sexta-feira, maio 18, 2012

Bóris Casoy e a "Comissão da Verdade"







direto do Facebook



COMISSÃO DA VERDADE É PARA A VERDADE!!!!!

Definitivamente a boquirrotice de Boris Casoy desconhece qualquer limite.
Com a curiosidade atiçada pelo link que o amigo Cido Araujo comparilhou ontem (o qual faço questão de não reproduzir), fui ver o que esse decrépito âncora do telejornal da Band havia dito a respeito da Comissão da Verdade. Há muito que eu não vejo telejornais, mas fui lá conferir o que eu já sabia que encontraria: um oceano de imbecilidades articulado de forma empafiosa e autoritária, bem ao gênero Arnaldo Jabosta.

É estarrecedor que num momento tão importante quanto esse que estamos vivendo, um telejornal desinforme o público, promovendo uma leitura absurdamente canhestra acerca da Comissão da Verdade e dos objetos sobre os quais deverão incidir seus trabalhos.

Segundo Boris Casoy, a Comissão da Verdade também deveria investigar os CRIMES (como ele fez questão de salientar) cometidos pelos TERRORISTAS GUERRILHEIROS da esquerda. E acrescentou que as batalhas armadas que aconteceram no Brasil durante os anos de chumbo fizeram parte de uma GUERRA.

É preciso que alguém diga a esse velho cretino que não existe guerra quando um lado dispunha de todo o aparato repressivo do Estado, enquanto o outro lado se organizava, da forma como era possível, numa situação de clandestinidade e sem o patrocínio de grandes empresários, como o Sr. Boilesen, da Ultragaz, e outros membros da FIESP, além de bancos, como o Bradesco, e até mesmo multinacionais. O que houve, portanto, foi um MASSACRE, promovido pelos agentes oficiais do Estado contra cidadãos que resistiam heroicamente à ruptura com a ordem democrática promovida pelo golpe de 64. O lado que instaurou o regime de exceção não pode querer posar de vítima por ter sofrido baixas em virtude de uma luta que se travou nos únicos termos que foram permitidos pela arbitrariedade do próprio regime: a luta armada. Quem fechou as portas para o diálogo não tem o direito de culpar aqueles cidadãos brasileiros que pegaram em armas para se fazer ouvir.

O belo artigo de Paulo Moreira Leite publicado na revista Época (afaste-se, portanto, qualquer suspeita quanto à fonte, afinal a última coisa que poderíamos esperar de uma publicação da Editora Globo seria uma tendência pró-esquerda) é um excelente contraponto às idéias mofadas do Boris Casoy, que provavelmente desdenha garis porque se sabe um lixo-humano.

ALEM DA PROPAGANDA DOMINANTE (Paulo Moreira Leite - Revista Época)

Não gosto de chavões mas às vezes não dá para escapar. Há momentos em que a mentira dominante é a ideologia da propaganda dominante. É assim quando falamos sobre a Comissão da Verdade.

O país passou a ditadura sob censura, contando histórias, mentiras e falsidades que o regime militar deixava publicar. O resultado está aí, décadas depois.

As pessoas – aquelas de boa fé – que falam que também deveríamos esclarecer a violência de quem fazia oposição ao regime querem mostrar-se como cidadãos de boa vontade, cordatos, preocupados com o futuro.

Não são pessoas com ideias extremadas e estão convencidas de que numa sociedade democrática deve haver lugar para conservadores e progressistas, para direita e esquerda e assim por diante. Concordo com isso.

Mas é preciso ver a realidade. Não pode haver luta ideológica em relação ao passado.

Basta entrar nos arquivos do Supremo Tribunal Militar para verificar que nenhum caso de ação violenta da oposição deixou de ser apurado e investigado na época. Nada escapou a um regime de força, que mantinha um aparato imenso, treinado com especialistas internacionais e equipado para perseguir seus inimigos de forma implacável, com violência e sem restrições para usar métodos ilegais de captura e interrogatório de presos.

Quem for atrás, por exemplo, do seqüestro do embaixador Charles Elbrick, o primeiro caso no gênero, irá descobrir o seguinte.

O chefe da operação, que era o operário Virgílio Gomes da Silva, foi morto pela tortura no DOI CODI de São Paulo. Joaquim Câmara Ferreira, que era o principal dirigente da operação, também foi morto em circunstâncias idênticas. Manoel Cyrilo, que participou diretamente da captura do embaixador, foi preso, torturado e, passou anos na prisão. Só foi solto depois da anistia, quando conseguiu provar que era capaz de ter um emprego.

Carlos Marighella, que era o principal dirigente da ALN, mas nem participou pessoalmente da operação e há dúvidas até de que a tenha apoiado, foi executado meses depois.

Fernando Gabeira, que esqueceu um paletó no cativeiro que serviu de primeira pista para se chegar ao grupo de seqüestradores, foi preso e torturado.

O empresário Rubens Paiva foi preso, torturado e morto porque que recebeu uma carta de uma pessoa que vivia no Chile e tinha uma ligação com um dos participantes do seqüestro. Imaginaram que ele pudesse estar envolvido e foi assassinado. Rubens Paiva era deputado pelo PTB, foi cassado em 64. Formado em engenharia pelo Mackenzie, era pai de cinco filhos.

