segunda-feira, março 19, 2012

Entenda a diferença entre Socialismo e Comunismo!!!




Umberto Martins: O objetivo final do Partido Comunista


Orientado pela ideologia dominante, o senso comum costuma identificar o sistema comunista com as experiências socialistas da União Soviética, Leste europeu, Cuba, Vietnã e China, entre outras. Mas esta visão não é amparada pela realidade histórica e geralmente embute uma deturpação grosseira da teoria marxista.

Por Umberto Martins*


O comunismo é o objetivo final do Partido Comunista. Um objetivo que só pode ser alcançado após a supressão da divisão social do trabalho e das classes sociais, condições para a extinção do Estado e das organizações partidárias, incluindo o próprio Partido Comunista.

Socialismo e comunismo

Convém notar que, embora dirigidos pelos comunistas, nenhum regime originado das revoluções proletárias ocorridas ao longo do século 20 se proclamou comunista. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), como o próprio nome sugere, reivindicava, em primeiro lugar, o socialismo.

A República Popular da China (RPC), fundada após a revolução de 1949, também se define como socialista. Vejamos o que reza o Artigo 1º da atual Constituição chinesa: “A República Popular da China é um Estado socialista subordinado à ditadura democrático-popular da classe operária e assente na aliança dos operários e camponeses”.

O comunismo concebido pelos marxistas é um sistema social muito mais avançado do que o socialismo que conhecemos, pois supõe o fim das classes e do Estado. O socialismo, segundo Marx, é um processo mais ou menos longo (dependendo do desenvolvimento da produtividade e da consciência social) de transição para o comunismo, no qual permanecem as classes sociais e a luta entre elas, a lei do valor, a divisão do trabalho, o mercado e outras heranças correlatas.

Regime de transição

O tema é comentado por Marx na famosa Carta a Weydemeyer, de 5 de março de 1852, onde o pensador alemão explica: “não me cabe o mérito de haver descoberto nem a existência das classes nem a luta entre elas. Muito antes de mim, historiadores burgueses já haviam descrito o desenvolvimento histórico dessa luta entre as classes e economistas burgueses haviam indicado sua anatomia econômica. O que eu trouxe de novo foi: 1) demonstrar que a existência das classes está ligada somente a determinadas fases do desenvolvimento da produção; 2) que a luta de classes conduz, necessariamente, à ditadura do proletariado [leia-se socialismo]; 3) que essa própria ditadura nada mais é que a transição à abolição de todas as classes e a uma sociedade sem classes”.

A experiência histórica revelou que o processo de transição do socialismo ao comunismo é muito mais complexo, instável e longo do que em geral se supunha. É preciso ponderar o fato de que a revolução proletária não ocorreu nos países onde o capitalismo estava mais maduro (Inglaterra, Alemanha, França e EUA), conforme imaginavam os fundadores do marxismo. Consequentemente, não contou com uma base material avançada e se defrontou com tarefas características da revolução burguesa, como a reforma agrária. 

A produtividade baixa induziu os líderes revolucionários a estimular o desenvolvimento de relações capitalistas de produção, seja através da Nova Política Econômica (NEP), no caso da União Soviética (1921-1927), ou das reformas na direção de uma economia socialista de mercado na República Popular da China. O processo de transição a uma sociedade sem classes tende a atravessar séculos.

Produtividade e consciência

O comunismo depende de um nível de produtividade bem maior do que o atual e uma consciência social igualmente mais avançada, conforme reiterou Lênin, para acabar com a escassez relativa (que é e será sempre uma fonte de conflitos sociais) e erigir uma sociedade de abundância, na qual as classes, a divisão social do trabalho e o Estado deixam de ter razão para existir e desaparecem.

Produtividade e consciência social caminham de mãos dadas e o desenvolvimento das forças produtivas deve ser considerado uma condição indispensável à transição ao comunismo. A nova sociedade pode parecer uma mera utopia, mas é preciso lembrar que Marx e Engels rejeitaram o socialismo utópico que prosperou no continente europeu durante os séculos 18 e 19 atribuíram à teoria do socialismo um status científico. Trata-se de um projeto ousado para a história humana pelo qual vale a pena lutar, pois confere a esta um significado que não é religioso ou idealista, mas materialista e humanista.

*Jornalista, assessor da presidência da CTB, colunista do Vermelho

sábado, março 17, 2012

PCdoB é do povo brasileiro!!!!

AVISO AOS NAVEGANTES:
Não está nos Estatutos do Partido, na legalidade e democracia partidária, nem no bom senso politico, dirigente ou militante agir como “ave de rapina” e perseguir ou punir qualquer membro, por manifestar opinião ou sugerir ação a instancias superiores  ou não. Estamos numa  época de “XISCAR PARA DENTRO”, buscar a unidade de pensamento e ação e seguir as orientações que o Partido emana.

 Ninguém é dono do partido por ocupar cargo de direção ou mandato parlamentar ou não. Nossa democracia interna e nosso centralismo democrático, garante a livre expressão dos militantes, principalmente quando eles lutam para aprimorar nossa atuação politica e a unidade partidária!!!. 

Os "valentões" de ontem tremem de medo da "Comissão da Verdade"! CADEIA NELES!!!!

O JORNALISTA Eric Neponuceno bota o dedo nas "feridas"


Os valentes de ontem, os poltrões de hoje e uma pergunta

Se justiça houver algum dia, será para conceder aos militares, além de funcionários civis implicados em crimes contra a humanidade, aquilo que eles negaram aos torturados, levados ao exílio, seqüestrados, assassinados. Aquilo que negaram às mulheres humilhadas e violadas: o direito de defesa. Valentes diante de prisioneiros amarrados, valentes diante de mulheres indefesas e vexadas, agora se derretem, furiosamente, de medo que essa valentia toda seja conhecida e julgada. O artigo é de Eric Nepomuceno.

Eric Nepomuceno
Um coronel da reserva, que também ostenta um diploma de advogado e se chama Pedro Ivo Moézia de Lima, escreveu para a procuradoria da República, em Brasília, pedindo que o Ministério Público Federal abra um ‘procedimento administrativo’ contra Dilma Rousseff e Celso Amorim, respectivamente presidente da República e ministro da Defesa. Diz que violaram a lei, e pede providências. Sua explicação tem a consistência de um pudim de nuvens. Seus argumentos têm a força de uma borboleta de uma só asa. Pouco importa. O que importa é sua prepotência. Não é um civil opinando e agindo: é um militar se insubordinando.

