a juventude. Eles procuram o jovem!”. A juventude e os estudantes foram a força-motriz importante na luta contra a ditadura. Quando ocorreu o episódio da Lapa, estava em curso uma importante jornada de resistência na história do país. A ditadura militar durava havia mais de 10 anos. E essa resistência correspondeu a um anseio muito forte na época – sobretudo no seio da juventude – de liberdade e democracia. Uma luta abnegada marcou esse momento e uma grande quantidade de estudantes deixou escolas e universidades para se dedicar à causa – um fato talvez inédito na história política brasileira.

A ditadura enfrentou a resistência de maneira sangrenta – deixou uma série de mártires e de heróis. Pessoas que simplesmente foram fuziladas, outras morreram na tortura, outras no combate... É importante o resgate desse movimento porque talvez as pessoas de hoje não tenham idéia do nível dessa batalha e como o regime tendeu a uma ação fascistizante à medida que a resistência ia crescendo.

A Chacina

Exatamente em 1976, no bojo da resistência, ocorre a Chacina da Lapa, em que uma parte da direção central do PCdoB foi atingida pela repressão. Na realidade, o objetivo da ditadura era tentar aniquilar este núcleo dirigente porque, dos partidos de esquerda, o PCdoB foi aquele que conseguiu sobreviver minimamente e comandou a maior resistência armada ao regime: a Guerrilha do Araguaia. Assim, ele passou a ser o alvo prioritário do regime militar. Os agentes do regime perseguiram esse alvo. Por meio da delação de Jover Telles, eles conseguiram localizar a reunião de uma parte do grupo dirigente comunista. Com o objetivo de aniquilar tal núcleo e, sobretudo, sabendo que nessa reunião estaria presente João Amazonas, as forças da repressão invadiram a casa no bairro da Lapa em São Paulo em 16 de dezembro de 1976. Companheiros da direção que já haviam deixado a reunião foram presos, e os que se encontravam no interior da casa foram sumariamente assassinados – entraram atirando e as pessoas não tiveram oportunidade de reação. O objetivo era matá-las sumariamente. Talvez, essa tenha sido a última ação mais importante da ditadura contra a resistência na época.

Para as forças da repressão, João Amazonas estava no Brasil, porque o delator não sabia que ele estava fora do país. Aliás, para o delator, Amazonas estaria na reunião, porque segundo a decisão de que ele participou, na reunião anterior, Pedro Pomar é que deveria viajar para compromissos fora do Brasil. Mas, de última hora aconteceram problemas na família de Pomar e Amazonas teve de ir em seu lugar. João Amazonas, Dyneas Aguiar e eu estávamos exatamente na China. Porque além de um congresso no Exterior, estava programada uma viagem de nosso Partido à China, a convite do Partido Comunista local. Isso aconteceu em dezembro de 1976 (logo depois da morte de Mao Tsetung). Lá fomos comunicados pelo Partido Comunista da China sobre a invasão da casa em que o Partido se reunia em São Paulo. Para nós este acontecimento teve um impacto muito grande.

Em 1976 o Brasil entrava numa fase a que podemos chamar de declínio da ditadura, de derrota política e moral da própria ditadura, imposta pela resistência. Isso levou a que o regime, sobretudo a partir do governo Geisel, buscasse uma saída para a situação. Nessa época, ele definiu o caminho de uma abertura chamada “lenta, gradual e segura”. Para isso, seria necessário exterminar o que existisse de força política de esquerda, talvez mais conseqüente e que, para eles, a que de fato levou ao enfrentamento maior contra a ditadura. Então, isso também reforça essa idéia de tentar pelo menos aniquilar, ou até neutralizar, essa força política no processo de abertura. Segundo comentários de jornalistas, na época, os generais tinham feito uma espécie de juramento para destruir o Partido, porque eles não engoliam a resistência, sobretudo a do Araguaia. Tanto é verdade que houve censura em todos os níveis à resistência armada do Araguaia e a imprensa não podia noticiar nada. O próprio Exército não reconheceu a luta que ele fazia contra a guerrilha. Portanto, houve uma espécie de censura draconiana sobre esse acontecimento. Prova disso é a mobilização por parte da repressão e do Exército de grandes forças para conter a resistência. Eles foram obrigados a fazer três grandes operações, às quais chamavam de cerco e aniquilamento. Então, as Forças Armadas fizeram um grande investimento para destruir a Guerrilha. Isso, evidentemente, levou os generais a intentarem destruir esse partido, uma vez que o núcleo da direção da Guerrilha era do Partido.

Dirigindo o Partido do Exterior

Em função das mortes dos dirigentes na Lapa, tivemos de mudar de planos, na época, porque estávamos na China e não poderíamos mais voltar ao Brasil, pois havia sido atingida a maior parte do núcleo dirigente do Partido. Não havia nenhuma segurança para a volta. Isso nos levou – tanto Amazonas, quanto Dyneas e eu – a, de forma forçada, ficar exilados (só retornamos com a Anistia, no final de 1979). E então fomos obrigados a, de fora do país, tentar retomar os contatos com os companheiros. De fato nos tornamos um núcleo dirigente. Remontar o núcleo dirigente e começar a conduzir o Partido lá de fora foi nosso desafio. Começamos a fazê-lo entre a Albânia e a França, e o período em que estivemos exilados ficamos na França. O próprio jornal A Classe Operária passou a ser escrito por nós. Foi um trabalho difícil, complicado, penoso, paciente, de recomposição da organização. Até que conseguimos recompor e manter contatos para realizar aquilo que se constituiu no primeiro fórum de reconstrução partidária: a 7ª Conferência, ocorrida no exterior com os dirigentes principais que estavam fora da prisão. Este encontro aconteceu na Albânia, em 1978. Em 1979 veio a anistia, quando finalmente retornamos ao país. A nossa volta, então, dá início ao processo de reconstrução partidária. Essa reestruturação foi necessária porque o partido havia perdido 11 dirigentes do Comitê Central, além de uma série de quadros mortos no Araguaia.