O seqüestro do embaixador virou livro de memórias e filme, O que é Isso companheiro? O massacre de Rubens Paiva inspirou um belo livro, Segredo de Estado.

Mas até hoje não sabemos sequer o que aconteceu com Rubens Paiva. Numa ação vergonhosa, para enganar a opinião pública, o regime chegou a informar oficialmente aos jornais que ele havia sido resgatado por uma organização de esquerda e fugido. A mentira foi manchete.

Também não sabemos quem assassinou Virgílio, nem Joaquim Câmara Ferreira.

Ao contrário dos militantes de oposição, que foram presos e não tiveram direito a um julgamento de nenhum tipo, e podiam considerar-se felizes quando eram encaminhados com vida a um tribunal, para uma sentença de cartas marcadas, os responsáveis por suas mortes não foram incomodados desde então. Seguiram na carreira profissional e até foram promovidos.

Diante de tudo isso, eu acho que é o caso de fazer algumas perguntas simples: o que aconteceu? Quem deu as ordens? Quem achou que deveria cumpri-las? Por que? Quem escondeu os corpos dos desaparecidos? Quando? De que forma?

Não é revanchismo. Não tivemos uma guerra civil. Tivemos um massacre. Não deixaram o outro lado vivo para contar a história.

Não estamos falando de cidadãos que agiram por sua conta e arcaram com o peso de suas opções políticas. Estamos falando de agentes do Estado, que fizeram carreira no serviço público, obedeciam a uma cadeia de comando, davam e cumpriam ordens.

É por isso que essa história deve ser contada. É uma questão de respeito.

quinta-feira, maio 17, 2012

Iriny vai vencendo resistencias à sua candidatura a prefeita de Vitória/ES


Por Luiz Aparecido
A deputada federal Iriny Lopes,  do PT capixaba, que deixou de ser ministra da Secretaria Especial de Politicas para Mulheres da Presidencia da Republica, para ser candidata a prefeita de Vitória, vai, apesar dos percalços construindo sua candidatura.
 Hostilizada pela cúpula do PT do Espirito Santo, estranhamente submetida aos caprichos do ex-governador Paulo Hartung, ignorada pelo sempre aliado PSB do atual governador Renato CasaGrande e sob o cerco das candidaturas, do deputado estadual Luciano Rezende, do PPS e do ex-prefeito Luiz Paulo Velloso Lucas, do PSDB, ela resiste.

Ao seu lado, aquele PT velho de guerra dos bons tempos, o PCdoB sempre fiel a sua trajetória e uns poucos atores políticos, coerentes com o processo de mudanças que o Espirito Santo esta a merecer há muito tempo. Iriny tem história desde lá atrás, quando militava nos movimentos populares, procurava fundar no Estado um partido que acreditava, seria o caudatário das transformações, defendia com garra os direitos humanos, enfrentava o crime organizado que havia aparelhado as principais instituições do Espirito Santo.

 Onde havia luta popular lá estava Iriny Lopes.

Mais uma luta ela  esta vencendo com garra. Não se compôs com a verdadeira máfia  que domina o Estado e a Capital, enfrenta os grandes grupos econômicos associados ao poder local, não se vergou aos ditames sequer de seu partido, agora aliado do que há de pior na politica capixaba.

 Foi onde esta a verdadeira politica. Os movimentos sociais, as instituições sérias e não contaminadas, os aliados dos momentos de luta como o PCdoB e lideranças do povo. E com isto, pavimenta sua trajetória que a levara a Prefeitura da capital. E pode ser o começo de uma história, que em 2014 desague na conquista do governo do Estado, por forças politicas comprometidas com mudanças de fato nos rumos deste Espirito Santo tão maltratado pela politica há mais de duas décadas.