O general da reserva Marco Antonio Felício, autor do texto divulgado pelo Clube Militar desacatando o ministro da Defesa e chamando insolentemente às falas a presidente da República, dá uma entrevista por escrito. Sente-se impune. Lança uma frase que soa a desafio, ao exibir sua certeza de que não será punido. Aproveita para negar que tenha havido tortura durante a ditadura, e garante que volta e meia aparece algum desaparecido. Diz que existem muitos terroristas que não só jamais foram punidos como agora ocupam postos no governo. Não cita nome algum.

De novo: não é um civil, um paisano, dizendo o que pensa. É outro militar se insubordinando. Sua prepotente prerrogativa é justamente o fato de guardar no armário, além de um pijama, uma farda. E como ele e o coronel advogado, há muitos mais.

Ou seja: o ambiente entre os militares da reserva, em especial do Exército e da Aeronáutica, continua fervendo. O que impressiona é o poder que julgam ter para contrariar a verdade e ofender a memória.

O mesmo general Marco Antonio Felício diz que, além de seus colegas da reserva, muitos dos militares da ativa compartilham sua indignação. E que, se pudessem, assinariam o texto que desacata a presidente e o ministro de Defesa.

Quando se nota, nas assinaturas do tal manifesto, a presença significativa de um elevado número de oficiais de alta patente que até muito pouco tempo estavam não só na ativa, mas ocupando postos de destaque em suas respectivas armas, ou seja, no governo, é compreensível que o general Felício pense assim. Difícil de compreender é que não haja nenhuma voz entre os militares da ativa desmentindo o que ele diz.

A esta altura, chama a atenção a obtusa tenacidade com que se manifestam militares, tanto da reserva como da ativa (estes, pela omissão, pelo silêncio) diante de um ato legal, ou seja, a instalação da Comissão da Verdade, que tem a tarefa igualmente amparada em lei de investigar os atos cometidos sob o manto do terrorismo de Estado implantado nos tempos da ditadura que se estendeu de 1964 a 1985.

O inquieto espernear dessa constelação de generais estrelados é sintomático e significativo. Ao denunciar à exaustão o revanchismo que estaria partindo do governo da presidente Dilma Rousseff, deixam nua e exposta aos olhos da rua a verdadeira razão de sua ira, do seu mais profundo temor: que a Comissão da Verdade, além de dar o nome de quem fez o que fez, leve os culpados aos tribunais.

Ora, a Comissão carece de base legal para isso. Os que praticaram terrorismo de Estado estão amparados por uma Lei de Anistia bizarra, que foi ratificada por outra bizarrice da Corte suprema do país. Que ministros do governo e parte da sociedade esperem que, além de se estabelecer a verdade, algum dia se desfaça essa lei e se faça justiça, é um direito de todos nós. Não significa que se trate de uma política de governo, como asseguram, em outro equívoco do tamanho de um dromedário, os esperneantes e estrelados generais e sua tropa.

Se justiça houver algum dia, será para conceder aos militares, além de funcionários civis igualmente implicados em crimes contra a humanidade, aquilo que eles negaram aos torturados, espancados, levados ao exílio, seqüestrados, assassinados. Aquilo que negaram às mulheres humilhadas e violadas: o direito de defesa.

Valentes diante de prisioneiros amarrados, valentes diante de mulheres indefesas e vexadas, agora se derretem, furiosamente, de medo que essa valentia toda seja conhecida e julgada. Onde a hombridade de todos eles?
Sim: algum dia este país saberá honrar o fim daqueles tempos de breu e fazer justiça. Até lá continuará valendo o medo dos que negam o que aconteceu. Negam o que cometeram ou viram alguém cometer. Negam o que sabem e sabiam.

Uma pergunta, enfim, não sai da minha cabeça: de onde esses senhores tiram tamanha empáfia? Qual a fonte de semelhante insolência? O que alimenta esse poder? Aliás, existe, esse poder? Esse poder que o país parece temer?
O que produz essa inércia numa sociedade que prefere o esquecimento à verdade, que prefere a omissão à justiça?

sexta-feira, março 16, 2012

Voltando à ativa!!!!




Na tarde de ontem, quinta feira, dia 15, tive uma profícua e fraterna reunião/encontro com o amigo de mais de 30 anos e Secretario de Organização do PCdoB, Walter Sorrentino. Discorremos sobre minha disponibilidade de militância e as  limitações físicas decorrentes de minha doença, a “meliopatia cervical compressiva”.
 Discutimos  sobre meu futuro nas fileiras do Partido e sobre a vida. Nas próximas  semanas, ele e o presidente do Partido, Renato Rabelo, com quem encontro hoje a tarde, decidem onde serei mais útil para a luta que travamos sempre, por um Partido revolucionário e presente nas lutas do povo e por um Brasil socialista.

quinta-feira, março 15, 2012

O Tempo não para!!





Lá do meio do inesgotável “bau” do Joelson Meira, foto dos anos 90. Nós na Câmara dos Deputados.
 Joelson a esquerda de bigode, cabeludo e ainda cheirando acarajé, eu quando ainda usava bigode, de terno e na “flôr” da idade, Marilidia Varejão, velha amiga do Espirito Santo e Luciano, na época “cacique” da Vila Planalto, em Brasilia.
 Lembrar é viver como diz o dito popular!! Tinha que postar a imagem no meu Blog do Luiz Aparecido e no Facebook e outras redes sociais!!!!

quarta-feira, março 14, 2012

Rescaldo saudoso de minha ida ao Rio de Janeiro!!!


Xaolin escreveu:


Quando cheguei ao Aeroporto Santos Dumond e encontrei o camarada
Luiz Aparecido da Silva me pareceu simplesmente uma pessoa frágil e doce. Já conhecia suas histórias de lutas pelo povo brasileiro. Hospedado em minha morada na Rocinha, pude analisar seu interior bravio, inquieto e ousado. Luiz foi combatente contra a ditadura. Preso e torturado tem sequelas até hoje. Mas este paulistano guerreiro não foge á luta, principalmente na luta de idéias. Quando o levei de volta ao Aeroporto do Galeão, uma funda tristeza, uma funda turbação caiu em mim, ficou em mim presa. Prezado Luiz Aparecido, não abandonarei suas idéias e seus ideais, carrega-los comigo e lutar por eles é nosso dever! Com cópia aos revolucionários:
Selenia Granja Claudio Bastos Batista Lemos Sonia Latge Rodrigo Weisz José Reinaldo Carvalho Walter Sorrentino Roberto Cesar Cunha Elias Khalil Jabbour e muitos outros.
  • Selenia Granja e outras 5 pessoas curtiram isso.
    • José Reinaldo Carvalho Uma dupla de grandes revolucionários Aparecido e Xaolin Da Rocinha Xaolin