Pomar, Arroyo e Drummond... três gerações de lutadores

Falar de Pomar, Arroyo e Drummond é uma forma de rendermos homenagem aos heróis e mártires desse período. Papel destacado, evidentemente, tiveram vários dirigentes partidários. No caso deles é importante considerarmos que cada um representa uma de três gerações.

Pedro Pomar – na época com 63 anos de idade – é da geração de João Amazonas, que reorganizou o Partido em 1943. Pomar vinha do Pará e desenvolvia atividade intelectual. Também foi um dos reorganizadores do Partido em 1962. Por ser de formação intelectual e um comunista de grande experiência deu grande contribuição à orientação do Partido. Ele dominava várias línguas e traduziu o livro Ascensão e Queda do III Reich, em três volumes, e contribuía com várias traduções de livros importantes. Era um homem de uma longa e destacada militância, dedicada inteiramente ao Partido em aproximadamente 40 anos.

Ângelo Arroyo tem origem operária, de família espanhola que teve papel importante nas lutas operárias de São Paulo no início do século passado. Um operário que se ilustrou no Partido. Ele já é de uma geração posterior à de Amazonas e de Pomar e tinha 48 anos. Arroyo foi formado pelo Partido e passou a escrever com muito talento nesta tarefa.

Por fim, João Baptista Drummond pertence a uma outra geração ainda. Era mais jovem. Ele veio da Ação Popular e integrou o Partido com a junção da AP. Isso ocorre exatamente no início da Guerrilha do Araguaia, por volta de 1972. Era uma pessoa jovem, na época da Chacina estava com 34 anos de idade.

O assassinato desses três companheiros, num mesmo episódio histórico, é emblemático porque é representativo de três gerações de comunistas. Cada um com sua origem, com seu papel, mas todos engajados na causa democrática e revolucionária.

Renato Rabelo é presidente nacional do PCdoB

*Artigo escrito por ocasião dos 30 anos da Chacina da Lapa e publicado em livreto do então Instituto Maurício Grabois

TOMZE´VAI ENCANTAR BRASILIA


Tomzé canta em Brasilia

Neste sábado,dia 18, no Centro de Convenções de Brasilia, no Eixo Monumental, tem Show/performance de TOMZÉ e sua Banda. Imperdivel para quem gosta de boa e inventiva musica. Sera a partir das 21 horas. Não deixe de ir que você não vai se arrepender!!!!

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Criar os brigadistas do governo Dilma!!!



Sugestões para ação da presidente Dilma!!

Fazer esforço pela organização e integração dos brasileiros e suas famílias que dependem de ações sociais governamentais como Bolsa escola, familia e outras. Que os beneficiados deem como contra partida sua participação em “brigadas” de trabalho para recuperar estradas vicinais por este Brasil afora, reforma de escolas e hospitais e outros serviços. E que passem a frequentar cursos de adestramento profissional e de consciência social e politica.

Isto daria dignidade e elevaria a moral destes dependentes. Enquanto trabalhassem em serviços comunitários, poderiam receber um suplemento salarial. Estas “brigadas de brasileiros além de sair da linha de miséria, adquiririam outro status social e politico e integrariam movimentos sociais consequentes.

Tirar presos da ociosidade

Uma outra providencia seria criar nos presídios e cadeias de todo o pais,oficinas de trabalho para tirar os presos da ociosidade. Além disto implantar escolas de formação profissional nestes presídios e cadeias. Em pouco tempo muitos presos se recuperariam e voltariam ater sua cidadania e dignidade resgatada.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

A foto é de 1988.Mas eles forjaram o que o PCdoB é hoje e será no futuro!!!




Naqueles idos de 1988, o Brasil recém saído da Ditadura discutia e influenciava o Congresso por uma Constituinte que refletisse os novos tempos e os interesses populares. Os movimentos sociais reorganizam-se e com eles o Partido Comunista do Brasil-PCdoB, também recém saído de um longo período de clandestinidade, perseguições cruéis, prisões e assassinato de vários e seus lideres, tentava se firmar no novo momento politico.

A foto acima é da executiva do Comite Central que dirigia os esforços pela restauração do partido e o preparava para novos tempos, como os de hoje. Da direita para a esquerda, Renato Rabelo, Dyneas Aguiar então secretario nacional de Organização, João Amazonas, nosso saudoso e inesquecível presidente e líder e Ronald de Freitas. Na fileira de traz, o mais alto, Rogério Lustosa saudoso, que na época era secretario de Comunicação e o barbudo João Batista Lemos, então e até hoje, secretario nacional sindical.

È por eles e seus esforços, que o PCdoB é o que é hoje e se transformara em breve, num grande e massivo partido preparado para dirigir a revolução e o socialismo no Brasil.

terça-feira, dezembro 07, 2010

Carta ao presidente Lula pedindo que liberte logo Cesare Batistti, escritor e ex-ativista politico italiano preso em Brasilia e relatando sua luta!!



Fernando Claro Dias


Publico abaixo carta aberta do advogado Fernando Claro Dias ao presidente Lula, relatando sua luta para poder exercer a profissão, pois absurdo regulamento da OAB o esta impedindo e tambem pedindo que o presidente assine logo a libertação do escritor e ativista italiano Cesare Batistti, preso em Brasila por pressão do governo neofascista de Silvio Berlusconi.

