sexta-feira, dezembro 08, 2006

QUERO MINHA ANISTIA E REPARAÇÕES JÁ!!!

Meu caros!
Não tem graça nenhuma esta situação. Sou militante revolucionário desde os 14/15 anos. Passei por tres prisões violentas e outras duas maneiras. Nas tres perdi um rim, um saco escrotal, levei tres tiros na cabeça( uma bala ainda esta na cuca convivendo com minhas loucuras), fui barbaramente torturado e só me salvei porque sou teimoso e um advogado paulista(Virgilio gydio Lopes Enei) me salvou das masmorras do DOI-CODI onde não reconheciam minha prisão e já tinham me condenado à morte.
Sai da prisão 5 anos depois, fudido, sem emprego e com a saude seriamente abalada e com sequelas das torturas que duram até hoje.
Reivindico minha anistia, indenização e pensão mensal. Como todo mundo que passou por isto e nos garante a Lei de Anistia e Reparações. Meu caso já foi julgado em primeira instância pela Jstiça Federal de Brasilia e ganhei sem contestação na primeira instância. Só que a União apelou( o que é praxe)e um desembargador federal, o João Batista Gomes Moreira sentou em cima do meu processo e não o libera para que eu receba o que tenho direito. A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça sequer julgou o mérito do meu processo que está la há mais de tres anos.
Provávelmente os caras estão esperando que eu, como o Dines Brozeghine Braga ai de Vitória, morra e outros anistiados estão morrendo todos os dias por morte natural ou sequelas das prisões e torturas. Não quero que meus inúmeros filhos herdem minha indenização e pensão. Quero eu mesmo desfrutar deste direito inalienável.
Quero meus direitos e exijo que nós, revolucionarios e democratas que fomos presos e torturados, perdemos empregos, familias e outras coisas durante a Ditadura Militar, tenhamos precedencia no julgamento e pagamento das indenizações e pensões. Por isto sugiro que façamos uma greve de fome por tempo indeterminado em frente ao Minstério da Justiça ou da Justiça Federal em Brasilia para exigir pressa na solução de nossos casos. Não queremos morrer fudidos, endividados, doentes e sem condições dignas de vida.
As estrelas da política de "esquerda"no País, a maoria ja´recebeu suas indenizações e pensões e muitos deles que estão hoje no govenro sequer se mexem vendo a situação que nós, anistiados em busc a de Justiça estamos vivendo.
Algumas figuras como o jornalista Carlos Heitor Cony, recebeu quase dois milhões de indenização e desferuta de uma pensão mensal de 19 mil reais, sem nunca ter sido preso ou torturado. Apenas perdeu um emprego que tinha no Correio da Manhã, durante a Ditadura e logo em seguida foi ser diretor da Revista Manchete. Como ele há outros que já receberam o que tinha direito e hoje o desfrutam.
Não contesto quem recebeu. Apenas quero JUSTIÇA para mim e para outros ex-presos políticos que hoje, empregados ou não, estão em situação dificil, enquanto a UNIÂO não paga o que nos deve.
Vamos lutar até o fim pelos nossos direitos e tirar o sono dos apaniguados e dos que ignoram nossa situação.
Um abraço

Um comentário:

isabelejuffo disse...

Luiz, espero que vc tenha seu direito reconhecido. É lamentável que o poder público, democrático como resultado de nossa luta, permaneça tão lento na apreciação dos processos de anistia.
Também estou ingressando com meu requerimento. Fui o primeiro preso político da ditadura no Esp. Santo(preso em primeiro de abril de sessenta e quatro). Com a fundação do MDB em 66 fui transferido de Vitória para Itaguaçu. Era funcionário da receita estadual. Como era candidato a vereador pelo PMDB (fui o mais votado do partido) não pude me deslocar e acabei sendo exonerado. Como tinha um trabalho paralelo como representante de produtos farmacêuticos, continuei na luta , que me rendeu várias prisões e perda deste segundo emprego, tendo que me refugiar na baixada fluminense por 12 anos. Tenho tudo documentado, cópias de Diários Oficiais e de jornais da época das prisões. Estou sempre com Namy. Moro no prédio da mãe dele, no Parque Moscoso. Necessito de orientação sua sobre advogado para este meu processo. Abraço do amigo, Attilio Juffo