    • Luiz Aparecido da Silva 
      Meu querido Xaolin, voce me emocionou e mexeu fundo na minh!alma em constante turbilhão. Conviver com voce, sua companheira Gisa, sua filha Sofia, os companheios que conheci ai na Rocinha, foi excelente e só fortaleceu nossos laços de amizade e camaradagem revolucionaria. Só espero que nossos planos deem certo e eu acabe indo para o Rio de Janeiro partilhar contigo e demais companheiros a luta eleitoral que se avisinha e será bravia. Estou pronto para mais esta batalha. Voce faz parte agora dos meus irmãos camaradas, como aqueles que voce citou acima e muitos outros espalhados por este Rio de Janeiro maravilhoso e preenche de necessidades de transformações e do Brasil todo. Saudações revolucionarios e meu baita abraço renovado sempre na lembrança.

segunda-feira, março 12, 2012

Acompanhando Xaolin pela Rocinha e comunidades do Rio de Janeiro!!!

Eu e Xaolin na na sua Laje na Rocinha!!

To aqui no meio da comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro!!



Nestes tres dias e meio que passei no Rio de Janeiro, principalmente na Rocinha e adjacências, hospedado na morada do querido camarada e amigo Xaolin  da Rocinha, com sua esposa e companheirona Gisa e sua filha Sofia, pude sentir a pujança da liderança dele na região e o respeito que tem o povo das comunidades pelo PCdoB. Por isto ele é nosso candidato a vereador nas próximas eleições.

O povo daqui da Rocinha e das demais comunidades carentes e abandonadas do Rio de Janeiro, terão nele um legitimo e combativo representante na Câmara de Vereadores. No domingo, fomos a “favelinha Parque da Cidade”, na Gávea, numa feijoada patrocinada pelo Grupo de Teatro  ‘Bando Cultural Favelado”, dirigido pelo também camarada Castello. Lá encontramos Julieta e outras moradoras da comunidade que lutam por melhorias, segurança e paz e que abraçaram a candidatura do Xaolin.

Nosso camarada tem muito a fazer, além da defesa dos interesses da comunidade, vai trabalhar para representar os taxistas que tanto sofrem neste Rio de Janeiro e outras categorias de trabalhadores desta cidade maravilhosa. O Camarada Batista Lemos, do Comite Central e da direção regional do Rio,  junto com Ana Rocha e a dirigente municipal Sonia Latje, já compreenderam a importância da candidatura do Xaolin e vão dar todo o apoio do partido a ele.

sábado, março 10, 2012

Chegando ao Rio com Alceu Valença, Geraldinho Azevedo e encontrando Xaolin da Rocinha!!!!

Estou hoje e até segunda, no Rio de Janeiro, hospedado na casa do camarada e amigo Xaolin da Rocinha, lá esmo, na Rocinha.. Depois de uma reunião onde encontrei o Batista Lemos,  combativo camarada do Comitê Central que agora  esta no Rio, vamos encontrar o Luiz Athayde, presidente da Cebracan- Camara das Empresas Brasileiras de Capital Nacional. A idéia do encontro, é reativar as atividades da Cebaracan para obter mais espaço politico no governo da presidente Dilma, hoje ocupado só por grandes corporações e empresas multinacionais. Uma luta em prol de um Brasil soberano e avançando rumo ao Socialismo. A cara do PCdoB.  Depois conto como avançaram estas conversas.

REMINISCENCIAS DAS MUSICA E DAS CAMPANHAS!!

Minha viagem de Brasília para o Rio de Janeiro ontem, sexta feira, foi prazeirosa. No mesmo vôo encontro dois ídolos meus e do povo brasileiro. Os cantores e compositores  Geraldinho Azevedo e Alceu Valença. Viemos proseando sobre musicas e acontecimentos que nos eram e são comuns. Lembramos de meu amigo e “cumpadre” TomZé . Das peregrinações que fizemos nas campanhas presidenciais do ex-presidente Lula, desde 1989 até a última, onde os dois abrilhantaram muitos comícios nossos por este Brasil afora, mas principalmente no Nordeste. Foi um prazer e uma matação de saudades danadas de boas. Faltou Moraes Moreira pro povo confundir com o Alceu Valença e vice-versa! .

sexta-feira, março 09, 2012

Entre o Rio de Janeiro e São Paulo!!

Amigos e amigas, brasileiros e brasileiras! Hoje a partir das 15 horas estarei até segunda de manhã no Rio de Janeiro. Vou para encontrar e prosear com meu amigo e camarada Xaolin da Rocinha e tambem meus queridos Batista Lemos, Luiz Athayde, Ana Rocha e outros amigos e camaradas. Segunda em diante, estarei em São Paulo para ver Zé Reinaldo, Renato Rabelo, Carlos Umberto, Jesus Lucena, Flavio Bortot, Antonio Martins, Aramis de Moraes,Pedro Ynterian e outros amigos e camaradas. Em Brasilia de volta só domingo dia 18. Mas estarei sempre no ar aqui no Face e nos meu celular. Bom fim de semana a todos!!!

quinta-feira, março 08, 2012

Salve as mulheres!!!!

Hoje é "Dia Internacional da Mulher" e eu cumpro com prazer a obrigação de homenagea-las personificando-as nas que fazem parte da minha vida! Polyana minha companheira de todas as horas, minhas filhas a "bebe" Elza Maria, Hellen Joyce, a quarentona Andréa Paz, minhas netas Lais e Mel e muitas outras que outrora e hoje deram colorido a minha vida. E a todas as guerreiras do Lar ou da vida que ajudam o Mundo a ficar melhor. E é claro, as minhas muitas amigas que prezo e cultivo. Salve as mulheres, Sinhô!

terça-feira, março 06, 2012

Em homenagem ao "Dia Internacional da Mulher", artigo mostra sua importancia no mundo que vivemos!!!


Artigo de Carlos Pompe*,originalmente publicado no Portal Vermelho!!


Precisamos de mais mulheres, com classe, na política

Maioria absoluta da população, as mulheres ainda têm baixa representação parlamentar, o
que torna essa questão um desafio para todos os brasileiros e brasileiras, especialmente os
proletários e proletárias, principais interessados na efetiva democratização da sociedade, não
só política, mas também econômica, social e culturalmente.