A carta de Fernando Claro:

Espírito Santo, Vitória, 7 de dezembro de 2010
Senhor Luis Inacio LULA da Silva,
em favor da libertação de
Cesare Battisti, cidadão do mundo que se encontra encarcerado no Brasil por motivação político-ideológica, segundo fundamentadas fontes abalizadas, juristas, cidadãos, intelectuais e autoridades altamente credenciadas no Brasil e no mundo. Eu sou sempre pela Supremacia de nossa Constituição Federal, pela Declaração Universal dos Direitos do Homem e da Mulher, da Declaração Universal dos Direitos dos Animais e demais pactos, tratados e convenções que o Brasil ratificou, assinou ou deve cumprir perante o mundo e a comunidade de nações.
Desta forma entendo que - depois de tudo que li e que foi enviado pelo Celso Lungaretti, principalmente, e que continua firme na luta, e ao longo do ano de 2009 por Carlos Lungarzo, Senador Suplicy, Dalmo Dallari...- você merece ter asilo no Brasil.
Ainda que, em tese, possa remotamente haver condenação, tenho para mim que você já cumpriu sua pena, tendo já ocorrido o termo final desta, e que foi cumprida em território brasileiro.
Portanto, cidadão, aguardo com muita ansiedade que você seja liberto o quanto antes, e para tal tenho emprestado minha tímida solidariedade através de abaixo-assinado, nas redes sociais, através de artigos em meu blog: http://oclaro.blogspot.com, aqui no Facebook, e nos mais diversos endereços eletrônicos e espaços.
Tenho enfrentado severas, raivosas, histéricas e desesperadas críticas da direita brasileira e italiana.
Eu escrevo isso tudo para lhe informar que eu também estou num cárcere!
Eu estou sendo torturado pela OAB há vários anos por não me deixar advogar em razão de uma pequena dívida com anuidades.
Posso votar no Presidente da República Federativa do Brasil, o mais posto de nossa República, posso votar para senador, deputado, governador, prefeito, vereador e mais, posso ser votado! mesmo devendo à Receita Federal!!!
Só não posso votar no presidente da OAB!!!
Isso é uma grave afronta ao estado democrático de direito. É rasgar nossa Constituição Federal.
Nunca, nos meus 28 anos de formado, vi um provimento - o de n. 42/78 da OAB, que não é lei - ser mais imperativo que a Constituição Cidadã!
Consta na declaração Universal dos Direitos dos Animais, assinada em 1978, em Genebra – no mesmo ano em que foi editado o maldito e hediondo provimento medieval – que: “é direito de todo animal não sofrer quaisquer maus tratos. E se tiver que ser sacrificado que o seja de forma imediata e sem dor, sem que se lhe cause a mais mínima ansiedade...”
Assim, seu martírio deve acabar já!
Tenho certeza que o Presidente LULA vai assinar sobre sua liberdade, pois o estamos pressionando muito, e não cessaremos!
Fernando Claro Dias
Perseguido econômico e sofrendo graves constrangimentos, humilhações, enfim tortura por parte da Ordem dos Advogados do Brasil, que neste particular procede como uma instituição extremamente fascista.

quinta-feira, novembro 25, 2010

Do Portal Vermelho: Câmara homenageia Aurélio Perez


PCdoB homenageia líderes, antigos e atuais, em galeria de foto

Na homenagem de aposição do retrato como líder do PCdoB na Câmara, na noite desta quarta-feira (24), Aurélio Peres falou de amor e dor. “Foi muito dolorido, o que eu sabia de bancada era a bancada de fazer ferramenta. Eu era um operário, (...) mas fui até o fim por amei e sempre amarei este Partido”. A declaração emocionou a plateia e encheu de lágrimas os olhos do deputado recém-eleito, Assis Melo (RS), operário como Aurélio.
O deputado Aldo Rebelo, que representa o Estado de São Paulo como Aurélio, também estava emocionado quando disse que a homenagem não era apenas pelos mandatos de deputados, mas por toda a vida dedicada ao partido.

O dia era de troca de elogios. Daniel Almeida (BA), que passa a figurar na galeria de fotos de líderes do PCdoB na Câmara, disse que jamais imaginou que um dia estaria ao lado de figuras como Aurélio.

Já Vanessa Grazziotin (AM), que vai cumprir mandato de senadora quando encerrar o mandato como deputada e atual líder do Partido na Câmara, elogiou a participação das mulheres da legenda, lembrando que Jô Moraes (MG) foi a primeira líder mulher.

E comemorou a vinda de duas novas colegas – Jandira Feghali, eleita pelo Rio de Janeiro e Luciana Santos, por Pernambuco. Com as reeleitas Perpétua Almeida (AC), Jô Moraes e Manuela D´Ávila (RS), a nova bancada mantém a tradição do Partido de possuir a maior proporção de mulheres em cerca de 40%.

Cartão de visita

Coube ao presidente do PCdoB, Renato Rabelo, estender os elogios a todos os deputados, a quem definiu como cartão de visita do Partido. “É através da atuação deles que a sociedade conhece o que pensa e como age o PCdoB”, afirmou o líder comunista.

Ele disse que a galeria de fotos conta a história de atuação dos comunistas na Câmara, desde o tempo em que os representantes do Partido estavam abrigados no antigo MDB, porque a legenda estava na clandestinidade, perseguida pela ditadura militar.