Artigo sensivel e direto de Rudolfo Lago!1


Luz nas sombras

“Se não querem sair dos porões e não aceitam tirar de lá os esqueletos que ali sepultaram, só nos resta invadir as celas escuras e jogar luz lá dentro”
O mundo da sombra/ Caverna escondida/ Onde a luz da vida/ Foi quase apagada/ O mundo da sombra/ Região do escuro/ Do coração duro/ Da alma abalada
Estes acima são os versos iniciais da Balada do Lado sem Luz, composição de Gilberto Gil, gravada por Maria Bethania em um de seus mais belos discos,Pássaro Proibido. Composta nos duros anos de chumbo do início da década de 1970, é um retrato triste, sofrido daqueles tempos. Tempos em que um país passou a ser governado dos porões. De um submundo escuro e fétido que sustentava a máquina governamental com tortura, com deduragem, com ameaças, com medo, com o “coração duro”.
O tempo passou, a ditadura militar acabou, mas aqueles que se refugiavam nos porões recusam-se a sair deles. Se não mais matam ou torturam, continuam se movimentando no escuro. Saindo apenas quando podem se proteger da luz do dia. Esgueirando-se pelos becos. Nessas horas, espalham mentiras, divulgam falsos dossiês, ou emprestam a soldo seus antigos serviços de arapongagem. São os Dadás que se espalham pelos esquemas dos Cachoeiras.
Essas pessoas se acostumaram aos porões. Se agarram a eles. E, principalmente, recusam-se a tirar de lá os esqueletos que ali deixaram. Com as chagas, as feridas, que a eles impuseram. E fica o Brasil preso a um tempo que já passou. Incapaz de virar a página. Com uma lacuna de sua história guardada, coberta de pó, por esses porteiros do submundo.
Se eles não querem sair dos porões e não aceitam tirar de lá os esqueletos que ali sepultaram, só nos resta, então, invadir essas celas escuras. Abrir todas as portas. Abrir todas as janelas. Acender todas as luzes e lanternas para iluminar essas salas e revelar, afinal, o que elas escondem. Esse foi o passo que deram nossos vizinhos e companheiros de porões e tempos de chumbo, como o Chile e a Argentina. Esse era o passo que até então nos recusávamos a dar. Até então. Ontem (16), o passo foi dado, com a entrada em vigor da Lei de Acesso e a instalação da Comissão da Verdade. Foi só o primeiro passo. Será preciso seguir com a mesma coragem, com a mesma cabeça erguida, em direção a essas sombras, que continuarão agarradas aos seus porões.
Talvez o fato de a presidenta Dilma Rousseff ter sido fruto das circunstâncias, e não de um projeto pessoal de chegada ao poder, venha dando a ela as condições para enfrentar alguns delicados gargalos brasileiros. Gargalos que precisavam ser atacados, mas que, pela sua delicadeza, eram evitados. Talvez por medo da reação que provocavam naqueles com as pretensões eleitorais que Dilma não tinha. Eleitorais, reforce-se, porque pretensões políticas Dilma sempre as teve, ou não teria largado vida e família para militar na clandestinidade, sabendo os riscos de ser presa e torturada, como foi, pela defesa das suas ideias. Dilma parece raciocinar da seguinte forma: “As circunstâncias me puseram aqui para fazer as coisas em que eu acredito. Se der certo, lucrarei politicamente com isso. Se não der certo, volto para o bastidor em que estava antes”.
Assim, Dilma peita os líderes políticos tradicionais buscando estabelecer um novo tipo de coalizão na qual não se veja obrigada a fingir que a corrupção, os “malfeitos”, usando o termo dela, não existem. Peita os banqueiros e seus lucros excessivos para estabelecer um padrão de juros menos extorsivo, em patamares que voltem a estimular o empreendimento no país. E peita esses senhores das sombras para que o Brasil, enfim, ponha fim à ditadura militar e se torne, afinal, o que, queira Deus, é o seu destino: uma democracia civil. Porque essa canção de Gil citada lá em cima termina com os seguintes versos: “O meu canto é a confirmação/ Da promessa que diz/ Que haverá esperança enquanto houver/ Um canto mais feliz”. E “canto” pode ser também um lugar mais iluminado que o porão.

segunda-feira, maio 14, 2012

Jovens Rebeldes esculacham torturador no Rio de Janeiro!


Posted by Levante 
Cerca de 50 jovens do movimento Levante Popular da Juventude realizaram na manhã desta segunda, 14, um protesto contra o torturador José Antônio Nogueira Belham, em frente a sua casa, no Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro, na rua Marques de Abrantes, 218.
Com o intuito de chamar a atenção da sociedade sobre a importância da Comissão Nacional da Verdade, que tem por objetivo investigar os crimes cometidos por agentes de Estado (torturas, assassinatos, sequestros) no período da Ditadura Militar (1964-1985), os manifestantes promoveram um ato de escracho/esculacho contra Belham para denunciar suas ações enquanto torturador do Regime Militar.
Belhan, envolvido nas torturas como colaborador e informante, foi o chefe do DOI-CODI do Rio (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna), um dos órgãos de repressão do governo brasileiro durante o regime militar. Dentre as inúmeras torturas e assassinatos cometidos em sua repartição está a do engenheiro civil e militante pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) Rubens Paiva, como citado no livro A Ditadura Escancarada (p. 326), de Elio Gaspari (2002).
O caráter da ação, conhecida como “escracho”, baseia-se em ações similares as que acontecem na Argentina e no Chile, em que jovens fazem atos de denúncias e revelações dos torturadores que continuam soltos e sem julgamento de suas ações durante a Ditadura Militar.
O Levante, na ambição de ter a verdadeira história do nosso país revelada, vai continuar denunciando os torturadores e lutando pela justiça até que sejam todos eles julgados. Se não há justiça, há escracho.

Quero lembrar aos companheiros e amigos, que em Brasilia estão morando ou servindo as Forças Armadas, centenas de torturadores que atuaram nos Centros de Repressão na época da Ditadura, incluindo o capitão, hoje Coronel, que escapou da explosão da bomba que iriam explodir no RioCentro, em 1981. Estã todos alí pelas quadras onde moram os militares ou na área residencial do Setor Militar Urbano!

sábado, maio 12, 2012

MOBILIZAR PARA REFORMAR O ESTADIO DO PENAPOLENSE!!!