A representação política de mulheres cresceu entre 1997 e 2010, segundo a União
Interparlamentar da ONU, porém ainda não atingiu sequer condição de paridade com a
representação masculina. Nas Américas, em 1º de janeiro de 1997, as mulheres eram 12,9%
da representação política total, índice que cresceu para 22,5% em 31 de dezembro de 2010;
no mundo essa representação que era de 12% em 1997, foi para 19,3% no final de 2010. O
Brasil, com 8,6% de mulheres com mandato na Câmara dos Deputados, está abaixo dos países
árabes, onde elas são 11,4%. Estamos em 110º lugar, em um conjunto de 135 países, e, nas
Américas, estamos em penúltimo lugar (o último, Panamá, tem 8,5% – apenas 0,1% abaixo de
nós – de representação política de mulheres). O país que liderava, em junho de 2011, a lista
as Américas e ocupava a 5ª posição mundial era a Cuba socialista, com as mulheres ocupando
43,2% das cadeiras no parlamento.

Na nossa última campanha eleitoral, em 2010, pela primeira vez elegemos uma mulher
para presidir o país, mas o candidato da direita, José Serra, e seu PSDB usaram a campanha
eleitoral para, em conluio com setores retrógrados religiosos, fazer ataques contra direitos
das mulheres e criminalizar questões de saúde pública, como o direito ao aborto. Marlise
Matos, no estudo “Recentes dilemas da democracia e do desenvolvimento no Brasil: por que
precisamos de mais mulheres na política?”, considera que a ofensiva conservadora levou a
que “o efeito desejável e ansiosamente esperado de termos duas mulheres candidatas ao
cargo máximo do país (e o fato de termos eleito uma delas à Presidência) não tivesse quase
nenhum impacto nos demais espaços das candidaturas no âmbito da eleição”.

Naquele pleito, somente o Partido Comunista Operário (PCO) cumpriu a previsão legal de 30%
de candidatas na lista de concorrentes à Câmara Federal (duas, no total de seis concorrentes –
33,33%), seguido pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), com 33 de seus 126 concorrentes
(26,19%). Embora constituam 51,8% do eleitorado, apenas 20,34% dos que disputaram
o pleito eram mulheres. Mesmo assim, essa campanha contou com o maior número de
candidatas da história do país. Em 2010, dos que disputaram vaga na Câmara Federal,
4.137 (79,62%) eram homens e 994, mulheres (19,38%). Para as assembleias legislativas
concorreram 9.808 homens (79,28%) e 2.563 mulheres (20,72%) – para a Câmara Distrital,
de Brasília, concorreram 612 homens (74,28%) e 208 mulheres (25,72%). Proporcionalmente,
o Mato Grosso foi a unidade da federação com maior número de candidatas (23, do total
de 70 – 32,86%). Pernambuco, com apenas 14 mulheres entre os 178 candidatos, foi o de
menor percentual feminino (7,87%). O PCdoB foi o que elegeu a maior bancada feminina (seis
mulheres em 15 eleitos, 40%), seguido do PTdoB (uma deputada e dois deputados, 33,33%).
Dos 513 integrantes da Câmara Federal, apenas 45 (8,77%) são mulheres. No Senado, há 12
senadoras, entre os 81 lugares.

Com base nesses números, Marlise considera que “o campo político segue sendo um reduto
masculino”. Dentre as muitas dificuldades enfrentadas pelas mulheres para ingressar nas lides

políticas, ela cita as tarefas domésticas e responsabilidades familiares, além da jornada de
escolarização – segundo essa analista, as mulheres “são efetivamente a maioria” em todos os
níveis de ensino.

O determinante na luta política é a questão de classe, e não outra. A orientação dos Estados
Unidos no cenário internacional é imperialista, mesmo que seu atual presidente seja o negro
Barak Obama. Também imperialista é a orientação da Alemanha, mesmo sendo o governo
liderado pela primeira-ministra Angela Merkel. Contudo, em seu estudo, publicado na revista
Sinais Sociais, nº 17, setembro-dezembro de 2011, Marlise Matos aponta estas características
na presença e permanência de mais mulheres no trabalho político:

“1) as mulheres tendem a enfatizar e a lutar mais por uma agenda de reivindicações que
incorpore os temas de justiça social, em uma luta mais efetiva contra as desigualdades; 2)
mais mulheres no poder certamente redunda em uma maior legitimidade democrática,
pública e política dos governos em países, estados e municípios; 3) existem, efetivamente
contribuições particulares – interesses, perspectivas e visões de mundo – que as mulheres
podem trazer para a política; 4) as mulheres tendem a fazer um uso ótimo e mais eficiente dos
recursos disponíveis; 5) as mulheres tendem a exercer o poder de modo mais compartilhado,
delegado e descentralizado, podendo compatibilizar agendas exercidas por meio de uma
forma de governança multinível e democratizadora, em que a complexidade de elementos que
envolvem os desafios contemporâneos possa ser contemplada”.

Como afirmei antes, o determinante é a questão de classe. Mas sem dúvida as parlamentares
comunistas, senadora Vanessa Grazziotin e deputadas federais Alice Portugal, Jandira Feghali,
Jô Moraes, Luciana Santos, Manuela D´Avila e Perpétua Almeida preenchem esses quesitos – e
com classe!

Saudemos as mulheres também no twitter: @Carlopo
*Carlos Pompe, comunista, revolucionario, curioso e cronista do Mundo e admirador inconteste das mulheres!

quinta-feira, março 01, 2012

Severo de Lucca Crudo! Um JORNALISTA e combatente da liberdade e da Justiça!!




Há algum tempo vinha procurando noticias de meu amigo e camarada Severo Crudo. Com ele convivi e trabalhei durante anos em São Paulo e nutria por ele e Matilde, sua esposa, um carinho e um respeito impar! Ultima noticia que tive é que ele era da Comissão de Ètica do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso.
Fiquei feliz, mas continuei tentando um contato pessoal e apelei ao Sindicato e amigos comuns. Nenhuma nova noticia, até que hoje inesperado e-mail da Matilde, que publico abaixo. A noticia me abalou e me emocionou. Eu, o José Eduardo Faro Freire e outros companheiros que com ele convivemos estamos tristes e eu, nesta postagem de meu blog publico como homenagem ao homem e guerreiro que tombou lutando contra o câncer, a noticia e a troca de correspondência com a viúva e artigo do jornalista João Negrão publicado na imprensa mato-grossense!

Prezado Luiz Aparecido


A noticia é triste: Severo faleceu no dia 14 de fevereiro, vitima de câncer contra o qual lutava ha cinco anos.
Recebeu seu e mail, com muita alegria, e ensaiou responder varias vezes, mas acho que não quis compartilhar noticias sobre seu estado de saúde já fragilizado.
A noticia do falecimento repercutiu na imprensa mato-grossense e atraiu dezenas e dezenas de amigos ao velório.
Mande noticias suas. 
Abraços

Minha resposta a Matilde!