Rabelo confirmou as palavras de Aurélio Peres ao descrever as dificuldades em exercer o mandato, destacando a falta de estrutura e suporte. E lembrou, junto com o homenageado, a história de sua vida e militância.

Peres, que não vinha a Brasília há 25 anos, se mostrou admirado com toda a estrutura e a bancada atual do PCdoB. Ele lembrou que, apesar das dificuldades, que quase o fizeram desistir do mandato, contabiliza grandes vitórias como deputado. Ele participou, junto com o ex-deputado já falecido Teotônio Vilela (PMDB-AL), de quem se tornou amigo, da luta pela anistia.

Após o descerramento do pano vermelho que cobria a galeria, o deputado Assis Melo puxou o grito do Partido: “Um, dois, três, quatro, cinco mil, e viva o Partido Comunista do Brasil”, dando um toque de informalidade ao evento cheio de emoção.


De Brasília
Márcia Xavier

segunda-feira, novembro 22, 2010

Lembranças de Penapolis- a capital secreta do Mundo!!!



Reminiscencias Penapolenses

Semana importante esta para minha história que divido aqui com os leitores do BLOG.Recebi de uma conterrânea penapolense, a Suzete Sabino, a mensagem abaixo e dai surgiram outros papos, inclusive com seu irmão Sander.

“Prezado Luiz,

Pela internet, prazer em conhecê-lo. O caminho q trouxe-me até seu blog, foi pesquisa no google, com o nome do meu pai Nagib Sabino.

Conto com a possibilidade de narrar os fatos finalizados, descritos pelo Amaral(penapolense que vive em Brasilia) até 1962...estamos em 2010. "O Nagib Sabino estava sendo investigado por uma CPI na Câmara Municipal, acusado de desviar dinheiro público e material de obra da construção da Escola Técnica (os caminhões de material entravam na construção, eram apontados e saiam com a mesma carga para despejar na obra que o Nagib estava construindo - um prédio de dois andares que existe até hoje lá - no centro da cidade perto da igreja matriz."(sic).

Meu pai, na época, foi julgado pelo STF e absolvido c 10 votos a 01. Em 1972 dispututaram à eleição para Prefeito de Penápolis dois candidatos. Um deles foi meu pai. O outro candidato foi o q representava a elite e a câmara da época. O povo elegeu Nagib Sabino para seu 2º mandato. A conclusão da outra metade da história.

Havia muita rivalidade política, nessa época, como em todas as épocas. Dá-se o fato dessas eleições presidenciais. Que Dilma seja louvada.

Um tempo que findou para os filhos de Nagib e sua esposa, esse de 1962, tão bem descrito pelo Amaral.

O legado quemeu pai nos deixou, foi de não guardar mágoas, de um tempo vivido com muita dor, por nós familiares. Meu pai é falecido. Deixou para Penápolis a sua história, como homem público q governou Penápolis para os menos afortunados.

Luiz, vindo a Penápolis, teremos o maior prazer em recebê-lo em nossa casa.
saudações
abs”

Suzete Sabino
RESPONDI A ELA NO ATO:
Luiz Aparecido Silva para
Suzete

Bom.PT não tem nada com o meu, nosso PCdoB, mas somos aliados. mas nos respeitamos muito. Que pena que voce não venha para a festa. Entre ai no Facebook que conversaremos sempre.OK?
Abraço e salve Penapólis, a capital secreta do Mundo(não fale pra ninguem,rsrsr)
Luiz Aparecido
Veja sempre que puder meu blog. esta semana recomeço a atualizá-lo, pois dei um tempo depois do vendaval das eleições. Mas jaja , amanhã talves tenha post novo, quem sabe citando nosso reencontro e relembrando os penapolenses.


Em 22 de novembro
Suzete escreveu:

ola querido Luiz...

bom receber mensagem sua...obrigada pelo carinho,

infelizmente nao irei à posse da Dilma...acompanharei pela TV...

das pessoas que citou, nao os conheço...apenas por nomes e familiares...sou de 55, um pouco mais nova...sua história faz parte da história do Brasil. O governo Lula e agora de Dilma, são conquistas de muitas lutas de pessoas como vc. Nunca militei partidariamente ao PT, mas sempre muito próxima e eleitora e defensora dos ideais deste partido.

Esperamos voce em Penápolis, e sempre bom saber q nossa cidade é divulgada.

abs
Suzete


Luiz Aparecido Silva para
Suzete
Querida Suzete!!!

Um prazer imenso receber esta mensagem sua. Tudo que é de Penapolis me interessa e voce pode ver isto pelo meu blog www.luizap.blogspot.com