PENAPOLENSES DE TODO MUNDO. UNÍ-VOS!!! 2
A grande meta foi atingida! O Clube Atlético Penapolense, o nosso CAP, galgou a Primeira Divisão do Campeonato Paulista de Futebol, uma das maiores e mais importantes competições esportivas do Mundo. Agora, nós,  seus torcedores e amigos, temos uma tarefa pela frente.
Mobilizar a sociedade penapolense, os filhos da cidade que estão espalhados por este Brasil afora, e até no Exterior, e buscar, junto a Prefeitura local, ao Ministério do Esporte, ao Congresso, via deputados federais e senadores que obtiveram votos na cidade, à Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, através dos deputados estaduais que também tiveram votação dos penapolenses, para reformar e equipar o Estadio Tenente Carriço com as condições para abrigar as grandes torcidas que lá irão ver jogos importantes do próximo campeonato.
BUSCAR VERBAS
Sem isto, o CAP perde o mando de jogo e partidas importantes contra o Corinthians, o Palmeiras, o São Paulo, o Santos e outros grandes times, terão que ser disputadas fora da cidade, em Araçatuba, Marilia, Lins, Bauru ou São José do Rio Preto, onde há estádios maiores e melhor equipados.
Deputados federais e senadores poderão destinar verbas para o Orçamento da União prover o município de dinheiro para estas reformas do Estadio. O mesmo devem fazer os deputados estaduais, destinando verbas para o Orçamento do Estado de São Paulo e encaminhar à Secretaria de Esportes o dinheiro para ajudar neste empreendimento importante para a cidade.
E tem ainda os empresários bem sucedidos da cidade e personalidades penapolenses que estão vivendo fora e que podem contribuir financeiramente com esta empreitada. Por fim, vamos mobilizar a Sabrina Sato, uma artista e personalidade conhecida em todo o País, para nos ajudar nesta mobilização nacional em prol da reforma e ampliação do Estádio Tenente Carriço. Temos ainda o Válter e a Denise Pini, o advogado Flávio Bortot(penapolense adotado) e o Tato Fischer em São Paulo, eu e o Florianinho Pastore em Brasilia, enfim , tem muita gente que pode ajudar nesta epopéia penapolense. E é coisa de URGENCIA!!!!
Outras carências de Penapolis
Transcrevo abaixo mensagem de outra penapolense, Lucia Roxo, orgulhosa  das conquistas do CAP, mas também preocupada com outros problemas que afligem a cidade e seus moradores. São questões para tocarmos juntos e buscar soluções conjuntas. Vejam abaixo
Bom dia, Luiz.
Entendo seu orgulho e amor pelo futeból, mas tavez voce desconheça a situação em que se encontra a Santa Casa de Misericordia! Em 2010, meu irmão teve um AVC gravíssimo  e teve que ser transferido para Biriguí por falta de leito  na unidade de terapia intensiva em Penápolis. Falta creche naquela cidade, habitação,  trabalho, o único lar de idosos que oferece dignidade é particular e cobra  preço  estratosférico, algumas escolas estão caindo aos pedaços, a biblioteca deixa muito a desejar... ruas esburacadas, assaltos, a venda de  droga corre solta...
Caro Luiz, não esquece de incluir estes ítens quando você pedir união ao povo de Penápolis !
Abraço grande.
M. Lucia Roxo Nobre



quarta-feira, maio 09, 2012

Iriny Lopes disputa Vitória para abalar o "poder" local!


Aos que questionam candidatura da deputada Iriny Lopes a prefeita de Vitória, no Espirito Santo,  baseando-se no que lá ocorre agora com a administração João Coser, tambem do PT, tenho a dizer o seguinte:
"Este não é o PT da Iriny. Há muitos PTs por este Espirito Santo e este Brasil afora. Alguns se submetem ao poder local e outros querem modificar e mudar este poder. E lembre-se: Poder é uma coisa, governo é outro!! Veja o Brasil: O PT e parte da esquerda esta no governo, mas o poder continua na mãos dos mesmos grupos que dominam o Brasil há mais de 500 anos. È isto que temos que mudar, este é o processo revolucionario que devemos dar curso. OK?

terça-feira, maio 08, 2012

Partidos de esquerda vivem um dilema que precisa ser resolvido logo! REFORMA OU REVOLUÇÃO?



Neste artigo, Celso Lungaretti coloca o dedo na ferida que sangra na esquerda brasileira! Partidos e organizações de esquerda se acomodam no legalismo proporcionado por uma Democracia relativa, porém ampla e se tornam reformistas, deixando o processo necessario da Revolução em segundo plano. Tarefa hoje dos comunistas e revolucionarios, é lutar interna e externamente para que nossa esperança no processo revolucionario, socialista não se perca na poeira da ilusão reformista. Por isto seu artigo esta neste Blog!(Luiz Aparecido)


A FALSA CONSCIÊNCIA E A ESQUERDA
QUE COM ELA COMPACTUA

Celso Lungaretti (*)


Como faz falta uma esquerda à moda antiga, que não tenha medo medo de dizer em alto e bom som que o  problema fundamental nas nações capitalistas é exatamente o fato de serem capitalistas!
No Brasil, a esquerda que perdeu a vontade de fazer a revolução, preferindo disputar nacos de poder sob o capitalismo, embarca grotescamente no denuncismo contra a corrupção, pautado pelo inimigo e insuflado  ad nauseam  pela indústria cultural do inimigo.
Com isto, o debate político permanece há anos estagnado e não se oferece aos trabalhadores uma PERSPECTIVA REVOLUCIONÁRIA.
Bem dizia o Paulo Francis, nos seus melhores dias: o combate à corrupção é bandeira da direita.
A corrupção é inerente ao sistema que coloca a ganância e a busca da diferenciação acima de todos os outros valores, inclusive a família e a vida; haverá sempre algum político querendo levar vantagem por meios escusos e sua momentânea colocação na berlinda será sempre conveniente para quem está empenhado em evitar que os explorados reflitam sobre os caminhos concretos para darem um fim à exploração.
Entra CPI, sai CPI e nada verdadeiramente muda, ninguém é verdadeiramente punido, só cumpre um período de ostracismo e depois volta à tona, belo e lampeiro. Os acusados de uma podem até se tornar os juízes de outra, como Fernando Collor.