Minha querida!

Voce não sabe como sinto a morte de meu camarada e amigo Severo Crudo!! Com ele convivi por anos em São Paulo, onde trabalhamos juntos em algumas redações e militamos juntos no Sindicato dos Jornalistas e nosso querido PCdoB. Conheci ele ainda casado com a tambem companheira Lais e depois com Matilde, esta grande guerreira, companheira e amiga.
Depois que ele foi para Mato Grosso, perdi o contato pessoal, mas sempre tinha noticias dele. Trabalhando na imprensa local com sua excepcional  capacidade e competencia e militando no Sindicato dai. Sempre foi um lutador das boas e justas causas e pela valorização dos jornalistas. 
Nós perdemos o amigo e a humanidade uma grande alma !
Meus sinceros sentimentos a Matilde. Aqui em Brasilia, se ela precisar de mim é só entrar em contato. Sei que ela esta abalada com a perda de seu companheiro, mas com força de seguir em frente e continuar a luta e os projetos de vida que certamente Severo Tinha.
Baita Abraço
Luiz Aparecido 


*   

Um jornalista chamado Severo
Quando o jornalista Severo Crudo era sepultado no final da tarde do dia 14, eu dava mais um novo passo na minha vida profissional. Às vésperas de completar 28 anos de carreira e próximo dos meus 52 anos. Uma coincidência paradoxalmente triste para mim



Quando o jornalista Severo Crudo estava sendo sepultado no final da tarde do último dia 14, eu dava mais um novo passo na minha vida profissional. Às vésperas de completar 28 anos de carreira e próximo dos meus 52 anos. Uma coincidência paradoxalmente triste e alegre para mim. Porque não dá para dissociar o início do meu trilhar como jornalista de minha convivência com o amigo Severo.
Algumas histórias que compartilhei com ele dão ilustram bem quem era Severo Crudo, descendente de italianos, mas com sua paciência oriental. Talvez pela convivência com sua esposa, Matilde, também jornalista, de ascendência japonesa. Quem conviveu com ele na redação de A Gazeta nos idos dos anos 1991 e 92, se recorda bem do seu jeito calmo e sereno e da forma peculiar de se sentar à frente do computador, com as pernas cruzadas, como se fosse um psicanalista investigando a alma de cada texto. Não me recordo exatamente quando conheci Severo Crudo. Lembro que foi ainda no início da década de 80, em meio à efervescência da luta contra a ditadura militar e depois na batalha pelas Diretas, que colocaria fim ao regime militar em 1985.
Até então o meu partido, o PC do B, ainda estava na clandestinidade e eu sobrevivia ali em Rondonópolis na corda bamba, sofrendo ameaças de todos os lados no meu trabalho de organização partidária.
Foi quando conheci Severo e Matilde. Em meio a uma imprensa totalmente aliada aos poderosos das oligarquias econômicas e políticas que dominavam a cidade, foi um alento encontrar dois jornalistas com idéias e ideais libertários. Foram meus exemplos profissionais.
Em 1983 Rondonópolis passou a ter uma administração de marca popular, a do então prefeito Carlos Bezerra (PMDB), e eu, junto com o trabalho clandestino do PC do B, atuava na organização de associações de moradores, sindicatos e núcleos rurais. O movimento social era apoiado pela prefeitura e encontrava todo tipo de resistência da direita local. Só para ilustrar, Rondonópolis foi uma das principais cidades onde estava organizada no país a ultra-direitista União Democrática Ruralista (UDR), que combateu a reforma agrária e ajudou a sabotar o governo Sarney. Ali também existia (e ainda existe) a anticomunista TFP (Tradição Família, Propriedade), entidade ligada à ala ultra-direita da Igreja Católica.
Era neste contexto que atuávamos e nosso trabalho só não encontrou mais dificuldade porque tínhamos o apoio de pessoas como Severo e Matilde. Não foram poucas as vezes, por exemplo, que eles nos emprestavam um dos carros da família para desenvolvermos nosso trabalho político. Lembro até hoje: era um velho Corcel II e uma velha Variant, que eram usados por ele e pela Matilde. Quando um dos carros ficava a nossa disposição, a família tinha que se reorganizar. Severo também quis nos emprestar uma casa que a família possuía num conjunto habitacional da cidade, mas a reforma do espaço inviabilizou.
Anos mais tarde, já ambos morando em Cuiabá, além de trabalhar com ele na redação de A Gazeta, dividimos também espaços no movimento sindical. Naquela época, início dos anos 90, eu era secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas, presidido por Regina Deliberai, e ajudei a liderar o primeiro movimento grevista da história do jornalismo mato-grossense. E lá estava o Severo participando conosco, com sua cabeleira branca destoando daquele bando de jovens.
Em outras ocasiões – pelo menos em duas que presenciei: na eleição das gestões presididas por Antonio Peres e Fábio Carvalho – Severo e outros profissionais da então chamada velha-guarda do jornalismo mato-grossense, como Ailton Segura, ajudou a garantir a vitória, numa mobilização extremamente difícil. Foram tempos em que o sindicalismo em geral sofria um grande refluxo, e os jornalistas, em particular, estavam muito apáticos e desmobilizados.
Naquele final de tarde do dia 14 de fevereiro, conversei com a Matilde. Foi uma conversa rápida ao telefone. Ela já estava partindo com o corpo do Severo para o sepultamento. Mas foi suficiente para a Matilde me relatar a forma com ele se foi: serena e tranqüila.
(*) JOÃO NEGRÃO é jornalista e editor executivo da revista BSB Brasil Agenda, em Brasília.


Rio comemora seus 477 anos de fundação.


Rio de Janeiro, a "Cidade Maravilhosa", segunda capital do Brasil(a primeira foi Salvador) comemora hoje 447 anos. Uma cidade em plena pujança e beleza, repleta de contrastes e problemas de todas nossas grandes cidades, mas habitada por um povo lutador, solidario, bonito e criativo. Nosso segundo berço do Samba e capital dos Carnavais. Parabens ao Rio e seu maravilhoso povo!

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Partido e amigos comemoram os 70 anos de Renato Rabelo!!

70 anos: Renato Rabelo é homenageado por camaradas e amigos



A celebração dos 70 anos do aniversário do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, na noite desta segunda-feira (27), em São Paulo, foi marcada pela demonstração de admiração e respeito de lideranças políticas, dirigentes de diversas frentes do movimento social brasileiro, amigos, familiares e militantes do PCdoB. Os 70 anos de vida de Renato refletem também os 50 anos de luta e dedicação pela construção de uma sociedade mais igualitária e humana.