Conheci seu pai, ainda adolescente e a loja que ele tinha, se não me engamno, em frente a Igreja Católica. Eu era muito jovem na época, mas tenho lembranças boas dele e meu pai, Cicerto Tomas da Silva,era eleitor e amigo de seu pai.Não conheço os detalhes das lutas travadas politicamente na época, mas se meu pai era eleitor dele, era porque era gente boa.
Continue se correspondendo comigo e na medida do possivel e do interesse publico,terei prazer em colocar no meu blog.
Tenho imensas saudades dai, onde não vou há uns 20 epoucos anos. Mas pretendo no próximo ano, já melhor recuperado das sequelas da minha doença na medula, pretendo ir passar uns dias ai e ver os amigos que restaramporai. Terei imenso prazer em lhe visitar etrocar idéias e lembranças. Voce conhece a Dina, os Lacava me outros da época?
Mande noticias do Eninho Soriani e de outros amigos que deixei ai.
Hoje moro em Brasilia, mas depois de Penapolis,andei por muitos cantos deste país e outros e entrei na minha militancia politica, fui parar na cadeia por tres vezes me estou até hoje no PCdoB, onde em Brasilia sou do partido um militante avariado.
Depois fui morar uns bons tempos no Espirito Santo, após a Anistia, andei por este Brasil todo, America Latina, Libano e Israel como jornalista e até como fugitivo politico da Ditadura. Enfim, são muitas histórias e experiencias de vida.
Aqui em Brasilia há muitos penapolenses, como o Walter Valente, o Peninha, Paulo Sergio Castilho Mouçacah e outros.
Aqui em Brasilia o nosso querido Celso Lacava, infelismente morreu há allguns anos. O Rui Palhares esta em São Paulo, mas deve vir para Brasilia ver se arranja trabalho no governo aqui.
Ligue quando quiser e se vier a posse da companheira Dilma na Presidencia, faça de minha casa seu abrigo e morada.
Um baita abraço e lute para manter o córrego Maria Chica, de tantas lembranças.
Luiz Aparecido

AGORA AS MENSAGENS ENTRE SANDER SABINO(IRMÃO DE Suzete)e eu:
Companheiro Sr. Luiz,

Recebi o E mail de minha querida irmã Suzete, eu não poderia de expressar também meu depoimento ao assunto do Sr. Amaral. Em primeiro instante queria falar sobre todos os nomes dos seus colegas citados no seu E mail, p/minha irmã, conheci pessoalmente dos seus amigos, apesar de ser um pouco mais novo que eles vou citar dois nomes relacionados. Walter Pini, eu me lembro de sua luta contra a famosa ditadura, nunca me esqueço o Pini que saiu estampado na primeira folha do Jornal Estadão, no ano 1968 ou 1969, lembra caro Luiz. Celso Lacava (in memoria) este estive mais contato pessoal porque, estudou desde o primário até o antigo científico com querida irmã Suzete, 02 anos + velha, que também admirava do Celso sua luta contra a ditadura.

Luiz vou ter a liberdade de chamar de vc.,ou relatar um pouco da historia da familia Sabino que meu orgulho muito pertence-la por vários motivos, carater humildade e dignidade. Meus queridos avos paternos vieram de navio nos anos 1870 do Libano, foram p/ Ribeirão Preto e depois, Bauru e depois para a querida Penápolis no final de 1915. Meu avos e seus 9 filhos, seu primeiro emprego foi proprietário do botequim assim chamado na aquela época na antiga estação ferroviária que voce conheceu. Mais tarde comprou um terreno em frente da igreja matriz em 1928, e fez a Alfaitaria que meu pai e seus irmãos trabalharam muito com sacrifício para construir o prédio principal que até hoje pertence a nossa família Sabino no ramo de comercio.
Luiz, meu querido pai Nagib e seus irmãos formaram a famoso “Jazz Sabino” em 1935 ate 1951 que seu querido pai conheceu, o “Jazz” apresentou na noroeste inteira e 1946 os que pertenciam ao “Jazz” foram tocar na Radio Nacional do Rio de Janeiro em dois programas ao vivo em auditório e aplaudido de pé de todo público la presente A hora do Pato e Papel Carbono levando o nossa querida Penapolis ser conhecida em todo território brasileiro, e conseguindo conquistar nos programas em 1º lugar, o premio era quantia em dinheiro que foram doados a associação dos pracinhas que participaram da Segunda Guerra Mundial.
Luiz meu pai entrou na politica na decada de anos 50, ganhando por duas vezes para vereador e em 1958 ganhou como prefeito, voce, conhece quando o adversários perdem prinpalmente para um alfaiate que assim era conhecido. A familia Sabino e nos filhos fomos perseguidos em escolas, ginasio de esportes clubes etc..., como a minha irmã relatou para voce. em 1972 meu estimado pai ganhou pela segunda vez dos mesmos politicos adversarios, ele queria provar para familia e povo penapolense a sua inocência e com com 65 anos de idade; Luiz meu pai antes de falecer procurou quase todos seus adversarios politicos p/ fazer amizade e sem recentimentos qualquer, meu querido pai falou com todos seus filhos e irmãos p/ perdoar todos seus adversarios politicos.
Companheiro Luiz, vou me aposentar até final do ano e atuamente trabalho na Fundação Ibge, sou casado querida Ester e tenho duas filhas maravilhosas a Pollyane e formada fisioterapia na UEL e pos grauada no Incor em cardiorespiratoria e Kallyna se forma em Jornalismo na Metodista de SP., esta estagiando desde Jan. no SBT. Luiz desculpa do meu E mail longo, estou a inteira disposição qdo vier p/ nossa querida Penapolis.
OBS: Luiz apesar do meu pai ser tanto caluniado (de roubar pedras) aposentou apenas c/hum salário minimo.
Saudação Fraternal.

Luiz Aparecido Silva
Querido Sander!!! Se voce permitir, vou postar esta correspondencia no meu Blog.
Sandersabino para mim
Amigo Luiz, tenha minha total autorização p/ plublicar em seu blog. Qdo a dina, fui colega dela na campanha de vereador de 1992, sou amigo também do João Miguel. Luiz o meu Fone (18) 3652 1380, estou ao seu dispor e também trocar figurinhas. abraços


Em 22 de novembro de 2010 , Luiz Aparecido Silva escreveu:
Querido Sander!!!
Que bom que voce tem um blog tambem e poderemos trocar tabelinhas. Se voce viu o meu, lá atrás tem coisas de PENAPOLIS E COISAS MINHAS, COMO MINHA DOENÇA, ETC. NÃO FALO SÓ DE POLITICA, APESAR DESTA SER O MEU FORTE. meu endereço é www.luizap.blogspot.com visite-o. Até esta semana estava descansando da campanha, como podera ver, mas a partir de hoje,amanhã, vou atualizá-lo e se me permitirem, com as "Reminiscencias penapolenses".