Caberia à esquerda brasileira dizer aos explorados: "Isto é só poeira colorida que o sistema joga nos seus olhos, para que sintam-se vingados vendo um poderoso cair no opróbrio! Vocês precisam é de que os frutos do seu trabalho não lhes sejam usurpados, não de catarse barata!".

Assim como caberia à esquerda  européia (começando pela da França, onde a xenofobia virou grande tema eleitoral...) dizer aos explorados de lá: "Não são os imigrantes que desgraçam sua vida ao disputarem postos de trabalho consigo, mas sim o capitalismo, ao forçar o trabalhadores a uma competição zoologica por bens que poderiam sobrar para todos, se a produção fosse voltada para o atendimento das necessidades humanas e o que se produz fosse distribuído equitativamente entre todos os seres humanos".

Mas, não o fazem. Então, entregues à FALSA CONSCIÊNCIA que o sistema tudo faz para neles incutir, os explorados daqui esbravejam contra todos os políticos e descreem na atividade política como caminho para forjarem uma sociedade mais justa, enquanto os explorados de lá hostilizam irmãos ao invés de buscarem seu apoio na luta contra o verdadeiro vilão, o capitalismo.

Até que a esquerda volte a ser revolucionária, continuaremos patinando sem sair do lugar.
* jornalista e escritor. http://naufrago-da-utopia.blogspot.com


CELSO LUNGARETTI

DERROTA DA DIREITA FRANCESA AGUÇA
A CRISE GLOBAL DO CAPITALISMO


Uma ótima análise da vitória eleitoral de François Hollande está em artigo que a Folha de S. Paulo publica do seu antigo correspondente na França, João Batista Natali:
"François Hollande derrotou Nicolas Sarkozy e é o novo presidente da França. Tudo bem. Mas a esquerda que ele hoje representa tem muito pouco a ver com a de François Mitterrand, este sim um socialista de radicalismo histórico, que, em 1981, chegou ao Palácio do Eliseu ao imobilizar a direita do então presidente Giscard d'Estaing.

O socialismo de Hollande está hoje 'aguado'. Foi passivo ou conivente na dinâmica em que a integração da sociedade francesa à União Europeia tirou do Estado a capacidade de gerar fórmulas originais ou de de impor reviravoltas sociais e econômicas.

Some-se a isso o fato de o modelo da globalização dos mercados impor aos governos europeus margens estreitas de manobra. Eles podem apenas operar inflexões dentro de um receituário ortodoxo -cortar despesas para rolar os títulos da dívida, por exemplo.

Hollande insistiu que a austeridade fiscal não é a forma adequada para enfrentar a crise eclodida em 2008. Ela traz estagnação, bloqueia o crescimento.

A chanceler Angela Merkel sinalizou na semana passada que poderá caminhar um pouco nesse sentido, por meio de uma receita um um tantinho diferente da que a Alemanha adotou e que vinha financiando no bloco europeu.
Merkel, com isso, atapetou o corredor em que recepcionará Hollande. Ela sabe que entre Paris e Berlim existe um eixo sólido e informal sobre o qual se assenta uma longa agenda que vai da paz na região à preservação das instituições europeias.

O problema para Hollande, no entanto, está numa espécie de círculo vicioso que herdou. Só poderá aumentar os gastos do Estado -para manter o melhor sistema público de saúde do planeta, excelente sistema educacional e serviços de invejável qualidade- se a economia voltar a crescer.

Mas um hipotético retorno ao crescimento levará às demandas sociais represadas, que tornariam o Estado um pouco mais caro e pesado.

E ainda: sem política cambial, já que o franco deu lugar ao euro administrado em Frankfurt, a competitividade externa se dá por meio de fatores como o custo da mão de obra para as empresas (encargos sociais).

É impensável que um presidente socialista trombe com os sindicatos. Nem Sarkozy foi capaz de tamanha loucura".

Natali está certo ao enfatizar que o novo François socialista é versão desbotada do antigo, Mitterrand. 

Mas, vale a pena refletirmos sobre as contradições do capitalismo europeu, neste momento de guinada histórica: os políticos comprometidos com políticas recessivas tendem a ser cada vez mais escorraçados pelo eleitorado e quem os substituir, mesmo que aguado, terá de buscar alternativa à ortodoxia econômica neoliberal. Na marra, sob vara dos cidadãos.

Natali mostra a dificuldade da empreitada; o cobertor é curto demais, deixando de fora os ombros ou os pés. Então, é de supor-se que haverá ziguezagues, com novas tentativas de impor o receituário ortodoxo, seguidas de novos recuos impostos pelos que não participaram do banquete e agora se recusam a pagar a conta da esbórnia do grande capital.

A crise capitalista global tende a agravar-se, abrindo uma janela de oportunidades revolucionárias. É isto que nos diz respeito, é isto que realmente importa para nós.

Do blogue Náufrago da Utopia

segunda-feira, maio 07, 2012

OLHA A UJS AI DE NOVO GENTE!! JOVENS VÃO AS RUAS CONTRA "VEJA" E ESQUEMÃO CORRUPTO!"