Gisella Gutarra Sedano
aniversário Renato
Ao lado da esposa Conceião Rabelo (Conchita) e dos netos, Renato Rabelo agradece as saudações e as homenagens
A festividade, organizada pela direção nacional do Partido, foi uma homenagem à trajetória política e pessoal de Renato que se une na luta pelo socialismo, pela democracia e na construção de um novo projeto político para o povo brasileiro. “O Renato é uma pessoa que se destaca e vem de uma geração que lutou pela democracia e legou ao país esses momentos importantes que estamos vivendo. Ele engrandece o nosso Partido e nos orgulhamos de tê-lo como líder da nossa corrente de pensamento à qual ele vem dando contribuições importantíssimas”, afirmou o secretário nacional de Organização do PCdoB, Walter Sorrentino. 

Haroldo Lima, membro do Comitê Central e da Comissão Política do PCdoB, falou em nome dos companheiros de Partido, amigos e familiares de Renato. Ele relatou um pouco da história política do dirigente comunista e lembrou a eleição de Renato à presidência da União dos Estudantes da Bahia, o período em que esteve na clandestinidade, o trabalho ao lado de João Amazonas e o papel de articulação que Renato protagonizou na Frente Brasil Popular — que levou Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.

“No curso desse processo o Renato tem se revelado uma pessoa com muita combatividade, firmeza de princípios e muita flexibilidade tática. É uma pessoa muito hábil — do ponto de vista político — e muito fiel. O Renato é muito fraternal com todas as pessoas que convivem com ele, dentro e fora do Partido e em sua própria família”, afirmou. 

Para o senador cearense Inácio Arruda, as comemorações pelos 70 anos recebem tom político em função da liderança nacional de Renato. “Ele é uma figura respeitadíssima em função do grau de amplitude com que ele faz política até hoje, conduzindo o nosso Partido e fazendo política sem distinção. Temos um grande grau de elevação do que é fazer política. Renato é reconhecido pela firmeza nas opiniões que defende e na flexibilidade para ouvir aliados, amigos e até os adversários. É assim que ele também nos ajuda a construir o Brasil”.

O ministro do Esporte Aldo Rebelo ressaltou que a trajetória de Renato é um exemplo para todos os comunistas do Brasil. “O Renato é para o PCdoB a expressão mais elevada do compromisso com os interesses dos trabalhadores e do povo e de abnegação e defesa do Partido e dos interesses partidários”. Em nome da bancada comunista, a líder do PCdoB na Câmara, Luciana Santos falou do carinho e da admiração dos parlamentares do Partido. A vice-presidente do Partido ressaltou que Renato é o “timoneiro das causas dos comunistas, do dia a dia e dos desafios do país”. 

Em seu discurso, Renato Rabelo agradeceu a homenagem e falou do simbolismo e da grande emoção de dividir aquele momento com seus familiares e companheiros. Ele ressaltou que o Partido representou em sua vida a maior universidade, que lhe ensinou a compreensão da ética, do que é tratar o povo e o ser humano. O dirigente nacional falou da importância dos 90 anos do Partido e de seu esforço para honrar os grandes líderes e mártires do PCdoB que deram suas vidas pela causa comunista. 

Lideranças nacionais

Lideranças de diversos partidos ressaltaram o grande poder articulador, a firmeza na defesa dos ideais comunistas e o papel histórico que o dirigente do PCdoB protagonizou na construção da Frente Brasil Popular — que representa, a partir da eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ascensão das forças populares no Brasil. Politicamente, o dirigente nacional dos comunistas brasileiros é reconhecido por sua habilidade de formulação estratégica e tática. 

A presidente Dilma Rousseff enviou uma mensagem reforçando os laços e o compromisso do dirigente comunista na construção do atual projeto político do país e desejando votos de longa vida a Renato. Em entrevista ao Vermelho, o vice-presidente da República, Michel Temer, destacou a capacidade de agregação. “Tenho mantido vários encontros com ele e vejo, em primeiro lugar, a sua capacidade intelectual de formular políticas para o Brasil. Por isso é muito agradável, cívica e politicamente, encontrar com o Renato”. O líder do PT na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza, falou do papel que o dirigente comunista representa na política brasileira. “O Rabelo é um grande companheiro, uma pessoa que contribui para o pensamento político, ideológico, social e econômico do movimento de esquerda do Brasil e tenho aprendido muito com ele. Renato é uma figura importante pra todos nós da esquerda no Brasil”. 

José Dirceu falou da importância das relações entre o PT e o PCdoB. “Temos uma caminhada comum que já vem de décadas — desde o João Amazonas. Sempre trabalhei muito pela amizade entre o PT e o PCdoB e se o Lula foi presidente, se hoje temos a Dilma presidente e se o Brasil mudou é porque o PCdoB esteve conosco. Esta é uma noite de alegria e reconhecimento pela liderança e pelo papel do nosso amigo Renato Rabelo na presidência do PCdoB e na luta comum”. 

O vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, lembrou que apesar de visões diferentes, ambos os partidos mantêm relações duradouras da época da luta contra a ditadura militar e a redemocratização do país. “Nossas relações com o PCdoB são de longa data. Ele é um dos grandes quadros do comunismo brasileiro e trabalhamos com muito empenho na construção da Frente Brasil Popular. Nós, os comunistas e socialistas, somos antes de mais nada humanistas e defendemos a liberdade”. 

O vereador e pré-candidato do PCdoB à Prefeitura de São Paulo, Netinho de Paula também prestou votos de felicidades a Renato. Também marcaram presença o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, o pré-candidato do PT à Prefeitura paulistana, o ex-ministro Fernando Haddad e o ex-governador José Serra.

Kassab ressaltou a “carreira e o espírito público” de Renato. Já José Serra disse que mantém uma relação indireta com dirigente comunista desde os anos de 1960 — durante a fundação da Ação Popular — e que “independentemente de diferenças políticas”, mantém um grande respeito por Renato. 


Por Mariana Viel

Exames no SARAH foram animadores!!!