Seu pai foi um grande homem, pode ter orgulho dele sem nenhum problema . Ele fez muito pela cidade, mas naquela época como hoje,as calunias e malediscencias permeam campanhas e vidas politicas. Faz parte da coisa.

Tenho muito ogulho de ser um penapolense que escolheu ser, pois nasci em Araçatuba e meu pai mudou-se para Penapolis quando eu tinha uns 9 anos e foi alí que me formei como homem e até comunista. Depois fui para Sampa e trabalhar,porque meu pai era humilde, ganhava de aposentadoria pouco e não pode me dar a mordomia de pagar escola e estadia em São Paulo.
Fui primeiro fazer pesquisa de mercado para viver, depois me deram uma oportunidade no jornal "Ultima Hora", do saudoso Samuel Wayner, depois fui para os Diarios Associados, Estadão, Revista Manchete e outros veiculos. Tudo isto ao meio de minha militancia politica que começou aos 14 anos ai em Penapolis, no gremio do ginasio. Fui preso tres vez e na cadeia os piores momentos de barbarie da Ditadura, mas continuei firme. Depois entrei na APML que estava se fundindo com o PCdoB, partido do qual faço parte até hoje. Ai em Penapolis ele deve ser dirigido pela Dina, que é professora da Funepe e foi casada com o João Miguel.
Enfim, sou eu que estou falando muito aqui. Já disse a tua irmã e repito, considero Penapolis a "capital secreta do Mundo" e com isto ganhei uma briga amistosa com o pessoal de Cachoeiro de Itapemirim, que a acham a capital secreta do mundo porque lá nasceu Roberto Carlos, o escritor Rubens Braga e outras figuretas. Mas são curtições suaveis. Eu sou mais Penapolis, pois digo sempre para raiva dos Linenses, araçatubenses, pessoal de Bauru e Birigui e outras cidades vizinhas, como São José do Rio Preto, que a "região metropolitana de PENAPOLIS, VAI DE CAMPINAS ATÉ TRES LAGOAS,EM MATO GROSSO”.

Mas tambem digo e repito. Minha casa em Brasilia, considere seu abrigo e morada quando quiser vir aqui. A posse da companheira Dilma é uma boa desculpa. Voces vão adorar a cidade, que tem vários penapolenses atuando aqui e em pontos chaves do governo e da Universidade, a UNB. Um baita abraço e Viva Penapolis, a capital secreta do Mundo.
Luiz Aparecido
PS. desculpe se há alguns erros de ortografia e digitação. mas ainda tenho um séria sequela de minha doença que continua me prejudicando as mãos e as pernas. O mais funciona tudo bem,ainda bem e graças aos avanços das ciencias medicas e biológicas.

quarta-feira, novembro 03, 2010

Uma dica do amigo Assis Soares.UMA PAUSA PARA OS PETISTAS E PEEMEDEBISTAS PENSAREM!!


"A arte de ouvir é, também, a ciência de ajudar"
(Joanna de Ângelis)


TEMPO DE AMOLAR O MACHADO!

Conta-se que um jovem lenhador ficara impressionado com a eficácia e rapidez com que um velho e experiente lenhador da região onde morava, cortava e empilhava madeiras das árvores que cortava.

O jovem o admirava, e o seu desejo permanente era de, um dia, tornar-se tão bom, senão melhor, que aquele homem, no ofício de cortar madeira.

Certo dia, o rapaz resolveu procurar o velho lenhador, no propósito de aprender com quem mais sabia.

Enfim ele poderia tornar-se o melhor lenhador que aquela cidade já tinha ouvido falar.

Passados apenas alguns dias daquele aprendizado, o jovem resolvera que já sabia tudo, e que aquele senhor não era tão bom assim quanto falavam.

Impetuoso, afrontou o velho lenhador, desafiando-o para uma disputa: em um dia de trabalho, quem cortaria mais árvores.

O experiente lenhador aceitou, sabendo que seria uma oportunidade para dar uma lição ao jovem arrogante.

Lá se foram os dois decidir quem seria o melhor.

De um lado, o jovem, forte, robusto e incansável, mantinha-se firme, cortando as suas árvores sem parar.

Do outro, o velho lenhador, desenvolvendo o seu trabalho, silencioso, tranqüilo, também firme e sem demonstrar nenhum cansaço.

Num dado momento, o jovem olhou para trás a fim de ver como estava o velho lenhador, e qual não foi a sua surpresa, ao vê-lo sentado.

O jovem sorriu e pensou: Além de velho e cansado, está ficando tolo. Por acaso não sabe ele que estamos numa disputa?

Assim, ele prosseguiu cortando lenha sem parar, sem descansar um minuto.

Ao final do tempo estabelecido, encontraram-se os dois, e os representantes da comissão julgadora foram efetuar a contagem e medição.

Para a admiração de todos, foi constatado que o velho havia cortado quase duas vezes mais árvores que o jovem desafiante.

Este, espantado e irritado, ao mesmo tempo, indagou-lhe qual o segredo para cortar tantas árvores, se, uma ou duas vezes que parara para olhar, o vira sentado e tranqüilo.

Ele, ao contrário, não havia parado ou descansado nenhuma vez.