UJS realiza ato pela convocação de Roberto Civita para depor na CPI do Cachoeira.



Em defesa da liberdade de expressão e contra a postura criminosa da Revista VEJA a União da Juventude Socialista realiza ato nesta terça-feira às 15h em frente ao prédio da editora Abril.

A revista VEJA de Roberto Civita entrou para as páginas policiais. Ontem em horário nobre a TV Record dedicou 15 minutos de seu programa “Domingo Espetacular” para denunciar a relação de Veja com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira.

Com exceção da TV Record há um silêncio absoluto na “grande imprensa” sobre esse assunto. O caso é equiparado ao escândalo Murdoch na Inglaterra e coloca em pauta na sociedade a necessidade de um novo marco regulatório para as comunicações.

Os documentos a que o Domingo Espetacular teve acesso com exclusividade trazem provas de que as informações trocadas entre Cachoeira e o diretor da Veja resultaram ao menos em cinco capas da revista de maior circulação do País

As gravações registram ainda que a influência da revista esbarra em outras esferas do poder, como na pressão para demissão da cúpula do Ministério dos Transportes, que havia se desentendido com um dos aliados do contraventor, a construtora Delta. Por meio do que Cachoeira passava para ser publicado na Veja, vários funcionários do ministério foram afastados.

Ismael Cardoso, diretor de comunicação da UJS, ressalta que "o ato não tem por finalidade a cassação de nenhum veículo de informação, mas, que estes veículos devam ser tratados como suspeitos e convocados para depor na CPI do caso Carlinhos Cachoeira, precisamos denunciar a sociedade o banditismo que se instalou nos meios de comunicação"

Para Altamiro Borges, presidente do instituto Barão de Itararé "a revista instalou um verdadeiro vale tudo, se utilizando de práticas criminosas - desde escutas ilegais à complacência com o crime organizado - , o caso é muito parecido com o que ocorre na Inglaterra, com Ruperth Murdoch, denunciado por crimes parecidos com os que a revista Veja cometeu, precisamos denunciar".


quinta-feira, maio 03, 2012

Filha de dissidente assassinado exige providencias!!

Leiam o recado de Neusa Cerqueira. Trata-se da filha do Major Joaquim Cerveira, do Exército,, sequestrado em Buenos Aires pela Operação Condor, enviado para o Brasil e foi morto no DOI-CODI da Rua Barão de Mesquita, também de maneira infame. O destino de Cerqueira foi o mesmo do RITINHA, o catarinense João Batista Rita

 
Pois é, parece que se tudo conferir com o relato desse criminoso nazista (e minhas pesquisas sempre apontaram nessa direção) encontramos 10 corpos de desaparecidos políticos sequestrados, dois pela Operação Condor no exterior e oito no Brasil. As datas dos sequestros são bem próximas, quase simultâneas. Pena que foram incinerados. Agora eles tem que dizer o que fizeram com as cinzas. De toda forma eu sempre disse que para mim o túmulo do meu pai e seus companheiros de luta, era a Nação Brasileira. Minha única dúvida é se estavam todos realmente mortos quando foram colocados no forno da usina. Me sinto no direito de pedir ao atual governo brasileiro que respeitando nossa dor, e a dignidade ne nossos familiares coloque os mandantes desse bárbaro crime de lesa humanidade sob custódia das autoridades policiais para que sejam julgados por um tribunal. Ou será que vão espera r que alguém decida fazer justiça com as próprias mãos? nós familiares, filhos, somos humanos...existe um limite para o que podemos suportar!

Neusah Cerveira

Claudio Guerra!