“Nota oficial alvissareira”
Após 4 horas de exames e consulta ontem, segunda-feira no Hospital SARAH, de Brasilia, os médicos chegaram a um diagnóstico positivo sobre meu estado de doença. Examinaram minha “ressonância magnética” e meu exame no “laboratório de movimentos” e concluíram que minha coluna esta normal e não precisarei de outra intervenção cirúrgica. A “ressonância” na cabeça apontou alguns vasos sanguíneos com problemas e terei agora que me cuidar mais para não ter um “AVC”. A queda de força na mão e braço esquerdo que senti a partir do dia primeiro de janeiro foi fruto destes problemas, que ocasionaram o que eles chamaram de “Ocorrencia Vascular sistêmica temporal”. Receitaram  “AS” para prevenir tais ocorrências e mais fisioterapia.
As sequelas da “meliopatia cervical compressiva” que lesou minha medula e ocasionou a paralisia quase total e motivou a intervenção cirúrgica, devem continuar por mais um tempo e só os medicamentos e a fisioterapia poderão melhora-las. Mas alguma sequela permanecera! È aprender a conviver com elas. Enfim, sai do SARAH mais animado e pronto para continuar  tocando a vida. Outra consulta ao SARAH esta marcada para daqui a 6 meses. Enquanto isto, vou tomando meus medicamentos e acelerando minha fisioterapia. È isto, as noticias são boas, apesar de tudo. Os movimentos da mão e braço direito estão lentamente voltando ao que era antes, mas há perspectiva de melhorar. È isto! Vamos em frente!!! Obrigado a todos os amigos e camaradas pelo apoio e atenção nestas semanas de apreensão!!!

domingo, fevereiro 26, 2012

Elias Jabbour decifrando o "enigma" chines!!


Amigos, escrevi este artigo ao Monitor Mercantil, um jornal de economia de boa circulação no Rio. Deve sair esta semana e a pauta que pediram foi a sucessão presidencial na China e a "abertura da conta de capitais". Tudo em 800 palavras. Acho que cumpri a missão. Vê o que acham. Abraço!!!
Elias Kalil Jabbour

De Cromwell, Gorbachev e abertura da conta de capitais...

“Mentiras convencionais” travestidas de “bom senso econômico” é mais comum do que imaginamos. Vira e mexe aparece um “especialista” para vaticinar as ditas (não) verdades convencionais sobre a China: “cresce porque acumulou poupança interna” (sic), “a inflação é uma ameaça” (sic), “sobreinvestimento na indústria pesada” (sic), “o sistema financeiro está por um fio” (sic), “trabalho escravo, cuidado” (sic). Existem verdades a serem lamentadas: “os oligopólios são estatais”, “O Estado é pesado”, “o câmbio é manipulado”, “o crédito é estatizado e politizado”, “o mercado é um passarinho na gaiola”.

A China não cresce porque poupou antes de investir. Na China o que meus amigos keynesianos chamam de “princípio da demanda efetiva” não é observada de forma “estática” e sim “dinâmica”. Ou seja, o “princípio da demanda efetiva” foi alçado à política oficial de Estado, logo instrumento de planejamento, assim como o próprio comércio exterior. Para isso existe o sistema financeiro e o crédito. “Poupança financeira” é com Wall Street e não com Wanfuging Street. 

Inflação em países com as características da China se soluciona com manejo de alguns mecanismos macroeconômicos e aumento da produção agrícola e industrial. A produção de cereais da China cresceu pelo oitavo ano consecutivo e bateu um novo recorde este ano, chegando a 571,21 milhões de toneladas, uma alta anual de 4,5%. A produção industrial cresceu 13,5%. Assim, o “problema da inflação” foi domado e decresceu no último semestre de 2011. O crescimento de 9,2% em 2011 pegou de surpresa a todos. Menos os chineses, evidentemente.

Mas este “problemático” país, na falta de viabilização de uma solução líbia, precisa gestar urgentemente um Cromwell, pronto para matar o rei (no caso, o Partido Comunista da China). Cromwell está muito longe. Pode ser um “Gorbachev chinês”. É assim que a cada dez anos que os “especialistas em China” estabelecem parâmetros para a análise da sucessão presidencial no país. Jiang Zemin foi o primeiro Gorbachev chinês. A China entrou na OMC e está subvertendo a ordem estabelecida em Bretton Woods. Hu Jintao foi alçado ao mesmo status do apóstata soviético. Outro problema, pois em sua gestão encerrou um amplo processo de fusões e aquisições culminando na formação de 149 conglomerados estatais, o país tornou-se a segunda economia do mundo, Karl Marx tornou-se o autor estrangeiro mais comentado nas universidades e as Obras Completas de Marx e Engels estão prontas a serem editadas – pela primeira vez na história – em inéditos 100 volumes.

Agora o candidato a Gorbachev, o atual vice-presidente Xi Jinpeng, é o “novo príncipe”, ou seja, um filho de burocratas que ascendeu ao poder por seu “guangxi” (contatos). A ignorância como argumento impede os “especialistas” perceberem que numa sociedade confuciana onde uma revolução nacional-popular (1949) mobilizou toda a sociedade, o que mais existe são “filhos de príncipe”. 

Sua visita recente aos Estados Unidos foi mais um “sinal”, segundo a imprensa norte-americana, de que agora vai. Gorbachev está vivo na China! Nada. Antes de desembarcar em Washington, Xi Jinpeng deu uma passada em Cuba onde assinou 36 contratos de investimentos e deixou por lá US$ 2 bilhões para os “irmãos socialistas cubanos” (nas palavras do próprio candidato à Gorbachev chinês) pagarem quando puder. “Fundo perdido” como tem sido nos últimos dez anos da relação entre os dois países. Nem Brejnev fez melhor.

Sinal de frenesi. A “revolução capitalista” está a ser completada na China. Abertura da conta de capitais no horizonte. É verdade, está bem no horizonte. No mínimo cinco anos. A doença da “análise estática” parece não ter cura. Se for pela “dinâmica” dará para se perceber que abertura da conta de capitais deve ser precedida pelo fortalecimento de empresas internamente. Firmas capazes de agüentar o tranco da concorrência externa. Os chineses tiveram 30 anos para construir as condições para uma abertura lenta, gradual e segura de suas contas de capitais. E com sistema financeiro agindo de acordo com os interesses nacionais e os instrumentos cruciais do processo de acumulação sob controle de mãos bem visíveis. 

A taxa de juros é baixa e o que mais se transaciona nos mercados de capitais chineses são ações de “empresas públicas concedidas para empresas públicas” voltadas a financiar imensas obras de infraestrutura. O dinheiro de fora deve servir, no limite, para financiar imensas empresas públicas. Operações de hedge fund serão bem improváveis.

Mas o “nó estratégico” é outro. O yuan deverá se tornar conversível, logo moeda de troca no comércio internacional. Petróleo e outras commodities em breve serão transacionados em yuan. Pela “dinâmica”, no fundo quem tinha razão era Keynes. Os chineses estão ressuscitando a agenda apresentada (e infelizmente derrotada) por John Maynard em Bretton Woods. Como bons comunistas, os chineses leram e levaram á sério o britânico genial. Será o início do fim da hegemonia do dólar? Essa é a questão a ser respondida.

sábado, fevereiro 25, 2012

Fazer o Brasil avançar!!!