O velho, sabiamente, lhe respondeu:

Todas as vezes que você me via assentado, eu não estava simplesmente parado, descansando. Eu estava amolando o meu machado!

* * *

Reflitamos sobre o ensino trazido pelo conto.

Obviamente, com um machado mais afiado, o poder de corte do velho lenhador era muito superior ao do jovem.

Este, embora mais vigoroso na força, certamente não percebeu que, com o tempo, seu machado perdia o fio, e com isso perdia a eficácia.

Quando chegamos em determinadas épocas de nossas vidas, como o fim de mais um ano de trabalho, de esforço, de empreendimento, esta lição pode ser muito bem aplicada.

É tempo de amolar o machado!

Embora achemos que não possamos parar, que tempo é dinheiro, que vamos ficar para trás, perceberemos, na prática, que se não pararmos para amolar o machado, de tempos em tempos, não conseguiremos êxito.

Amolar o machado não é apenas descansar o corpo, é também refletir, avaliar, limpar a mente e reorganizar o nosso íntimo.

Amolar o machado é raciocinar, usar da inteligência para descobrir se estamos usando nossas forças da melhor forma possível.

Assim, guardemos algum tempo para essas práticas realmente necessárias, e veremos, mais tarde, que nosso machado poderá cortar as árvores com muito mais eficiência.







Redação do Momento Espírita com base em conto da obra S.O.S. Dinâmica de grupo, de Albigenor e Rose Militão. ed. Qualitymark.

segunda-feira, novembro 01, 2010

Faço minhas as palavras do Almada: O inimigo não está morto!!!


Almada: que a vitória não nos faça esquecer que o inimigo é forte


Bem que o Brasil do atraso tentou, o Brasil da calúnia, da infâmia, da subserviência, o Brasil que perdeu a noção da História e da realidade em que vive e da realidade que o cerca.

Por Izaías Almada, no blog Escrevinhador

Não adiantou o cidadão e candidato José Serra e a oposição que representa construírem uma estratégia eleitoral torpe, baseada no ódio, na intolerância e no preconceito, pois o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou que parte de sua acertada estratégia política está cumprida ao eleger sua candidata e sucessora.

Vitória da perspicácia, da sensibilidade no trato das coisas políticas, da coragem pessoal em confrontar, à sua maneira, a oligarquia que deixou o governo em 2002. E o fez com paciência e tentativas de diálogo e – sobretudo – com o conhecimento do seu povo.

É preciso reconhecer: haja sociologia para explicar 83% de aprovação popular a um governo no Brasil. Já disse alguém que a política é a arte do possível. Para muitos, infelizmente, ainda é difícil entender isso. À direita e à esquerda.

Ontem, 31 de outubro de 2010, venceu o Brasil que quer continuar mudando, que busca alternativas para se tornar um país mais soberano e menos injusto. Venceu o povo brasileiro mais sofrido e humilde. Venceu novamente a esperança. Ou, para os menos otimistas, a possibilidade de se continuar tendo esperança. E ouso dizer também que, mais do que o Brasil, venceu a nova América Latina de Chávez, Morales, Correa, Lugo, Cristina e Nestor, Castro, Funes, Mujica e Ortega.

Os miasmas da intolerância e de um fascismo travestido de faniquitos democráticos não muito bem explicados em manifestos e editoriais jornalísticos, em telejornais e revistas de final de semana, em violência e profanação religiosa, em tentativa de manipulação da opinião do eleitor, nos últimos três meses, ou se quisermos, nos últimos oito anos, não foram suficientes para desviar milhões de eleitores brasileiros da rota de um desejo sincero de ver o Brasil mais justo, mais independente e de olhos postos no futuro e não no passado.

Retomando a História interrompida com a morte de Getúlio Vargas e traumatizada pelo golpe civil/militar de 1964, que derrubou um governo eleito democraticamente, a vitória de Dilma Roussef faz uma ponte com nosso passado ainda recente e relança as bases de um protagonismo popular para o futuro, fazendo o país voltar ao leito democrático de onde foi retirado pela força de tanques e baionetas apoiados pelo Departamento de Estado norte americano, esse mesmo Estado que continua a insistir com sua política de desestabilizar governos eleitos democraticamente, como a Venezuela de Chávez, a Bolívia de Evo Morales, a Honduras de Manuel Zelaya ou o Equador de Rafael Correa. E que, com certeza, não dará tréguas ao governo de Dilma Roussef. É bom que não nos esqueçamos disto no calor e na alegria da vitória.

No vácuo da repressão policial/militar da ditadura, com a sua falta de garantias democráticas plenas, instalou-se também no Brasil, em anos mais recentes, a ditadura do poder econômico, impondo-se entre nós o pensamento e a prática hegemônica neoliberal, assumida por uma social democracia encantada com a possibilidade de chegar ao poder político, como de fato chegou, com a chamada redemocratização do país na metade dos anos oitenta.

E com o sonho de lá permanecer por pelo menos 20 anos, no dizer de alguns de seus caciques, começando com a imoral compra de votos para a reeleição do seu até então maior ideólogo, Fernando Henrique Cardoso, o presidente das privatarias e traidor do povo brasileiro. Essa prática política encantou àqueles que olharam o país e a História com o binóculo posto ao contrário.