“Militantes de esquerda foram incinerados em usina de açúcar”
Delegado revela em livro que viraram cinzas os corpos de David Capistrano, Ana Rosa Kucinski e outros oito opositores da ditadura
Tales Faria, iG Brasília | 02/05/2012 10:15:28/05/2012 11:36:28
Foto: DivulgaçãoCapa de "Memórias de uma guerra suja", da editora Topbooks
Ele lançou bombas por todo o país e participou, em 1981 no Rio de Janeiro, do atentado contra o show do 1º de Maio no Pavilhão do Riocentro. Esteve envolvido no assassinato de aproximadamente uma centena de pessoas durante a ditadura militar. Trata-se de um delegado capixaba que herdou os subordinados do delegado paulista Sérgio Paranhos Fleury nas forças de resistência violenta à redemocratização do Brasil.
Apesar disso, o nome de Cláudio Guerra nunca esteve em listas de entidades de defesa dos direitos humanos. Mas com o lançamento do livro “Memórias de uma guerra suja”, que acaba de ser editado, esse ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) entrará para a história como um dos principais terroristas de direita que já existiu no País.
Mais do que esse novo personagem, o depoimento recolhido pelos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, ao longo dos últimos dois anos, traz revelações bombásticas sobre alguns dos acontecimentos mais marcantes das décadas de 70 e 80.
Revelações sobre o próprio caso do Riocentro; o assassinato do jornalista Alexandre Von Baumgarten, em 1982; a morte do delegado Fleury; a aproximação entre o crime organizado e setores militares na luta para manter a repressão; e dos nomes de alguns dos financiadores privados das ações do terrorismo de Estado que se estabeleceu naquele período.
A reportagem do iG teve acesso ao livro, editado pela Topbooks. O relato de Cláudio Guerra é impressionante. Tão detalhado e objetivo que tem tudo para se tornar um dos roteiros de trabalho da Comissão da verdade, criada para apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar (1964-1988).
David Capistrano, Massena, Kucinski e outros incinerados
Cláudio Guerra conta, por exemplo, como incinerou os corpos de dez presos políticos numa usina de açúcar do norte Estado do Rio de Janeiro. Corpos que nunca mais serão encontrados – conforme ele testemunha – de militantes de esquerda que foram torturados barbaramente.
“Em determinado momento da guerra contra os adversários do regime passamos a discutir o que fazer com os corpos dos eliminados na luta clandestina. Estávamos no final de 1973. Precisávamos ter um plano. Embora a imprensa estivesse sob censura, havia resistência interna e no exterior contra os atos clandestinos, a tortura e as mortes.”
Os dez presos incinerados
João Batista e Joaquim Pires Cerveira > presos na Argentina pela equipe do delegado Fleury.
Ana Rosa Kucinsk e Wilson Silva > “A mulher apresentava marcas de mordidas pelo corpo, talvez por ter sido violentada sexualmente, e o jovem não tinha as unhas da mão direita”.
David Capistrano (“lhe haviam arrancado a mão direita”) , João Massena Mello, José Roman e Luiz Ignácio Maranhão Filho > Dirigentes históricos do PCB.
Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira e Eduardo Collier Filho > Militantes da Ação Popular Marxista Leninista (APML).
O delegado lembrou do ex-vice-governador do Rio de Janeiro Heli Ribeiro, proprietário da usina de açúcar Cambahyba, localizada no município de Campos, a quem ele fornecia armas regularmente para combater os sem-terra da região. Heli Ribeiro, segundo conta, “faria o que fosse preciso para evitar que o comunismo tomasse o poder no Brasil”.
Cláudio Guerra revelou a amizade com o dono da usina para seus superiores: o coronel da cavalaria do Exército Freddie Perdigão Pereira, que trabalhava para o Serviço Nacional de Informações (SNI), e o comandante da Marinha Antônio Vieira, que atuava no Centro de Informações da Marinha (Cenimar).
Afirma que levou, então, os dois comandantes até a fazenda:
“O local foi aprovado. O forno da usina era enorme. Ideal para transformar em cinzas qualquer vestígio humano.”
“A usina passou, em contrapartida, a receber benefícios dos militares pelos bons serviços prestados. Era um período de dificuldade econômica e os usineiros da região estavam pendurados em dívidas. Mas o pessoal da Cambahyba, não. Eles tinham acesso fácil a financiamentos e outros benefícios que o Estado poderia prestar.”

“Delegado Fleury foi morto pelos militares"
Delegado da ditadura diz ter participado da decisão. E confessa o assassinato de dirigente comunista Nestor Veras
Foto: DivulgaçãoDelegado Cláudio Guerra
Símbolo da linha-dura do regime militar, o delegado Sérgio Paranhos Fleury – titular da Delegacia de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo – foi assassinado por ordem de um grupo de militares e de policiais rebelados contra o processo de abertura política iniciado pelo ex-presidente Ernesto Geisel. É o que afirma Cláudio Antônio Guerra, ex-delegado do DOPS (Departamento de Operações Políticas e Sociais) do Espírito Santo.
Em depoimento aos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, no livro “Memórias de uma guerra suja”, que acaba de ser editado, Guerra conta ter participado da reunião em que foi decidida a morte de Fleury.
Ele próprio teria dado a ideia de fazer tudo parecer um acidente. Acabou sendo enviado para liquidar o colega. Mas, por problemas operacionais, a execução teria ficado para um grupo de militares do Cenimar, o Centro de Informações da Marinha.
No livro ao qual o iG teve acesso, o delegado confessa ter sido um dos principais encarregados pelo regime militar de matar adversários da ditadura entre os anos 70 e 80.
Guerra está sob proteção da Polícia federal. Tornou-se uma testemunha-chave às vésperas do início dos trabalhos da Comissão da Verdade, criada para apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar (1964-1988).
Ele conta ter executado pessoalmente militantes de esquerda como Nestor Veras, do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB), após uma sessão de tortura da qual afirma não ter participado:
“(Veras) tinha sido muito torturado e estava agonizando. Eu lhe dei o tiro de misericórdia, na verdade dois, um no peito e outro na cabeça. Estava preso na Delegacia de Furtos em Belo Horizonte. Após tirá-lo de lá, o levamos para uma mata e demos os tiros. Foi enterrado por nós.”
Além do assassinato de Veras, Guerra conta como matou, a mando de seus superiores, outros militantes contra o regime, como: Ronaldo Mouth Queiroz (estudante universitário e membro da Aliança Libertadora Nacional – ALN); Emanuel Bezerra Santos, Manoel Lisboa de Moura e Manoel Aleixo da Silva (os três, do Partido Comunista Revolucionário – PCR).