Bom dia e bom fim de semana a todos os amigos. Neste  sábado termina o horário de verão e o feriadão que vem desde as vésperas de Natal. Vamos ver se o Brasil caminha para o rumo certo. Da soberania, Justiça social, inclusão, fim da violencia e coragem do governo para encarar os que ainda se sentem donos do Brasil, como banqueiros, grandes empresarios, latifundiarios e multinacionais. Alem de encarar os “grupelhos” de extrema direita e entreguistas que se alojam em associações recreativa de militares saudosos da Ditadura e que fazem do PIG(Partido da Imprensa Golpista) seus porta-vózes. Coragem Presidente Dilma para tocar pra frente as transformações que o Brasil precisa.

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Carnaval na luta pela Liberdade!





Carlos Pompe*
O Carnaval é considerado uma das festas mais alegres do planeta. Descartando
festas anteriores do Antigo Egito e da civilização greco-romana, suas precursoras, as
referências ao Carnaval só aparecem a partir do século XI, quando a Igreja instituiu a
Quaresma. “Daí em diante, a festa vai tomar várias formas até que, no século XIX, a
burguesia parisiense ‘inventa’ o Carnaval tal como o concebemos atualmente”, conta
Felipe Ferreira nO Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro.


Segundo esse autor, o Entrudo, festa trazida pelos portugueses e denunciada pelo Santo
Ofício em Pernambuco em 1533, virou mania nacional brasileira no início do século
XIX, mas após a Independência se buscou vincular a festa à modernidade francesa.
Nos anos 1840 foram promovidos, em várias cidades brasileiras, bailes carnavalescos
à francesa. Dez anos depois, após idas e vindas de proibições policiais, “a presença de
pessoas fantasiadas pelas ruas das cidades brasileiras durante os dias de folia marcaria
um passo importante no surgimento daquilo que mais tarde ficaria conhecido como
Carnaval de Rua”, registra Felipe.


O livro informa que grupos semiorganizados passaram a ser incorporados à folia, o
que levou um dos jornais do Rio de Janeiro, em 1890, a lamentar a falta de animação
carnavalesca na rua do Ouvidor, onde “somente” conjuntos populares negros se
apresentaram. A partir do início do século passado, as ruas do centro do Rio de Janeiro
foram utilizadas pelas sociedades carnavalescas de elite e pelos grupos populares que,
entre disputas e diálogos, estruturaram “a festa que seria o modelo para todo o país” ao
longo do século.


Após a ditadura militar, imposta com o golpe de 1964, o Carnaval passou a representar,
na temática de vários artistas da música popular, a liberdade e o anseio pelo fim do
regime obscurantista. A Marcha da Quarta-Feira de Cinzas, de Vinícius de Moraes
e Carlos Lyra, composta em 1963, ganhou novo significado a partir de 1965, como
contou Lyra em uma de suas apresentações:


Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou


Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor


E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade...


Ouça a música aqui: http://www.youtube.com/watch?v=Y88EguvjlVM


Em 1965, Chico Buarque lançou o seu Sonho de um Carnaval, cantando:


No carnaval, esperança
Que gente longe viva na lembrança
Que gente triste possa entrar na dança
Que gente grande saiba ser criança.


Aqui, uma bela gravação: http://www.youtube.com/watch?v=Eb12Enr2BR0


Conforme os ditadores foram cometendo crimes contra os brasileiros progressistas e
democratas, mudou também a abordagem do Carnaval no cancioneiro. Pouco depois
do Ato Institucional n° 5, o Império Serrano politizou a avenida Presidente Vargas,
onde ocorriam os desfiles antes da existência do Sambódromo no Rio. Em 1969 levou
o samba Heróis da Liberdade, de Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Manuel
Ferreira, tratando da Inconfidência Mineira e abolição e fazendo referência ao Hino da
Independência, atribuído a Pedro I. Por pressão dos censores, Silas substituiu a palavra
revolução por “evolução” no trecho abaixo:


Ao longe soldados e tambores


Alunos e professores


Acompanhados de clarim


Cantavam assim


Já raiou a liberdade


A liberdade já raiou


Essa brisa que a juventude afaga


Essa chama


Que o ódio não apaga pelo universo


É a evolução em sua legítima razão.


Vale a pena assistir, aqui: http://www.youtube.com/watch?v=6m_-
i0LzjQg&feature=related


Em 1972, Chico Buarque fez a trilha sonora de um filme de Caca Diegues, sobre um
grupo de artistas sem sucesso que consegue um contrato para uma apresentação em


homenagem a um rei que assistirá ao Carnaval no Rio. A música anuncia:


Quem me vê sempre parado, distante
Garante que eu não sei sambar
Tô me guardando pra quando o Carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando
E não posso falar
Tô me guardando pra quando o Carnaval chegar


Veja o gingado e a espontaneidade do Chico aqui: http://www.youtube.com/watch?
v=zu2B2z9XRxQ


Dez anos após o golpe, Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro anunciaram, no seu
Agora é Portela 74:


Conte comigo no seu Carnaval
Tô me guardando contra o mesmo mal
A decisão eu acho que é geral
É cada vez maior o pessoal.


A canção, na interpretação do MPB4, aqui: http://www.youtube.com/watch?
v=bHliJFHO_q8


Finda a ditadura e a censura, a repressão e condenação à festa popular continuou
e continua por parte de religiosos, em especial a alta hierarquia católica, sempre
pressionando governantes e autoridades a proibirem qualquer abordagem que
considerem em contradição com seus dogmas. Foi assim que o alto comando católico,
no Rio de Janeiro, proibiu que uma réplica do Cristo Redentor, vestido de mendigo,
fosse colocada num carro alegórico, por Joãosinho Trinta, em 1989. Sempre criativo,
o carnavalesco cobriu a imagem com plástico preto e afixou-lhe um cartaz: “Mesmo
proibido, olhai por nós”.


Cenas do desfile aqui: http://www.youtube.com/watch?v=ykt0KMvgbDU


Hoje, como em meados do século XIX e, provavelmente, como em meados do século
XXI, há os que reclamam que já não se faz mais Carnaval como os de antigamente. Mas
a festa está aí, para quem gosta, e o feriado também, para quem prefere o repouso.


Bom Carnaval para todos!


Carlos Pompe é comunista, revolucinario, cronista e curioso  do Mundo e colunita do VERMELHO!
@Carlopo