Nesses últimos 50 anos de História, tanto uma, a ditadura, quanto o outro, o poder econômico imposto pelo Consenso de Washington, tiveram a seu lado aquele que pode ser considerado o mais forte aliado do mundo contemporâneo: a força do quarto poder, a mídia. Jornais, rádios, televisões, revistas, em grande parte subsidiados ideologicamente por pensadores e acadêmicos de dentro e de fora do país, fizeram de seus editoriais e matérias jornalísticas a apologia diária do paraíso para o capital transnacional, com seus deslumbrados e submissos defensores internos, ao mesmo tempo em que combatiam e dilapidavam as garantias e a defesa dos direitos dos trabalhadores através do arrocho salarial, da terceirização de serviços, do aumento do desemprego, do desestímulo às reivindicações de inúmeras categorias profissionais, da privatização de empresas nacionais estratégicas, agindo contra os interesses nacionais, da criminalização dos movimentos sociais, mantendo intacto – de certa maneira – o arcabouço repressivo ditatorial com um inquestionável conservadorismo na sua prática política.

Tudo isso sustentado por uma democracia e uma Constituição, aquela que melhor se pôde arranjar em 1988, a tal Constituição Cidadã, um imenso tratado com quase quinhentos artigos, tamanho o número de interesses a serem contemplados e acomodados, e que ainda assim, na prática, vem sendo solapada e substituída no dia a dia por um mecanismo anacrônico denominado Medida Provisória, que sempre poderá agradar ou desagradar a gregos e troianos, conforme os interesses de momento e o grupo que estiver no poder político.

Em verdade, passamos a viver a partir da segunda metade dos anos 80 um arremedo de democracia. Dá para o gasto, é claro, pois sempre podemos encher a boca e dizer que vivemos num país democrático, e sob vários aspectos isso é verdade, muito embora os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com as honrosas exceções de sempre, se deixaram ou ainda se deixam escorregar tentadoramente por caminhos tortuosos, para dizer o menos, quando fica bastante evidente a verdadeira luta de classes no país.

A recente campanha eleitoral deixou à mostra como muitos brasileiros entendem a democracia: um regime de privilégios que é preciso manter a ferro e fogo, sempre e quando para isso se use tais “privilégios” para arrasar o adversário, assassinar sua reputação, atribuindo-lhe as piores qualidades morais e profissionais. São os democratas de fins de semana, dos almoços dominicais com a família. Hipocrisia que a campanha do candidato José Serra mostrou à perfeição.

Nesse quadro político e institucional, os homens que queriam governar “por 20 anos” descuidaram-se e o sentimento de mudanças que permeava partidos de esquerda e movimentos sociais desde o período ditatorial, soube se movimentar, mesmo com suas divergências, contradições e até defecções, criando condições para que o país buscasse alternativas para o sufoco neoliberal.

Incrédulos com a vitória do metalúrgico semi-analfabeto em 2002, os serviçais e bajuladores da “Casa Grande”, fiéis leitores da cartilha econômica do neoliberalismo, apostaram suas fichas no fracasso e na incompetência do operário, sem jamais esconder o seu preconceito de classe e seu espírito impatriótico. À medida que o tempo avançou e o fracasso esperado do governo Lula não vinha, os órgãos de comunicação social foram mais uma vez acionados com bastante virulência no ano de 2005, pois nova derrota eleitoral seria o início do desastre.

De nada adiantou a campanha moralista naquela altura, curiosamente liderada por alguns dos políticos mais imorais e corruptos do país, alguns deles felizmente defenestrados nas recentes eleições, ou as CPIs policialescas instaladas nas duas casas do Congresso Nacional, onde a pregação intolerante contra o Partido dos Trabalhadores e a esquerda de um modo geral chegou a ser defendida com o chamamento à eliminação “dessa gente” da política brasileira.

Bravatas, arrogância e intolerância substituíam os discursos políticos daquilo que se poderia esperar de uma oposição minimamente civilizada, se é que se pode chamar de civilizados um grande número de dilapidadores do patrimônio nacional em beneficio próprio.

Acuado, o governo soube esperar a hora do contra ataque. E o fez no seu segundo mandato, aprofundando as suas políticas sociais e de infraestrutura econômica. Lula se reelegeu em 2006 e chega a 2010, no final do seu governo, com um índice de popularidade “nunca visto antes na história desse país”. E mais: sai o operário e entra uma mulher. Impensável no Brasil de dez anos atrás.

O desafio que tem pela frente a presidente Dilma Roussef é enorme, a começar pela guerra diária que lhe imporá a vetusta oligarquia brasileira e sua velha mídia incompetente, desonesta e oportunista.

Mas, guerra é guerra e o povo, atento e organizado, sempre que chamado, irá se manifestar através de sindicatos, dos movimentos sociais, das entidades estudantis e dos partidos políticos comprometidos com a soberania do país e das suas conquistas sociais, fazendo avançar essas conquistas. E também através de uma nova mídia que se forma pela internet ou – o que espera o país – ver alguns jornais, revistas e televisões tendo que se ajustar a um novo marco regulatório para a comunicação social, tornando-a verdadeiramente democrática.

De hoje em diante toda atenção é pouca, porque o conservadorismo, agora efetivamente de mãos dadas com o emergente fascismo tupiniquim não irá descansar. E essa é uma união mais do que perigosa. Alguém já disse que para onde pender o Brasil, deverá pender a América Latina. Não deixemos que a vitória nos faça esquecer que o inimigo é forte e continuará sua insidiosa luta no dia a dia das calúnias, das mentiras, dos factóides, tentando minar a confiança do povo no seu novo governo.

Felicidades, presidente Dilma Roussef! Seja bem-vinda.

* Izaías Almada é escritor e dramaturgo. Escreveu, entre outros, o livro Teatro de Arena – Uma Estética de Resistência (Boitempo) e Venezuela – Povo e Forças Armadas (Caros Amigos)