Queima de arquivo
“O delegado Fleury tinha de morrer. Foi uma decisão unânime de nossa comunidade, em São Paulo, numa votação feita em local público, o restaurante Baby Beef”, afirma Cláudio Guerra.
Além dele, segundo conta, estavam sentados à mesa e participaram da votação:
O coronel do Exército Ênio Pimentel da Silveira (conhecido como “Doutor Ney”); o coronel-aviador Juarez de Deus Gomes da Silva (Divisão de Segurança e Informações do Ministério da Justiça); o delegado da Polícia Civil de São Paulo Aparecido Laertes Calandra; o coronel de Exército Freddie Perdigão (Serviço Nacional de Informações); o comandante Antônio Vieira (Cenimar); e o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (comandante do Departamento de Operações de Informações do 2º Exército – DOI-Codi), que abriu a reunião.
“Fleury tinha se tornado um homem rico desviando dinheiro dos empresários que pagavam para sustentar as ações clandestinas do regime militar. Não obedecia mais a ninguém, agindo por conta própria. E exorbitava. (...) Nessa época, o hábito de cheirar cocaína também já fazia parte de sua vida. Cansei de ver.”
Guerra conta que chegou a fazer campana para a execução, mas o colega andava sempre cercado de muita gente. “Dias depois os planos mudaram, porque Fleury comprou uma lancha. Informaram-me que a minha ideia do acidente seria mantida, mas agora envolvendo essa sua nova aquisição – um ‘acidente’ com o barco facilitaria muito o planejamento.” 
A história oficial é, de fato, que o delegado paulista morreu acidentalmente em Ilhabela, ao tombar da lancha. Mas Guerra afirma que Fleury na verdade foi dopado e levou uma pedrada na cabeça antes de cair no mar.

Cláudio Guerra: um matador que se diz em busca da paz
Ex-delegado do DOPS afirma que resolveu confessar seus crimes na ditadura depois de se converter à igreja evangélica
Delega admite crimes da durante a Ditadura em pregação na igreja

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O ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Político Social) do Espírito, Santo Cláudio Antônio Guerra, afirma que resolveu confessar seu envolvimento em crimes durante a ditadura militar devido a um conflito de consciência.
Após passar sete anos na cadeia sob acusação de ter matado um bicheiro, Cláudio Guerra converteu-se ao cristianismo e, hoje, aos 71 anos, é um preletor da Igreja Assembleia de Deus que costuma citar em suas pregações o seus “pecados do passado”.
Os jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto contam, no livro “Memórias de uma guerra suja”, que Cláudio Guerra tornou-se famoso no início dos anos 70 no Espírito Santo como um ardiloso e implacável combatente da bandidagem às custas de mais de 35 execuções de acusados de crimes comuns.
Ele próprio confessa outras 40 mortes anteriores “de pistoleiros e lideranças camponesas”, no início da carreira policial em Minas Gerais.
“Se lá (em Minas) servi às elites rurais, (aqui) no Espírito Santo prestei serviço às suas elites políticas”.
Os jornalistas afirmam que era comum Guerra ser homenageado e cortejado pelo mundo político e empresarial. Seu gabinete no DOPS era frequentado por dois governadores do período da ditadura militar: Élcio Álvares e Eurico Rezende.
Mas as suspeitas de que teria matado uma colunistas social dos jornais locais acabaram atraindo a mídia nacional para o Estado. E a imagem do delegado se deteriorou. O próprio Rogério Medeiros foi autor de uma reportagem demolidora contra o delegado no “Jornal do Brasil”.
Guerra terminou preso pelo assassinato do bicheiro Jonathas Borlamarques de Souza – que ele diz ter sido morto por outro policial a mando de dois coronéis que comandavam a Secretaria de Segurança e o Departamento de Polícia.Obteve ainda uma condenação a 18 anos – que está suspensa judicialmente – pelas mortes de sua primeira esposa e da cunhada.
Mas ele também afirma não ter participado desses dois assassinatos.Ao longo do livro, no entanto, o velho delegado admite muitos outros assassinatos.“Fui condenado por um crime que não cometi. Mas mereci a condenação pelos meus outros crimes”, costuma dizer em suas preleções evangélicas.
“Na cadeia eu passei a conhecer Jesus. Ao me aprofundar no conhecimento da palavra do Senhor, vi a necessidade de caminhar para além do perdão. E assim resolvi vir a público revelar todos os meus atos quando trabalhei em favor do regime militar. Aquilo que para mim era matar um inimigo ficou claro, com Jesus, não passar de crime hediondo.”

terça-feira, maio 01, 2012

Para lembrar e cobrar, as "Bombas do Rio Centro", em 1981!!!


Num show de Primeiro de Maio de 1981, o quem seria uma festa em comemoração ao “Dia do Trabalho”, se transformou num pesadelo histórico, até hoje encoberto. “Terroristas” da banda podre do Exército e dos ainda ativos “serviços de Inteligencia” da Ditadura que estava no seus estertores, colocaram três bombas no Rio Centro, onde vários artistas, entre eles Gonzaguinha, Chico Buarque, Alceu Valença, Beth Carvalho e outros faziam um show e na plateia, mais de 20 mil pessoas.
No documentário abaixo, uma das poucas coisas decentes produzidas pela Globo, a história das “Bombas do Rio Centro”. Um sargento do Exército morreu e um capitão ficou gravemente ferido na explosão de um carro “Puma”. Vejam aqui o documentario e vamos continuar cobrando explicações do que ocorreu naquela noite de Primeiro de Maio de 1981.
Augusto Buonicore coletou e nós reproduzimos. Vejam o link...
Num Primeiro de Maio durante a ditadura militar... A farsa do inquérito Riocentro.